Livro “Os Escolhidos”

Conclui no final de 2016 o livro Os Escolhidos, a versão do livro Patriarcas e Profetas de Ellen G. White, resumida e na linguagem de hoje. Considerando que Patriarcas e Profetas é uma das melhores obras de Ellen White, fica “na cara” que Os Escolhidos também é um livro muito bom. A autora conta e comenta a história do povo de Deus, desde a controvérsia celestial até o reinado de Davi.

Abaixo, trago trechos selecionados desta excelente obra. Como o livro traz muitas citações sobre o Sábado do sétimo dia, separei estas citações em outro post.

1. “Mesmo depois que foi expulso do Céu, a Sabedoria infinita não destruiu Satanás. A fidelidade das criaturas de Deus deve estar baseada na certeza de Sua justiça e amor. Seria difícil para os habitantes do Céu e dos mundos não caídos ver a justiça de Deus na destruição de Satanás. Se ele tivesse sido imediatamente destruído, alguns teriam servido a Deus pelo temor em vez de o fazerem por amor. A influência do enganador não teria sido completamente destruída, tampouco o espírito de rebelião teria sido eliminado. Para o bem de todo o Universo, ao longo dos séculos sem fim, ele deveria desenvolver mais completamente seus princípios, a fim de que suas acusações contra o governo divino pudessem ser vistas sob sua verdadeira luz, e para que a justiça de Deus, bem como a imutável natureza de Sua lei, não pudessem nunca mais ser questionadas.” (p.16)

2. “De uma forma bem clara está estabelecida a origem da raça humana. Deus nos criou à Sua imagem. Não há razão para supor que evoluímos por meio de lentos graus de desenvolvimento, a partir das formas inferiores da vida animal ou vegetal. A Palavra inspirada descreve a origem da nossa raça não como estando relacionada ao desenvolvimento de uma linhagem de germes, moluscos e quadrúpedes, mas ao grande Criador. Embora tenha sido formado do pó, Adão era ‘filho de Deus’ (Lc 3:38).” (p.17)

3. “Desde o princípio, o grande conflito girou em torno da lei de Deus. Satanás procurava provar que Deus era injusto, que Sua lei era imperfeita e que para o bem do Universo era necessário que fosse mudada. Ao atacar a lei, seu objetivo era abolir a autoridade de Deus, seu Autor.” (p.33, 34)

4. “Se a lei de Deus tivesse sido abolida na cruz, como muitos alegam, então a agonia e a morte do amado Filho de Deus teriam sido suportadas apenas para dar a Satanás exatamente o que ele queria; então o príncipe do mal teria triunfado e suas acusações contra o governo divino seriam mantidas. O próprio fato de Cristo ter suportado o castigo pela desobediência humana é um poderoso argumento de que a lei é imutável; que Deus é justo, misericordioso e abnegado; e que a justiça e a misericórdia infinitas se unem na administração de Seu governo.” (p.34)

5. “Uma condição semelhante [ao mundo pré-diluviano] existe hoje. O apetite é satisfeito sem restrições. Mesmo alguns dos que dizem ser seguidores de Cristo estão comendo e bebendo com os ímpios. A intemperança amortece as faculdades morais e espirituais, levando à satisfação das paixões mais baixas. Multidões se tornam escravas da imoralidade e vivem apenas os prazeres sensuais. A extravagância invade a sociedade. As pessoas sacrificam a integridade pelo luxo e ostentação. A fraude, o suborno e o roubo são praticados normalmente sem serem repreendidos. A mídia traz relatos de crimes cometidos com tanto sangue-frio que o instinto de preservação da  vida parece ter se extinguido. Essas atrocidades se tornam tão comuns que quase não provocam surpresa. O ímpeto das paixões e da ilegalidade, uma vez fora de controle, vão encher a Terra de maldição e desolação. O mundo antidiluviano representa a condição para a qual se encaminha rapidamente a sociedade moderna.” (p.53)

6. “O ensino de que foram necessários milhares de anos para que os acontecimentos da primeira semana passassem a existir é uma prova de incredulidade em sua forma mais falsa e perigosa. Seu verdadeiro caráter está disfarçado que é defendido e ensinado por muitos que professam crer na Bíblia. […] A Bíblia não reconhece que houve longas eras em que a Terra evoluiu lentamente do caos em que se achava. Para cada dia que se sucedeu na criação, o registro sagrado declara que consistiu de tarde e manhã, como todos os outros dias que se seguiram.” (p.59)

7. “‘De tudo o que me deres’, disse Jacó, ‘certamente Te darei o dízimo’ (Gn 28:22). Deveremos nós [cristãos], que temos a plena luz do evangelho, ficar satisfeitos em dar a Deus menos do que deram aqueles que viveram antes de Jesus ter vindo ao mundo? Não são nossas obrigações muito maiores? Como é inútil tentar contar matematicamente o tempo, o dinheiro e o amor, diante de tão imensurável amor e de um dom de valor incalculável como esse. Dízimos para Cristo! A esmola mesquinha é uma resposta vergonhosa para aquilo que teve um preço tão alto! Da cruz do Calvário, Cristo nos pede uma consagração sem reservas de tudo o que temos, de tudo o que somos.” (p.106)

8. “A experiência de Jacó é um testemunho do poder da oração perseverante. É agora que temos que aprender essa lição de que devemos viver uma fé inabalável. As maiores vitórias não são aquelas que são ganhas pelo talento, educação, riqueza ou favor dos homens; são aquelas recebidas na sala de audiência de Deus, quando a fé sincera, em agonia, lança mão do braço forte da oração.” (p.115)

9. “Nadabe e Abiú jamais teriam cometido aquele pecado fatal se antes não estivessem sob o efeito do vinho que tomavam livremente [Lv 10:1-11]. Por sua intemperança, não estavam mais qualificados para o desempenho da função sagrada. Tinham a mente confusa e as percepções morais tão adormecidas que não conseguiam fazer a diferença entre o sagrado e o comum. Deus fez então uma advertência a Arão e aos seus dois filhos vivos: ‘Você e seus filhos não devem beber (…) antes de entrar na Tenda do Encontro, senão vocês morrerão’ (Lv 10:9). O uso de bebidas alcoólicas impede as pessoas de compreenderem a santidade das coisas sagradas ou o valor das exigências feitas por Deus. Todos aqueles que ocupavam posições de responsabilidade deveriam ser muito temperantes a fim de manter a mente clara e distinguir o certo e o errado.” (p.218, 219)

10. “Aqueles que maltratam um animal porque ele está sob o seu domínio são ao mesmo tempo covardes e tiranos. Muitos não se dão conta de que a sua crueldade um dia será conhecida, pois os pobres animais mudos não a podem revelar. Se os olhos dessas pessoas se abrissem, elas veriam um anjo de Deus em pé como testemunha para testificar contra elas no tribunal celestial. Aproxima-se o dia em que um juízo será pronunciado contra aqueles que maltratam as criaturas de Deus.” (p.270, 271)

11. “O fim de Balaão foi semelhante ao de Judas. Os dois tentaram unir o serviço de Deus à cobiça por riquezas e fracassaram por completo. Balaão reconhecia o verdadeiro Deus; Judas acreditava em Jesus. Balaão esperava fazer do serviço a Jeová uma escada pela qual ganharia riquezas e honras mundanas. Judas esperava, pela sua ligação com Cristo, garantir riquezas e posição no reino terrestre que pensava que o Messias estava prestes a estabelecer. Tanto Balaão como Judas receberam grande luz, mas um único pecado acariciado envenenou todo caráter e causou sua destruição.” (p.275)

12. “Aqueles que não querem ser presas das artimanhas de Satanás devem guardar bem as avenidas do coração; evitar ler, ver ou ouvir qualquer coisa que sugira pensamentos impuros. Isso exigirá oração fervorosa e vigilância constante. A influência permanente do Espírito Santo atrairá a mente para cima e levará a pensar em coisas puras e santas. ‘Como pode o jovem manter pura a sua conduta? Vivendo de acordo com a Tua palavra.’ ‘Guardei no coração’, diz o salmista, ‘a Tua palavra para não pecar contra Ti’ (Sl 119:9, 11).” (p.281)

13. “‘Todos os dízimos (…) pertencem ao Senhor.’ A forma de expressão aqui é a mesma encontrada na lei do sábado. ‘O sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus’ (Êx 20:10). Deus reservou uma porção especial de nosso tempo e de nossos recursos, e não podemos, sem culpa, usar tanto um quanto outro para servir aos nossos interesses.” (p.324)

14. “O plano de Moisés para arrecadar recursos para a construção do tabernáculo foi muito bem-sucedido. Ele não fez uma grande festa. Não convidou o povo para cenas de alegria, dança e diversão. Tampouco fez sorteios ou rifas. O Senhor instruiu Moisés a aceitar as ofertas de todos os que doassem não só de vontade própria, mas com gratidão. As ofertas vieram em tão grande quantidade que Moisés pediu que o povo parasse de trazer doações, pois eles tinham dado mais do que poderia ser usado.” (p.326)

15. “O ano sabático deveria ser uma bênção tanto para a terra quanto para o povo. O solo, ficando em descanso por uma estação, produziria muito mais depois. O povo estava livre do trabalho pesado do campo. Todos desfrutavam mais lazer, oportunidade de restaurar a condição física, mais tempo para a meditação e o estudo dos ensinos do Senhor e para a instrução de sua família.” (p.328)

16. “O registro bíblico sobre a visita de Saul à mulher de En-Dor confunde muitos estudantes da Bíblia. Alguns se posicionam dizendo que Samuel realmente esteve lá. A Bíblia apresenta muitas provas para concluir o contrário. […] A própria mensagem revela sua origem. Seu propósito não era levar Saul ao arrependimento, mas induzi-lo à destruição. Essa não é a obra de Deus, mas de Satanás. […] Saul não se comunicou com Samuel, o profeta de Deus, mas com Satanás. O inimigo não tinha poder para apresentar o verdadeiro Samuel, mas uma falsificação que lhe serviu para praticar o engano. […] …a religião dos pagãos era uma forma de adoração aos mortos. […] A prática de conversar com seres que dizem ser espíritos dos mortos tem se espalhado muito, até mesmo em lugares que seguem o cristianismo. Seres espirituais às vezes aparecem em forma de amigos falecidos, contam experiências pessoais de sua vida e fazem coisas que eles costumavam fazer enquanto estavam vivos. Dessa maneira, levam as pessoas a acreditar que seus amigos falecidos são anjos. Para muitos, a palavra deles tem mais valor do que a Palavra de Deus. […] Tanto o espiritismo moderno quanto a antiga bruxaria têm como base fundamental a comunicação com os mortos. Eles se baseiam na primeira mentira que Satanás usou para enganar Eva no Éden: ‘Certamente não morrerão! Deus sabe que, no dia em que dele comerem, (…) vocês, como Deus serão’ (Gn 3:4, 5). Firmados nesse engano, tanto um como o outro tem sua origem no pai da mentira. […] Os ‘espíritos familiares’ não eram espíritos dos mortos, mas de anjos maus, os mensageiros de Satanás. […] O espiritismo moderno é um renascimento da bruxaria e da adoração aos demônios que Deus condenou há muito tempo. […] A mensagem do demônio para Saul não tinha a intenção de corrigi-lo, mas de levá-lo ao desespero e à destruição. […] O espiritismo afirma que não existe morte, nem pecado, nem julgamento, nem punição. O desejo é a lei suprema, e os homens prestam contas somente a si mesmos.” (p.424-427)

17. “A dança de Davi em reverente alegria diante de Deus tem sido usada para justificar a dança moderna. Em nossos dias, a dança está associada à folia e diversão. A moral é sacrificada pelo prazer, Deus não é o alvo dos pensamentos e a oração é desprezada. Os cristãos não devem buscar diversões que enfraquecem o amor pelas coisas sagradas. A música e a dança em alegre louvor a Deus na ocasião em que a arca foi transportada não tem a mínima semelhança com a influência desmoralizante da dança moderna. Uma exaltava o santo nome de Deus, a outra é um instrumento de Satanás para fazer as pessoas esquecerem e desonrarem a Deus.” (p.440)

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Os Escolhidos (CPB)
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