Livro “Caminho a Cristo”

Neste ano de 2017 completa-se 125 anos de publicação do livro Caminho a Cristo, um clássico da escritora Ellen G. White publicado em 1892. Já havia lido este livro creio que 3 vezes (veja aqui), inclusive este foi uns dos meus primeiros livros da irmã White que li, juntamente com o Vida de Jesus. Trago abaixo alguns trechos de mais uma leitura (paginação oficial)!

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O livro Caminho a Cristo foi publicado em 1892.
  1. “Os espinhos e as ervas daninhas – as dificuldades e provações que tornam a vida tão cansativa e cheia de preocupações – foram designados para o bem do ser humano, como parte do preparo necessário no plano de Deus para erguê-lo da ruína e degradação causadas pelo pecado.” (p.9)
  2. “Jesus não suprimia sequer uma palavra da verdade, mas falava sempre com amor. Ele tinha tato e prestava bondosa atenção ao interagir com as pessoas. Nunca Se mostrava rude, jamais pronunciava uma palavra severa sem necessidade e evitava causar dor desnecessária a uma pessoa sensível. Ele não censurava a fraqueza humana. Falava a verdade, mas sempre com amor. Denunciava a hipocrisia, a incredulidade e a iniquidade; mas Suas repreensões rigorosas eram sempre proferidas com lágrimas e tristeza. Chorou por Jerusalém, a cidade que Ele amava, a qual se recusou a receber Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Os líderes rejeitaram o Salvador, mas Ele os considerava com meiga compaixão. Sua vida foi de abnegação e repleta de cuidado pelos outros. Cada pessoa era preciosa aos Seus olhos. […] Ele via em todos os homens seres caídos, cuja salvação era o objetivo de Sua missão.” (p.12)
  3. “Mas será que o pecador deve esperar até que tenha se arrependimento para ir a Jesus? Será que o arrependimento tem que ser um obstáculo entre o pecado e o Salvador? A Bíblia não ensina que o pecador precisa arrepender-se antes de atender o convite de Cristo: ‘Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei’ (Mt 11:28). É a virtude que vem de Cristo que conduz ao verdadeiro arrependimento.” (p.26)
  4. “Deus não considera igualmente graves todos os pecados. Há diferentes gradações de culpa, tanto aos olhos de Deus quanto aos humanos. […] O julgamento do homem é parcial e imperfeito, mas Deus vê todas as coisas como realmente são. Desprezamos o alcoólatra, e dizemos-lhes que o seu vício vai excluí-lo do Céu, enquanto o orgulho, o egoísmo e a cobiça geralmente não são condenados.” (p.30)
  5. “O pecado, por menor que possa parecer, implica risco de perda da vida eterna. Aquilo que não vencermos acabará por nos vencer, e causará a nossa destruição.” (p.32, 33)
  6. “A luta contra o eu é a maior de todas as batalhas. A renúncia do eu, a sujeição de tudo à vontade de Deus, requer uma luta; mas a pessoa deve se submeter a Deus antes de ser renovada em santidade.” (p.43)
  7. “Ele [Deus] odeia o pecado, mas ama o pecador. Ele entregou-Se, na pessoa de Cristo, para que todos pudessem ser salvos e desfrutar as bem-aventuranças eternas no reino de glória.” (p.54)
  8. “… a obediência não é uma mera concordância externa e sim uma consequência do amor. A lei de Deus é uma expressão da natureza divina; é uma personificação do grande princípio do amor e, por isso, o fundamento do Seu governo no Céu e na Terra. Se nosso coração for renovado à semelhança de Deus, se o amor divino estiver nele implantado, é claro que viveremos em obediência à lei de Deus.” (p.60)
  9. “Não ganhamos a salvação por nossa obediência, pois a salvação é um dom gratuito de Deus que recebemos pela fé. Mas a obediência é fruto da fé. […] A suposta fé em Cristo que leva a pessoa a se esquivar da obrigação de obedecer a Deus não é fé, mas presunção.” (p.61)
  10. “A condição para a vida eterna ainda é a mesma que sempre foi: perfeita obediência à lei de Deus, perfeita justiça, exatamente como era no Paraíso, antes da queda de nossos primeiros pais. Se a vida eterna nos fosse concedida sob qualquer condição inferior a essa, a felicidade de todo o Universo estaria correndo perigo. Estaria aberto o caminho para que o pecado com toda a sua miséria se perpetuasse.” (p.62)
  11. “Existe uma espécie de crença que é totalmente diferente da fé. A existência e o poder de Deus, a veracidade de Sua Palavra, são fatos que nem Satanás e suas hostes podem sinceramente negar. A Bíblia diz que ‘os demônios creem e tremem’ (Tg 2:19). Mas isso não é fé. Onde existe não só a crença na Palavra de Deus, mas também uma submissão da vontade a Ele; onde o coração é entregue e as afeições são nEle concentradas, aí existe fé – uma fé que opera por meio do amor e que purifica o coração. Mediante esta fé, o coração é renovado à imagem de Deus.” (p.63)
  12. “Nada há mais apropriado para fortalecer o intelecto do que o estudo das Escrituras. Nenhum livro é tão capaz de elevar nossos pensamentos e dar vigor às faculdades como as grandiosas e enobrecedoras verdades da Bíblia. Se a Palavra de Deus fosse estudada como deveria ser, as pessoas teriam uma mente mais esclarecida, um caráter mais nobre e firmeza de propósito, coisas raramente vistas nos dias de hoje.” (p.90)
  13. “Leia-a [a Bíblia] sempre que tiver oportunidade; decore as passagens. Mesmo andando pelas ruas, você pode ler uma passagem e meditar sobre ela, fixando-a na mente.” (p.90)
  14. “A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo. Não que isso seja necessário para que Deus saiba quem somos, mas para nos habilitar a recebê-Lo. A oração não faz Deus descer até nós, mas eleva-nos a Ele.” (p.93)
  15. “Por mais que disfarcem, a verdadeira causa para a dúvida e o ceticismo é, na maioria das vezes, o amor ao pecado. Os ensinos e as restrições da Palavra de Deus não agradam ao coração orgulhoso e amante do pecado, e os que não estão dispostos a obedecer a seus preceitos são os primeiros a duvidar de sua autoridade.” (p.110)

Você pode ler em pdf, em áudio, no youtube, ou comprá-lo. Boa leitura!

Livro “Os Campeões são Vegetarianos”

15069608Você sabia que Pitágoras, Platão, Sêneca, Pasteur, Voltaire e Einstein eram vegetarianos? O desportista e campeão mundial Éder Jofre afirmou: “Sou vegetariano desde a idade de 16 anos. Eu até recomendo a todos que se esforcem para deixar de comer carne. Cheguei a ser campeão do mundo sem comê-la.” Os Campeões são Vegetarianos é um livro bem prático que resume os benefícios da dieta vegetariana, além de conter informações sobre uma dieta equilibrada e muitas receitas.

Abaixo, trechos selecionados deste livro, a partir do tópico 2 são citações da irmã Ellen G. White:

  1. “O termo ‘fruta’ é com frequência limitado a maçãs, bananas, laranjas, peras, uvas, melancias, etc. Segundo definição da botânica, fruta (fruto) é o produto da flor. Assim, com essa definição em mente, frutos incluem outros alimentos não chamados comumente de frutas, tais como berinjela, pimentão, abóbora, tomates e azeitonas. Examine-os cuidadosamente, todos vêm da flor.” (p.9)
  2. “‘Quanto maior for o uso que fizermos de frutas frescas, tais como são apanhadas da árvore, maior será a benção’ (Testemunhos Para a Igreja, v.7, p.126).” (p.12)
  3. “‘Em geral, usa-se demasiado açúcar no alimento. Bolos, pudins, massas, geleias, doces, são a causa ativa de má digestão. Especialmente nocivos são os cremes e pudins em que o leite, ovos e açúcar são os principais ingredientes. Deve-se evitar o uso abundante de leite e açúcar juntos’ (Conselhos Sobre o Regime, p.113)” (p.71)
  4. “‘Açúcar não é bom para o estômago. Causa fermentação, e isto obscurece o cérebro e ocasiona mau humor’ (ibid., p.327)” (p.71)
  5. “‘Pães e bolachas doces raramente temos em nossa mesa. Quanto menos comidas doces comermos, melhor; elas causam perturbações no estômago, e produzem impaciência e irritabilidade nos que se habituam a usá-las (…) Alguns gostam mais das bolachas mais doces, mas estas são nocivas aos órgãos digestivos’ (ibid., p.321)” (p.71)
  6. “‘Toda ofensa cometida contra as leis da saúde requer do transgressor o pagamento da penalidade em seu próprio corpo’ (Testemunhos Para a Igreja, v.4, p.409)” (p.71)
  7. “‘A criação de animais está afetada. As carnes estão contaminadas. Se nós pudéssemos saber que os animais estavam em perfeita saúde, eu recomendaria que o povo comesse carne de preferência a grandes quantidades de leite com açúcar’ (Testemunhos Para a Igreja, v.2, p.369)” (p.77)
  8. “‘Alguns, depois de partilharem largamente de outros alimentos, comem a sobremesa, não porque dela necessitem, mas porque é saborosa. Se os convidados a servir-se de outro pedaço, a tentação é demasiado grande para resistirem, e dois ou três pedaços de torta são acrescentados ao estômago já sobrecarregado. O que assim faz nunca se educou em exercer renúncia. A vítima do apetite está tão apegada a sua maneira de ser, que não pode ver o dano que está causando a si própria’ (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p.333)” (p.82)
  9. “‘Algumas pessoas serão mais beneficiadas deixando de comer durante um ou dois dias na semana, do que com qualquer quantidade de tratamentos ou orientação médica. O jejum de um dia na semana lhes seria de proveito incalculável’ (Testemunhos Para a Igreja, v.7, p.134)” (p.90)
  10. “‘O verdadeiro jejum que se deve recomendar a todos, é a abstinência de toda espécie de alimento estimulante, e o uso apropriado de alimentos simples e saudáveis, por Deus providos em abundância’ (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p.90)” (p.91)

25 motivos para um adventista se tornar vegetariano

“Amado, acima de tudo, faço VOTOS por tua prosperidade e SAÚDE, assim como é prospera a tua ALMA” (III João 1:2)

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“O regime cárneo é a questão séria. Hão de seres humanos viver da carne de animais mortos? A resposta, segundo a luz dada por Deus, é: não, decididamente não” (EGW, CRA, pág. 388).

“A criação animal está enferma, e é difícil determinar o grau de enfermidade na família humana resultante do regime cárneo. Lemos constantemente nos jornais diários acerca da inspeção da carne. Açougues estão continuamente sendo esvaziados; a carne que se vende é condenada como imprópria para o uso” (EGW, CRA, pág. 413).

MOTIVO 1: JAMAIS FOI O PLANO DE DEUS

“Deus não providenciou carne de animais mortos como parte do regime alimentício do homem” (EGW, Carta 2, 1884). “A carne não é essencial para a saúde e a resistência, do contrário o Senhor haveria cometido um erro ao prover o alimento para Adão e Eva antes de sua queda. Todos os elementos de nutrição se acham contidos nas frutas, verduras e cereais” (EGW, CRA, pág. 395). “Deus deu aos nossos primeiros pais o alimento que pretendia que a humanidade comesse. Era contrário ao Seu plano que se tirasse a vida a qualquer criatura. Não devia haver morte no Éden. Os frutos das árvores do jardim eram o alimento que as necessidades do homem requeriam. Deus não deu ao homem permissão para comer alimento animal, senão depois do dilúvio” (EGW, CRA pág. 373).

POR QUE ENTÃO DEPOIS DO DILÚVIO?

“Fora destruído tudo que pudesse servir para a subsistência do homem, e diante da necessidade deste, o Senhor deu a Noé permissão de comer dos animais limpos que ele levara consigo na arca. Mas o alimento animal não era o artigo de alimentação mais saudável para o homem” (EGW, CRA pág. 373). Porém: “O povo que viveu antes do dilúvio comia alimento animal e satisfazia suas concupiscências até encher-se sua taça de iniquidade, e Deus purificou a Terra de sua poluição moral, por um dilúvio” (EGW, CRA pág. 373). Portanto, Deus permitiu o alimento animal pela ocasião do dilúvio, necessidade especial, mas os antediluvianos já comiam a carne sem permissão de Deus. E: “Depois do dilúvio o povo comeu à vontade do alimento animal. Deus viu que os caminhos do homem eram corruptos, e que o mesmo estava disposto a exaltar-se orgulhosamente contra seu Criador, seguindo as inclinações de seu coração. E permitiu Ele que aquela raça de gente longeva comesse alimento animal, a fim de abreviar sua vida pecaminosa. Logo após o dilúvio o gênero humano começou a decrescer rapidamente em tamanho, e na extensão dos anos” (EGW, CRA pág. 373).

E QUANTO AOS ISRAELITAS, DEUS NÃO DEU CARNE PARA ELES?

“Escolhendo a comida do homem, no Éden, mostrou o Senhor qual era o melhor regime; na escolha feita para Israel, ensinou Ele a mesma lição… Tirou os israelitas do Egito, e empreendeu educá-los, a fim de serem um povo para Sua possessão própria. Desejava, por intermédio deles, abençoar e ensinar o mundo inteiro… Proveu-lhes o alimento mais adaptado ao Seu desígnio; não carne, mas o maná, ‘o pão do Céu’. João 6:31” (EGW, CRA pág. 374). Portanto, a vontade de Deus era que os israelitas não comessem carne! Mas eles comeram. Por que comeram? “Foi unicamente devido a seu descontentamento e murmuração em torno das panelas de carne do Egito, que lhes foi concedido alimento cárneo, e isto apenas por pouco tempo. Seu uso trouxe doença e morte a milhares. Todavia a restrição a um regime sem carne não foi nunca aceita de coração. Continuou a ser causa de descontentamento e murmuração, franca ou secreta, e não ficou permanente” (EGW, CRA pág. 374). E “Quando se estabeleceram em CANAÃ, foi permitido aos israelitas o uso de alimento animal, mas com restrições cuidadosas, que tendiam a diminuir os maus resultados” (EGW, CRA pág. 374).

E QUAL FOI O RESULTADO POR COMEREM CARNE?

“Afastando-se do plano divinamente indicado para seu regime, sofreram os israelitas grande prejuízo. Desejaram um regime cárneo, e colheram-lhe os resultados. Não atingiram ao divino ideal quanto ao seu caráter, nem cumpriram os desígnios de Deus” (EGW, CBV, pág. 312).

E HOJE, DEUS QUER QUE COMAMOS CARNE?

“A carne nunca foi o alimento melhor; seu uso agora é, todavia, duplamente objetável… Estou instruída a dizer que, se em algum tempo foi seguro comer carne, não o é agora” (EGW, CRA, pág. 374). “Refiro-me outra vez à questão do regime. Não podemos fazer agora como nos arriscamos a fazer no passado quanto ao comer carne. Esta tem sido sempre uma maldição à família humana, mas em nossos dias isto se torna particularmente a maldição pronunciada por Deus sobre os rebanhos do campo em razão da transgressão e pecado do homem. A doença nos animais está-se tornando mais e mais comum, e nossa única segurança agora é deixar a carne inteiramente de lado. Dominam hoje as doenças em seu estado mais agravado, e a última coisa que médicos esclarecidos devem fazer é aconselhar doentes a comer carne. É por comer carne em tão alta escala neste país que homens e mulheres estão ficando desmoralizados, o sangue corrompido, as doenças implantadas no organismo. Por causa do comer carne muitos morrem, e não compreendem a causa. Fosse a verdade conhecida, daria testemunho de que fora a carne de animais que passaram pela morte. O pensamento de alimentar-se de carne de animais mortos é repulsivo, mas há alguma coisa além disto. Ao comer carne, partilhamos de carne morta enferma, e esta semeia a semente da corrupção no organismo humano” (CRA, pág. 412). E na nova terra, haverá carnívoros?

MOTIVO 2: NO CÉU NÃO HAVERÁ CARNÍVORO

Acostume-se, pois assim como foi no éden assim será no éden restaurado: “E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todo ser vivente que se arrasta sobre a terra, tenho dado todas as ervas verdes como mantimento. E assim foi.” (Gên. 1:30). “O regime dos animais é verdura e cereais… Um animal não devia destruir outro para sua manutenção” (EGW, Carta 72, 1896). “O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá palha como o boi” (Isaías 65:25).

MOTIVO 3: A CARNE É FRACA

“É erro supor que a força muscular dependa do uso de alimento animal. As necessidades do organismo podem ser melhor supridas, e mais vigorosa saúde se pode desfrutar, deixando de usá-lo. Os cereais, com frutas, nozes e verduras, contêm todas as propriedades nutritivas necessárias à formação de bom sangue. Esses elementos não são tão bem ou tão plenamente supridos pelo regime cárneo. Houvesse sido o uso da carne essencial à saúde e à força, e o alimento animal haveria sido incluído no regime do homem desde o princípio” (EGW, CBV, pág. 316).

MOTIVO 4: DEUS QUER NOS LEVAR DE VOLTA AO REGIME ORIGINAL

“Tem-me sido repetidamente mostrado que Deus está procurando levar-nos de volta, passo a passo, a Seu desígnio original – que o homem subsista com os produtos naturais da terra…Verduras, frutas e cereais, devem constituir nosso regime. Nem um grama de carne deve entrar em nosso estômago. O comer carne não é natural. Devemos voltar ao desígnio original de Deus ao criar o homem” (EGW, CRA, pág. 380).

MOTIVO 5: DEUS QUER UM POVO SANTO

“O Senhor deseja levar Seu povo a uma situação em que não toquem nem provem carne de animais mortos” (EGW, CRA, pág. 411). “Não é tempo de que todos visem dispensar a carne na alimentação? Como podem aqueles que estão buscando tornar-se puros, refinados e santos a fim de poderem fruir a companhia dos anjos celestes, continuar a usar como alimento qualquer coisa que exerça tão nocivo efeito na alma e no corpo?” (EGW, CRA, pág. 380).

MOTIVO 6: É UMA QUESTÃO DE REFORMA DE SAÚDE

“Como um povo, foi-nos dada a obra de tornar conhecidos os princípios da reforma de saúde. Alguns há que pensam que a questão do regime alimentar não seja de importância suficiente para ser incluída em seu trabalho evangélico. Mas esses cometem um grande erro. A Palavra de Deus declara: ‘Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus.’ I Cor. 10: 31. O assunto da temperança, em todas as suas modalidades, tem lugar importante na obra da salvação” (EGW, CRA, pág. 450). “A Reforma da Saúde é um ramo da grande obra que deve preparar um povo para a vinda do Senhor. Ela se acha tão ligada à terceira mensagem angélica, como as mãos o estão para com o corpo” (EGW, CRA, pág. 69).

MOTIVO 7: É UMA CRUELDADEE COM AS CRIATURAS DE DEUS

“Pensai na crueldade que o regime cárneo envolve para com os animais, e seus efeitos sobre os que a infligem e nos que a observam. Como isso destrói a ternura com que devemos considerar as criaturas de Deus!” (EGW, CBV, pág. 315). “Como podem eles tirar a vida às criaturas de Deus a fim de consumirem a carne como uma iguaria? Volvam eles antes à saudável e deliciosa comida dada ao homem no princípio, e a praticarem eles próprios e ensinarem a seus filhos, a misericórdia para com as mudas criaturas que Deus fez e colocou sob nosso domínio” (EGW, CRA, pág. 380). “Alguns animais levados ao matadouro parecem entender, pelo instinto, o que vai acontecer, e tornam-se furiosos, literalmente loucos… Alguns animais são tratados desumanamente quando são levados ao matadouro. São literalmente torturados, e depois de terem suportado longas horas de padecimentos extremos, são abatidos” (EGW, CRA, pág. 386).

MOTIVO 8: OS ANIMAIS ESTÃO CADA VEZ MAIS DOENTES

“Tem chegado a ser questão muito séria se é seguro usar de algum modo alimento cárneo nesta época do mundo. Melhor nunca usar carne, do que usar a carne de animais que não sejam sadios” (EGW, CRA, pág. 394) “Por motivo de as doenças nos animais estarem aumentando na mesma proporção do aumento da impiedade entre os homens. Aproxima-se o tempo em que, por motivo da iniquidade da raça caída, toda a criação animal gemerá com as doenças que amaldiçoam a nossa Terra” (CRA, pág. 366). “A carne nunca foi o alimento melhor; seu uso agora é, todavia, duplamente objetável, visto as doenças nos animais estarem crescendo com tanta rapidez. Estão-se os animais tornando mais e mais enfermos, e não demorará muito até que o alimento cárneo tenha que ser abandonado por muitos, além dos adventistas do sétimo dia” (EGW, CRA, pág. 384). “A doença no gado está tornando o comer carne coisa perigosa. A maldição do Senhor está sobre a Terra, o homem, os animais e os peixes no mar; e à medida que a transgressão se torna quase universal, será permitido à maldição tornar-se tão ampla e profunda como a própria transgressão. Contrai-se doença pelo uso da carne. A carne enferma desses animais mortos é vendida nos mercados, e o seguro resultado é a doença entre os homens” (EGW, CRA, pág. 411). “A luz que Deus me tem comunicado é que Sua maldição está sobre a terra, o mar, o gado, os animais. Dentro em pouco não haverá garantia na posse de rebanhos ou gados. A terra está em decadência sob a maldição de Deus” (EGW, Carta 84, 1898).

MOTIVO 9: O CAPITALISMO TRAZ VENENO PARA MESA

“Muitas vezes são levados ao mercado e vendidos para alimento animais que se acham tão doentes, que os donos receiam conservá-los por mais tempo. E alguns dos processos de engorda para venda produzem enfermidade. Excluídos da luz e do ar puro, respirando a atmosfera de imundos estábulos, engordando talvez com alimentos deteriorados, todo o organismo se acha contaminado com matéria imunda. Os animais são muitas vezes transportados a longas distâncias e sujeitos a grandes sofrimentos para chegar ao mercado. Tirados dos verdes pastos e viajando por fatigantes quilômetros sobre cálidos e poentos caminhos, ou aglomerados em carros sujos, febris e exaustos, muitas vezes privados por muitas horas de alimento e água, as pobres criaturas são guiadas para a morte a fim de que seres humanos se banqueteiem com seu cadáver” (EGW, CBV, pág. 314). “São muitas vezes sacrificados animais que foram guiados de longas distâncias, para o matadouro. Seu sangue se tornou quente. São gordos, e foram privados de salutar exercício, e depois de haverem assim viajado muito, tornam-se cansados e exaustos, e nessas condições são abatidos para o mercado. Seu sangue acha-se altamente inflamado, e os que se alimentam de sua carne, ingerem veneno…São vendidos para o mercado da cidade muitos e muitos animais que os que os vendem sabem estar doentes, e os que os compram nem sempre ignoram o caso. Especialmente nas cidades maiores isto é praticado em grande escala, e os comedores de carne não sabem que estão comendo carne de animais doentes… Alguns animais levados ao matadouro parecem entender, pelo instinto, o que vai acontecer, e tornam-se furiosos, literalmente loucos. São mortos enquanto se acham nesse estado, e sua carne é preparada para o mercado. Essa carne é tóxica, e tem produzido nos seus consumidores, câimbras, convulsões, apoplexia e morte súbita. Entretanto não se atribui à carne a causa de todo esse sofrimento… Alguns animais são tratados desumanamente quando são levados ao matadouro. São literalmente torturados, e depois de terem suportado longas horas de padecimentos extremos, são abatidos” (EGW, CRA, pág. 385, 386).
As declarações de EGW tem a ver com o sistema do seu tempo. E hoje?

MOTIVO 10: DOENÇAS SÃO PASSADAS POR MEIO DA CARNE

“Os animais estão doentes, e participando de sua carne, plantamos as sementes de enfermidades em nossos tecidos e sangue” (EGW, CRA, pág. 386). “Os que comem alimentos cárneos mal sabem o que estão ingerindo. Frequentemente, se pudessem ver os animais ainda vivos, e saber que espécie de carne estão comendo, iriam repelir enojados. O povo come continuamente carne cheia de micróbios de tuberculose e câncer. Assim são comunicadas essas e outras doenças” (EGW, CBV, pág. 313). “Pudessem os irmãos conhecer exatamente a natureza da carne que comem, pudessem ver, vivos, os animais dos quais é tirada a carne quando mortos, e desviar-se-iam com repugnância de seu alimento cárneo. Os próprios animais cuja carne comem, estão com frequência tão doentes que morreriam por si mesmos se os houvessem deixado; mas enquanto neles está o fôlego da vida, são mortos e levados para o mercado. Os irmãos recebem diretamente no organismo humores e venenos da pior espécie, e todavia não o compreendem” (CRA, pág. 385).

MOTIVO 11: CARNE ADOECE O ORGANISMO

“A possibilidade de contrair doenças é dez vezes aumentada pelo uso da carne. Os médicos mundanos não podem explicar o rápido aumento das doenças entre a família humana. Mas sabemos que muito desse sofrimento é causado por comer carne de animais mortos. (EGW, Carta 83, 1901; CRA, pág. 386).

MOTIVO 12: CONSUMO DE CARNE PODE LEVAR A MORTE

“Muitos morrem de doenças devidas unicamente à ingestão de carne, quando a causa mal é suspeitada por eles ou outros. Alguns não sentem imediatamente seus efeitos, mas isto não é prova de que ela não os prejudique. Pode estar seguramente operando no organismo, todavia no presente a vítima talvez não compreenda coisa alguma a esse respeito” (EGW, CRA, pág. 391).

MOTIVO 13: COMER CARNE PREJUDICA O VIGOR MORAL

“Tem-me sido comunicado por muitos anos o conhecimento de que a carne não é boa para a saúde nem a moral” (EGW, CRA, pág. 413). “As faculdades intelectuais, morais e físicas são prejudicadas pelo uso habitual de alimentos cárneos. Esse uso desarranja o organismo, obscurece o intelecto e embota as sensibilidades morais” (EGW, CRA, pág. 391).

MOTIVO 14: COMER CARNE AFETA A MENTE

“Os males morais do regime cárneo não são menos assinalados do que os físicos. A comida de carne é prejudicial à saúde, e seja o que for que afete ao corpo, tem seu efeito correspondente na mente e na alma” (EGW, CBV, pág. 315).

MOTIVO 15: COMER CARNE DIMINUI A ATIVIDADE INTELECTUAL

“Constituímo-nos daquilo que comemos, e comer muita carne diminui a atividade intelectual. Os estudantes efetuariam muito mais em seus estudos se nunca provassem carne” (EGW, CRA, pág. 389).

MOTIVO 16: COMER CARNE PREJUDICA A ESPIRITUALIDADE

“A comida prejudicial introduzida no estômago fortalece os apetites que combatem contra a alma, desenvolvendo as propensões inferiores. Um regime de carne tende a desenvolver a sensualidade. O desenvolvimento da sensualidade diminui a espiritualidade, tornando a mente incapaz de compreender a verdade” (EGW, CRA, pág. 382). “A vida religiosa pode ser obtida e mantida com mais êxito se a carne for descartada, pois esse regime estimula intensamente as tendências concupiscentes e enfraquece a natureza moral e espiritual. ‘A carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne.’ Gál. 5:17” (EGW, CRA, pág. 389).

MOTIVO 17: CARNE ENTORPECE AS SENSIBILIDADES ESPIRITUAIS

“Os que usam alimentos cárneos à vontade, nem sempre têm cérebro desanuviado e ativo intelecto, pois que o uso da carne de animais tende a tornar pesado o corpo e a entorpecer as finas sensibilidades do espírito” (EGW, CRA, pág. 389). “Quanto mais largamente for a carne artigo do regime de professores e alunos, tanto menos susceptível será a mente para compreender as coisas espirituais. São fortalecidas as propensões sensuais, ficando embotadas as finas sensibilidades da mente” (EGW, CRA, pág. 395).

MOTIVO 18: COMER CARNE FORTALECE O ANIMALISMO

“O regime cárneo muda a disposição e fortalece o animalismo” (EGW, CRA, 389). “Pelo uso de alimentos cárneos a natureza animal é fortalecida e enfraquecida a espiritual” (Carta 48, 1902). “Fui instruída quanto a ter o uso do alimento cárneo a tendência de animalizar a natureza, e subtrair homens e mulheres do amor e simpatia que devem sentir uns pelos outros. Somos constituídos daquilo que ingerimos, e aqueles cujo regime compõe-se amplamente de alimento animal são levados a uma condição em que permitem às paixões subalternas assumir o domínio das mais elevadas faculdades do ser” (EGW, CRA, pág. 390).

MOTIVO 19: CARNE ESTIMULA AS PAIXÕES INFERIORES

“Há uma alarmante apatia quanto à questão do sensualismo inconsciente. É costume comer a carne de animais mortos. Isto estimula as paixões inferiores do organismo humano. (EGW, CRA, pág. 389).

MOTIVO 20: CARNE PODE CONTAMINAR E ENVENAR O SANGUE

“Tal regime contamina o sangue em suas veias, e estimula as paixões sensuais inferiores. Enfraquece a viva percepção e o vigor do pensamento para a compreensão de Deus e da verdade, e o conhecimento de si mesmos (EGW, Manuscrito 3, 1897). “Os efeitos do regime cárneo podem não ser imediatamente experimentados; isto, porém, não é nenhuma prova de que não seja nocivo. A poucas pessoas se pode fazer ver que é a carne que ingerem o que lhes tem envenenado o sangue e ocasionado os sofrimentos” (EGW, CBV, pág. 315).

MOTIVO 21: CARNE TENDE A IRRITAR OS NERVOS

“O alimento cárneo também é prejudicial. Seu efeito, por natureza estimulante, deveria ser argumento suficiente contra o seu uso, e o estado doentio quase geral entre os animais torna-o duplamente objetável. Tende a irritar os nervos e despertar as paixões, fazendo assim com que a balança das faculdades penda para o lado das propensões baixas” (Educação, pág. 203).

MOTIVO 22: CARNE É UM ESTIMULANTE QUE VICIA

“Quando se deixa o uso da carne, há muitas vezes uma sensação de fraqueza, uma falta de vigor. Muitos alegam isto como prova de que a carne é essencial; mas é devido a ser o alimento desta espécie estimulante, a deixar o sangue febril e os nervos irritados, que assim se lhes sente a falta. Alguns acham tão difícil deixar de comer carne, como é ao alcoólatra o abandonar a bebida; mas se sentirão muito melhor com a mudança.” (EGW, CBV, pág. 316).

MOTIVO 23: PORQUE NÃO DEVEMOS DAR CARNE AOS FILHOS

“Não devemos pôr carne diante de nossos filhos. Sua influência é reavivar e fortalecer as mais baixas paixões, tendo a tendência de amortecer as faculdades morais.” (EGW, TS, Vol. 1, pág. 262).

MOTIVO 24: CARNE É REPULSIVO AO OLFATO

“Que há de mais repulsivo ao olfato do que um açougue onde se encontram carnes à venda? O cheiro da carne crua é repugnante a todos cujos sentidos não foram pervertidos pelo cultivo dos apetites não naturais. Que coisa mais desagradável à vista, para um espírito refletido, do que os animais mortos para serem devorados?” (EGW, CRA, pág. 401).

MOTIVO 25: CARNE É UM ALIMENTO DE SEGUNDA MÃO

“Os que se alimentam de carne, não estão senão comendo cereais e verduras em segunda mão; pois o animal recebe destas coisas a nutrição que dá o crescimento. A vida que se achava no cereal e na verdura passa ao que os ingere. Nós a recebemos comendo a carne do animal. Quão melhor não é obtê-la diretamente, comendo aquilo que Deus proveu para nosso uso!” (EGW, CBV, pág. 313).

E OS PEIXES?

“Em muitos lugares os peixes ficam tão contaminados com a sujeira de que se nutrem, que se tornam causa de doenças. Isto se verifica especialmente onde o peixe está em contato com os esgotos de grandes cidades. Peixes que se alimentam dessas matérias, podem passar a grandes distâncias, sendo apanhados em lugares em que as águas são puras e boas. De modo que, ao serem usados como alimento, ocasionam doença e morte naqueles que nada suspeitam do perigo” (EGW, CBV, págs. 314 e 315).

PARE E PENSE!

“Há entre os adventistas do sétimo dia pessoas que não darão ouvidos à luz a eles dada relativamente a essa questão. Fazem da carne parte de seu regime dietético. Sobrevêm-lhes doença. Enfermos sofrendo em resultado de seu errôneo procedimento, pedem orações dos filhos de Deus. Mas como pode o Senhor operar em seu favor quando eles não estão dispostos a fazer-Lhe a vontade, quando se recusam a dar ouvidos as Suas instruções no que concerne à reforma de saúde? (EGW, Carta 200, 1903). Não o adventista que vai cumprir essa profecia! “Por trinta anos [hoje, mais de um século] tem a luz sobre a reforma de saúde sido comunicada ao povo de Deus; muitos, porém, têm-na tornado objeto de zombaria” (Carta 200, 1903). Cuidado! “Se a luz dada por Deus quanto à reforma de saúde é menosprezada, Ele não operará um milagre para conservar com saúde os que prosseguem na direção que os torna doentes” EGW, CRA, pág. 401). “Se em face da luz que Deus tem dado acerca do efeito de comer carne sobre o organismo, continuais ainda a fazê-lo, deveis sofrer as consequências” (EGW, Carta 48, 1902). “Todo aquele que transgride as leis da saúde será certamente visitado com o desagrado de Deus. Oh! quanto do Espírito Santo poderíamos ter dia a dia, caso andássemos circunspectamente, renunciando ao próprio eu, e praticando as virtudes do caráter de Cristo!” (EGW, CRA, pág. 402). “Os que dão crédito à Palavra de Deus, e Lhe obedecem os mandamentos de todo o coração, serão abençoados. Ele será seu escudo protetor. Mas com o Senhor não se brinca. Desconfiança, desobediência, afastamento da vontade de Deus e de Seu caminho, colocará o pecador em situação em que o Senhor não pode dar-lhe Seu divino favor” (EGW, CRA, pág. 411).

PORTANTO:

“Quanto ao alimento cárneo, podemos todos dizer: Deixai-o em paz.” (EGW, CRA, pág. 402). “A alimentação cárnea é prejudicial ao bem-estar físico e devemos aprender a passar sem ela.” (CRA, pág. 403). “Que todos quantos conhecem a verdade, digam: ‘Que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem contra a alma.’ I Ped. 2:11.” (Ellen G. White, CRA, pág. 373). No entanto: “Se nosso apetite clama pela carne de animais mortos, é uma necessidade jejuar e orar para que o Senhor dê Sua graça para negar-se às concupiscências carnais que combatem contra a alma.” (EGW, Carta 73, 1896). Não esqueças que “É para o bem deles próprios que o Senhor aconselhe a igreja remanescente a rejeitar o uso de alimentos cárneos…” (EGW, CRA, pág. 381).

ATENÇÃO:

Sabe-se que alguns motivos destacados acima têm a ver com um consumo exagerado de carne e que EGW não nega situações atípicas e passíveis de consumo de carne. Por exemplo, onde a possiblidade de alimentação de uma pessoa carente inclua a carne. Mas, no geral, deixar de comer carne é uma decisão pessoal e necessária para um adventista. Para evitar os efeitos colaterais, não tente fazer isso em casa, de forma apressada; sem conferir esses textos, buscar informações sobre a alimentação vegetariana, procurar profissionais de saúde e poder repor com outras fontes saudáveis. Sem desculpas: “Quando Satanás toma posse da mente, quão pronto a luz e as instruções, benignamente dadas pelo Senhor, se desvanecem e perdem a força! Quantos formulam desculpas e forjam necessidades que não existem, a fim de apoiá-los em sua errônea direção em pôr de lado a luz e pisá-la a pés! Falo com segurança. A maior das objeções à reforma de saúde é que este povo não a vive; e ainda dirão seriamente que não podem viver a reforma de saúde e conservar seu vigor” (EGW, CRA, pág. 398). E muito menos sem uma entrega a Deus e ao poder do Espírito Santo!

 

(Arauto do Juízo)

Linha do tempo de Ellen G. White

Ellen G. White: 1827 – 1915
 
1827, 26 de novembro – Nasce em Gorham, Maine, EUA, irmã gêmea e mais nova de oito filhos.
1836 – Recebe uma pedrada que lhe quebrou o nariz.
1840, março – Ouve pela primeira vez Guilherme Miller apresentar a Mensagem do Advento.
1844, 22 de outubro – Passa pelo Grande Desapontamento.
1844, dezembro – Tem a primeira visão.
1846, 30 de agosto – Casa-se com Tiago White.
1846, agosto ou setembro – Aceita o sábado do sétimo dia.
1847, 3 de abril – Tem a visão do Santuário Celestial e do halo de luz sobre o quarto mandamento.
1847, 26 de agosto – Nascimento do primeiro filho, Henry Nichols White.
1848, 20-24 de abril – Assiste à primeira Assembleia dos Adventistas Observadores do Sábado, em Rocky Hill, Connecticut.
1848, novembro – Tem a visão de que deveria ser iniciada a obra de publicações.
1949, julho – Incentiva Tiago White a publicar Present Truth (Verdade Presente).
1949, 28 de julho – Nascimento do segundo filho, James Edson White.
1851, julho – Publicado seu primeiro livro A Sketch of the Christian Experience and View of Ellen G. White.
1854, 29 de agosto – Nascimento do terceiro filho, William Clarence White.
1855, dezembro – Publicado o opúsculo Testimony for the Church 1 (Testemunhos Para a Igreja).
1858, 14 de março – Tem a visão do Grande Conflito, em Lovett’s Grove, Ohio.
1863, maio – Organização da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia.
1863, 5 de junho – Visão da reforma pró-saúde, em Otsego, Michigan.
1864, agosto – Publicado o livro Spiritual Gifts, v. 4 (Dons Espirituais), com um artigo de 30 páginas sobre saúde.
1865, 25 de dezembro – Tem a visão sobre a necessidade de fundar uma instituição médica.
1866, setembro – Inauguração do Instituto Ocidental de Reforma Pró-saúde.
1868, 1 a 7 de setembro – Assiste à primeira reunião geral dos Adventistas do Sétimo Dia, realizada num bosquete, em Wright, Michigan.
1870 – Publicado o primeiro volume da obra Spirit of Profecy (Espírito de Profecia), precursor do livro Patriarcas e Profetas.
1874, junho – Com Tiago White em Oakland, na Califórnia, funda a Pacific Press Publishing Associatione a revista Signs of the Times.
1875, 3 e 4 de janeiro – Assiste à dedicação do Colégio de Battle Creek. Visão das casas publicadoras em outros países.
1876, agosto – Fala a 20 mil pessoas numa reunião geral em Groveland, Massachusetts.
1877, 1º de julho – Fala a cinco mil pessoas em Battle Creek sobre temperança.
1881, 6 de agosto – Morte de Tiago White.
1881, 13 de agosto – Fala durante dez minutos no enterro de Tiago White, em Battle Creeck.
1882 – Promove a publicação de Early Writings (Primeiros Escritos), reunindo três outros livros publicados anteriormente.
1884 – Tem sua última visão pública de que há notícia, numa reunião geral em Portland, Oregon.
1884 – Publicação de Spirit of Prophecy, v. 4, precursor do livro O Grande Conflito.
1885 – Parte da Califórnia com destino à Europa.
1888, abril – Ocorre a publicação do livro Great Controversy (O Grande Conflito).
1888, outubro-novembro – Assiste à Assembleia da Associação Geral em Minneapolis.
1890 – Publicado o livro Patriarcas e Profetas.
1890 – Publicado Christian Temperance and Bible Hygiene, precursor do livro A Ciência do Bom Viver.
1891, 12 de setembro – Navega para a Austrália, via Honolulu.
1891, 8 de dezembro – Chega a Sidnei, Austrália. Logo após, é acometida de reumatismo inflamatório que a confina ao leito por uns oito meses. Embora sofresse intensamente, continua a escrever.
1892, junho – Fala na inauguração da Escola Bíblica Australiana, em Melbourne.
1892 – Publicação dos livros Caminho a Cristo e Obreiros Evangélicos.
1895, dezembro – Muda-se para Cooranbong, onde foi escrita grande parte do livro O Desejado de Todas as Nações.
1898 – Publicado o livro O Desejado de Todas as Nações.
1900 – Publicado o livro Parábolas de Jesus.
1900, agosto – Deixa a Austrália e regressa aos Estados Unidos.
1900, outubro – Passa a residir em Elmshaven.
1901, abril – Assiste à Assembleia da Conferência Geral em Battle Creek.
1903, outubro – Enfrenta a crise panteísta.
1903 – Publicado o livro Educação.
1904 – Ajuda no início da obra em Washington, D.C.
1905 – Assiste à Assembleia da Conferência Geral em Washington D.C.
1905 – Publicado o livro A Ciência do Bom Viver.
1905, junho-dezembro – Empenha-se na aquisição e no estabelecimento do Sanatório de Loma Linda.
1909, abril-setembro – Aos 81 anos de idade, viaja para Washington, D.C., a fim de assistir à Assembleia da Conferência Geral. Esta foi sua última viagem para o Leste dos EUA.
1910, janeiro – Desempenha uma parte proeminente no estabelecimento do Colégio de Médicos Evangelistas, em Loma Linda.
1911 – Publicado o livro Ato dos Apóstolos.
1911-1915 – Estando em idade avançada, realiza apenas algumas viagens à Califórnia do Sul. Completa os livros Profetas e Reis e Conselhos a Pais, Professores e Estudantes.
1915, 13 de fevereiro – Cai em sua casa em Elmshaven, quebrando os quadris.
1915, 16 de julho – Termina sua vida profícua aos 87 anos de idade em Santa Helena, Califórnia.
1915, 25 de julho – É sepultada no cemitério de Oak Hill, em Battle Creek, Michigan.

 [Com informações de Chan Shun Centennial Library]

 

 

 (Megaphone Adv)

Livro “Em Busca de Esperança”

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“Em Busca de Esperança” é um conjunto de trechos selecionados do clássico “História da Redenção”, de Ellen G. White. Um livro de 80 páginas que trás as histórias do povo de Deus, no decorrer da História, até os dias atuais e vislumbres dos tempos futuros.

  1. “O Deus criador convocou, então, os exércitos celestiais para conferir honra especial ao Filho, na presença de todos os anjos. […] O Pai anunciou que Cristo, Seu Filho, era igual a Ele, de modo que, em qualquer lugar que estivesse presente o Filho, isso valeria por Sua própria presença. A palavra do Filho seria obedecida prontamente como a palavra do Pai. Portanto, o Filho estava investido de autoridade para comandar os exércitos celestiais.” (p.5)
  2. “Lúcifer sentiu inveja e ciúmes do filho de Deus. […] Cristo fazia parte do conselho especial de Deus que tratava dos planos divinos, enquanto Lúcifer desconhecia tudo isso. Ele não compreendia, nem lhe fora permitido conhecer os propósitos de Deus. No entanto, Cristo era reconhecido como o soberano do Céu. Seu poder e autoridade eram os mesmos de Deus.” (p.5)
  3. “Então Satanás se tornou mais ousado em sua rebelião e expressou seu desprezo à lei do Criador. […] Declarou que a lei divina era uma restrição à liberdade e que a abolição dessa lei era um dos grandes objetivos da posição que havia assumido.” (p.9)
  4. “A felicidade de todos os anjos dependia de perfeita obediência às leis divinas.” (p.9)
  5. “O Pai consultou o Filho com respeito à execução imediata de Seu propósito de criar o ser humano para habitar a Terra. A princípio, este seria submetido a um teste, a fim de ser verificada sua lealdade, para então ser deixado eternamente fora de perigo. Se ele suportasse o teste com o qual Deus considerava apropriado prová-lo, com o tempo chegaria a ser igual aos anjos. Teria o favor de Deus, podendo conversar com os anjos. Deus não achou conveniente criar os seres humanos destituídos de livre-arbítrio.” (p.9)
  6. “Os anjos maus se reuniram com Satanás, e ele, erguendo-se e assumindo um ar de desafio, informou-os de seus planos para afastar de Deus o nobre Adão e sua companheira Eva. Pensava que se pudesse, de alguma forma, induzi-los à desobediência, Deus faria algo para que pudessem ser perdoados. Então, ele e todos os anjos caídos teriam uma oportunidade de participar da misericórdia de Deus com o casal.” (p.13)
  7. “… Deus não permitiria que Satanás perseguisse o santo casal com tentações contínuas. Poderia ter acesso a eles somente por meio daquela árvore.” (p.15)
  8. “A serpente era uma bela criatura com asas e, quando voava pelos ares, tinha uma aparência brilhantes, parecendo ouro polido. Ela não rastejava pelo chão; passava de uma árvore a outra pelo ar e comia frutas como o ser humano.” (p.15)
  9. “A serpente declarou que ter comido o fruto da árvore proibida lhe permitira obter o dom da fala. Insinuou que Deus não cumpriria Sua palavra e que isso era simplesmente uma ameaça para intimidá-los e privá-los de um grande benefício. Disse também que eles não poderiam morrer. Não tinham eles comido da árvore da vida, que perpetuava a imortalidade?” (p.17, 18)
  10. “Seu amor [de Adão] por Eva era muito forte. Em completo desânimo, decidiu participar do destino dela. Considerou que Eva era uma parte dele e que, se ela devia morrer, ele morreria com ela, pois não suportaria a ideia da separação.” (p.19)
  11. “Satanás de novo se alegrou como seus anjos quando percebeu que, ao causar a queda do homem, isso poderia tirar o Filho de Deus de Sua posição elevada. Ele alegou aos anjos caídos que, quando Jesus tomasse a natureza humana decaída, poderia derrotá-Lo e impedir a realização do plano da salvação.” (p.25)
  12. “Os primeiros quatro mandamentos foram dados para mostrar aos seres humanos seus deveres para com Deus. O quarto é o elo entre o grande Criador e Seus filhos. O sábado foi dado especialmente para benefício do ser humano e para honra de Deus. Os últimos seis preceitos mostram o dever para com os semelhantes.” (p.31)
  13. “O sábado é um sinal entre Deus e Seu povo, para sempre. Este é o sinal: todos os que observam o sábado mostram com isso serem adoradores do Deus vivo, o Criador dos céus e da Terra. O sábado deve ser um sinal entre Deus e Seu povo, evidenciando que Ele tem um povo na Terra que O serve.” (p.31)
  14. “A lei de Deus existia antes de o ser humano ser criado. Os anjos eram governados por ela. Satanás caiu porque transgrediu os princípios do governo de Deus. Depois que Adão e Eva foram criados, Deus os fez conhecer Sua lei. Ela não estava escrita, mas foi exposta a eles pelo Criador.” (p.31)
  15. “O sábado do quarto mandamento foi instituído no Éden. Após fazer o mundo e criar o ser humano, Deus separou o sábado para Ele. Depois do pecado e da queda de Adão, nada foi tirado da lei de Deus. Os princípios dos Dez Mandamentos existiam antes da queda eram compatíveis com a condição dos seres santos.” (p.31, 322)
  16. “Noé ensinou os Dez Mandamentos a seus descendentes.” (p.32)
  17. “Jesus iniciou Sua obra quebrando o poder de Satanás sobre os que sofriam. Restabeleceu a saúde dos doentes, deu vista aos cegos e curou os deficientes físicos, fazendo-os saltar de alegria e glorificar a Deus. Restaurou a saúde dos que estavam enfermos e presos, por muitos anos, pelo poder de Satanás.” (p.40)
  18. “Muitos dos juízes e anciãos creram em Jesus, mas o maligno os impedia de confessar isso. Temiam a censura do povo mais do que a Deus.” (p.41)
  19. “Cristo foi feito substituto e penhor do pecado, e a iniquidade humana foi posta sobre Ele. Foi contado como transgressor a fim de redimir os seres humanos da maldição da lei.” (p.43)
  20. “A religião que prevalece em nosso tempo não é do tipo puro e santo que marcou a fé cristã nos dias de Cristo e dos apóstolos. O cristianismo é visivelmente tão popular no mundo por causa da disposição em transigir com o pecado, por serem as grandes verdades da Palavra de Deus consideradas com indiferença e por haver tão pouca consagração na igreja. Se ocorrer um reavivamento da fé e do poder da igreja apostólica, o espírito de opressão reviverá, reacendendo-se as chamas da perseguição.” (p.56)
  21. “A fim de proporcionar aos conversos do paganismo uma substituição à adoração de ídolos e promover sua aceitação nominal do cristianismo, foi gradualmente introduzida no culto cristão a adoração a imagens e relíquias. […] Para completar a obra profana, Roma decidiu eliminar da lei de Deus o segundo mandamento, que proíbe o culto às imagens, e dividir o décimo mandamento, a fim de manter o número dez.” (p.58)
  22. “Satanás mexeu também no quarto mandamento e tentou pôr de lado o antigo sábado, o dia que Deus abençoou e santificou, exaltando em seu lugar a festa observada pelos pagãos como ‘o venerável dia do Sol’.” (p.58)
  23. “A princípio, essa mudança não foi feita abertamente. Nos primeiros séculos, o verdadeiro sábado foi guardado por todos os cristãos. […] Para que a atenção do povo pudesse ser chamada para o domingo, foi feito dele uma festividade em honra à ressurreição de Cristo. Atos religiosos eram realizados nesse dia. Contudo, era considerado como dia de entretenimento, sendo o sábado ainda observado como dia santificado.” (p.58, 59)
  24. “Quando ainda era pagão, Constantino promulgou um decreto fazendo do domingo uma festividade pública em todo o Império Romano.” (p.59)
  25. “Poucos anos depois da promulgação do decreto de Constantino, o bispo de Roma conferiu ao domingo o título de Dia do Senhor.” (p.59)
  26. “No quarto mandamento, Deus é revelado como o criador do Céu e da Terra, e por isso Se distingue de todos os falsos deuses. Foi para ser um memorial da obra da criação que o sétimo dia foi santificado como dia de repouso.” (p.59)
  27. “[No período de supremacia papal] Erros graves foram assim introduzidos na fé cristã. Destaca-se, entre outros, a crença na imortalidade natural do ser humano e sua consciência durante a morte. Essa doutrina lançou o fundamento sobre o qual Roma estabeleceu a invocação dos santos e a adoração da virgem Maria. Dessa concepção também surgiu a heresia do tormento eterno para os que morrem impenitentes, a qual de início havia se incorporado à fé papal.” (p.61)
  28. “A ordenança bíblica da Ceia do Senhor foi suplantada pelo idólatra sacrifício da missa. […] Com arrogância, declaravam possuir o poder de ‘criar o Criador’.” (p.62)
  29. “O meio-dia do papado foi a meia-noite moral do mundo.” (p.62)
  30. “O santuário do Céu, no qual Jesus ministra em nosso favor, é o grande original, do qual o santuário construído por Moisés era cópia [Hb 8:2, 5; 9:9, 23, 24; Êx 25:8, 40].” (p.63)
  31. “O plano de salvação terá sido cumprido, mas poucos terão escolhidos aceitá-lo.” (p.67)

 

“Caminho a Cristo” edição comemorativa de 125 anos

No ano em que o mundo cristão lembra o 500º aniversário da Reforma Protestante, o livro Caminho a Cristo, um dos principais legados da escritora norte-americana Ellen White para o tema da justificação pela fé, completa 125 anos. O contexto duplamente oportuno motivou a publicação de uma edição especial do clássico cristão, um dos mais traduzidos da história da literatura.

Além de uma introdução histórica, a nova versão comentada por Denis Fortin, professor do seminário teológico da Universidade Andrews (EUA), traz seção de abertura em cada capítulo, bem como notas e referências ao longo do texto.

Em entrevista à Revista Adventista, o teólogo adventista explicou como a doutrina da salvação foi apresentada por Ellen White e em que aspectos sua compreensão se distanciou da tradição reformada. Ele também falou sobre a ênfase prática do livro e o impacto que o best-seller exerceu em sua caminhada cristã.

Qual é a contribuição dessa obra para o tema da justificação pela fé?

De todas as obras de Ellen White, esta é a que aborda de maneira mais específica a salvação. Ela se preocupou em apresentar o tema de maneira simples, a fim de que todos o entendam. Embora a autora não tenha usado a expressão “justificação pela fé” neste livro, o tema foi explorado nos capítulos 6 e 7. Por isso, ao preparar a edição especial eu tinha em mente a oportunidade de aproveitar essas duas datas (os 500 anos da Reforma Protestante e os 125 anos da publicação original do livro) para compartilhar um material que apresenta a visão adventista do tema que motivou a Reforma nos dias de Lutero.

Ellen White apresentou uma visão equilibrada sobre questões como graça, lei, obediência e santificação? Em que aspectos ela se distanciou da visão calvinista e da tradição reformada?

Esse equilíbrio é notável. Nesse pequeno livro, a compreensão de Ellen White sobre a salvação se aproximou mais da teologia wesleyana arminiana e da perspectiva calvinista reformada. Ela acreditava que Deus prepara o coração das pessoas para receber a salvação, mas cabe a cada uma aceitar ou não esse convite. Ou seja, embora Deus dê os primeiros passos, ninguém é forçado a ser salvo. Em contraste com a perspectiva calvinista reformada, Ellen White não acreditava na predestinação. Por outro lado, em harmonia com a teologia reformada, ela defendia que aqueles que aceitam o plano de salvação devem obedecer à lei de Deus e, pela Sua graça, ter uma vida dedicada ao evangelho. Para ela, o Espírito Santo concede aos que experimentaram o novo nascimento poder para obedecer a vontade de Deus.

Contudo, é pertinente observar que Caminho a Cristo não foi preparado como um tratado teológico sobre a salvação. Por sugestão de alguns pastores, ele nasceu com um propósito evangelístico e apresentou uma introdução à doutrina da salvação, mostrando como as pessoas podem desenvolver sua fé em Cristo.

Alguns afirmam que o livro traz uma forte herança metodista.

Sim, a começar pelo título. Em muitos de seus sermões, John Wesley discutiu os passos para a salvação. Muitas expressões e conceitos que ele usava são encontrados no livro Caminho a Cristo. Sua compreensão da salvação é muito semelhante à de Wesley no que diz respeito à graça de Deus, à obra do Espírito Santo no coração das pessoas antes da conversão, à experiência do novo nascimento, ao arrependimento, à fé, à confissão, à justificação e à santificação. No entanto, também há diferenças. Ellen White e Wesley discordaram, por exemplo, no entendimento da perfeição, mas esse tópico não é totalmente abordado no Caminho a Cristo.

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Edição comemorativa publicada pela editora da Universidade Andrews traz introdução histórica, seção de abertura em cada capítulo, bem como notas e referências ao longo do texto. Foto: Divulgação

Curiosamente, o primeiro capítulo do livro, que trata do amor de Deus, foi adicionado posteriormente. Essa inserção reflete uma mudança na concepção teológica da autora?

Como eu abordei na introdução histórica da edição anotada, a primeira edição publicada pela Fleming Revell (importante editora evangélica de Chicago), tinha apenas doze capítulos. Mais tarde, em 1892, Ellen White preparou outro capítulo a pedido da editora adventista da Inglaterra. A intenção era ter uma versão diferenciada da publicada nos EUA, para garantir os direitos autorais na Grã-Bretanha. Não acredito que esse capítulo sobre o amor de Deus, que passou a ser o primeiro das edições seguintes, reflita uma mudança em sua teologia, mas, sem dúvida, ele imprimiu um tom e foco teológico diferentes ao livro. A versão original começava discutindo o impacto do pecado na humanidade e a necessidade que temos de Cristo como nosso único Salvador. Por sua vez, a segunda edição começava explicando que Deus é o único que pode salvar a humanidade e que Ele deu início ao plano da salvação em Jesus Cristo. Esses conceitos já estavam presentes na teologia de Ellen White antes da publicação de Steps to Christ pela Revell. No entanto, a adição desse capítulo certamente alterou o tom teológico e o foco do livro.

Além de apresentar conceitos teológicos profundos, como o livro explora a religião prática?

Caminho a Cristo nasceu com o objetivo de ser um guia prático que pudesse ajudar no trabalho dos pastores e evangelistas. Por isso, Ellen White explicou o conceito de salvação de maneira tão simples. Muitas partes desse livro foram extraídas de seus artigos publicados na Review and Herald e na Signs of the Times. Algumas dessas publicações compiladas pela assistente editorial de Ellen White tinham sido adaptadas de sermões da profetisa, o que explica por que o tom do livro é muitas vezes conversacional e atraente para os leitores. Os últimos capítulos do livro são mais práticos do que os primeiros, abordando a santificação, a oração, como ser um cristão fiel na vida diária e no trabalho, como estudar a Bíblia para conhecer a vontade de Deus e como lidar com as dúvidas.

Que impacto esse clássico cristão teve em sua experiência?

Caminho a Cristo foi o primeiro livro adventista que eu li na adolescência. Um pastor me presenteou com o exemplar ao visitar minha casa. Inicialmente, não entendi muitos conceitos, mas os capítulos posteriores, de natureza mais pragmática, foram muito importantes para mim na época. Ao longo dos últimos 40 anos, li o livro muitas vezes e, a cada nova leitura, sou abençoado com novas percepções da salvação que Cristo oferece. Há muitos anos recito todos os dias a oração que Ellen White sugere: “Toma-me, ó Senhor, para ser Teu inteiramente. Deponho todos os meus planos a Teus pés. Usa-me hoje para o Teu serviço” (p. 45). Esta prece tem me motivado a dedicar a vida a Deus a cada manhã.

Caminho a Cristo traz frases brilhantes do início ao fim. Qual é a sua citação predileta?

Há muitas passagens nas quais encontrei significado para minha experiência espiritual. Uma das que mais gosto é a seguinte: “Ao entregar-se a Ele, aceitando-O como seu Salvador, você, por causa Dele, será considerado justo, não importa quão pecaminosa possa ter sido sua vida. O caráter de Cristo substituirá o seu caráter, e você será aceito diante de Deus como se não houvesse pecado” (p. 40).

Como podemos aproveitar os 125 anos do livro Caminho a Cristo?

Uma das maneiras de aproveitar a data comemorativa é ler o livro novamente. Historicamente, essa obra foi uma grande benção para os adventistas do sétimo dia e continua exercendo influência na vida dos novos membros. Além disso, tendo em vista que ele apresenta uma boa introdução à compreensão adventista da salvação, deveríamos pensar em compartilhá-lo. Muitos não sabem que temos diversos conceitos em comum com outros cristãos. Preparei essa nova edição com esse objetivo em mente e espero que seja um bom livro para testemunharmos de nossa fé. Não podemos esquecer que o propósito original desse livro foi evangelístico.

MÁRCIO TONETTI é editor associado da Revista Adventista

(Revista Adventista)

Nota: Aproveite as datas de 500 anos da Reforma Protestante e 125 anos de publicação do Caminho a Cristo para ler esta abençoada obra da ir. White. Leia trechos selecionados do livro aqui.

Caminho a Cristo: 125 anos de publicação

Conheça o clássico cristão que ainda inspira

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Edição comemorativa lançada pela Casa Publicadora Brasileira

Caminho a Cristo, o livro de Ellen White mais publicado e traduzido, completa 125 anos, em 2017. Como esse pequeno e poderoso livro foi publicado? Como poderemos compartilhar ainda mais amplamente as bênçãos espirituais desse edificante livro neste ano?

Originalmente publicado em 1892, Caminho a Cristo foi um dentre os vários livros cristocêntricos produzidos por Ellen White durante os anos 1890 [1].

Logo após a assembleia da Associação Geral de 1888, que imprimiu uma ênfase renovada no tema justificação pela fé, Ellen White e outros falaram sobre o assunto em igrejas e reuniões campais.

Como resultado, vários pastores pediram a Ellen White que escrevesse um pequeno livro de cunho cristocêntrico que pudesse ser vendido por evangelistas e também nas livrarias [2]. Ela havia escrito vários artigos sobre conversão e vida cristã que foram publicados em vários periódicos da Igreja. O pedido agora era para que aqueles materiais fossem incorporados em um livro para uma distribuição mais ampla.

Marian Davis, secretária de longa data de Ellen White, foi encarregada da tarefa de localizar e montar em um manuscrito os vários escritos de White sobre a vida cristã. Marian procurou entre todos os artigos publicados pela autora na Review and Herald (hoje Adventist Review) e Signs of the Times, nos capítulos dos seus livros já publicados, cartas pessoais, e manuscritos não publicados, em busca do melhor material para o novo livro. Em algumas situações, Ellen White escreveu material novo para completar alguns capítulos, ou reescreveu partes já escritas, para se encaixar melhor ao livro.

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Volume original do livro Caminho a Cristo publicado em 1892 pela Companhia Fleming H. Revell

O trabalho de preparar o manuscrito foi realizado em 1890 e 1891. A origem do título, “Caminho a Cristo”, é desconhecida. No entanto, no verão de 1891, quando o manuscrito do livro circulou em uma convenção educacional, em Harbor Heights, Michigan (EUA), foi muito bem recebido.

Foram estudadas maneiras de realizar uma distribuição mais ampla e eficaz do novo livro. Uma sugestão foi publicá-lo em uma editora não adventista. George B. Starr, que quando jovem e antes de se tornar adventista havia trabalhado para Dwight L. Moody, em Chicago, em 1875 [3], sugeriu que entrassem em contato com o cunhado de Moody, Fleming H. Revell, para consultá-lo se tinha interesse em publicar o referido livro [4].

Quando foi publicado pela primeira vez, em 1891 pela Fleming H. Revell Company, Caminho a Cristo continha doze capítulos, apenas. No ano seguinte, a International Tract Society, em Londres, quis publicar o livro no Reino Unido [5]. Para assegurar os direitos autorais na Grã-Bretanha, Ellen White acrescentou um novo capítulo introdutório: “O Cuidado de Deus”, que foi mantido em todas as edições publicadas pela denominação. Embora a Revell tenha publicado três edições do livro nas primeiras seis semanas após a primeira publicação, e um total de sete edições durante o primeiro ano, em 1896 Revell concordou em vender os direitos autorais para a Review and Herald Publishing Company. Anos mais tarde, a Review transferiu esses direitos para Ellen White[6].

Não existe um registro acurado do número total de exemplares de Caminho a Cristo impresso nesses 125 anos. Milhares de livros foram publicados (estimados pelo copyright – direitos autorais), tanto pela denominação como por organizações particulares. Da mesma forma, é também desconhecido o número de idiomas para os quais foi traduzido. No entanto, O Patrimônio Literário Ellen G. White está ciente de que esse poderoso livro, transformador de vidas, já foi traduzido para mais de 165 idiomas.

Citações favoritas

Embora ainda seja benéfico ler e reler Caminho a Cristo, e descobrir algo novo a cada leitura, outra razão para a sua popularidade constante são as muitas citações que encontramos nele. A seguir está apenas uma amostra que ilustra a natureza simples, mas prática do livro.

Leia o Caminho a Cristo e descubra muitas ideias similares de crescimento em Jesus:

“A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo. Não que seja necessário, a fim de tornar conhecido a Deus o que somos; mas sim para nos habilitar a recebê-Lo. A oração não faz Deus baixar a nós, mas eleva-nos a Ele” (Caminho a Cristo, p. 93).

“Por que deveriam os filhos e filhas de Deus ser tão relutantes em orar, quando a oração é a chave nas mãos da fé para abrir o celeiro do Céu, onde se acham armazenados os ilimitados recursos da Onipotência?” (p. 94, 95)

“Consagrai-vos a Deus pela manhã; fazei disto vossa primeira tarefa.” (p. 70)

“Quando Cristo habita o coração, transforma-se toda a natureza.” (p. 73)

“O Senhor nunca exige que creiamos em alguma coisa sem nos dar suficientes provas sobre que fundamentemos nossa fé.” (p. 105)

“Exponde continuamente ao Senhor vossas necessidades, alegrias, pesares, cuidados e temores. Não O podeis sobrecarregar; não O podeis fatigar.” (p. 100)

Embora Caminho a Cristo exista há mais de um século, o que você e eu podemos fazer para divulgar ou reapresentar este livro maravilhoso? A seguir algumas sugestões:

Leia o livro. Ele contém 13 capítulos, apenas, portanto qualquer pessoa pode encontrar algum tempo durante o ano para sua leitura. Imagine o impacto que seria sentido nas igrejas se cada adventista, no mundo todo, lesse Caminho a Cristo, com oração, em 2017! Você pode ler, juntamente com a leitura da Bíblia ou de outros devocionais, durante o culto familiar.

Pequenos grupos (tanto na igreja quanto nos lares) podem estudar o livro, pastores podem pregar sermões baseados nos temas encontrados nele (que tal um sermão por semana durante o trimestre?), professores podem usar o livro nos cultos das aulas, capelas, etc. Do mesmo modo, o livro ainda pode ser o tema dos cultos dos funcionários nos escritórios das Associações e instituições de saúde.

Doe o livro para familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho, e outros. Caminho a Cristo está disponível para ser baixado gratuitamente, em vários idiomas (clique aqui). Também está disponível em áudio em alguns idiomas. O livro Caminho a Cristo tem sido uma grande bênção para milhões de pessoas que o leram. Como sumarizado por Tim Poirier em seu artigo escrito no centenário desse livro: “Não sabemos quem sugeriu a Ellen White a ideia de escrever um livro simples sobre a vida cristã. Mas uma coisa é certa: a pessoa não tinha ideia de quantos milhões de pessoas teriam seu primeiro encontro com Cristo por meio desse livrinho.” (Poirier, p. 15)

É igualmente certo que ainda podemos ser abençoados, e continuar a ser uma bênção para os outros, ao ler e compartilhar o Caminho a Cristo, em 2017.

JAMES R. NIX é diretor do Patrimônio Literário de Ellen G. White (artigo publicado originalmente na edição de novembro de 2016 da revista Adventist World)

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[1] Caminho a Cristo(1892), O Maior Discurso de Cristo(1896), O Desejado de Todas as Nações(1898), Parábolas de Jesus(1900).

[2] W. C. White e D. E. Robinson, The Story of a Popular Book “Steps to Christ” (St. Helena, California, “Elmshaven” Office, August 1933 [mimeographed]), p. 1.

[3] Enciclopédia do Adventista do Sétimo Dia (1996), v. 11, p. 702; Denis Fortin and Jerry Moon, eds., The Ellen G. White Encyclopedia, 2nd ed. (Hagerstown, Md.: Review and Herald Pub. Assn., 2013), p. 519, 520.

[4] A Enciclopédia de Ellen G. White, p. 1198.

[5] The Fleming H. Revell Company renunciou a todos os direitos para publicações internacionais. Veja Tim Poirier, “A Century of Steps,” Adventist Review, May 14, 1992, p. 14.

[6] A Enciclopédia de Ellen G. White, p. 1198; White e Robinson; Poirier, p. 14, 15.

(Revista Adventista)

Nota: Caminho a Cristo! Um dos primeiros livros que li na minha carreira cristã! Uma bênção! O artigo já disse muita coisa, mas complemento: no Caminho a Cristo, cada parágrafo é uma bênção! Sem dúvidas é um livro para ser lido e relido com oração! 

Leia trechos selecionados do livro aqui.

Luta díficil – Maranata, o Senhor vem! [MM 1976]

Luta difícil, 3 de Maio

Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens. Atos dos Apóstolos 5:29.

maranataosenhorvem-150528113611-lva1-app6892-thumbnail-4Uma grande crise aguarda ao povo de Deus. Uma crise aguarda ao mundo. A mais momentosa luta de todos os séculos está justamente à nossa frente. …

A questão de impor a observância do domingo tornou-se de interesse e importância nacionais. Bem sabemos qual será o resultado deste movimento. Mas estaremos prontos para o acontecimento? Temo-nos desincumbido fielmente do dever que Deus nos confiou, de dar ao povo a advertência quanto ao perigo que têm pela frente? …

Muitos existem que jamais compreenderam as reivindicações do sábado bíblico e o falso fundamento sobre o qual repousa a instituição do domingo. Qualquer movimento em favor da legislação religiosa é realmente um ato de concessão ao papado, que por tantos séculos tem constantemente guerreado contra a liberdade de consciência. A observância do domingo deve sua existência como assim chamada instituição cristã, ao “mistério da iniqüidade”; e sua imposição será o virtual reconhecimento dos princípios que são a pedra angular do romanismo. Quando nossa nação renunciar os princípios de seu governo de tal forma que vote uma lei dominical, nesse próprio ato o protestantismo dará a mão ao papado; isso não será outra coisa senão dar vida à tirania que há muito aguarda ansiosa sua oportunidade de saltar de novo para o despotismo ativo. …

Se o papado ou seus princípios forem de novo conduzidos ao poder pela lei, os fogos da perseguição de novo se acenderão contra os que não quiserem sacrificar a consciência e a verdade em deferência a erros populares. Este mal está prestes a realizar-se.

Se Deus nos proporcionou luz que mostra os perigos à nossa frente, como poderemos subsistir perante Ele se negligenciarmos fazer todos os esforços que pudermos para apresentá-la ao povo? Poderemos contentar-nos com deixá-los a ir ao encontro desse acontecimento momentoso sem os advertir? …

Quando as leis dos governadores terrestres são postas em oposição às leis do Governador Supremo do Universo, então os que são leais súditos de Deus ser-Lhe-ão fiéis. — Testemunhos Selectos 2:318-320. {Ellen G. White, Maranata, o Senhor vem!, p.130, 131}

7 Coisas que Aprendi com o livro “Conselhos Sobre o Regime Alimentar”

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Foto: Instagram @quemleganhamais

Foram 509 páginas de muito aprendizado. Resolvi destacar as 7 coisas que mais me marcaram:

1.   Mudanças no estilo de vida trazem inúmeros benefícios

Gostei muito da didática da autora de começar o livro pelos benefícios que obteremos se fizermos as mudanças necessárias nos nossos hábitos. Assim passa a ser uma questão de inteligência e amor próprio optar por escolhas saudáveis.

Uma reforma no comer seria uma economia de gastos e trabalhos”.

2.   Toda mudança é difícil no início

É normal ter dificuldade de deixar de comer determinado alimento. Se você se mantém firme no início, baseando sua escolha em argumentos racionais em pouco tempo isso será muito mais fácil para você. Mas para isso é preciso muita firmeza no início para vencer suas próprias vontades.

A parte animal de nossa natureza jamais deve ser deixada a governar a parte moral e intelectual”.

Seja progressiva a reforma alimentar”.

 3.   Não basta a comida ser saudável é preciso ter sabor

Essa foi uma das coisas que eu amei saber. Alimento saudável não precisa ser sinônimo de alimento ruim. As comidas devem ser preparadas de forma apetitosa. O sabor é muito importante. A autora até fala que muitas vezes as cozinheiras são as culpadas das pessoas não gostarem da comida saudável. Eu mesma só consegui deixar de comer carne quando eu descobri que era possível me alimentar de coisas saborosas mesmo sendo vegetariana (clique aqui para saber mais sobre como me tornei vegetariana).

A comida deve ser preparada com simplicidade, todavia de maneira a se tornar apetecível”.

4.   A saúde do corpo afeta a espiritualidade

A Espiritualidade tem muito a ver com o que nós nos alimentamos. Partindo da crença que Deus se comunica com os seres humanos através de suas mentes, uma mente doentia terá dificuldade de se conectar com o seu Criador. A alimentação tem estreita relação com a saúde mental.

É impossível aos que condescendem com o apetite alcançar a perfeição cristã. ”

Ninguém que professe piedade se refira com indiferença à saúde do corpo, iludindo-se a si mesmo com o pensamento de que a intemperança não é pecado, nem afeta sua espiritualidade”.

5.   Podemos ser saudáveis vivendo apenas com vegetais

Nos vegetais encontramos todos os nutrientes que precisamos para nos desenvolver. Aí você diz: e a vitamina B12? Esse é um assunto bem controverso e estou pensando num post só para isso. Quando o homem foi criado sua alimentação era baseada em vegetais, e hoje o que precisamos é voltar a essa alimentação original. Diminuir industrializados e voltar a uma alimentação simples.

Em um país como este, em que há frutas, cereais e nozes em abundância, como pode alguém pensar que precisa comer carne de animais mortos? ”.

Temos fartura de coisas boas para satisfazer a fome sem pôr cadáveres à mesa para compor o nosso cardápio”.

 6.   A comida precisa ser simples

Fiquei feliz demais de descobrir isso, pois muitas vezes nós que cozinhamos nos desgastamos dedicando várias horas no preparo de refeições requintadas e com muitas variedades. Não precisamos disso. A comida saudável é simples, composta basicamente por três grupos alimentares (saiba mais aqui). A grande variedade de pratos acaba deixando o estômago sobrecarregado e isso não tem nada a ver com saúde.

Quando sois convidados para uma refeição, evitai a muita variedade de alimento”.

7.   Ninguém se faça padrão para os outros

Há determinadas “leis” de saúde aplicáveis a todos. Porém cada organismo é único, e esse organismo único não pode ser padrão para os demais. Por exemplo alguém celíaco (alérgico ao glúten) não pode impor que todos retirem o trigo da alimentação. Outras pessoas não dão certo com pepino ou determinados tipos de feijões, mas isso não quer dizer que pepinos são prejudiciais a todos. Seja sábio e faça ao seu corpo o que é melhor para ele sem impor aos outros as suas próprias particularidades.

É impossível estabelecer uma regra fixa para regular os hábitos de cada um e ninguém se deve considerar critério para todos”.

Para ler a resenha acesse aqui.
Para ver vídeo de pessoa que emagreceu quase 30 kg com auxílio deste livro clique aqui.

(Naturebices da Elen)

Não há desculpas para o pecado – A Caminho do Lar [MM 2017]

A CAMINHO DO LAR [MM 2017] – SEGUNDA – 6 DE MARÇO

Não há desculpas para o pecado

Nem Eu tampouco te condeno; vai e não peques mais. João 8:11

meditacao_diaria_2017_broch__51404_zoomO ideal de Deus para Seus filhos é mais alto do que o pensamento humano pode alcançar. “Sede vós pois perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt 5:48). Esse mandamento é uma promessa. O plano da redenção visa a nosso completo libertamento do poder de Satanás. Cristo separa sempre do pecado a pessoa contrita. Veio para destruir as obras do diabo e tomou providências para que o Espírito Santo fosse comunicado a toda pessoa arrependida, para guardá-la de pecar.

A influência do tentador não deve ser considerada desculpa para qualquer má ação. Satanás fica feliz quando ouve os professos seguidores de Cristo apresentarem desculpas quanto à sua deformidade de caráter. São essas escusas que levam ao pecado. Não há desculpas para pecar. Uma santa disposição e uma vida cristã são acessíveis a todo filho de Deus, arrependido e crente.

O ideal do caráter cristão é a semelhança com Cristo. Como o Filho do homem foi perfeito em Sua vida, assim devem Seus seguidores ser perfeitos na sua. Jesus foi em todas as coisas feito semelhante a Seus irmãos. Tornou-Se carne, da mesma maneira que nós. Tinha fome, sede e fadiga. Sustentava-se com alimento e refrigerava-se pelo sono. Era Deus em carne. Ele compartilhou da sorte do ser humano; porém, foi o imaculado Filho de Deus. Seu caráter deve ser o nosso. Diz o Senhor dos que nEle creem: “Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo” (2Co 6:16).

Cristo é a escada que Jacó viu, tendo a base na Terra, e o topo chegando à porta do Céu, ao próprio limiar da glória. Se aquela escada tivesse deixado de chegar à Terra, por um único degrau que fosse, teríamos ficado perdidos. Cristo, porém, vem ter com cada um de nós onde nos achamos. Tomou nossa natureza e venceu, para que, revestindo-nos de Sua natureza, nós pudéssemos vencer. Feito “em semelhança de carne pecaminosa” (Rm 8:3), viveu uma vida isenta de pecado. Agora, por Sua divindade, firma-Se ao trono do Céu, ao passo que, pela Sua humanidade, Se liga a nós. Manda-nos que, pela fé nEle, atinjamos a glória do caráter de Deus. Portanto, devemos ser perfeitos, assim como “é perfeito o vosso Pai que está nos Céus” (Mt 5:48, ARC) (O Desejado de Todas as Nações, p. 311, 312).