A parábola do filho perdido

A famosa parábola do filho pródigo, contada pelo Senhor Jesus em Lucas 15:11-32, é lindamente explanada na Lição da Escola Sabatina do 2º trimestre de 2015 – O Evangelho de Lucas. Delicie-se nos ensinamentos do Mestre, com as imagens abaixo.

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Uma parábola maravilhosa! Imagem: Divulgação.

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Temas das Lições da Escola Sabatina até 2022

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2º trimestre de 2018: Preparação para o Tempo do Fim

Os temas gerais das lições da Escola Sabatina dos próximos 18 trimestres são:

2018

  • 3º trimestre: O livro de Atos dos Apóstolos
  • 4º trimestre: Unidade em Cristo

2019

  • 1º trimestre: Apocalipse
  • 2º trimestre: A Família e a Santidade do Casamento
  • 3º trimestre: Justiça Social
  • 4º trimestre: Esdras e Neemias

2020

  • 1º trimestre: Daniel
  • 2º trimestre: Dons do Ministério e Missões (Envolvimento Total de Membros)
  • 3º trimestre: Educação
  • 4º trimestre: Como Interpretar as Escrituras

2021

  • 1º trimestre: Romanos
  • 2º trimestre: Descanso em Cristo
  • 3º trimestre: João
  • 4º trimestre: O Estado dos Mortos

2022

  • 1º trimestre: Gênesis
  • 2º trimestre: Hebreus
  • 3º trimestre: O Momento Decisivo
  • 4º trimestre: Uma Vida Saudável

Eleitos

Licao_Professor_2_Trim_2017__65619_zoomSEGUNDA – Eleitos

2. Leia 1 Pedro 1:2. O que mais esse verso revela sobre aqueles a quem Pedro escreveu? Do que ele os chamou? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:

A. ( ) Pedro escreveu aos outros onze apóstolos, instruindo-os como proceder após a ascensão de Jesus.

B. ( ) Pedro escreveu aos eleitos segundo a presciência de Deus, que deviam viver em obediência e ser aspergidos pelo sangue de Jesus.

Quer tenha escrito especificamente para cristãos judeus, quer para cristãos gentios, o fato é que Pedro tinha a certeza de que eles eram “eleitos, segundo a presciência de Deus Pai” (1Pe 1:2).

Nesse ponto, porém, é preciso ter cuidado. Isso não significa que Deus tenha predestinado algumas pessoas para a salvação e outras para a perdição. Teria sido uma grande “sorte” se os leitores de Pedro fossem alguns desses escolhidos ou eleitos por Deus para a salvação, enquanto os outros fossem predestinados para a perdição. Mas a Bíblia não ensina isso.

3. Leia 1 Timóteo 2:4; 2 Pedro 3:9; João 3:16; Ezequiel 33:11. O que Pedro quis dizer quando chamou essas pessoas de eleitas? Assinale a alternativa correta:

A. ( ) Todas as pessoas foram eleitas por Deus para a salvação, mas nem todas escolheram seguir o Senhor.

B. ( ) Os eleitos eram aqueles que ocupavam posições de destaque, como os fariseus e saduceus.

C. ( ) Os eleitos eram aqueles a quem o povo elegia para governar.

As Escrituras deixam claro que o plano de Deus é que todos sejam salvos, um plano instituído em favor de todos antes da criação da Terra. “Assim como nos escolheu, nEle, antes da fundação do mundo” (Ef 1:4). “Todos” são “eleitos” no sentido de que o propósito original de Deus era que todos fossem salvos e ninguém perecesse. Ele predestinou toda a humanidade para a vida eterna. Isso significa que o plano da salvação foi suficiente para que todos fossem incluídos na expiação dos pecados, mesmo que nem todos aceitem o que essa expiação lhes oferece.

A presciência de Deus a respeito dos eleitos é simplesmente Seu conhecimento antecipado de qual será a livre escolha deles em relação à salvação. Sua presciência de maneira alguma força a decisão das pessoas. Semelhantemente, o fato de uma mãe saber, de antemão, que seu filho escolherá o bolo de chocolate em vez de vagem, não significa que seu conhecimento prévio da escolha obrigue a criança a decidir assim.

Que segurança você encontra na verdade de que Deus o escolheu para ser salvo?

“Apascenta as Minhas ovelhas”: 1 e 2 Pedro, LES 2017.2, p.18 (versão de professor)

 

Compromisso com a Lição de casa

Evento discute estratégias para impulsionar número de assinantes da lição da Escola Sabatina e fortalecer o contato diário dos fiéis com o guia de estudos da Bíblia

Com mais de 160 anos de existência, a Escola Sabatina é uma das estruturas mais antigas da Igreja Adventista. Ao que se sabe, as primeiras iniciativas organizadas surgiram em Rochester, Nova York (EUA), em 1853, dez anos antes de a denominação ser oficializada. De lá para cá, esse importante departamento da igreja se fortaleceu, tornando-se uma escola bíblica mundial que reúne membros da igreja, bem como alunos não adventistas.

Como explica o diretor mundial do departamento, pastor Ramon Canals, a Escola Sabatina continua exercendo um papel essencial. Além de promover o companheirismo entre os membros e motivá-los à missão, é responsável pela educação religiosa de pessoas de todas as faixas etárias.

Organizado pela Divisão Sul-Americana (DSA), em parceria com a editora adventista, o encontro deu ênfase especialmente ao Projeto Maná, programa que nasceu há quatro anos com o intuito de incentivar os membros a fazer a assinatura do guia de estudos e a ter contato com ele diariamente (clique aqui para ter acesso aos materiais de divulgação do programa). Hoje, somente no Brasil, circulam 700 mil exemplares da lição da Escola Sabatina. E a meta para o ano que vem é chegar a 800 mil assinaturas.Trimestralmente, os mais de 19 milhões de fiéis espalhados pelo mundo são motivados a estudar um tema bíblico por meio da lição da Escola Sabatina. Na opinião de Canals, essa prática tem sido fundamental para manter a unidade teológica da igreja. “Sem a Escola Sabatina, a Igreja Adventista estaria fragmentada. Creio que seria um caos se cada região produzisse seu próprio guia de estudos. Mas hoje você pode ir à China, África, Índia, Rússia ou a qualquer outro lugar do mundo: todos estão estudando a mesma lição”, destaca Canals, que foi um dos palestrantes de um encontro que reuniu líderes da Escola Sabatina e administradores da igreja no Brasil nos dias 29 e 30 de junho na Casa Publicadora Brasileira (CPB).

Porém, conforme ressalta o pastor Edison Choque, líder sul-americano do departamento, paralelamente ao desafio de aumentar o número de pessoas com acesso ao material está a dificuldade de melhorar o índice de estudo diário. “Atualmente, a média nos oito países que compõem a Divisão Sul-Americana é de 30%. Índice que ainda considero muito baixo”, observa o idealizador do Projeto Maná.

Diante desse cenário, ao longo da programação foram apresentadas diversas iniciativas que tem contribuído para melhorar esses indicadores. O trabalho feito por Verônica Cunha foi um dos que ganharam destaque.

Este é o terceiro ano que a advogada oferece esse tipo de apoio. E, segundo ela, a cada ano o número de assinantes aumenta. “No primeiro foram feitas 84 assinaturas, no segundo, 179. Em 2016, graças a Deus 100% dos membros da igreja possuem o guia de estudos”, comemora.Depois de assistir a um treinamento sobre o Projeto Maná, ela se prontificou a divulgar o programa de maneira mais estratégica em sua congregação. Buscando facilitar o processo para os membros, ela cuida de toda a parte burocrática. Anota pedidos, efetua a compra na editora e recebe todas as encomendas em sua casa. Verônica usa o próprio cartão de crédito para adquirir os materiais e oferece aos assinantes a possibilidade de parcelar o valor da compra em três vezes.

Verônica também relata que na ocasião em que a ideia foi colocada em prática somente 10% dos cerca de 280 fiéis de sua comunidade estudavam a lição diariamente. Somado a isso, havia o problema do baixo índice de presença nas classes. Mas, de acordo com ela, essa realidade tem mudado. “Hoje a frequência dos alunos à Escola Sabatina aumentou e o índice de estudo diário chegou a 42%. O ideal é atingirmos 100% já que todos têm a lição. Mas entendemos que esse é um processo gradual”, afirma Verônica, que trabalha na defensoria pública.

Alcançando comunidades remotas

No caso das igrejas de Eirunepé, no Estado do Amazonas, o maior desafio para que os membros tivessem acesso ao guia de estudos era a distância. No município localizado a mais de mil quilômetros de Manaus, os Correios não chegam. A solução encontrada pela sede administrativa adventista que atende esse imenso território foi investir num sistema logístico alternativo. “Hoje as lições chegam à Associação Central Amazonas e, posteriormente, são enviadas para o município por meio de transporte aéreo. O custo é alto, mas vale a pena, tendo em vista que hoje os irmãos têm acesso à lição da Escola Sabatina”, afirma o pastor José da Silva Júnior, responsável pelos departamentos de Escola Sabatina e Ministério pessoal.

Segundo ele, o resultado do fortalecimento da Escola Sabatina foi perceptível na região de Eirunepé, onde vivem aproximadamente 600 adventistas. “Se, há alguns anos, o distrito era bastante inexpressivo no contexto adventista, atualmente é um dos que mais cresce. Além de ter uma boa média de estudo diário da lição, registra um número expressivo de batismos”, o pastor acrescenta.

Mais comunhão e profundidade teológica

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Pastores Erton Köhler e Edison Choque reforçam a meta para o próximo ano: 800 mil lições da Escola Sabatina circulando pelo Brasil. Foto: Márcio Tonetti

Na opinião do pastor Erton Köhler, que proferiu várias palestras durante o encontro, ter uma igreja mais comprometida com o estudo diário da lição da Escola Sabatina é o primeiro passo para revitalizar o “coração da igreja”. “Nossa expectativa é fortalecer a comunhão em casa, a solidez bíblica e doutrinária e, a partir daí, começar um movimento para tornar mais atraente o programa da igreja local. Mas isso será consequência das duas primeiras ênfases”, o pastor Köhler realça.

O líder sul-americano também acredita que esse seja o caminho para que os membros adquiram uma base doutrinária mais consistente. Pelo fato de os guias de estudo serem produzidos pelos principais teólogos adventistas e passar por um processo bastante criterioso, que começa na sede da denominação, nos Estados Unidos, a igreja tem à disposição um alimento espiritual sólido e confiável. “Infelizmente, nos púlpitos das igrejas ainda se percebe a dificuldade de pregar sobre temas mais profundos da Bíblia. O estudo da lição da Escola Sabatina é um fator chave para sair da superficialidade”, o pastor Erton destaca.

Incentivo a mais

Homenageado pelo apoio ao Projeto Maná, o pastor José Carlos de Lima, diretor geral da CPB, ressaltou o compromisso da editora em fortalecer a cultura do estudo da Bíblia por meio da lição da Escola Sabatina. “Temos usado diferentes meios de comunicação para chamar a atenção das pessoas para a importância desse manual de estudos da Bíblia, além de apoiar iniciativas como o programa de televisão Lições da Bíblia”, afirma.

Na ocasião, também foi lançada a versão atualizada do aplicativo da lição da Escola Sabatina. De acordo com o gerente de marketing, alguns recursos foram aprimorados. “Por exemplo, na versão anterior, quando havia uma letra capitular, não era possível selecionar todo o texto. Sempre faltava uma letra. Agora isso foi corrigido. Também procuramos melhorar a integração do app com as redes sociais”, Pereyra informa.Ao longo de todo o encontro, a CPB também apresentou diversas novidades que devem contribuir com esse objetivo. Uma delas é uma versão do guia de estudos com letra gigante. Segundo o diretor do departamento de Vendas da editora, pastor João Vicente Pereyra, inicialmente o material será comercializado de forma avulsa nas livrarias da editora. Ele também aproveitou para lembrar que nos últimos anos a CPB investiu na lição em áudio, visando a atender deficientes visuais.

Outra novidade anunciada durante o evento foi o projeto de digitalização de todos os exemplares da lição da Escola Sabatina desde 1908. O acervo, que em breve deve começar a ser estruturado, será uma importante fonte de pesquisa para a igreja.

Encontro histórico

Foi a segunda vez em quase 20 anos que líderes da Escola Sabatina de todo o Brasil participaram de um encontro como esse na editora. Embora o evento tenha tido um caráter mais promocional, também houve espaço para reforçar alguns dos conceitos tratados no 1º Simpósio de Escola Sabatina realizado nos dias 18 e 19 de maio.

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Voto tomado pela Divisão Sul-Americana propõe a integração das estruturas da Escola Sabatina e dos Pequenos Grupos no discipulado. Clique na imagem para ler o documento na íntegra.

Uma das principais ênfases foi na questão do discipulado. Conforme destacou o pastor Everon Donato, líder sul-americano do Ministério Pessoal, a igreja na América do Sul pretende integrar mais a estrutura da Escola Sabatina e de Pequenos Grupos, buscando tornar mais efetivo o processo de fazer discípulos. “Uma vez que o discipulado acontece no contexto pessoal, comunitário e congregacional, entendemos que a Escola Sabatina e os Pequenos Grupos devem caminhar juntos com esse propósito”, Everon Donato sintetiza.

“Queremos inserir a Escola Sabatina e os Pequenos Grupos na moldura do discipulado, pois esses dois canais nos ajudarão a ser mais eficientes”, o pastor Erton Köhler acrescenta.

Conforme expressa um documento votado no mês de maio pela Divisão Sul-Americana e lido durante o encontro na CPB, a igreja pretende investir especialmente nos professores das classes como agentes discipuladores. “Cremos que a pessoa mais influente na igreja seja o professor da Escola Sabatina. Por isso, as próximas ações mostrarão claramente nossa intenção de investir mais nesses líderes”, o pastor Edison Choque reforça. [Márcio Tonetti, equipe RA / Com fotos de Daniel de Oliveira]

Entenda como é produzida a Lição da Escola Sabatina

(Revista Adventista)

Descanso em Cristo

“Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei.” (Mt 11:28)

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“Cristo era um representante da lei. Nenhuma transgressão de seus santos preceitos se encontrou em Sua vida. Olhando para uma nação de testemunhas ansiosas por uma oportunidade de condená-Lo, Ele pôde dizer, sem contestação: ‘Quem dentre vós Me convence de pecado?’” (Jo 8:46; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p.287).

A vida de Jesus refletiu plenamente o significado da lei de Deus, os dez mandamentos. Ele foi a lei personificada. Assim, ao estudar Sua vida, vemos o que é guardar os mandamentos e como guardá-los de uma forma que não seja legalismo árido e formal.

Entre esses mandamentos está o quarto, o sábado. Examinaremos algumas controvérsias sobre o sábado e veremos, na vida de Jesus, uma revelação do que significa guardar o sábado. Pois se a lei é, de fato, um reflexo do caráter de Deus, e se Jesus personificou essa lei, ao entender como Cristo guardou o quarto mandamento e o que Ele ensinou sobre isso, podemos aprender mais sobre o caráter de Deus e a respeito de maneiras pelas quais podemos refletir esse caráter em nossa vida.

O jugo leve de Cristo

Jesus tem autoridade e poder para cumprir o que promete, e prometeu que, quando formos a Ele, encontraremos descanso para a alma. Em vista do contexto, esse descanso inclui paz, a certeza da salvação e a esperança que aqueles que O rejeitam não têm. Aprendendo dEle, imitando-O e imitando Seu caráter, podemos achar descanso para muitos fardos e problemas da vida. Uma das expressões desse descanso se encontra na guarda do sábado.

Agitação por causa de um dia de descanso

Se, como grande parte do mundo cristão argumenta, o sábado foi abolido, substituído, ultrapassado, cumprido (ou o que quer que seja), por que Jesus passou tanto tempo tratando de como guardar o sábado?

As divergências sobre o sábado giravam em torno do que era lícito fazer aos sábados, como curar ou não uma pessoa, colher espigas para matar a fome e carregar o leito ou maca, depois de ter sido curado. (Veja Mt 12:1,2; Lc 14:1-6; Mc 2:23-28; Jo 5:9-16) Não havia divergência sobre o fato de o sábado ser o dia do Senhor, de precisar descansar nesse dia e não trabalhar nas horas sabáticas.

Sabendo que uma das razões pelas quais Israel tinha ido para o cativeiro babilônico foi a profanação do sábado, os fariseus desejavam impedir que isso acontecesse novamente. Portanto, haviam criado uma série de regras e regulamentos sobre o que era e o que não era aceitável no sábado, com a ideia de proteger sua santidade. Quais eram algumas dessas regras?

  • Se uma galinha botar um ovo no sábado, está certo comê-lo? A opinião da maioria dos fariseus era que, se fosse uma galinha poedeira, não era certo comer o ovo porque ela estaria trabalhando. Contudo, se fosse apenas uma galinha que estava sendo engordada para ser consumida, então o ovo poderia ser comido. Havia também uma sugestão de que o ovo botado no sábado por uma galinha poedeira podia ser consumido, contanto que a galinha fosse morta mais tarde por ter transgredido o sábado.
  • Está certo olhar-se no espelho no sábado? A resposta é: Não, porque se você vir um cabelo branco pode ser tentado a arrancá-lo, o que seria uma colheita e, como tal, transgressão do sábado.
  • Se sua casa pegar fogo no sábado, é certo tentar salvar suas roupas? A resposta é: Você deve tirar apenas uma muda de roupa. Contudo, se você vestir uma muda de roupa, então pode carregar outra muda.
  • É certo cuspir no sábado? A resposta é: Você pode cuspir em cima de uma rocha, mas não pode cuspir no chão, porque isso produziria lama ou argamassa.

Podemos rir dessas regras, porém, corremos o risco de fazer a mesma coisa à nossa própria maneira, não só a respeito do sábado, mas também de todos os aspectos de nossa fé, isto é, perder de vista o que é verdadeiramente importante e nos concentrar no que é trivial. Como evitar essa armadilha?

A resposta de Jesus

Este era o ambiente no qual Jesus estava trabalhando: regras rígidas para a guarda do sábado, impossíveis de ser cumpridas, que arruinavam o propósito original do sábado. Ele devia ser um dia de repouso do trabalho; um dia para adorar a Deus e ter comunhão com outros fiéis de uma forma que não podemos fazer durante a semana de trabalho. Um dia em que as crianças sabiam que seus pais estariam mais acessíveis a elas do que poderiam estar em outras circunstâncias; um dia para se regozijar especialmente no que foi feito em nosso favor pelo nosso Criador e Redentor.

Leia Mateus 12:3-8 e 1 Samuel 21:1-6. Como Jesus reagiu ao pesado jugo dos fariseus? Qual foi a linha de raciocínio de Jesus? A vida do ser humano é preciosa aos olhos de Deus. Se os discípulos eram culpados por colher espigas para própria alimentação, mais culpado foi Davi e seus homens, ao comer os pães da proposição do tabernáculo. O sacerdote usou o bom senso nesta ocasião, os fariseus deveriam proceder da mesma forma.

Jesus recapitulou a conhecida história do rei Davi que, ao fugir, tomou o pão do tabernáculo que tinha outro propósito. Da mesma forma, a fome dos seguidores de Jesus era mais importante do que as orientações sobre o sábado (a respeito da colheita) que se destinavam a outro propósito.

Jesus citou também o trabalho dos sacerdotes no templo no dia de sábado. O sábado permitia o trabalho do ministério. Da mesma forma, o sábado permitia o trabalho dos companheiros de Jesus, porque Ele e Seu trabalho eram maiores que o templo.

Nada que Jesus disse nessa ocasião ou em qualquer outro momento a respeito da guarda do sábado diminuiu a ordem divina para que o guardemos. Ele estava tentando libertá-los, não do sábado, mas das regras sem sentido que ocultavam o propósito desse dia, que era o de ser uma expressão do descanso que temos em Cristo como nosso Criador e Redentor.

“Nos dias de Cristo, a observância do sábado havia se tornado tão distorcida que refletia o caráter de homens egoístas e arbitrários, em lugar do caráter do amorável Pai celestial” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p.284).

Cura no sábado

É muito interessante fazer uma leitura completa dos evangelhos para ver todas as vezes em que os escritores registraram incidentes ocorridos no sábado entre Jesus e os líderes religiosos. Se o sábado estava prestes a ser abolido, por qual motivo os escritores dos quatro evangelhos incluíram relatos, numerosos em alguns casos, da luta que Jesus travou com os líderes a respeito da guarda desse dia? Essa ideia se torna ainda mais evidente quando nos lembrarmos de que os evangelhos foram escritos muitos anos após o ministério de Jesus (pelo menos 20 a 30 anos após a morte de Jesus). Assim, naquela altura, se o sábado já havia sido substituído pelo domingo, certamente não há qualquer alusão a essa mudança em nenhum dos relatos inspirados sobre a vida de Jesus. Portanto, temos fortes evidências de que o sábado não foi abolido, mudado nem substituído, por meio de qualquer exemplo ou ordem de Jesus registrada nos quatro evangelhos. Ao contrário, se olharmos para as ordens e o exemplo de Jesus, os evangelhos nos mostram que o sábado continua sendo válido.

Leia Mateus 12:9-14. Qual é a questão envolvida nesse texto, e por que esse seria outro motivo para divergência? Curar uma pessoa no sábado era lícito ou não? A cura no sábado transgredia as tradições dos líderes judeus, não a lei de Deus.

“Em outro sábado, ao entrar Jesus na sinagoga, viu ali um homem cuja mão era mirrada. Os fariseus O observavam, ansiosos para ver o que Ele faria. Bem sabia o Salvador que, curando no sábado, seria considerado transgressor, mas não hesitou em derrubar o muro das exigências tradicionais que obstruíam o sábado. […] Era uma máxima entre os judeus que deixar de fazer o bem, havendo oportunidade para isso, era fazer o mal; negligenciar salvar a vida, era matar. Assim, Jesus os atacou com suas próprias armas” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 286).

Novamente, como no incidente anterior, Jesus procurou indicar o propósito mais elevado da lei e da vida de fé. Essas pessoas prefeririam deixar aquele homem em sua dor e sofrimento, a transgredir suas próprias regras de origem humana a respeito do sábado, o qual havia sido tão pervertido que, embora eles tirassem um boi de uma cova nesse dia, se recusavam a aliviar o sofrimento de um ser humano.

Precisamos ter muito cuidado para garantir que nossa maneira de praticar a fé não esteja atrapalhando o modo pelo qual Deus nos chamou a viver essa fé!

A guarda do sábado

Como está claro pelo relato dos evangelhos, Jesus não aboliu o sábado. O que Ele fez foi restaurá-lo, libertando-o dos pesados fardos que as pessoas haviam colocado sobre ele. Centenas de anos mais tarde os cristãos ainda estavam descansando e adorando no sábado. O historiador Sócrates Escolástico escreveu: “Quase todas as igrejas ao redor do mundo celebram os mistérios sagrados [a Ceia do Senhor] no sábado todas as semanas, mas os cristãos de Alexandria e de Roma, por causa de alguma tradição antiga, se recusam a fazê-lo” (História Eclesiástica, livro 5, p. 289). Não há dúvida de que, sejam quais forem as razões pelas quais todos esses incidentes foram registrados nos evangelhos, o motivo não era que as pessoas deixassem de observar o sábado.

Leia novamente Mateus 12:12 e se concentre na frase: “Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem”. O que isso significa no contexto imediato ao qual Jesus estava se referindo? O que a guarda do sábado deve incluir? O sábado foi feito para ser benção para o ser humano, não para ser um fardo. Fazer o bem neste dia está de acordo com o propósito divino para o sábado.

Embora a lei judaica permitisse o cuidado médico no sábado para uma pessoa cuja vida estivesse em perigo, Jesus levou isso um passo adiante: as curas, talvez até aquelas que pudessem ser feitas em outros dias, foram realizadas no sábado. Com isso em mente, leia o que Jesus disse posteriormente em Mateus: “Por isso, todo mestre da lei instruído quanto ao Reino dos céus é como o dono de uma casa que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas” (Mt 13:52, NVI). Sem dúvida, Jesus também estava tirando novas coisas de Seu tesouro.

Leia Isaías 58:7-13. De que forma esse texto ajuda a refletir sobre o significado verdadeiro de seguir o Senhor e viver os princípios da lei, inclusive o sábado? Como entender a frase “reparador de brechas”, especialmente no contexto das três mensagens angélicas? Nossa religião deve ser prática, fruto do amor. Verdades bíblicas devem ser restauradas. O sábado é o dia de Deus e do próximo, meus interesses devem ficar de lado. O sábado é um antítodo contra o egoísmo.

Estudo adicional

“Quando Jesus Se voltou para os fariseus com a pergunta se era lícito no dia de sábado fazer o bem ou o mal, salvar ou matar, os confrontou com seus próprios maus desígnios. Estavam caçando Sua vida com ódio amargo, ao passo que Ele salvava a vida e trazia felicidade às multidões. Seria melhor matar no sábado, como estavam planejando, do que curar o aflito, como Ele havia feito? Seria mais justo ter o homicídio no coração durante o santo dia de Deus, do que amor para com todos os homens, amor que se expressa em atos de misericórdia?” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p.287).

Comentário bíblico

Jesus concede descanso aos que estão “cansados e sobrecarregados” e Se declara “Senhor […] do sábado” (Mt 11:28; 12:8; Mc 2:27,28), a dádiva de descanso que teve origem na criação e continuará sendo parte da vida no novo Céu e na nova Terra (Gn 2:1-3; Is 66:22,23). O sábado nos vincula ao Criador para celebrar a alegria da vida e para reconhecer sempre que a vida e a redenção não são resultado do nosso trabalho, mas um dom da graça de Deus. Aquele que nos fez, também fez o sábado. O Criador descansou nele, santificou-o, e nos ordenou santificá-lo para que nos lembremos de que ficamos inquietos até que descansemos nEle. O sábado simboliza que, em Jesus, somos libertados da escravidão e da tirania do pecado, e por meio dEle aceitamos e permanecemos na santidade do descanso, da adoração e comunhão.

Os fariseus acusaram Jesus de transgredir o sábado porque Ele não reprovou Seus discípulos quando eles colheram algumas espigas de cereais e se alimentaram no sábado (Mt 12:2), e porque Ele curou no sábado (Mt 12:9-14; Lc 6:6-11; Jo 5:1-16). A resposta de Jesus em cada caso foi consistente com o significado do sábado, que não é uma adesão legalista à letra da lei, mas a exaltação do princípio superior de salvar a vida por meio de boas obras que glorificam a Deus. A obsessão farisaica era o legalismo; a preocupação de Jesus era a graça em ação. Nem a egocêntrica inflexibilidade, nem a liberdade autodefinida passarão no exame da graça. Como Ellen G. White escreveu: “Deus não poderia, nem por um momento, deter Sua mão, do contrário o homem desfaleceria e morreria. O homem também tem nesse dia uma obra a realizar. Devemos atender às necessidades da vida, cuidar dos doentes e suprir as necessidades dos pobres” (O Desejado de Todas as Nações, p.207).

Fonte: Lição da Escola Sabatina, “O Evangelho de Mateus” (lição do professor), p.68-77.

Descanso em Cristo – LES 2016/2

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Nosso estudo esta semana foi bem profundo e recebemos muitos comentários, mas escolhemos este do José Valdistélio pra compartilhar com vocês. O que vocês acharam do tema desta semana? Vamos ao #EstudoDeHoje:

Nosso mundo se transformou em um campo de batalha contra o tempo. Os que trabalham estão preocupados em realizar suas tarefas em tempo. Os estudantes estão angustiados para entregar suas atividades escolares no prazo determinado e ser aprovados. Corremos contra o relógio para chegar em casa a tempo de assistir nosso programa de TV favorito, e a tecnologia conseguiu desenvolver produtos e aplicativos para acelerar ainda mais o corre-corre da nossa vida:#Facebook, #Instagram, #Twitter, #WhatsApp, etc.

Infelizmente, essa realidade está afetando nossa maneira de guardar o sábado. Os fariseus sobrecarregaram o sábado com inúmeras regras proibitivas e sem sentido para não esquecer sua sacralidade. Nós, ao contrário, podemos estar sobrecarregando o dia de sábado com tantas atividades que corremos o risco de nos esquecer da razão pela qual Deus nos pediu que o guardemos.

Deus deseja compartilhar o sábado conosco de maneira pessoal, e não somente por intermédio das programações na igreja. Frequentemente, “estamos cheios de atividades eclesiásticas no sábado, as quais são santas e necessárias. Mas essas atividades enchem nossas agendas e nos esvaziam do espírito de Cristo. Apresentações, encontros, ensaios… uma rotina em que mal temos tempo para engolir o almoço e temos que correr para o próximo compromisso. Em meio a tantos horários apertados, Jesus é deixado sem oportunidade para falar conosco.”*

O que é deleite santo? A definição real de deleite, quando se trata de guardar o sábado, é ter um encontro com Deus por meio da oração, estudo da Bíblia, visitação de pessoas em necessidade, contemplação da Sua criação maravilhosa e compartilhamento das Suas bênçãos com pessoas que possuem menos do que nós.

O sábado deixa de ser um fardo quando começamos a compartilhá-lo com nosso Pai celestial assim como Jesus o fez. Precisamos imitar o exemplo de Cristo, obedecer aos Seus mandamentos, inclusive o quarto, não como uma obrigação mas como um presente oferecido a nós com amor.

#PenseNisto: o sábado se tornou um fardo para você? Se sim, por quê? O que você pode fazer a respeito disso? Como o entendimento a respeito do caráter de Deus afeta o tipo de fé que depositamos nEle? Que coisas você pode fazer para desfrutar mais do santo sábado?

#Experimente: jejuar um sábado a cada trimestre. Procure meditar na Palavra de Deus e ouvir Sua voz nesse dia. Não deixe que o celular, a internet ou outra coisa interrompa esses momentos especiais. Planeje uma atividade que envolva um grupo de amigos. Procure ajudar alguém que necessita de encorajamento e motivação. Pode ser através de uma visita, uma ligação telefônica, um convite para caminhar ou almoçar juntos, uma oração, etc. Desfrute momentos em meio à natureza. Contemple a beleza criada por Deus e medite em Sua Palavra.

www.cpb.com.br #LES #EscolaSabatina #Jovens

(Código Aberto)