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A Igreja Adventista é profética ou apenas um projeto humano?

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Projeto humano ou profético?

A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem raízes proféticas.  Por que Jesus não voltou em 1844, se o cálculo da profecia dos 2300 dias proféticos de Daniel 8:14 estava correto? O equívoco dos cristãos mileritas e de nossos pioneiros não foi nos cálculos, mas na natureza do acontecimento ao final dos 2300 dias-anos.  Naquele ano, Cristo não veio à Terra, mas iniciou a segunda fase do seu ministério no Santuário que está no Céu (Apocalipse 11:19; Hebreus 8:1; 9:1, 2), o que envolve a purificação desse Santuário em um juízo investigativo pré-advento (Daniel 8:13, 14; 7:9-10, 13-14, 22; Hebreus 9:23, 27-28).[1]

Daniel recebera instrução de selar seu livro (Daniel 12:4, 9). É coerente esperar que o livrinho aberto conforme Apocalipse 10:1, 2 seja o livro de Daniel, e que uma parte selada até o tempo do fim é a profecia dos 2300 dias-anos (Daniel 8:26, 27). O grande desapontamento ao final dos 2300 anos de Daniel 8:14 foi predito (Apocalipse 10:9, 10). Assim como o livrinho foi doce na boca do profeta, nossos pioneiros experimentaram a doçura de pregar a breve volta de Jesus. E, como o livrinho foi amargo no estômago do profeta, eles experimentaram grande amargura quando Jesus não regressou. Logo, “…a profecia de Apocalipse 10 se concentra no momento em que é feita a proclamação dos v. 6 e 7, a saber de 1840 a 1844. ”[2]

Em Apocalipse 10:1, 2, o Anjo forte cujo rosto era como o sol é o próprio Senhor Jesus Cristo glorificado.[3] Ele apresenta-se com um livrinho aberto, jurando que já não haveria mais krónos, isto é, tempo (v. 5, 6). “Demora” é uma tradução equivocada. Esse tempo, “…não é o fim do tempo da história deste mundo, nem do tempo da graça, mas do tempo profético que precederia o advento de nosso Senhor. Ou seja, o povo não terá outra mensagem de tempo definido. Após o fim desse período que vai de 1842 a 1844, não pode haver um esboço definido de tempo profético. O mais longo cômputo chega ao outono do ano de 1844.”[4] Apocalipse 10:1-11, em conexão com Daniel 12:5-10, 8:14 e 9:24-27 é uma clara evidência de que são proféticas as raízes da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

 Como é crucial sabermos que não somos um acidente eclesiológico moderno, mas um movimento originado e guiado por Deus! A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem uma missão profética mundial. O Anjo de Apocalipse 10 apresenta-se com um pé na terra e outro no mar, denotando que haveria um movimento mundial (vs. 8), e seria necessário um projeto de missão global envolvendo as nações do mundo (vs. 11; 14:6).[5] A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem uma identidade profética. “Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17).

Esse capítulo menciona a origem do grande conflito entre Cristo e Satanás (Apocalipse 12:7-9), a guerra sistemática do dragão contra os seguidores de Cristo (Apocalipse 12:13; 2 Coríntios 11:2), e o surgimento da igreja remanescente (12:17), após o término dos 1260 dias proféticos (12:6, 14). Tomando em conta que um dia em profecia equivale a um ano (Números 14:34; Ezequiel 4:6,7), aquele período de perseguição do fiel povo de Deus totalizou 1260 anos, que se cumpriu nos 1260 anos de supremacia papal (538-1798). Portanto, após 1798 surgiria esta Igreja fiel aos mandamentos de Deus. Já o Testemunho de Jesus é o Espírito de Profecia (Apocalipse 19:10), ou seja, a manifestação do verdadeiro dom profético nesta Igreja remanescente (Apocalipse 22:9). Por sua obediência e fidelidade, esta é a única Igreja que atrairá a ira final de Satanás.[6]

A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem uma tríplice mensagem profética mundial. Por mais de 150 anos esta Igreja tem pregado a tríplice mensagem de Apocalipse 14:6-12. A primeira mensagem contém um apelo global para temer a Deus, e adorar o Criador, no contexto do juízo. Já a segunda mensagem apresenta a queda de Babilônia e, a terceira, o conflito contra a besta. Esta Igreja guarda os mandamentos de Deus como resultado da fé em Jesus (Apocalipse 14:12). Amigo, você crê de coração que as raízes, missão, identidade e mensagem dos Adventistas do Sétimo Dia estão na profecia apocalíptica? Se sua resposta é sim, ore por esta Igreja. Preserve sua identidade profética. Apoie-a, e se envolva totalmente em sua missão profética. Igualmente, pregue fielmente sua mensagem profética, pois Jesus em breve voltará!

[1]Clifford Goldstein, 1844: uma explicação simples das principais profecias de daniel (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000; William H. Shea, Daniel (Buenos Aires: Asociación Casa Editora Sudamericana, 2010).

[2]Comentário bíblico adventista do sétimo dia, filipenses a apocalipse, (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2014), 7: 882.

[3]Ibíd., “Comentários de Ellen G. White”, 1084.

[4]Ibíd., 1085.

[5]Ranko Stefanovic, Revelation of Jesus Christ (Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 2009), 340.

[6]Angel Manuel Rodríguez, ed., Toward a Theology of the Remnant (Silver Spring, MD: Biblical Research Institute, 2009).

(Notícias Adventistas)

Os 144 mil selados em Apocalipse 7:4

O capítulo 7 responde a pergunta formulada no fim do capítulo 6, “quem poderá suster-se?” Resposta: os 144 mil selados.

POR QUE 144 MIL? 

O número 144 mil é resultado da multiplicação de 12 x 12 x 1.000 = 144.000. Doze é o número das tribos de Israel do Antigo Testamento. Representa também o número da igreja construída sobre o fundamento dos doze apóstolos (Efésios 2:20). … Assim, o número 144 (12 x 12) representa a totalidade de Israel, ou seja, a totalidade do povo de Deus – Antigo e Novo Testamento.

O NÚMERO 1.000 

O número mil pode ter diferentes significados no Antigo Testamento. Ele pode ser um número literal, mas também pode denotar uma subdivisão tribal (Números 31:5; Josué 22:14, 21; 1 Samuel 10:19; 23:23) ou ainda uma unidade militar de cerca de 1.000 soldados. Israel como uma nação foi organizada administrativamente em unidades tribais. No tempo da guerra, no entanto, seu exército foi organizado em unidade militares de 1.000, com subunidades (Números 1:16; 10:4; 31:4-6; 1 Samuel 8:12; 18:13; Êxodo 18:21, 25; 1 Samuel 22:7).

Assim, MIL era a unidade militar básica no antigo Israel. A frase “milhares de Israel” é usada como um sinônimo para o exército de Israel e tem a mesma conotação que “os batalhões de Israel”. Os 144 mil selados compõem-se de 144 unidades militares, doze de cada tribo, significando uma totalidade de Israel. João utiliza imagens de uma batalha para retratar a igreja em seu aspecto de luta terrestre, uma igreja militante. Os 144 mil estão prestes a passar pela grande tribulação e é natural e muito apropriado entender os selados em termos militar de um exército organizado em unidades militares prontas para a guerra.

O fato de Apocalipse 7:4 mencionar os 144 mil como sendo formado “de todas as tribos dos filhos de Israel”, tem levado alguns a sugerir que esse grupo será formado apenas por judeus literais. Essa interpretação, no entanto, carece de base bíblica e de fundamentação histórica. Primeiro, as tribos mencionadas em Apocalipse 7 não são exatamente as mesmas que aparecem na promessa de Ezequiel 48:1-8 e 23-29 (ver também Gênesis 49:1-28).

Em segundo lugar, dez tribos não existiam mais. O reino do Norte de Israel, que era composta de dez tribos, desapareceu da história com a conquista assíria no século VIII a. C. (2 Reis 17:5-23). A maioria das pessoas pertencentes a essas dez tribos foram deportados da Palestina e espalhados entre as nações no Oriente Médio. No curso da história, eles se tornaram assimilados a essas nações (2 Reis 17:24-41) ou amalgamados entre si.

 Finalmente, no Novo Testamento a salvação “em Cristo” desfaz toda e qualquer distinção étnica (Gálatas 3:26-29). Diante disso, somos levados à conclusão de que os 144 mil serão formados pela última geração do povo remanescente de Deus, também chamado de Israel espiritual (Romanos 9:6-8; Gálatas 3:29; 6:16; Tiago 1:1; 1 Pedro 2:9-10). Assim, uma vez que na época de João apenas duas tribos ainda existiam (Judá e Benjamim), parece ser mais lógico supor que aqui temos uma referência ao Israel espiritual, aos crentes fiéis dos dias que antecederão a volta de Cristo. Guia de Estudo Bíblia Fácil – Revista Apocalipse, p. 24-26.

RELAÇÃO DAS 12 TRIBOS NA BÍBLIA

  • Apocalipse 7: Judá, Rúben, Gade, Aser, Nafitali, Manassés, Simeão, Levi, Issacar, Zebulon, José e Benjamim
  • Gênesis 49: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Zebulon, Issacar, Dã, Gade, Aser, Nafitali, José e Benjamim
  • Números 1: Rúben, Simeão, Judá, Issacar, Zebulon, Efraim, Manassés, Benjamim, Dã, Aser, Gade e Nafitali
  • Ezequiel 48: Dã, Aser, Nafitali, Manassés, Efraim, Rúben, Judá, Benjamim, Simeão, Issacar, Zebulon e Gade

A lista de paralelos na ordem das tribos é diferente. Judá vem em primeiro lugar ao contrário de Rúben, o filho mais velho de Jacó. Judá nunca é listado primeiro em qualquer das listas tribais do Antigo Testamento. Este deslocamento que é feito no Apocalipse é facilmente explicado quando é lembrado que o Cordeiro, o Messias, veio da tribo de Judá (Apocalipse 5:5-6). Ele é a cabeça desse círculo que se expandiu do povo de Deus.

No Apocalipse Dã e Efraim são omitidos, e as tribos de José e Levi são incluídas. Na realidade, José, como o filho favorito de Jacó, recebeu uma porção dupla de tal forma que seus dois filhos, Manassés e Efraim, se tornaram chefes de tribos. Israel, na verdade, tinha treze tribos, em vez de doze. A décima terceira era a tribo de Levi, tribo sacerdotal, que nunca recebeu herança. As tribos de Dã e Efraim no Antigo Testamento são descritas como apóstatas. Em seu discurso no leito de morte, Jacó falou de Dã como “uma serpente no caminho, uma víbora junto à vereda” (Gênesis 49:17). Na história de Israel, a tribo de Dã fez para si uma imagem de escultura (Juízes 18: 27-31). Durante o tempo da monarquia dividida, Dã se tornou um dos centros de culto idólatra que competiram com o Templo de Jerusalém (1 Reis 12: 29-30; 2 Reis 10:29).

Da mesma forma, Efraim tornou-se para os profetas um símbolo da apostasia de Israel e idolatria (Oséias 4:17; 8:9-11; 12:1; 2 Crônicas 30:1, 10). O salmista descreve Efraim como “arqueiros equipados com arcos, mas eles viraram as costas no dia da batalha, eles não mantêm a aliança de Deus” (Salmo 78:9-10). Na época de Isaías, Efraim se juntou à Síria contra Judá (Isaías 7:2-9), aliando-se assim com os inimigos do povo de Deus. O mais provável é que João omitiu Dã, bem como Efraim, e contou com a tribo de Levi, que não foi contado entre os doze tribos no Antigo Testamento.

 CONCLUSÃO

 Assim, podemos concluir que os 144 mil serão todos os salvos que estiverem vivos por ocasião do fechamento da porta da graça (Apocalipse 22:11) e passarem pela grande tribulação. Ao ler Apocalipse 7 muitos pensam ver dois grupos (os 144 mil e a grande multidão), mas se trata de um mesmo grupo em dois momentos distintos – antes e depois da batalha. Nos versos 1 a 8, os 144 mil estão prestes a passar pela grande tribulação por isso é apropriada a linguagem militar de um exército organizado para a guerra. Na visão João vê uma grande multidão vestida de branco, com palmas nas mãos e um cântico nos lábios. Este é o cântico da vitória, ou seja, terminou o tempo de prova e eles agora se encontram diante de Deus. Estudo “O Fim do Mundo” em http://ofimdomundo.com.br/

O selo de Deus em Apocalipse 7:2

santo-sabado1Então vi outro anjo subindo do Oriente, tendo o selo do Deus vivo.” Apocalipse 7:2a

O selo do Deus vivo. O selo de Deus é concedido a quem vive em íntima união com Cristo e recebe continuamente o dom gratuito da Sua justiça. O selo é “o seu nome e o nome do Pai” (Apoc. 14:1). O nome de Cristo e o nome do Pai são símbolos do Seu caráter. (Ver Parábolas de Jesus, p. 330.)”. LES963 – Lições da Escola Sabatina, 3º trimestre de 1996, lição 4, p. 6.

“O selo não é alguma ‘marca que pode ser vista, mas a consolidação na verdade, para que eles [o povo de Deus] não possam ser abalados’ (Comentário de Ellen G. White, SDABC, vol. 4, p. 1.161).”. Conforme citado em LES892 – Lições da Escola Sabatina, 2º trimestre de 1989, p. 101.

O selo de Deus é o nome de Cristo “e o nome de Seu Pai” escritos na fronte (Apoc. 14:1). Aquele que vence o pecado pela graça de Cristo tem o nome dEle e o nome do Pai inscritos em sua pessoa (Apoc. 2:17; 3:12; 22:4).  …Muitos nomes visavam a indicar o caráter daqueles que os recebiam. LES892, p. 100.

Somente as vestes que Cristo proveu, podem habilitar-nos a aparecer na presença de Deus. Essas vestes de Sua própria justiça, Cristo dará a toda alma arrependida e crente. “Aconselho-te”, diz Ele, ‘que de Mim compres … vestidos brancos, para que vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez. Esse vestido fiado nos teares do Céu não tem um fio de origem humana. Em Sua humanidade, Cristo formou caráter perfeito, e oferece-nos esse caráter. Parábolas de Jesus, p. 311.

Apocalipse 7 não está falando do selo do evangelho que é aplicado pelo Espírito Santo para dar-nos a certeza de que somos filhos de Deus. Os de Apocalipse 7 já o receberam. Como sabemos? Porque o selo de Apocalipse 7:1-3 é aplicado sobre os servos de Deus, o que demonstra que já são convertidos.

…Onde, revela Deus, está o Seu selo para os crentes? Isaías 8:16 … “…sela a Lei no meio dos Meus discípulos.”  …

Alguns cristãos se surpreendem ao ler este versículo. Não obstante, ele se harmoniza plenamente com o Novo Testamento, onde diz: ‘Ora, sabemos que O temos conhecido por isto, se guardamos os Seus mandamentos. Aquele que diz: Eu O conheço, e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade’ (I São João 2:3,4).

São Paulo disse que a obediência da lei distingue o cristão espiritual do carnal, ‘por isso o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar, portanto os que estão na carne não podem agradar a Deus’ (Romanos 8:7, 8).

Seria bom fazermos uma análise para comprovar a firme certeza do que acabamos de descobrir.

Busquemos na lei de Deus (Êxodo 20:3-17) as três características básicas de um selo completo: 1. Nome; 2. Cargo; 3. Jurisdição. Encontraremos no mandamento que estabelece o dia de repouso.[1. Senhor Deus; 2. Criador; 3. Universo]”. SRA/EP – Seminário Revelações do Apocalipse/Edição do Professor, p. 59.

No Apocalipse, o selo de Deus está associado com o caráter do remanescente, semelhante ao de Cristo. O selo colocado na testa do povo de Deus em Apocalipse 7 é definido em Apocalipse 14:1 como os nomes de Cristo e do Pai. Na Bíblia, o nome de uma pessoa corresponde à própria pessoa, ou seja, ao seu caráter. O nome de Deus indica como Ele é. Portanto, ostentar o nome de Deus significa não apenas pertencer a Ele, mas ter desenvolvido, pela Sua graça, um caráter semelhante ao dEle.

Neste ponto, pode ser interessante lembrar que há uma identidade muito próxima entre Cristo e Sua lei. A lei é a expressão escrita do caráter de Deus. É também importante destacar que, no Apocalipse, o remanescente é caracterizado por guardar os mandamentos de Deus. Isso fica claro em Apocalipse 12:17 e 14:12. Os que ouvem e aceitam a mensagem dos três anjos são descritos como os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus (Apoc. 14:12). Esses são os selados.

As duas características mencionadas são extremamente significativas. Poderiam ser chamadas de fé e obediência, evangelho e lei. Os selados reconhecem que sua salvação só é uma realidade através da fé em Jesus, e confiam inteiramente nEle. Mas sabem também que Jesus deseja ser o seu Senhor. Eles reconhecem a soberania de Jesus ao guardar Sua lei como expressão de amor e gratidão.

O selo de Deus está associado com Sua lei e, de maneira muito especial, como sábado. O primeiro anjo de Apocalipse 14:7 convida os habitantes da Terra a adorarem a Deus, o criador do Céu e da Terra. Isso é exatamente o que o sábado nos convida a fazer. Quando imitamos a nosso Criador e Redentor, nos tornamos como Ele é.” LES963, lição 9, p. 5A.

Tendo em conta que Jesus disse que não mudou a lei e que não autoriza mudá-la (São Mateus 5:17, 18), e que o remanescente que receberia o selo de Deus seria obediente a Seus mandamentos (Apocalipse 14:12), fica claro que Deus não mudou Seu sinal (o santo sábado). Ainda mais: no Apocalipse há uma séria advertência para os que alteram a Palavra de Deus (Provérbios 30:5, 6) e terríveis maldições de Deus para quem acrescente algo a Sua Palavra ou dela tire alguma coisa (Apocalipse 22:18, 19).“ SRA/EP, p. 106 e 107.

Visto que a observância do sábado é um sinal de santidade (Êxo. 31:13), ela constitui uma parte importante da experiência de justiça pela fé em Cristo. …’De todos os dez preceitos, só o quarto contém o selo do grande Legislador, Criador dos céus e da Terra.’ – Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 17. (Comparar com Patriarcas e Profetas, págs. 313 e 315; Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 232.). …O mandamento do sábado é o selo de Deus porque contém o nome, a autoridade e o domínio do Legislador divino (Êxo. 20:8-11; comparar com I Reis 21:8; Ester 3:12).” LES892, p. 102.

Nosso Senhor Jesus Cristo foi muito enfático ao declarar que Ele não veio mudar a lei (São Mateus 5:17) e que não autoriza a mudança sequer de uma letra ou sinal enquanto durarem os céus e a Terra (São Mateus 5:18). Portanto, qualquer mudança da lei de Deus não obedece à vontade divina, mas a daquele que se rebelou contra Deus e foi expulso do Céu (Apocalipse 12:7-9). Por isso é que a obediência ao mandamento do sábado se constitui num sinal ou selo de lealdade a Deus (Ezequiel 20:20).” SRA/EP, p. 61.

Selo de Deus Vivo: O caráter de Deus gravado na alma dos que se dedicaram inteiramente a Cristo. O sinal exterior é a observância do sábado.” LES892, p. 99.

A observância do sábado é o sinal exterior de que nos entregamos tão completamente a Deus e estamos tão firmados na verdade, que não podemos ser abalados, mesmo quando for decretada a pena de morte para os que observam o sábado.” LES892, p. 103.

O sinal de Deus, ou selo, de Sua obra criativa e redentiva é o sábado. O sábado é um sinal de que Ele é o Criador. (Gen. 2:1-3; Êxo. 20:8-11).

O sábado é também um sinal de santificação ou consagração (Êxo. 31:13; Ezeq. 20:12). O dom da santidade se tornou possível através da morte de Cristo e pela dotação do Espírito Santo (I Pedro 1:2). Então o sábado é um sinal ou selo da justificação e salvação.”LES963, lição 9, p. 3.

Assim como Êxodo 31:16, 17 diz que o sábado seria sinal perpétuo entre Deus e Seu povo, Isaías 56 demonstra claramente que o sinal seria para todo crente, independente de sexo, nacionalidade, raça ou qualquer outra diferença humana. Note que Jesus aplicou esta profecia aos dias do Novo Testamento. (S. Mateus 21:13; São Marcos 11:17; São Lucas 19:46). …

Apesar da tremenda emergência que significou a morte de seu amado Filho, a bem-aventurada … Maria não fez as compras dos aromas para embalsamar a Jesus no sábado, mas esperou o domingo para ungir o Seu corpo [São Lucas 4:16, 31; 23:52-56]. Isto mostra que ela guardava o mandamento do sábado, no qual está o selo de Deus. Outras mulheres piedosas, as quais não puderam comprar na sexta-feira, guardaram o sábado e fizeram suas compras no domingo. (São Marcos 16:1-2.)  O mesmo exemplo encontraremos na vida de Paulo, …

Muitos católicos chamam o sábado de dia da Virgem. Na realidade é o dia que a bem-aventurada … Maria guardava, e o Novo Testamento nos revela que ela repousava no sábado, ‘conforme o mandamento’ de Deus. Nós faríamos bem em imitar seu piedoso exemplo, guardando o sábado tal qual ela fazia.

Não sei se você já pensou nisso, mas o que significa ser cristão? Ser cristão é imitar a Jesus; ser semelhantes a Ele, viver a vida que Ele viveu. Por exemplo: Não devemos odiar, porque Ele perdoava e mesmo na cruz orou: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.” Do mesmo modo, um cristão guarda o sábado porque Jesus, nosso exemplo, também o guardou.” SRA/EP, p. 61.

(Reavivados Por Sua Palavra)

O número da besta em Apocalipse 13:18

A numerologia judaica considerava o número 7 como o número da perfeição e da plenitude. O número de Deus o replicaria três vezes, chegando a 777, refletindo Sua absoluta perfeição e superioridade. O sétimo dia da semana homenageia o Deus único e verdadeiro. Mas aqui temos uma paródia de Deus, uma besta de sete cabeças e um nome de blasfêmia em cada cabeça. Seis é o “número do homem” (v. 18 NVI), tendo em vista que o homem foi criado no sexto dia. O número da besta, um 6 triplicado, reflete as tentativas do homem de subir ao lugar de Deus, apesar de sua depravação absoluta. Tanto Paulo (2 Ts 2:4) quanto João (1 Jo 2:18-19) fala deste anticristo se levantando dentro da igreja. Mas vestes religiosas não santificam o orgulho humano e a ambição profana. Nem concedem permissão para perseguir aqueles que discordam deles. – Garth Bainbridge em reavivadosporsuapalavra.org/

Qual é o número da Besta de acordo com o Apocalipse e qual seu significado? Apocalipse 13:18 (comparar com Daniel 3:1) 

Assim como Nabucodonosor, o rei de Babilônia, exigiu ser adorado por meio de uma imagem de ouro, Satanás levará o mundo a adorá-lo. Com exceção, é claro, de um grupo de pessoas que não aceitará adorá-lo, como os amigos de Daniel. As Bestas do Apocalipse são os instrumentos satânicos para impor esta adoração ao inimigo de Deus.

O número 666 representa um sistema, em vez de um indivíduo. Como é usado num sentido simbólico, ele não pode ser uma marca literal. Os judeus acreditavam que havia uma maldição no número seis, mesmo estando ele sozinho. Multiplique-o por três e ele terá uma potência para o mal impossível de ser superada.

A estátua construída por Nabucodonosor, em Daniel 3, tinha 60 côvados de altura e 6 côvados de largura. Os deuses em Babilônia eram classificados por números. O deus menor recebia o número 6 e o deus maior, o número 60. Quando se desejava referir-se a todos os deuses, usava-se o número 600. Assim vemos um claro paralelo entre Daniel 3 e Apocalipse 13. Este número está em oposição a Deus e busca ocupar Seu lugar. – Guia de Estudo Bíblia Fácil – Revista Apocalipse, p. 49.

Número da besta – “Esse número místico representa um sistema, antes que um homem. O dragão, ou a serpente – o paganismo – deu à besta ‘o seu poder, e o seu trono, e grande poderio’.” Apoc. 13:2. – O Apocalipse Revelado, p. 142.

Número de um homem – “O número 666 é um número ‘humano’ (RSV). O texto grego básico pode ser traduzido corretamente ‘o número de um homem’ ou ‘o número de homem.’ …Será que 666, com seus três 6, aponta então para o homem voltado para si mesmo e para sua própria maneira de realizar as coisas …?

“Há muito tempo, desde a igreja primitiva, tem-se demonstrado grande interesse em identificar quem é o 666. Tem havido nomes cuja soma dos valores numéricos de suas letras dá esse valor. Mas não podemos ignorar que o 666 não é a única característica do anticristo. Se não se cumprissem todas as outras características  teríamos que aceitar que não se trata de uma coincidência. No caso do poder papal, tendo em conta que se cumpriram todas as outras características que as profecias apresentam como identificadoras do anticristo, não estaríamos diante de mera casualidade, e sim frente ao poder representado em Apocalipse 13.” – SRA/EP, p. 103.

“Sendo que o anticristo se coloca em lugar de Cristo e se opõe a Ele, é lógico supor que a marca, o selo ou sinal do anticristo seja oposta à de Cristo, ou uma substituição dela.” – SRA/EP, p. 106.

“Desde o começo do século dezessete, a interpretação usual tem sido que 666 representa o valor numérico das letras de um dos títulos do papa: Vicarius Filii Dei.

                V … 5, I … 1, C … 100, A … 0, R … 0, I … 1, U … 5, S … 0

                F … 0, I … 1, L … 50, I … 1, I … 1

                D … 500, E … 0, I … 1

                Total = 666” – LES893, p. 52.

“O latim é a língua oficial da Igreja Católica. O papa, na teologia católica, representa toda a Igreja. Um dos títulos do papa é Vicarius Filii Dei (‘Vigário do Filho de Deus.’) Em resposta à pergunta de um leitor, a revista católica Our Sunday Visitor para 18 de abril de 1915, declarou: ‘As letras inscritas na mitra do papa [sua coroa sacerdotal] são estas: Vicarius Filii Dei, que é a forma latina para Vigário do Filho de Deus. Os católicos afirmam que a Igreja, a qual é uma sociedade visível, precisa ter uma cabeça visível.’” – C. Mervyn Maxwell, God Cares (Boise, Idaho: Pacific Press, 1985), vol. 2, p. 413 e 414., citado em LES893, p. 52.

De maneira bem resumida podemos dizer que o número 666 se opõe ao número 7. A Marca de Deus é representada pelo numeral 7 em toda a Bíblia. Deus tornou santo o DIA 7 da semana na criação do mundo (Gênesis 2:1-3). O número 7 também aparece de maneira excessiva nas escrituras. Como exemplo o livro do Apocalipse trata de 7 igrejas, 7 trombetas, 7 pragas, 7 selos. O número 7 é tão onipresente na Bíblia que mesmo os inimigos do quarto mandamento (Êxodo 20:8-11 e Lucas 23:56) reconhecem que é especial. O rei Salomão arrecadou 666 talentos de ouro e não conseguiu felicidade:

E o peso do ouro que se trazia a Salomão cada ano era de seiscentos e sessenta e seis talentos de ouro; 1 Reis 10:14.

O número 666 representa os projetos humanos imperfeitos e ditatoriais de busca de ordem e paz mundial que chegarão ao auge na imposição do falso sábado. – A marca da besta em http://adventismoemfoco.wordpress.com

As duas testemunhas mártires em Apocalipse 11:3

martires

“Apocalipse 11 [mostra] as duas testemunhas que estiveram de luto durante os 1.260 anos de perseguição e que haveriam de ser mortas durante o período do terror, na Revolução Francesa e que ressuscitariam, crescendo até o céu.” – SRA {Seminário Revelações do Apocalipse}/EP, p. 140.

Apocalipse 11 antecipa o que virá em seguida. Nalguns aspectos o capítulo 11 resume o que é considerado na segunda metade do livro. A ordem para medir o templo, o altar e os adoradores antecipa os acontecimentos retratados simbolicamente nos capítulos 12 a 14, especialmente o apelo para perseverança em Apocalipse 14:12. A referência às duas testemunhas profetizando vestidas de pano de saco por 1.260 dias (Apoc. 11:3) corresponde à fuga da mulher para o deserto durante o mesmo período de tempo (Apoc. 12:13 e 14). A besta que sobe do abismo para pelejar contra as duas testemunhas (Apoc. 11:7-10) prefigura os esforços do dragão para fazer guerra à descendência da mulher (Apoc. 12:17). O diabo usa a besta que emerge do mar (Apoc. 13:1), e depois, a que emerge da terra (Apoc. 13:11). – LES892, p. 160.

Duas Testemunhas – “O Antigo e o Novo Testamentos.”  – LES892, p. 164.

“As duas testemunhas constituem algo que pode continuar existindo na presença de Deus, e ser ao mesmo tempo atacado na Terra. A interpretação de que as ‘testemunhas’ são a Palavra de Deus – o Antigo e o Novo testamentos – é a única que se ajusta às especificações dadas na profecia.”  – LES892, p. 164.

42 meses (1260 dias) – “Os 42 meses e os 1.260 dias são uma referência ao período da supremacia papal (538 A.D. a 1798 A.D.). Durante esse tempo, as duas testemunhas (as Escrituras Sagradas) profetizaram vestidas de pano de saco. Esse foi um tempo em que as forças do mal “calcaram aos pés” verdades da palavra de Deus e perseguiram os que procuraram perseverantemente estudar as Escrituras por si mesmos.” – LES892, p. 165.

Os períodos aqui mencionados — “quarenta e dois meses” e “mil, duzentos e sessenta dias” — são o mesmo, representando igualmente o tempo em que a igreja de Cristo deveria sofrer opressão de Roma. Os 1.260 anos da supremacia papal começaram em 538 de nossa era e terminariam, portanto, em 1798. Nessa ocasião um exército francês entrou em Roma e tomou prisioneiro o papa, que morreu no exílio. Posto que logo depois fosse eleito novo papa, a hierarquia papal nunca pôde desde então exercer o poder que antes possuíra. – O Grande Conflito, p.266. 

A besta que sobe do abismo é Satanás e ele usaria instrumentalidades humanas para consecução de seus propósitos. A “grande cidade”, mencionada no verso 8, em cujas ruas as testemunhas foram mortas, é “espiritualmente” Sodoma e o Egito. De todas as nações da Bíblia, o Egito, de maneira mais ousada, negou a existência de Deus e resistiu aos Seus preceitos. Quando Deus lhe falou através de Moisés, ele orgulhosamente respondeu: “Quem é o SENHOR para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o SENHOR, nem tampouco deixarei ir a Israel” (Êxodo 5:2). Isto é ateísmo e a nação representada pelo Egito daria expressão a uma negação idêntica às reivindicações do Deus vivo.

A “grande cidade” representa também Sodoma. A corrupção desta cidade na violação da lei de Deus manifestou-se especialmente na licenciosidade. Esse pecado também deveria ser característica preeminente da nação que cumpriria as especificações deste texto.

O ateísmo de Faraó e a licenciosidade de Sodoma têm seu exato cumprimento na história da França. O poder ateísta que governou na França durante a Revolução e reinado do terror desencadeou contra Deus e Sua Palavra uma guerra jamais vista. O culto à Divindade foi abolido pela Assembleia Nacional. Bíblias eram recolhidas e publicamente queimadas. A Lei de Deus era calcada a pés. O dia de repouso semanal, o sábado, foi posto de lado, e em seu lugar cada décimo dia era dedicado à orgia e blasfêmia. O batismo e a comunhão foram proibidos. E anúncios afixados visivelmente nos cemitérios, declaravam ser a morte um sono eterno.

O Apocalipse também diz “onde nosso Senhor foi crucificado” {Apocalipse 11:8}. Essa profecia também foi cumprida pela França. Na perseguição que ela infligiu aos que professavam o evangelho, crucificou a Cristo na pessoa de Seus discípulos. O Massacre de São Bartolomeu, na noite de 24 de agosto de 1572, quando milhares foram mortos em uma única noite, é um claro exemplo disso. Guia de Estudos Bíblia Fácil – Revista Apocalipse, p. 37. 

Três dias e meio {Apocalipse 11:9} – Ataque à Bíblia. Perto do fim dessa opressão espiritual [42 meses – verso 2], foi feito um ataque contra a Bíblia na França, sob a influência de um regime ateu. Houve uma tentativa para destruir a Palavra de Deus, mas foi inútil. … O período de três dias e meio de tempo profético simbolizava três anos e meio.” – LES892, p. 165.

Três Dias e Meio: O período de tempo profético que se estendeu de 26 de novembro de 1793, quando um decreto, promulgado em Paris, aboliu a religião, até 17 de junho de 1797, quando o governo francês removeu as restrições à prática da religião. (Ver SDABC, vol. 7, pág. 803.)” – LES892, p. 164.

“Como a Bíblia o desmascara, Satanás procura silenciar seu testemunho, quer mantendo-a oculta quer destruindo-a. Se aplicamos a estes três dias e meio o princípio bíblico de um dia por um ano (Ezequiel 4:6), chegaremos à conclusão de que o testemunho bíblico reviveria três anos e meio depois de ter sido aniquilado. Esta profecia se cumpriu de um modo muito preciso e surpreendente na história da França. Os três anos e meio foram exatamente o Reinado de Terror da revolução Francesa. Esse período começou a 26 de novembro de 1793 quando a França, por decreto se sua assembleia legislativa, declarou que não há Deus, o que foi motivo de regozijo para todos os seus habitantes, e durou até 17 de junho de 1797, quando o governo francês anulou o decreto e outra vez se permitiu a prática da religião na França. Durante este tempo a Bíblia foi queimada e abolida na França, foi ‘morta’. Todas as igrejas foram fechadas e proibiu-se a adoração de Deus por decreto da assembleia, que era o corpo legislativo da França. Também se decidiu que a semana seria de dez dias. O dia de descanso foi abandonado e em seu lugar se consagrava um dia em cada dez para a orgia e a blasfêmia. Negou-se abertamente a existência de Deus. Uma mulher imoral foi nomeada a deusa da razão, e as pessoas deviam adorá-la. Ficou proibido todo tipo de culto religioso. Tudo isto durou exatamente três anos e meio, como o disse a profecia. Porém, o testemunho bíblico não só ressuscitaria, mas se elevaria e sua fama subiria ao Céu. Em 1804 e 1816 foram organizadas as primeiras e maiores sociedades bíblicas e o livro de Deus inundou o planeta, constituindo-se no livro mais difundido de toda a história da humanidade.” – SRA/EP, p. 130.

Subiram para o Céu {Apocalipse 11:12} – “Importância e exaltação das à Bíblia depois da supressão indicada mais acima [11:9].” – LES892, p. 164.

Testemunhas revividas e exaltadas – “Diz-se que Voltaire havia declarado: ‘Se foram necessários doze pescadores ignorantes para levar adiante o Evangelho de Jesus Cristo, eu mostrarei que basta um francês para destruí-lo. Daqui a 50 anos ninguém se lembrará da Jesus Cristo.’

“Paradoxalmente, 25 anos depois as Sociedades Bíblicas compravam a casa que havia sido de Voltaire e a converteram em um depósito de Bíblias. As duas testemunhas haviam ressuscitado e estavam subindo cada vez mais, como diz a profecia.” – SRA/EP, p. 130.

“… Milhões tem lutado contra a Bíblia. Mas ela está longe de ser destruída. Onde havia cem cópias da Palavra de Deus nos dias de Voltaire, agora existem cem mil. Nas palavras de um primitivo reformador: ‘A Bíblia é uma bigorna que tem gasto muitos martelos.’ Tudo o que é edificado sobre a autoridade humana, será destruído; mas o que se acha fundado sobre a rocha da Palavra de Deus permanecerá eternamente.” – O Grande Conflito condensado, p. 128

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