É o Homem Imortal?

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O Grande Conflito!

Já no início da história humana, começou Satanás seus esforços para enganar a nossa raça. Aquele que incitara rebelião no Céu, desejou levar os habitantes da Terra a unirem-se com ele em luta contra o governo de Deus. Adão e Eva tinham sido perfeitamente felizes na obediência à lei divina, e esse fato era um testemunho constante contra a alegação em que insistira Satanás no Céu, de que a lei de Deus era opressiva, e se opunha ao bem-estar de Suas criaturas. E, demais, despertou-se a inveja de Satanás ao olhar ele para o belo lar preparado para o inocente casal. Decidiu-se a causar a sua queda, a fim de que, tendo-se separado de Deus e trazido sob o seu poder, pudesse obter posse da Terra, e aqui estabelecer o seu reino em oposição do Altíssimo.

Houvesse Satanás se manifestado em seu verdadeiro caráter, e teria sido repelido de pronto, pois Adão e Eva tinham sido advertidos contra este perigoso adversário; ele, porém, operou na treva, ocultando seu propósito, para que mais eficazmente pudesse realizar o seu objetivo. Empregando como seu intermediário a serpente, então criatura de fascinante aspecto, dirigiu-se a Eva: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?” Gên. 3:1. Se Eva se tivesse evitado de entrar em argumentação com o tentador, teria estado em segurança; mas arriscou-se a conversar com ele, e caiu vítima de seus enganos. É assim que muitos ainda são vencidos. Duvidam e argumentam com relação aos preceitos de Deus; e, ao invés de obedecerem aos mandados divinos, aceitam teorias humanas, que tão-somente disfarçam as armadilhas de Satanás.

“Disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.” Gên. 3:2-5. A serpente declarou que se tornariam como Deus, possuindo maior sabedoria que antes, e sendo capazes de uma condição mais elevada de existência. Eva cedeu à tentação; e, por sua influência, Adão foi levado ao pecado. Aceitaram as palavras da serpente, de que Deus não queria dizer o que falara; desconfiaram de seu Criador, e imaginaram que Ele estava a restringir-lhes a liberdade, e que poderiam obter grande sabedoria e exaltação, por transgredir Sua lei.

Mas como compreendeu Adão, depois de seu pecado, o sentido das palavras: “No dia em que dela comeres, certamente morrerás”? Achou que elas significavam, conforme Satanás o tinha levado a crer, que ele deveria ser introduzido em condição mais elevada de existência? Nesse caso haveria, na verdade, grande bem a ganhar pela transgressão, e Satanás se demonstraria um benfeitor da raça. Mas Adão não achou ser este o sentido da sentença divina. Deus declarou que, como pena de seu pecado, o homem voltaria à terra donde fora tirado: “És pó, e em pó te tornarás.” Gên. 3:19. As palavras de Satanás: “… se abrirão os vossos olhos”, mostraram-se verdadeiras apenas neste sentido: Depois que Adão e Eva desobedeceram a Deus, seus olhos se abriram para discernirem a sua loucura; conheceram o mal, e provaram o amargo fruto da transgressão.

No meio do Éden crescia a árvore da vida, cujo fruto tinha o poder de perpetuar a vida. Se Adão tivesse permanecido obediente a Deus, teria continuado a gozar livre acesso àquela árvore, e teria vivido para sempre. Mas, quando pecou, foi despojado da participação da árvore da vida, tornando-se sujeito à morte. A sentença divina: “Tu és pó, e em pó te tornarás” – indica completa extinção da vida.

A imortalidade, prometida ao homem sob condição de obediência, foi perdida pela transgressão. Adão não poderia transmitir à sua posteridade aquilo que não possuía; e não poderia haver esperança alguma para a raça decaída, se, pelo sacrifício de Seu Filho, Deus não houvesse trazido a imortalidade ao seu alcance. Ao passo que “a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram”, Cristo “trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho”. Rom. 5:12; II Tim. 1:10. E unicamente por meio de Cristo pode a imortalidade ser obtida. Disse Jesus: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não terá a vida.” João 3:36. Todo homem pode alcançar a posse desta inapreciável bênção, se satisfizer as condições. Todos os que, “com perseverança em fazer bem, procuram glória, e honra e incorrupção”, receberão “vida eterna”. Rom. 2:7.

O único que prometeu a Adão vida em desobediência foi o grande enganador. E a declaração da serpente a Eva, no Éden – “Certamente não morrereis” – foi o primeiro sermão pregado acerca da imortalidade da alma. Todavia, esta declaração, repousando apenas na autoridade de Satanás, ecoa dos púlpitos da cristandade, e é recebida pela maior parte da humanidade tão facilmente como o foi pelos nossos primeiros pais. À sentença divina: “A alma que pecar, essa morrerá” (Ezeq. 18:20), é dada a significação: A alma que pecar, essa não morrerá, mas viverá eternamente. Não podemos senão nos admirar da estranha fatuidade que tão crédulos torna os homens com relação às palavras de Satanás, e incrédulos com respeito às palavras de Deus.

Houvesse ao homem sido permitido franco acesso à árvore da vida, após a sua queda, e teria ele vivido para sempre, sendo assim imortalizado o pecado. Querubins e uma espada chamejante, porém, guardavam “o caminho da árvore da vida” (Gên. 3:24), e a nenhum membro da família de Adão foi permitido passar aquela barreira e participar do fruto doador da vida. Não há, portanto, pecador algum imortal.

Mas, depois da queda, Satanás ordenou a seus anjos que fizessem um esforço especial a fim de inculcar a crença da imortalidade inerente do homem; e, tendo induzido o povo a receber este erro, deveriam levá-lo a concluir que o pecador viveria em estado de eterna miséria. Agora o príncipe das trevas, operando por meio de seus agentes, representa a Deus como um tirano vingativo, declarando que Ele mergulha no inferno todos os que não Lhe agradam, e faz com que sempre sintam a Sua ira; e que, enquanto sofrem angústia indizível, e se contorcem nas chamas eternas, Seu Criador para eles olha com satisfação.

Assim o príncipe dos demônios reveste com seus próprios atributos ao Criador e Benfeitor da humanidade. A crueldade é satânica. Deus é amor: e tudo quanto criou era puro, santo e formoso, até o pecado ser introduzido pelo primeiro grande rebelde. Satanás mesmo é o inimigo que tenta o homem a pecar, e então o destrói, se o pode fazer; e, ao se ter assenhoreado de sua vítima, exulta na ruína que efetuou. Se lhe fosse permitido, colheria o gênero humano todo em sua rede. Não fosse a interposição do poder divino, nenhum filho ou filha de Adão escaparia.

Satanás está procurando vencer os homens hoje, assim como venceu nossos primeiros pais, abalando-lhes a confiança em seu Criador, e levando-os a duvidar da sabedoria de Seu governo e da justiça de Suas leis. Satanás e seus emissários representam a Deus como sendo mesmo pior do que eles, a fim de justificar sua própria malignidade e rebelião. O grande enganador esforça-se por transferir sua própria horrível crueldade de caráter para nosso Pai celestial, a fim de fazer-se parecer como alguém grandemente lesado pela sua expulsão do Céu, visto não haver desejado sujeitar-se a um governador tão injusto. Apresenta perante o mundo a liberdade que este pode gozar sob seu domínio suave, em contraste com a servidão imposta pelos severos decretos de Jeová. Desta maneira consegue desviar as almas de sua fidelidade a Deus.

Quão repugnante a todo sentimento de amor e misericórdia, e mesmo ao nosso senso de justiça, é a doutrina de que os ímpios mortos são atormentados com fogo e enxofre num inferno eternamente a arder; que pelos pecados de uma breve vida terrestre sofrerão tortura enquanto Deus existir! Contudo esta doutrina tem sido largamente ensinada, e ainda se acha incorporada em muitos credos da cristandade. Disse ilustrado doutor em teologia: “A vista dos tormentos do inferno exaltará para sempre a felicidade dos santos. Quando vêem outros que são da mesma natureza e nascidos sob as mesmas circunstâncias, mergulhados em tal desgraça, e eles distinguidos de tal maneira, isto os fará sentir quão felizes são.” Outro empregou estas palavras: “Enquanto o decreto da condenação está sendo eternamente executado sobre os vasos da ira, o fumo de seu tormento estará sempre e sempre a ascender à vista dos vasos de misericórdia, que, em vez de se compadecerem daquelas miseráveis criaturas, dirão: Amém, Aleluia! louvai ao Senhor!”

Onde, nas páginas da Palavra de Deus, se encontra tal ensino? Perderão os remidos no Céu todo sentimento de piedade e compaixão, e mesmo os sentimentos comuns de humanidade? Devem tais sentimentos ser trocados pela indiferença do estóico, ou a crueldade do selvagem? Não, absolutamente; não é este o ensino do Livro de Deus. Os que apresentaram as opiniões expressas nas citações acima, podem ser homens ilustrados e mesmo sinceros; mas estão iludidos pelos sofismas de Satanás. Este os leva a interpretar mal terminantes expressões das Escrituras, dando à linguagem a coloração de amargura e malignidade que a ele pertence, mas não ao Criador. “Vivo Eu, diz o Senhor Jeová, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converterá do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que razão morrereis?” Ezeq. 33:11.

Que ganharia Deus se admitíssemos que Ele Se deleita em testemunhar incessantes torturas; que Se alegra com os gemidos, gritos e imprecações das sofredoras criaturas por Ele retidas nas chamas do inferno? Poderão esses terríveis sons ser música aos ouvidos do Amor infinito? Insiste-se em que a aplicação de intérmino sofrimento aos ímpios mostraria o ódio de Deus ao pecado, como a um mal ruinoso à paz e à ordem do Universo. Terrível blasfêmia! Como se o ódio de Deus ao pecado seja a razão por que este se perpetua. Pois, segundo os ensinos desses teólogos, a contínua tortura sem esperança de misericórdia enlouquece suas infelizes vítimas, e, ao derramarem elas sua cólera em maldições e blasfêmias, estão para sempre aumentando sua carga de crimes. A glória de Deus não é encarecida, perpetuando-se desta maneira o pecado, em constante aumento, através de eras sem fim.

Está além do poder do espírito humano avaliar o mal que tem sido feito pela heresia do tormento eterno. A religião da Bíblia, repleta de amor e bondade, e abundante de misericórdia, é obscurecida pela superstição e revestida de terror. Ao considerarmos em que cores falsas Satanás esboçou o caráter de Deus, surpreender-nos-emos de que nosso misericordioso Criador seja receado, temido e mesmo odiado? As opiniões aterrorizadoras acerca de Deus, que pelos ensinos do púlpito são espalhadas pelo mundo, têm feito milhares, e mesmo milhões de cépticos e incrédulos.

A teoria do tormento eterno é uma das falsas doutrinas que constituem o vinho das abominações de Babilônia, do qual ela faz todas as nações beberem. Apocalipse 14:8; 17:2. Que ministros de Cristo hajam aceito esta heresia e a tenham proclamado do púlpito sagrado, é na verdade um mistério. Eles a receberam de Roma, assim como receberam o falso sábado. É verdade que tem sido ensinada por homens eminentes e piedosos; mas a luz sobre tal assunto não lhes chegou como a nós. Eram responsáveis apenas pela luz que resplandecia em seu tempo; nós o somos pela que brilha em nossa época. Se nos desviamos do testemunho da Palavra de Deus, aceitando falsas doutrinas porque nossos pais as ensinaram, caímos sob a condenação pronunciada sobre Babilônia; estamos a beber do vinho de suas abominações.

Numerosa classe, para a qual a doutrina do tormento eterno é revoltante, é levada ao erro oposto. Vêem que as Escrituras representam a Deus como um ser de amor e compaixão, e não podem crer que Ele destine Suas criaturas aos fogos de um inferno eternamente a arder. Crendo, porém, ser a alma de natureza imortal, não percebem outra alternativa senão concluir que toda a humanidade se salvará, por fim. Muitos consideram as ameaças da Bíblia como sendo meramente destinadas a amedrontar os homens para a obediência, e não para se cumprirem literalmente. Assim o pecador pode viver em prazeres egoístas, desatendendo aos preceitos de Deus, e não obstante esperar ser, ao final, recebido em Seu favor. Esta doutrina, admitindo a misericórdia de Deus, mas passando por alto Sua justiça, agrada ao coração carnal, e torna audazes os ímpios em sua iniquidade.

A fim de mostrar como os crentes na salvação universal torcem as Escrituras para sustentarem seus dogmas destruidores de almas, basta citar suas próprias declarações. Nos funerais de um jovem irreligioso, que tivera morte instantânea em um desastre, um ministro universalista escolheu como texto a declaração das Escrituras relativa a Davi: “Já se tinha consolado acerca de Amnom, que era morto.” II Sam. 13:39.

“Sou freqüentemente interrogado”, disse o orador, “sobre qual será a sorte dos que deixam o mundo em pecado, que morrem, talvez, em estado de embriaguez, morrem sem ter lavado das manchas escarlates do crime as suas vestes, ou como este jovem sucumbiu, nunca tendo feito qualquer profissão ou gozado experiência religiosa. Estamos contentes com as Escrituras; sua resposta resolverá o terrível problema. Amnom era muitíssimo pecador; ele não estava arrependido, fizeram-no embriagar-se, e, estando em estado de embriaguez, foi morto. Davi era profeta de Deus; ele deveria saber se iria mal ou bem com Amnom no mundo vindouro. Quais foram as expressões de seu coração? “Então tinha o rei Davi saudades de Absalão, porque já se tinha consolado acerca de Amnom, que era morto.”

“E qual é a inferência a fazer-se desta linguagem? Não é que o sofrimento intérmino não fazia parte de sua crença religiosa? Assim o concebemos; e aqui descobrimos um argumento triunfante em apoio da mais agradável, mais iluminada, mais benévola hipótese da pureza e paz, universal e final. Consolou-se, vendo que o filho estava morto. E por que isto? Porque, pelos olhos da profecia, podia vislumbrar o glorioso futuro, e ver aquele filho afastado para longe de toda tentação, livre do cativeiro, e purificado das corrupções do pecado, e depois de se haver tornado suficientemente santo e esclarecido, admitido na assembléia dos espíritos elevados e jubilosos. Seu único conforto era que, sendo removido do presente estado de pecado e sofrimento, seu amado filho fora para o lugar em que o mais elevado bafejo do Espírito Santo cairia sobre a sua alma entenebrecida; em que seu espírito se desdobraria à sabedoria do Céu e aos suaves transportes do amor imortal, e assim se prepararia com a natureza santificada para gozar o repouso e companhia da herança celestial.

“Nesse sentido é que desejamos ser compreendidos como crentes que somos de que a salvação do Céu não depende de coisa alguma que possamos fazer nesta vida; nem da mudança do coração, feita presentemente, nem da crença atual nem de uma profissão religiosa.”

Assim reitera o professo ministro de Cristo a falsidade proferida pela serpente no Éden: “Certamente não morrereis.” “No dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus.” Ele declara que o mais vil pecador – o assassino, o ladrão, o adúltero – estarão depois da morte preparados para entrar na bem-aventurança eterna.

E donde tira este adulterador das Escrituras as suas conclusões? De uma simples sentença que exprime a submissão de Davi aos desígnios da Providência. Ele “tinha … saudades de Absalão: porque já se tinha consolado acerca de Amnom, que era morto.” Tendo-se o pungimento desta dor abrandado pelo tempo, seus pensamentos volveram do filho morto para o vivo, o qual se exilara pelo medo do justo castigo de seu crime. E esta é a prova de que o incestuoso e bêbado Amnom foi à sua morte imediatamente transportado para as bem-aventuradas habitações, a fim de ser ali purificado e preparado para a companhia dos anjos sem pecado! Fábula aprazível, por certo, muito apropriada para satisfazer o coração carnal! Esta é a própria doutrina de Satanás, e ela realiza a sua obra eficazmente. Deveríamos surpreender-nos de que, com tal instrução, prevaleça a impiedade?

O caminho seguido por este falso ensinador ilustra o de muitos outros. Umas poucas palavras das Escrituras são separadas do contexto, o qual, em muitos casos, mostraria ser o seu sentido exatamente o contrário da interpretação a elas dada; e tais passagens desconexas são pervertidas e usadas em prova de doutrinas que não têm fundamento na Palavra de Deus. O testemunho citado como prova de que o bêbado Amnom está no Céu, é uma simples conjectura, contradita terminantemente pela declaração expressa e positiva das Escrituras, de que nenhum bêbado herdará o reino de Deus (I Cor. 6:10). Assim é que os que duvidam, os descrentes, e os cépticos, mudam a verdade em mentira. E multidões têm sido enganadas por seus sofismas, e embaladas para adormecerem no berço da segurança carnal.

Se fosse verdade que a alma passa diretamente para o Céu na hora do falecimento, bem poderíamos então anelar a morte em lugar da vida. Por esta crença, muitos têm sido levados a pôr termo à existência. Quando dominados pelas dificuldades, perplexidades e desapontamento, parece coisa fácil romper o tênue fio da vida e voar além, para as bênçãos do mundo eterno.

Deus deu em Sua Palavra prova decisiva de que punirá os transgressores de Sua lei. Os que se lisonjeiam de que Ele é muito misericordioso para exercer justiça contra o pecador, apenas têm de olhar para a cruz do Calvário. A morte do imaculado Filho de Deus testifica que “o salário do pecado é a morte”, que toda violação da lei de Deus deve receber sua justa paga. Cristo, que não tinha pecado, Se fez pecado pelo homem. Arrostou a culpa da transgressão, sendo-Lhe ocultado o rosto do Pai, até se Lhe quebrantar o coração e desfazer a vida. Todo esse sacrifício foi feito a fim de os pecadores poderem ser remidos. De nenhum outro modo conseguiria o homem livrar-se da pena do pecado. E toda alma que se recusa a tornar-se participante da expiação provida a tal preço, deve levar em si própria a culpa e o castigo da transgressão.

Consideremos o que a Bíblia ensina ainda concernente aos ímpios e impenitentes, os quais os universalistas colocam no Céu, como anjos santos e felizes.

“A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida.” Apoc. 21:6. Esta promessa é apenas para os que têm sede. A pessoa alguma, a não ser os que sentem sua necessidade da água da vida, e a procuram, seja qual for o preço, será ela provida. “Quem vencer herdará todas as coisas; e Eu serei seu Deus, e ele será Meu filho.” Apoc. 21:7. Aqui, também, se especificam condições. A fim de herdar todas as coisas, devemos resistir ao pecado e vencê-lo.

O Senhor declara pelo profeta Isaías: “Dizei aos justos que bem lhes irá.” “Ai do ímpio! mal lhe irá, porque a recompensa das suas mãos se lhe dará.” Isa. 3:10 e 11. “Ainda que o pecador faça mal cem vezes, e os dias se lhe prolonguem, eu sei com certeza que bem sucede aos que temem a Deus, aos que temerem diante dEle. Mas ao ímpio não irá bem.” Ecl. 8:12 e 13. E Paulo testifica que o pecador está entesourando para si “ira … no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus; o qual recompensará cada um segundo suas obras”; “tribulação e angústia sobre toda a alma do homem que obra o mal”. Rom. 2:5, 6 e 9.

“Nenhum fornicário, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus.” Efés. 5:5. “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” Heb. 12:14. “Bem-aventurados aqueles que guardam os Seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas. Ficarão de fora os cães, e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.” Apoc. 22:14 e 15.

Deus deu aos homens uma revelação de Seu caráter, e de Seu método de tratar com o pecado: “Jeová, o Senhor, Deus misericordioso e piedoso, tardio em iras, e grande em beneficiência e verdade; que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniqüidade, e a transgressão, e o pecado; que ao culpado não tem por inocente.” Êxo. 34:6 e 7. “Todos os ímpios serão destruídos.” “Quanto aos transgressores, serão à uma destruídos e as relíquias dos ímpios todas perecerão.” Sal. 145:20; 37:38. O poder e autoridade do governo divino serão empregados para abater a rebelião; contudo, todas as manifestações de justiça retribuidora serão perfeitamente coerentes com o caráter de Deus, como um ser misericordioso, longânimo e benévolo.

Deus não força a vontade ou o juízo de ninguém. Não tem prazer na obediência servil. Deseja que as criaturas de Suas mãos O amem porque Ele é digno de amor. Quer que Lhe obedeçam porque reconhecem inteligentemente Sua sabedoria, justiça e benevolência. E todos os que possuem concepção justa destas qualidades, amá-Lo-ão porque são atraídos para Ele e Lhe admiram os atributos.

Os princípios de bondade, misericórdia e amor, ensinados e exemplificados por Jesus Cristo, são um transunto da vontade e caráter de Deus. Cristo declarou que Ele nada ensinava a não ser o que recebera do Pai. Os princípios do governo divino estão em perfeita harmonia com os preceitos do Salvador: “Amai vossos inimigos.” Deus executa justiça sobre os ímpios, para o bem do Universo, e mesmo daqueles sobre quem Seus juízos são aplicados. Ele os faria ditosos, se o pudesse fazer de acordo com as leis de Seu governo e a justiça de Seu caráter. Cerca-os de manifestações de Seu amor, confere-lhes conhecimento de Sua lei, acompanhando-os com o oferecimento de Sua misericórdia; eles, porém, Lhe desprezam o amor, anulam a lei e rejeitam a misericórdia. Ao mesmo tempo em que constantemente recebem Seus dons, desonram o Doador; odeiam a Deus porque sabem que Ele aborrece os seus pecados. O Senhor suporta a sua perversidade; mas virá finalmente a hora decisiva, em que se deve decidir o seu destino. Acorrentará Ele então esses rebeldes a Seu lado? Forçá-los-á a fazerem a Sua vontade?

Os que escolheram a Satanás como chefe, e por seu poder têm sido dirigidos, não estão preparados para comparecer à presença de Deus. O orgulho, o engano, a licenciosidade, a crueldade, fixaram-se em seu caráter. Podem eles entrar no Céu, para morar para sempre com aqueles a quem desprezaram e odiaram na Terra? A verdade nunca será agradável ao mentiroso; a humildade não satisfará o conceito de si mesmo e o orgulho; a pureza não é aceitável ao corrupto; o amor abnegado não parece atrativo ao egoísta. Que fonte de gozo poderia oferecer o Céu para os que se acham totalmente absortos nos interesses terrenos e egoístas?

Poderiam aqueles cuja vida foi empregada em rebelião contra Deus, ser subitamente transportados para o Céu, e testemunhar o estado elevado e santo de perfeição que ali sempre existe, estando toda alma cheia de amor, todo rosto irradiando alegria, ecoando em honra de Deus e do Cordeiro uma arrebatadora música em acordes melodiosos, e fluindo da face dAquele que Se assenta sobre o trono uma incessante torrente de luz sobre os remidos; sim, poderiam aqueles cujo coração está cheio de ódio a Deus, à verdade e santidade, unir-se à multidão celestial e participar de seus cânticos de louvor? Poderiam suportar a glória de Deus e do Cordeiro? Não, absolutamente; anos de graça lhes foram concedidos, a fim de que pudessem formar caráter para o Céu; eles, porém, nunca exercitaram a mente no amor à pureza; nunca aprenderam a linguagem do Céu, e agora é demasiado tarde. Uma vida de rebeldia contra Deus incapacitou-os para o Céu. A pureza, santidade e paz dali lhes seriam uma tortura; a glória de Deus seria um fogo consumidor. Almejariam fugir daquele santo lugar. Receberiam alegremente a destruição, para que pudessem esconder-se da face dAquele que morreu para os remir. O destino dos ímpios se fixa por sua própria escolha. Sua exclusão do Céu é espontânea, da sua parte, e justa e misericordiosa da parte de Deus.

Semelhantes às águas do dilúvio, os fogos do grande dia declaram o veredicto divino, de que os ímpios são incorrigíveis. Não se sentem dispostos a submeter-se à autoridade divina. Sua vontade foi exercitada na revolta; e, ao terminar a vida, é demasiado tarde para fazer voltar o curso de seus pensamentos em direção oposta, tarde demais para volverem da transgressão à obediência, do ódio ao amor.

Poupando a vida do assassino Caim, Deus deu ao mundo um exemplo do resultado que adviria de permitir que o pecador vivesse para continuar o caminho de desenfreada iniqüidade. Pela influência do ensino e exemplo de Caim, multidões de seus descendentes foram levadas ao pecado, até que “a maldade do homem se multiplicara sobre a Terra”, e “toda a imaginação dos pensamentos de Seu coração era só má continuamente”. “A Terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a Terra de violência.” Gên. 6:5 e 11.

Em misericórdia para com o mundo, Deus suprimiu seus ímpios habitantes no tempo de Noé. Em misericórdia, destruiu os corruptos habitantes de Sodoma. Mediante o poder enganador de Satanás, os praticantes da iniquidade obtêm simpatia e admiração, e estão assim constantemente levando outros à rebeldia. Assim foi ao tempo de Caim e Noé, e ao tempo de Abraão e Ló; assim é em nosso tempo. É em misericórdia para com o Universo que Deus finalmente destruirá os que rejeitam a Sua graça.

“O salário do pecado é a morte; mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.” Rom. 6:23. Ao passo que a vida é a herança dos justos, a morte é a porção dos ímpios. Moisés declarou a Israel: “Hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal.” Deut. 30:15. A morte a que se faz referência nestas passagens, não é a que foi pronunciada sobre Adão, pois a humanidade toda sofre a pena de sua transgressão. É a “segunda morte” que se põe em contraste com a vida eterna.

Em consequência do pecado de Adão, a morte passou a toda a raça humana. Todos semelhantemente descem ao sepulcro. E, pelas providências do plano da salvação, todos devem ressurgir da sepultura. “Há de haver ressurreição de mortos, assim dos justos como dos injustos” (Atos 24:15); “assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.” I Cor. 15:22. Uma distinção, porém, se faz entre as duas classes que ressuscitam. “Todos os que estão nos sepulcros ouvirão a Sua voz. E os que fizeram o bem, sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação.” João 5:28 e 29. Os que foram “tidos por dignos” da ressurreição da vida, são “bem-aventurados e santos”. “Sobre estes não tem poder a segunda morte.” Apoc. 20:6. Os que, porém, não alcançaram o perdão, mediante o arrependimento e a fé, devem receber a pena da transgressão: “o salário do pecado”. Sofrem castigo, que varia em duração e intensidade, “segundo suas obras”, mas que finalmente termina com a segunda morte. Visto ser impossível para Deus, de modo coerente com a Sua justiça e misericórdia salvar o pecador em seus pecados, Ele o despoja da existência, que perdeu por suas transgressões, e da qual se mostrou indigno. Diz um escritor inspirado: “Ainda um pouco, e o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar e não aparecerá.” E outro declara: “E serão como se nunca tivessem sido.” Sal. 37:10; Obad. 16. Cobertos de infâmia, mergulham, sem esperança, no olvido eterno.

Assim se porá termo ao pecado, juntamente com toda a desgraça e ruína que dele resultaram. Diz o salmista: “Destruíste os ímpios; apagaste o seu nome para sempre e eternamente. Oh! inimigo! consumaram-se as assolações.” Sal. 9:5 e 6. João, no Apocalipse, olhando para a futura condição eterna, ouve uma antífona universal de louvor, imperturbada por qualquer nota de discórdia. Toda criatura no Céu e na Terra atribuía glória a Deus. Apoc. 5:13. Não haverá então almas perdidas para blasfemarem de Deus, contorcendo-se em tormento interminável; tampouco seres desditosos no inferno unirão seus gritos aos cânticos dos salvos.

Sobre o erro fundamental da imortalidade inerente, repousa a doutrina da consciência na morte, doutrina que, semelhantemente à do tormento eterno, se opõe aos ensinos das Escrituras, aos ditames da razão, e a nossos sentimentos de humanidade. Segundo a crença popular, os remidos no Céu estão a par de tudo que ocorre na Terra, e especialmente da vida dos amigos que deixaram após si. Mas como poderia ser fonte de felicidade para os mortos o saberem das dificuldades dos vivos, testemunhar os pecados cometidos por seus próprios amados, e vê-los suportar todas as tristezas, desapontamentos e angústias da vida? Quanto da bem-aventurança celeste seria fruída pelos que estivessem contemplando seus amigos na Terra? E quão revoltante não é a crença de que, logo que o fôlego deixa o corpo, a alma do impenitente é entregue às chamas do inferno! Em quão profundas angústias deverão mergulhar os que veem seus amigos passarem à sepultura sem se acharem preparados, para entrar numa eternidade de miséria e pecado! Muitos têm sido arrastados à insanidade por este inquietante pensamento.

Que dizem as Escrituras com relação a estas coisas? Davi declara que o homem não se acha consciente na morte. “Sai-lhes o espírito, e eles tornam-se em sua terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos.” Sal. 146:4. Salomão dá o mesmo testemunho: “Os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma.” “O seu amor, o seu ódio e a sua inveja já pereceram, e já não têm parte alguma neste século, em coisa alguma do que se faz debaixo do Sol.” “Na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma.” Ecl. 9:5, 6 e 10.

Quando, em resposta à sua oração, a vida de Ezequias foi prolongada quinze anos, o rei, agradecido, rendeu a Deus um tributo de louvor por Sua grande misericórdia. Nesse cântico ele dá a razão por assim se regozijar: “Não pode louvar-Te a sepultura, nem a morte glorificar-Te; nem esperarão em Tua verdade os que descem à cova. Os vivos, os vivos, esses Te louvarão, como eu hoje faço.” Isa. 38:18 e 19. A teologia popular representa os justos mortos como estando no Céu, admitidos na bem-aventurança, e louvando a Deus com língua imortal; Ezequias, porém, não pôde ver tal perspectiva gloriosa na morte. Com suas palavras concorda o testemunho do salmista: “Na morte não há lembrança de Ti; no sepulcro quem Te louvará?” “Os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem ao silêncio.” Sal. 6:5; 15:17.

Pedro, no dia de Pentecoste, declarou que o patriarca Davi “morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura”. “Porque Davi não subiu aos Céus.” Atos 2:29 e 34. O fato de Davi permanecer na sepultura até à ressurreição, prova que os justos não ascendem ao Céu por ocasião da morte. É unicamente pela ressurreição, e em virtude de Jesus haver ressuscitado, que Davi poderá finalmente assentar-se à destra de Deus.

E Paulo disse: “Se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos.” I Cor. 15:16-18. Se durante quatro mil anos os justos tivessem à sua morte ido diretamente para o Céu, como poderia Paulo ter dito que se não há ressurreição “os que dormiram em Cristo estão perdidos”? Não seria necessário ressurreição.

O mártir Tyndale, referindo-se ao estado dos mortos, declarou: “Confesso abertamente que não estou persuadido de que eles já estejam na plena glória em que Cristo Se acha, ou em que estão os anjos eleitos de Deus. Tampouco é isto artigo de minha fé; pois, se assim fosse, não vejo nisto senão que o pregar a ressurreição da carne seria coisa vã.” – Prefácio do “Novo Testamento” (edição de 1534), de Guilherme Tyndale.

É fato inegável que a esperança da imortal bem-aventurança ao morrer, tem determinado generalizada negligência da doutrina bíblica da ressurreição. Esta tendência foi notada pelo Dr. Adão Clarke, que disse: “A doutrina da ressurreição parece ter sido julgada de muito maiores consequências entre os primeiros cristãos do que o é hoje! Como é isto? Os apóstolos estavam continuamente insistindo nela, e concitando os seguidores de Cristo à diligência, obediência e animação por meio dela. E seus sucessores, na atualidade, raras vezes a mencionam! Pregavam-na os apóstolos, nela criam os primitivos cristãos; pregamo-la nós, e nela crêem nossos ouvintes. Não há doutrina no evangelho a que se dê maior ênfase; e não há doutrina no atual conjunto dos assuntos pregados, que seja tratada com maior negligência!” – Comentário Sobre o Novo Testamento, vol. 2 (acerca de I Coríntios 15).

Este estado de coisas tem continuado a ponto de ficar a gloriosa verdade da ressurreição quase totalmente obscurecida, e perdida de vista pelo mundo cristão. Assim o autor do Comentário acima referido explica as palavras de Paulo: “Para todo o fim prático de consolação, a doutrina da bem-aventurada imortalidade dos justos toma para nós o lugar de qualquer doutrina duvidosa acerca da segunda vinda do Senhor. Por ocasião de nossa morte o Senhor vem a nós. É isto que devemos esperar e aguardar. Os mortos já passaram para a glória. Não esperam a trombeta para o seu juízo e bem-aventurança.”

Quando, porém, estava para deixar Seus discípulos, Jesus não lhes disse que logo iriam ter com Ele. “Vou preparar-vos lugar”, disse Ele. “E, se Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo.” João 14:2 e 3. E diz-nos Paulo, mais, que “o mesmo Senhor descerá do Céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.” E acrescenta: “Consolai-vos uns aos outros com estas palavras.” I Tess. 4:16-18. Quão grande é o contraste entre essas expressões de conforto e as do ministro universalista citadas acima! O último consolou os que foram despojados da companhia do seu ente querido, com a afirmação de que, por mais pecador que o morto pudesse haver sido, ao expirar aqui, seria recebido entre os anjos. Paulo aponta a seus irmãos a futura vinda do Senhor, quando os grilhões do túmulo serão quebrados, e os “mortos em Cristo” ressuscitarão para a vida eterna.

Antes de qualquer pessoa poder entrar nas mansões dos bem-aventurados, seu caso deverá ser investigado, e seu caráter e ações deverão passar em revista perante Deus. Todos serão julgados de acordo com as coisas escritas nos livros, e recompensados conforme tiverem sido as suas obras. Este juízo não ocorre por ocasião da morte. Notai as palavras de Paulo: “Tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do Varão que destinou: e disto deu certeza a todos, ressuscitando-O dos mortos.” Atos 17:31. Aqui o apóstolo terminantemente declara que um tempo específico, então no futuro, fora fixado para o juízo do mundo.

Judas se refere ao mesmo tempo: “Aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão, e em prisões eternas, até ao juízo daquele grande dia.” E cita ainda as palavras de Enoque: “Eis que é vindo o Senhor com milhares de Seus santos; para fazer juízo contra todos.” Jud. 6, 14 e 15. João declara ter visto “os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono; e abriram-se os livros; … e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros”. Apoc. 20:12.

Se, porém, os mortos já estão gozando a bem-aventurança celestial, ou contorcendo-se nas chamas do inferno, que necessidade há de um juízo futuro? Os ensinos da Palavra de Deus acerca destes importantes pontos, não são obscuros nem contraditórios; podem ser compreendidos pela mente comum. Mas que espírito imparcial pode ver sabedoria ou justiça na teoria corrente? Receberão os justos, depois da investigação de seu caso no juízo, este elogio: “Bem está, servo bom e fiel. … Entra no gozo do teu Senhor” (Mat. 25:21), quando eles estiveram morando em Sua presença, talvez durante longos séculos? São os ímpios convocados do lugar do tormento, para receberem esta sentença do Juiz de toda a Terra: “Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno”? Mat. 25:41. Oh! sarcasmo solene! vergonhoso obstáculo à sabedoria e justiça de Deus!

A teoria da imortalidade da alma foi uma das falsidades que Roma tomou emprestadas do paganismo, incorporando-a à religião da cristandade. Martinho Lutero classificou-a entre as “monstruosas fábulas que fazem parte do monturo romano dos decretos”. – O Problema da Imortalidade, de E. Petavel. Comentando as palavras de Salomão no Eclesiastes, de que os mortos não sabem coisa nenhuma, diz o reformador: “Outro passo provando que os mortos não têm. … sentimento. Não há ali”, diz ele, “deveres, ciência, conhecimento, sabedoria. Salomão opinou que os mortos estão a dormir, e nada sentem absolutamente. Pois os mortos ali jazem, não levando em conta nem dias nem anos; mas, quando despertarem, parecer-lhes-á haver dormido apenas um minuto.” – Exposição do Livro de Salomão, Chamado Eclesiastes, de Lutero.

Em parte alguma nas Escrituras Sagradas se encontra a declaração de que é por ocasião da morte que os justos vão para a sua recompensa e os ímpios ao seu castigo. Os patriarcas e profetas não fizeram tal afirmativa. Cristo e Seus apóstolos não fizeram sugestão alguma a esse respeito. A Bíblia claramente ensina que os mortos não vão imediatamente para o Céu. Eles são representados como estando a dormir até à ressurreição (I Tess. 4:14; Jó 14:10-12). No mesmo dia em que se quebra a cadeia de prata, e se despedaça o copo de ouro (Ecl. 12:6), perecem os pensamentos dos homens. Os que descem à sepultura estão em silêncio. Não mais sabem de coisa alguma que se faz debaixo do Sol (Jó 14:21). Bendito descanso para o justo cansado! Seja longo ou breve o tempo, não é para eles senão um momento. Dormem, e são despertados pela trombeta de Deus para uma imortalidade gloriosa. “Porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis. … Quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.” I Cor. 15:52-54. Ao serem eles chamados de seu profundo sono, começam a pensar exatamente onde haviam parado. A última sensação foi a agonia da morte, o último pensamento o de que estavam a cair sob o poder da sepultura. Ao se levantarem da tumba, seu primeiro alegre pensamento se expressará na triunfante aclamação: “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?” I Cor. 15:55.

(Ellen G. White, O Grande Conflito, p.531-550)

 

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Inferno: Tormento Eterno ou Aniquilamento?

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Inferno queimando eternamente ou a destruição eterna dos ímpios? imagem: divulgação.

Por Samuele Bacchiocchi, Ph. D. 

O inferno é uma doutrina bíblica. Mas que espécie de inferno? Um lugar onde os pecadores impenitentes queimam para sempre e conscientemente sofrem dor num fogo eterno que nunca termina? Ou um julgamento penal pelo qual Deus aniquila pecadores e pecado para sempre?

Tradicionalmente, através dos séculos, as igrejas têm ensinado e pregadores têm proclamado o inferno como tormento eterno. Mas em tempos recentes, raramente ouvimos os sermões de “fogo e enxofre”, mesmo de pregadores fundamentalistas, que podem ainda estar comprometidos com tal crença. Sua hesitação em pregar sobre tormento eterno provavelmente não é devida a uma falta de integridade em proclamar uma verdade impopular, mas a sua aversão de pregar uma doutrina na qual dificilmente creem. Afinal, como é possível que o Deus, que tanto amou o mundo que enviou Seu Filho unigênito para salvar pecadores, pode também ser um Deus que tortura as pessoas (mesmo o pior dos pecadores) para sempre, indefinidamente? Como pode Deus ser um Deus de amor e justiça e ao mesmo tempo atormentar os pecadores para sempre no fogo do inferno?

Este paradoxo inaceitável tem levado estudiosos de todas as persuasões a re-examinar o ensino bíblico quanto ao inferno e o castigo final.[1]

A questão fundamental é: O fogo do inferno tormenta os perdidos eternamente ou os consome permanentemente? As respostas a esta questão variam. Duas interpretações recentes visando tornar o inferno mais humano merecem uma breve menção.

Opiniões alternativas sobre o inferno

Opinião metafórica do inferno. A interpretação metafórica mantém que o inferno é tormento eterno, mas o sofrimento é mais mental do que físico. O fogo não é literal mas figurativo, e a dor é causada mais por um senso de separação de Deus, do que tormentos físicos.2

Billy Graham expressa esta opinião metafórica quando afirma: “Tenho-me perguntado muitas vezes se o inferno não é um fogo queimando dentro de nossos corações por Deus, para comunhão com Deus, um fogo que nunca podemos apagar”.3 A interpretação de Graham é engenhosa. Infelizmente ela ignora o fato que a descrição bíblica do “queimar” refere não a um queimar dentro do coração, mas a um lugar onde os ímpios são consumidos.

William Crockett também favorece a opinião metafórica: “O inferno, então, não devia ser imaginado como um inferno vomitando fogo como a fornalha ardente de Nabucodonosor. O máximo que podemos dizer é que os rebeldes serão expulsos da presença de Deus, sem nenhuma esperança de restauração. Como Adão e Eva serão expulsos, mas desta vez para uma ‘noite eterna’, onde alegria e esperança estão para sempre perdidas”.4

O problema com esta opinião do inferno é que ela quer substituir tormento físico por angústia mental. Alguns podem duvidar se angústia mental eterna é realmente mais humana do que tormento físico. Mesmo que fosse verdade, a diminuição do grau de dor num inferno não literal não muda substancialmente a natureza do inferno, pois ele ainda permanece um lugar de tormento sem fim. A solução se encontra não em humanizar ou sanear a opinião tradicional sobre o inferno de modo a torná-lo um lugar mais tolerável onde os ímpios passarão a eternidade, mas em compreender a natureza verdadeira do castigo final o qual, como veremos, é aniquilamento permanente e não tormento eterno.

A opinião universalista do inferno. Uma revisão mais radical do inferno tem sido tentada por universalistasque reduzem o inferno a uma condição temporária de castigos graduados que no fim levam ao céu. Os universalistas creem que Deus afinal terá êxito em levar a todo ser humano à salvação e à vida eterna de modo que ninguém será condenado no julgamento final ao tormento eterno ou ao aniquilamento.5

Ninguém negará o apelo que o universalismo tem para a consciência cristã, porque toda pessoa que sentiu o amor de Deus almeja vê-lo salvar a todos. Todavia, nossa apreciação pelo interesse do universalista de defender o triunfo do amor de Deus e para refutar a opinião não bíblica do sofrimento eterno não nos devia cegar ao fato que esta doutrina é uma distorção séria do ensino bíblico. Salvação universal não pode ser correta somente porque sofrimento eterno é errado. O alvo universal do propósito salvífico de Deus não deve ser confundido com o fato que aqueles que rejeitam Sua dádiva de salvação hão de perecer.

Embora as opiniões metafórica e universalista representem tentativas bem intencionadas para abrandar o conceito do sofrimento eterno, deixam de reconhecer os dados bíblicos e conseqüentemente representam mal a doutrina bíblica da punição final dos que não se salvam. A solução razoável dos problemas das opiniões tradicionais se encontra, não diminuindo ou eliminando o grau de dor de um inferno literal, mas em aceitar o inferno tal como ele é: o castigo final e o aniquilamento dos ímpios. Como a Bíblia diz: “O ímpio não existirá” (Salmo 37:10) porque seu “fim é a perdição” (Filipenses 3:19).

O conceito do inferno como aniquilamento

A crença no aniquilamento dos perdidos é baseada em quatro considerações bíblicas: (1) a morte como castigo do pecado; (2) o vocabulário sobre a destruição dos ímpios; (3) as implicações morais do tormento eterno; e (4) as implicações cosmológicas do tormento eterno.

A morte como punição do pecado. O aniquilamento final dos pecadores impenitentes é indicado, em primeiro lugar, pelo princípio bíblico fundamental que o castigo final do pecado é a morte: “A alma que pecar morrerá” (Ezequiel 18:4, 20); “O salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). A punição do pecado compreende não somente a primeira morte, a qual todos experimentam como resultado do pecado de Adão, mas também o que a Bíblia chama a segunda morte (Apocalipse 20:14; 21:8), que é a morte final e irreversível a ser sofrida pelos pecadores impenitentes. Isso significa que o salário final do pecado não é o tormento eterno, mas morte permanente.

A Bíblia ensina que a morte é a cessação da vida. Não fosse pela segurança da ressurreição (1 Coríntios 15:18), a morte que experimentamos seria a terminação de nossa existência. É a ressurreição que converte a morte de ser o fim da vida em ser um sono temporário. Mas não há ressurreição para a segunda morte, porque aqueles que a sofrem são consumidos no “lago de fogo” (Apocalipse 20:14). Este será o aniquilamento final.

O vocabulário bíblico sobre a destruição dos ímpios. A segunda razão compulsiva para crer no aniquilamento dos perdidos no julgamento final é o rico vocabulário de destruição usado na Bíblia para descrever o fim dos ímpios. Segundo Basil Atkinson, o Velho Testamento usa mais de 25 substantivos e verbos para descrever a destruição final dos ímpios.6

Diversos salmos descrevem a destruição final dos ímpios com imagens dramáticas (Salmos 1:3-6; 2:9-12; 11:1-7; 34:8-22; 58:6-10; 69:22-28; 145:17, 20). No Salmo 37, por exemplo, lemos que os ímpios logo “murcharão como a verdura” (v. 2); eles “serão desarraiga-dos…e…não existirão” (vv. 9, 10); eles “perecerão…e em fumo se desfarão” (v. 20); os transgressores “serão a uma destruídos” (v. 38). O Salmo 1 contrasta o caminho do justo com o dos ímpios. Dos últimos ele diz que “não subsistirão no juízo” (v. 5); mas serão “como a moinha que o vento espalha” (v. 4); “o caminho dos ímpios perecerá” (v. 6). No Salmo 145, Davi afirma: “O Senhor guarda a todos que o amam; mas todos os ímpios serão destruídos” (v. 20). Esta amostra de referências sobre a destruição final dos ímpios está em perfeita harmonia com o ensinamento do resto das Escrituras.

Os profetas freqüentemente anunciam a destruição final dos ímpios em conjunção com o dia escatológico do Senhor. Isaías proclama que os “transgressores e os pecadores serão juntamente destruidos, e os que deixarem o Senhor serão consumidos” (Isaías 1:28). Descrições semelhantes se encontram em Sofonias 1:15, 17, 18 e Oséias 13:3.

A última página do Velho Testamento provê um contraste impressionante entre o destino dos crentes e o dos incrédulos. Sobre aqueles que temem o Senhor, “nascerá o sol da justiça e salvação trará debaixo das suas asas” (Malaquias 4:1). Mas para os incrédulos o dia do Senhor “os abrasará… de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo” (Malaquias 4:1).

O Novo Testamento segue de perto o Velho ao descrever o fim dos ímpios com palavras e imagens que denotam aniquilamento total. Jesus comparou a destruição total dos ímpios a coisas como o joio atado em molhos para serem queimados (Mateus 13:30, 40), o peixe ruim que é lançado fora (Mateus 13:48), as plantas daninhas que serão arrancadas (Mateus 15:13), a árvore sem fruto que será cortada (Lucas 13:7), os ramos ressequidos que são lançados no fogo (João 15:6), os lavradores infiéis que serão destruídos (Lucas 20:16), os antediluvianos que foram destruídos pelo dilúvio (Lucas 17:27), o povo de Sodoma e Gomorra que foi consumido pelo fogo (Lucas 17:29), e os servos rebeldes que foram mortos à volta de seu Senhor (Lucas 19:27).

Todas estas ilustrações descrevem de modo gráfico a destruição final dos ímpios. O contraste entre o destino dos salvos e o dos perdidos é um de vida versus destruição.

Aqueles que apelam às referências de Cristo ao inferno ou fogo do inferno (gehenna, Mateus 5:22, 29, 30; 18:8, 9; 23:15, 33; Marcos 9:43, 44, 46, 47, 48) para apoiar sua crença num tormento eterno, deixam de reconhecer um ponto importante. Como John Stott assinala: “O fogo mesmo é chamado ‘eterno’ e ‘inextinguível’, mas seria muito estranho se aquilo que nele fosse jogado se demonstrasse indestrutível. Esperaríamos o oposto: seria consumido para sempre, não atormentado para sempre. Segue-se que é o fumo (evidência de que o fogo efetuou seu trabalho) que ‘sobe para todo o sempre’ (Apocalipse 14:11; ver 10:3)”.7 A referência de Cristo a gehenna não indica que o inferno seja um lugar de tormento infindo. O que é eterno ou inextinguível não é o castigo mas o fogo que, como no caso de Sodoma e Gomorra, causa a destruição completa e permanente dos ímpios, uma condição que dura para sempre.

A declaração de Cristo de que os ímpios “‘irão para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna’” (Mateus 25:46) é geralmente considerada como prova do sofrimento eterno e consciente dos ímpios. Esta interpretação ignora a diferença entre punição eterna e o ato de punir eternamente. O termo grego aionios (“eterno”) literalmente significa “aquilo que dura um período”, e freqüentemente refere à permanência do resultado e não à continuação de um processo. Por exemplo, Judas 7 diz que Sodoma e Gomorra sofreram “a pena do fogo eterno”. É evidente que o fogo que destruiu as duas cidades é eterno, não por causa de sua duração mas por causa de seus resultados permanentes.

Outro exemplo se encontra em 2 Tessalonicenses 1:9, onde Paulo, falando daqueles que rejeitam o evangelho, diz: “Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder. É evidente que a destruição dos ímpios não pode ser eterna em sua duração, porque é difícil imaginar um processo de destruição eterno e inconclusivo. Destruição pressupõe aniquilamento. A destruição dos ímpios é eterna, não porque o processo de destruição continua para sempre, mas porque os resultados são permanentes.

A linguagem de destruição é inescapável no livro do Apocalipse. Lá ele representa a maneira de Deus vencer a oposição do mal a Si mesmo e a Seu povo. João descreve com ilustrações vívidas o lançamento do diabo, da besta, do falso profeta, da morte, de Hades e de todos os ímpios no lago de fogo que é a “a segunda morte” (Apocalipse 21:8; cf. 20:14; 2:11; 20:6).

Os judeus freqüentemente usavam a frase “segunda morte” para descrever a morte final e irreversível. Exemplos numerosos podem ser achados no Targum, a tradução e interpretação em aramaico do Velho Testamento. Por exemplo, o Targum sobre Isaías 65:6 diz: “Seu castigo será em Gehenna onde o fogo arde todo o dia. Eis, está escrito diante de mim: ‘Não lhes darei descanso durante [sua] vida mas lhes darei o castigo de sua transgressão e entregarei seus corpos à segunda morte’”.8

Para os salvos, a ressurreição marca o galardão de outra vida mais elevada, mas para os perdidos marca a retribuição de uma segunda morte que é final. Como não há mais morte para os remidos (Apocalipse 21:4), assim não há mais vida para os perdidos (Apocalipse 21:8). A “segunda morte”, então, é a morte final e irreversível. Interpretar a frase de outro modo, como um tormento eterno e consciente ou separação de Deus, nega o significado bíblico da morte como uma cessação de vida.

As implicações morais do tormento eterno. Uma terceira razão para crer no aniquilamento final dos perdidos e a implicação moral inaceitável da doutrina do tormento eterno. A noção de que Deus deliberadamente tortura pecadores através dos séculos sem fim da eternidade é totalmente incompatível com a revelação bíblica de Deus como amor infinito. Um Deus que inflige tortura infinda a Suas criaturas, não importa quão pecadoras foram, não pode ser o Pai de amor que Jesus Cristo nos revelou.

Tem Deus duas faces? É Ele infinitamente misericordioso de um lado e insaciavelmente cruel de outro? Pode Ele amar os pecadores de tal modo que enviou Seu Filho para salvá-los, e ao mesmo tempo odiar os pecadores impenitentes tanto que os submete a um tormento cruel sem fim? Podemos legitimamente louvar a Deus por Sua bondade, se Ele atormenta os pecadores através dos séculos da eternidade? A intuição moral que Deus plantou em nossa consciência não pode aceitar a crueldade de uma divindade que sujeita pecadores a tormento infindo. A justiça divina não poderia jamais exigir a penalidade infinita de dor eterna por causa de pecados finitos.

Além disso, tormento eterno e consciente é contrário ao conceito bíblico de justiça porque tal castigo criaria uma desproporção séria entre os pecados cometidos durante uma vida e o castigo resultante durando por toda a eternidade. Como John Stott pergunta: “Não haveria, então, uma desproporção séria entre pecados conscientemente cometidos no tempo e tormento conscientemente sofrido através da eternidade? Não minimizo a gravidade da pecado como rebelião contra Deus nosso Criador, mas qüestiono se `tormento eterno consciente’ é compatível com a revelação bíblica da justiça divina”.9

As implicações cosmológicas do tormento eterno. Uma razão final para crer no aniquilamento dos perdidos é que tormento eterno pressupõe um dualismo cósmico eterno. Céu e inferno, felicidade e dor, bem e mal continuariam a existir para sempre lado a lado. É impossível reconciliar esta opinião com a visão profética da nova terra na qual não mais “haverá morte, nem pranto, nem clamor, porque já as primeiras coisas são passadas” (Apocalipse 21:4). Como poderiam pranto e dor serem esquecidos se a agonia e angústia dos perdidos fossem aspectos permanentes da nova ordem? A presença de incontáveis milhões sofrendo para sempre tormento excruciante, mesmo se fosse bem longe do arraial dos santos, serviria apenas para destruir a paz e a felicidade do novo mundo. A nova criação resultaria defeituosa desde o primeiro dia, visto que os pecadores permaneceriam como uma realidade eterna no universo de Deus.

O propósito do plano da salvação é desarraigar definitivamente a presença de pecado e pecadores deste mundo. Somente se os pecadores, Satanás e os diabos são afinal consumidos no lago de fogo e extintos na segunda morte que verdadeiramente poderemos dizer que a missão redentora de Cristo foi concluída. Tormento eterno lançaria uma sombra permanente sobre a nova criação.

Nossa geração precisa desesperadamente aprender o temor de Deus, e esta é uma razão para pregar o juízo final e castigo. Precisamos advertir as pessoas que aqueles que rejeitam os princípios de vida de Cristo e a provisão de salvação experimentarão afinal um julgamento terrível e “padecerão eterna perdição” (2 Tessalonicenses 1:9). Precisamos proclamar as grandes alternativas entre vida eterna e destruição permanente. A recuperação do ponto de vista bíblico do juízo final pode soltar a língua dos pregadores, porque podem pregar esta doutrina vital sem receio de retratar a Deus como um monstro.

Samuele Bacchiocchi (Ph.D., Pontificia Universita Gregoriana) foi professor de religião na Andrews University, Berrien Springs, Michigan, E.U.A. Este artigo é baseado num capítulo de seu livro Immortality or Resurrection? A Biblical Study on Human Nature and Destiny (Berrien Springs, Michigan: Biblical Perspectives, 1997). Fonte: Revista Diálogo

(Biblia.com.br)

 

Testemunho sobre imortalidade da alma e inferno eterno

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Um testemunho sobre o inferno eterno. Imagem: divulgação.

“Se as pessoas que morreram em Cristo já estão no Céu, então qual a necessidade da ressurreição? Por que elas precisariam deixar o Céu, voltar para o corpo sepultado, ressuscitar novamente e retornar para o Céu? Será que é por causa deste ‘dilema doutrinário’, impossível de ser resolvido, que não se vê muita pregação sobre a ressurreição nas igrejas cristãs que creem no estado consciente dos mortos?” [1]

Quem estiver lendo este livro pela primeira vez pode se surpreender em saber que seu autor não é adventista ou testemunha de Jeová, mas um evangélico comum que cria na imortalidade da alma, a exemplo do que a grande maioria dos evangélicos ainda creem. A noção de que Deus tenha implantando um elemento imortal no homem, que sobrevive à parte do corpo na morte e volta para Deus em estado incorpóreo esperando a ressurreição em um estado intermediário é ponto de fé em muitas religiões, inclusive cristãs.

Nasci e cresci aprendendo a doutrina da imortalidade da alma. Talvez a primeira coisa que eu tenha ouvido sobre a morte é que a alma é imortal. Sobre ressurreição? Não, isso não era muito importante. Um mero detalhe desnecessário e de menor importância, que não era muito ressaltado nas igrejas. Tinha apenas um leve conhecimento sobre ressurreição, mas sobre imortalidade da alma estava na ponta da língua. Fui doutrinado, tanto pelas igrejas que eu frequentava quanto pelos sites apologéticos evangélicos na internet, que a alma era imortal.

Quando comecei a construção de meu primeiro site [2], em 2009, eu dediquei uma página para “provar” a imortalidade da alma, baseando-me naquelas mesmas meia dúzia de passagens bíblicas isoladas que todo bom imortalista sabe de cor: partir e estar com Cristo, as “almas” debaixo do altar clamando vingança, o ladrão da cruz, a parábola do Lázaro, os espíritos em prisão, etc. Passava essas passagens no site achando que era tudo aquilo que a Bíblia tinha a dizer sobre o tema. E, nos debates, sustentava essa mesma posição.

Antes de contar como que eu deixei de crer na imortalidade da alma, será necessário começar contando como que tudo começou. Uma daquelas perguntas que todo cristão tem em mente mas que apenas alguns poucos têm coragem de assumi-la é sobre como que um Deus cheio de amor, graça, justiça e misericórdia poderia deixar queimando literalmente entre as chamas de um lago de fogo e enxofre por toda a eternidade os pecadores que durante alguns anos não serviram a Cristo em suas vidas terrenas.

Não é preciso ser um filósofo para entender que tal punição seria injusta. Um tormento infinito por pecados finitos não entrava na minha cabeça, pelo menos não com o Deus que nos é revelado nas Escrituras, que tanto amou o mundo ao ponto de dar o Seu único Filho por todos nós. Se nem eu ou você seríamos tão cruéis e implacáveis ao ponto de mandar o nosso maior inimigo para literalmente as chamas de um fogo eterno, para sofrer terrivelmente para sempre e sem volta, quanto menos Deus, que ama muito mais essa pessoa do que eu ou você!

[1] MEDEIROS, Gilson. Jesus falou mais sobre o inferno do que sobre o Céu. Será? Disponível em: <http://prgilsonmedeiros.blogspot.com.br/2009/07/cuidado-com-o-fogo-do-inferno.html&gt;. Acesso em: 22/08/2013.

[2] apologiacrista.com 

As explicações que ouvia sobre isso não me eram satisfatórias. Uns diziam que o inferno foi criado para o diabo e seus anjos, e que “por acidente” os não-cristãos vão acabar partilhando do destino do diabo e seus anjos. Mas como Deus é onisciente e sabia muito bem de todo o desenrolar da história humana antes mesmo de criar o homem, fica ainda mais incoerente crer que ele não tenha previsto esse inferno de tormento eterno para os homens pecadores. Na verdade, essa explicação não ajudava nada.

Por esta época, eu comecei a me aventurar a ler vários daqueles relatos de vida após a morte. Li desde pessoas que supostamente foram ao Céu, até pessoas que passaram pelo inferno e voltaram (há também pessoas que dizem ter visitado o purgatório e o limbo). Claro que a maior ênfase e quantidade de relatos era deste último, o inferno. Li desde as visões de Santa Faustina do inferno, até a “divina revelação do inferno” de Mary Baxter, os “23 minutos no inferno” de Bill Wiese, dentre muitas outras “revelações”, as quais eu me amarrava, e tinha toda a credulidade do mundo de que tais visões eram reais.

Na época, eu não tinha qualquer conhecimento bíblico sério sobre o que era realmente o inferno bíblico, apenas tinha aquela visão tradicional de inferno, herdada a nós pela Igreja Católica na Idade Média, ao maior estilo “Comédia de Dante”. Para mim, o inferno era um local subterrâneo, onde as almas ou espíritos imortais dos pecadores desciam, e lá eram atormentados por demônios, por fogo, por torturas colossais de todos os tipos. O inferno era praticamente uma Disneylândia do demônio, que se divertia à beça torturando os pecadores.

Em outras palavras, ao invés de o inferno ser uma punição para o demônio (pois foi “preparado para o diabo e seus anjos” – cf. Mt.25:41), era uma total curtição para ele. Mas não era somente isso que me estranhava nestes relatos “infernais”. Não era preciso ter nenhum conhecimento teológico para perceber que os relatos eram sempre contraditórios entre si (portanto, mutuamente excludentes), e em quase todos os casos as pessoas encontravam por lá personagens famosos, como Michael Jackson, John Lennon, o papa João Paulo II, dentre outros. E os “espíritos”? Estes sangravam, vestiam roupas humanas, tinham até pele e ossos.

Tudo isso me parecia muito estranho, para dizer pouco. Mas o ponto em comum em todas as visões do inferno é que a pessoa que foi supostamente levada até lá estava ao lado de Jesus, que se mostrava profundamente triste com o sofrimento daquelas pessoas, quase que arrependido, como se não tivesse sido ele próprio que tivesse preparado aquele lugar e soubesse de antemão o destino que os não-salvos teriam ali. Mas dizia que naquele momento já não restava mais nada a ser feito, pois aquelas pessoas já estariam condenadas para passarem toda a eternidade naquele lugar. Apenas mais tarde fui entender que os mortos só serão julgados e condenados na segunda vinda de Cristo (cf. 2Tm.4:1; Jo.5:28,29; At.17:31).

Contudo, ao invés de me conformar com essa explicação, isso piorava ainda mais as coisas, pois passava a ideia de um Deus que é incapaz de solucionar os problemas ou resgatar as pessoas daquele lugar terrível, que sabia premeditadamente que aquelas pessoas iriam para aquele lugar, e, ao invés de decretar um juízo justo e correspondente aos pecados de cada um, decide por um tormento eterno para todos, indiscriminadamente. Um rapaz de doze anos que não conheceu Jesus teria a mesma pena de Adolf Hitler, que exterminou os judeus.

O diabo, autor do pecado e que peca desde o princípio (cf. 1Jo.3:8), ficaria se divertindo torturando aqueles que pecaram somente durante algum tempo. Todas as respostas que lia e ouvia não serviam para melhorar a situação, mas apenas serviam para acentuar o problema. A base filosófica podia às vezes parecer racional, mas nunca atingia o cerne da questão. E, com medo de questionar se isso é justo ou não e ir parar neste local infernal, tinha receio de questionar o próprio Deus sobre isso, ou de perguntar a outras pessoas.

Afinal, o motor que rege muitos crentes para viverem certinho não é Deus ou a vida eterna, é o fogo do inferno. Muitos crentes querem ser santos à marra, por força de obrigação e não por livre e espontânea vontade de amar a Deus, porque tem medo de morrer no pecado e irem parar neste local infernal. Sendo assim, a real motivação para servir a Cristo acaba sendo escapar do inferno, e não encontrar seu Salvador. Para elas, se um tormento eterno não existisse, valeria mais a pena viver no pecado!

E cristãos firmados sobre o medo do inferno não são cristãos verdadeiros. O cristão tem que estar firmado em Cristo, e somente nEle. Mas isso é muito difícil para alguém que tem em mente a ideia de que, se cometer algum deslize, tem um local embaixo da terra com vários seres passando por tormentos colossais nas mãos de criaturas demoníacas com um garfo na mão, junto a um fogo que queima espíritos incorpóreos para sempre.

Seria mais justo que Deus punisse cada pecador com o tanto correspondente aos seus pecados do que enviar todos juntos para uma mesma condenação de um tormento infinito por pecados finitos. Da mesma forma que eu considerava injusto que não houvesse castigo nem punição pelos pecados, igualmente achava injusto que essa punição fosse eterna para todos, indistintamente. A solução para isso seria um castigo proporcional aos pecados de cada um, e não uma extinção de vida antes de pagar pelos pecados, e muito menos um tormento eterno, que só serviria para perpetuar o pecado, os pecadores, o mal, as blasfêmias e o tormento no Universo para sempre, ao invés de eliminá-lo de uma vez por todas.

Foi então que, lendo um artigo do doutor Samuele Bacchiocchi (o qual eu faço questão de citar neste livro em várias ocasiões), eu descobri a verdade sobre o inferno, que consiste em um castigo proporcional às obras e em aniquilacionismo, e não em um tormento eterno. É claro que isso não era tudo. Comecei a estudar o assunto e perceber a falácia dos argumentos imortalistas para um tormento eterno, os quais serão examinados ao longo deste livro. Descobri, então, que Deus não castiga da mesma forma todos os pecadores com um tormento eterno para todos indistintamente, mas pune a cada um com o tanto correspondente pelos seus pecados.

Descobri que Deus não dá “infinitos açoites” em ninguém, mas que uns receberão “muitos açoites” (cf. Lc.12:47), enquanto outros, por sua vez, receberão “poucos açoites” (cf. Lc.12:48). Descobri, finalmente, a linguagem bíblica que expressa de maneira grandiosa a justiça de Deus: que os ímpios serão castigados pelo tanto correspondente aos seus pecados e, em seguida, eliminados, e não atormentados para sempre.

Essa descoberta foi duplamente libertadora: primeiro, me libertou de um engano bíblico tremendo que é a crença em um inferno de tormento eterno e consciente, baseando-me em uma ou outra passagem isolada, quando a Bíblia por completo rejeita tal doutrina. Segundo, ela me libertou de outro tormento, o psicológico, pois pude ver novamente como que o amor e a justiça de Deus andam de mãos dadas, e que Ele não é incoerente com relação ao destino eterno dos perdidos. Como o próprio Bacchiocchi disse, “a recuperação do ponto de vista bíblico do juízo final pode soltar a língua dos pregadores, porque podem pregar esta doutrina vital sem receio de retratar a Deus como um monstro” [3].

[3] BACCHIOCCHI, Samuele. Imortalidade ou Ressurreição: Uma abordagem bíblica sobre a natureza e o destino eterno. Unaspress, 1ª edição, 2007.

Mesmo após crer na crença bíblica da destruição eterna dos ímpios e rejeitar a tese do tormento eterno, o fato é que eu continuei crendo no estado intermediário, onde as almas dos justos já estariam com Deus e as dos ímpios já estariam no inferno (ainda que não seja eternamente). Sim, é incoerente crer nisso, pois se a alma sobrevive à morte do corpo é porque ela não morre; ou seja, que ela é imortal. Mas se ela morre na segunda morte, então ela não é imortal! Em outras palavras, crer que a alma sobrevive após a morte e ao mesmo tempo crer que ela perecerá no dia do juízo é ser incoerente: seria o mesmo que dizer que a alma morre e não morre, que ela é e não é imortal.

Portanto, de duas, uma: ou a crença no tormento eterno do inferno é verdadeira, ou então, se não é, a própria imortalidade da alma em um estado intermediário é falsa. Demorou mais algum tempo para descobrir isso, e dessa vez a bomba veio com um nome: ressurreição dos mortos! Sim, essa crença tão esquecida e praticamente abandonada pelos pastores e igrejas em nossos dias foi exatamente aquilo que me levou rejeitar a imortalidade da alma.

É certo que as igrejas que pregam a imortalidade da alma, em sua maioria, não rejeitam a ressurreição dos mortos. Porém, isso não muda o fato de que ambas as doutrinas são mutuamente excludentes. Os gregos da época de Cristo, que difundiram enormemente a tese da alma imortal para o mundo, não criam na ressurreição dos mortos, e por isso zombaram de Paulo no Areópago (cf. At.17:32). O teólogo luterano Oscar Cullmann logo percebeu esse contraste e escreveu o livro: “Imortalidade da Alma ou Ressurreição dos Mortos?”, onde ele aborda tal contraste abismal entre ambas as doutrinas.

O fato é que a imortalidade da alma anula completamente o valor e a importância (e principalmente a necessidade) da ressurreição. Prova disso é que raramente se vê pregações colocando o foco na esperança da ressurreição nos dias de hoje. Desde quando a doutrina pagã na imortalidade da alma entrou no Cristianismo, o foco passou a ser a esperança da imortalidade da alma, e não mais a esperança de ressurgir dentre os mortos na manhã da ressurreição do último dia. O foco mudou completamente.

Da Igreja Primitiva, onde nunca se ouviu falar de “alma imortal” [psiquê athanatos], e que pregava que a única esperança dos cristãos era na ressurreição, para a igreja atual, onde não se ouve mais pregações sobre a ressurreição, onde ninguém fala que a sua maior esperança é em ressuscitar dos mortos, onde a crença na alma imortal suprimiu a crença fundamental na ressurreição. Rejeitar a imortalidade da alma não é apenas repudiar uma doutrina falsa oriunda do paganismo grego, mas é engrandecer e enaltecer novamente a ressurreição dos mortos, assim como era crida na Igreja primitiva.

Diante disso, chegou o dia em que eu parei para ler 1ª Coríntios, capítulo 15. Nunca vou me esquecer daquele dia. Nunca algum capítulo mexeu tanto comigo. A cada verso que lia, a cada compreensão do ensino de Paulo sobre a ressurreição, eu ficava admirado, e ao mesmo tempo espantado – como nunca havia percebido aquilo antes? Era difícil acreditar que a Igreja se distanciou tanto daquele ensino. Era difícil acreditar que a cada versículo eu me convencia cada vez mais que imortalidade da alma não condiz com ressurreição dos mortos.

Confesso que fiquei pálido quando li no verso 18 Paulo dizendo que, se não fosse pela ressurreição, os que dormiram em Cristo já pereceram. Confesso que fiquei mais pálido ainda quando li no verso seguinte que a nossa esperança em Cristo se limitaria somente a esta presente vida, se não existisse a ressurreição. Quanto mais eu lia, mais me convencia que, se não fosse pela ressurreição do último dia, não existiria nada depois da morte. Tanto é que Paulo diz que, sem ressurreição, seria melhor comer, beber e depois morrer (v.32), e estaríamos correndo perigos à toa (v.30).

Nunca havia visto um imortalista pregar essas passagens. E até hoje nunca vi alguém as explicar satisfatoriamente, à luz de sua crença na imortalidade da alma. Afinal, Paulo poderia ter dito que viveríamos no Céu do mesmo jeito sem a ressurreição, estando com nossas almas no Paraíso sem um corpo. Para os imortalistas, a ressurreição é isso: um detalhe desnecessário. Para que ressuscitar um corpo morto, se já estaríamos no Céu? De qualquer forma, na teologia imortalista, a ressurreição é desnecessária e inútil, pois estaríamos com Deus no Céu com ou sem um corpo físico glorioso.

Estaríamos desfrutando das delícias do Paraíso para sempre, do mesmo jeito. Estaríamos com Deus eternamente, independentemente de um corpo se levantar dos mortos ou não. Mas, se a alma não é imortal, então a ressurreição é totalmente necessária. Sem ela, os mortos já teriam perecido para sempre (v.18). Sem ela, não haveria outra vida após a morte, e a nossa esperança seria somente esta vida presente (v.19). Sem ela, é inútil sofrer perseguições por amor a Cristo (v.30). Sem ela, a própria vida é inútil (v.32). Quanta diferença entre imortalidade da alma e ressurreição dos mortos!

Depois, li os versos 51-54, onde vejo Paulo dizendo que seremos dotados de imortalidade somente após a ressurreição, pois ela não é algo que já trazemos conosco em nossa natureza no presente momento. E vejo também que a morte não é a libertadora da alma imortal, mas o maior inimigo a ser vencido (vs. 54-55), e que só é tragada na ressurreição (v.54). Quão importante, gloriosa e fundamental é a ressurreição!

Quando descobri o valor da ressurreição no Cristianismo, o tanto que ela é importante e como ela foi sendo tão sistematicamente abandonada até chegar aos nossos dias (a tal ponto que raramente se vê pregações sobre a ressurreição hoje em dia), tentei entender o porquê que ela foi tão esquecida. Afinal, isso tudo não poderia ter acontecido do nada, sem uma razão de ser. Ao lermos o livro de Atos vemos que em 2/3 das ocasiões em que a palavra “esperança” entra em cena ela está relacionada à esperança da ressurreição dos mortos, no último dia.

O próprio Paulo disse que “nessa esperança”, isto é, na esperança da “redenção do nosso corpo”, é que “fomos salvos” (cf. Rm.8:24), que tinha “a mesma esperança desses homens, de que haverá ressurreição tanto de justos como de injustos” (cf. At.24:15), e de que estava sendo julgado “por causa da minha esperança na ressurreição dos mortos” (cf. At.23:6). Se a esperança da ressurreição era o foco da Igreja primitiva e foi perdendo espaço até os dias atuais, é porque algo aconteceu, porque alguma outra coisa foi ganhando este espaço.

E, ao estudarmos a história da Igreja, vemos que no final do século II os filósofos cristãos, admiradores da filosofia de Platão, decidiram criar um meio de tentar conciliar o ensino da ressurreição com a imortalidade da alma, inventando um estado intermediário, onde as almas esperariam em forma incorpórea a ressurreição dos seus corpos. A partir de então, a imortalidade da alma foi ganhando cada vez mais espaço, e a ressurreição perdendo cada vez mais. Pois, se a alma já vai para o Céu sem a necessidade da ressurreição, para que existe ressurreição? A ressurreição seria desnecessária, pois já estaríamos na glória ou pelo menos assegurados entre os salvos.

E tudo aquilo que Paulo disse aos coríntios em 1ª Coríntios 15 perderia completamente o sentido e a razão de existir. Ao invés de Paulo estar pregando a necessidade da ressurreição, ele estaria simplesmente pregando a existência dela. A ressurreição que a Bíblia ensina é uma ressurreição não apenas física e real, mas necessária e fundamental. A ressurreição crida pelos imortalistas, no entanto, é inútil e desnecessária (pois já estaríamos no Céu antes dela e continuaríamos lá sem ela, mesmo se ela nunca existisse).

Esse evidente contraste entre os pontos de vista mortalista e imortalista em relação à vida após a morte fica ainda mais acentuado quando vemos que, se de fato é apenas na ressurreição que ganhamos vida, então essa deve ser a nossa maior esperança, mas se a nossa alma já está no Céu antes dela e sem a necessidade dela, então a nossa esperança não é a ressurreição dos mortos, como tão insistentemente pregavam os apóstolos, mas a imortalidade da alma.

E é neste espantalho criado pelos imortalistas e apelidado de “ressurreição” que eles acreditam: uma ressurreição desnecessária, sem razão lógica de existir, em que viveríamos muito bem sem ela e onde é absurdo colocar “esperança” numa tão simples religação de corpo com alma por ocasião da segunda vinda de Cristo. A maior razão deste livro existir não é dizer que a alma morre, mas é anunciar a verdadeira ressurreição, retornando às raízes da esperança cristã primitiva, voltando aos primórdios de quando a imortalidade da alma estava das portas para fora da Igreja, e por essa mesma razão a ressurreição era o foco de todo o pensamento apostólico e neotestamentário.

Para o inimigo, bastou inventar a mentira de que “certamente não morrerás” (cf. Gn.3:4), que o homem rapidamente deixou de lado, arquivado em algum lugar, a sua crença numa ressurreição vindoura. Bastou ensinar que a alma não morre para trazer junto consigo todas as outras heresias que vemos hoje: oração pelos mortos, culto aos mortos, intercessão dos santos falecidos, reencarnação, consulta aos espíritos, purgatório, limbo, dentre outras inúmeras heresias perpetuadas até os dias de hoje, tendo todas elas essa mesma base inventada pelo maligno, de que existe vida consciente entre a morte e a ressurreição.

O que vemos, na verdade, é que todas as heresias têm como fundamento a crença de que a alma sobrevive após a morte. Sem ela, nenhuma das maiores heresias citadas acima existiria. Sem ela, Satanás não teria um pretexto para fazer com que o povo ascenda velas aos mortos, beije imagens deles, se prostre diante delas, reze a alguém que já faleceu, ore por eles ou os consulte. A imortalidade da alma foi a primeira mentira inventada por Satanás na história da humanidade (cf. Gn.3:4), porque ela é a base e o fundamento de todas as demais mentiras.

Na verdade, a maioria dos evangélicos perde tempo enquanto refuta a crença no purgatório, intercessão dos santos, imagens, idolatria, culto aos mortos, dentre tantas outras heresias, pois elas são apenas a consequência de uma heresia maior. Todas elas são consequências da crença na imortalidade da alma. Destruindo essa maior mentira, todas as outras mentiras secundárias caem por terra, sem fazer qualquer esforço, como em um efeito dominó. Enquanto os evangélicos apenas atacarem essas doutrinas em si mesmas, não estarão fazendo qualquer progresso. Só conseguirão quando perceberem que o mal só é cortado se for pela raiz: quando destruirmos a base e o fundamento de todas essas heresias, que é precisamente a imortalidade da alma.

Em resumo, aqui escreve alguém que sempre foi doutrinado com os ensinos de imortalidade da alma e tormento eterno, que sempre frequentou igrejas que criam e creem nisso, que sempre ouviu isso a vida inteira, aí veio a Bíblia e mudou tudo. Como é que isso ocorre? Somente quando estamos com a mente aberta para a verdade. O curioso é que eu já havia lido 1ª Coríntios 15 diversas vezes antes daquele dia. Por que nunca havia notado nada “diferente”? Porque estava com a mente fechada para a verdade.

Enquanto eu estava apenas seguindo uma orientação religiosa proveniente de tradições humanas denominacionais de uma igreja X ou Y, eu podia ler mil vezes aquele capítulo, que iria estar como que com um “véu” espiritual me cobrindo. Mas, uma vez que dispus em meu coração o interesse de descobrir a verdade, e nada além da verdade bíblica, eu conheci a verdade, e a verdade me libertou. Todos se deparam com a verdade, mas apenas alguns poucos estão realmente abertos a aceitá-la. Da mesma forma que Cristo bate na porta do coração de cada um de nós, mas só o aceitamos se estivermos dispostos a isso (cf. Ap.3:20), o mesmo acontece com as verdades bíblicas. Certa vez um amigo meu comentou o seguinte:

“Sabe o que acontece, Lucas? O problema é que a gente pode até ampliar alguma coisa sobre isso, mas não vai pegar. Você, e nem eu, ou quem quer que seja, consegue falar tão alto. A coisa talvez até mude, talvez, se quem padronizou o mandamento, no caso a Igreja Católica, reverter o quadro, dizendo que houve um erro. Muitos recebem as mudanças com alegria, satisfação, concordando com tudo, mas em apenas alguns dias elas voltam à crença comum. Pode-se encher isso aqui de textos e mais textos que convençam as pessoas que nada vai resolver. Que se encha isso aqui de argumentos que nos deixem com olhos lacrimejantes de satisfação, com apenas dez dias sem tocar no assunto, as pessoas são novamente empurradas para a crença tradicional ensinada há milênios, no que se refere a esses assuntos”.

Essa é a mais pura verdade, e é o que eu mais constato nestes tempos em que eu debato sobre isso. A maioria das pessoas não segue a Bíblia, segue uma religião. Não segue Cristo, segue o ensino denominacional mais tradicional. Não falo mal e nem quero desmerecer nenhuma denominação, mas a verdade está somente na Bíblia. Isso vale tanto para católicos, como principalmente para os evangélicos, que dizem seguir a Sola Scriptura.

O que vemos é que muitas pessoas não estão com a mente aberta para decidir pela verdade bíblica. Elas já têm uma verdade pré-estabelecida na mente delas, oriunda da tradição da igreja X, e defendem essa tradição com unhas e dentes, usando a Bíblia não para descobrir a verdade que está nela, mas somente para encontrar pretextos e passagens que possam corroborar com a crença da tradição. Ao invés de fazerem um estudo sério e honesto, com a mente totalmente aberta para a verdade, elas já estão com uma verdade pré-concebida na mente delas, e buscam apoio para essa verdade na Bíblia.

Em outras palavras, a Bíblia não é a fonte da verdade para essas pessoas. A fonte da verdade é a tradição denominacional, e a Bíblia é apenas um meio para dar pretextos para essa crença. Sendo assim, não me assusta que tantas pessoas leiam 1ª Coríntios 15 a exemplo de como fazem com inúmeras outras passagens das Escrituras que desmentem claramente a imortalidade da alma, mas elas continuam batendo nessa mesma tecla.

Enquanto eu estive com a mente fechada, ainda que lesse 1ª Coríntios 15 ou ouvisse falar sobre ressurreição, não a compreendia. Era como os discípulos, que ouviam Jesus falando explicitamente a eles que iria morrer e ressuscitar ao terceiro dia, mas mesmo sendo assim tão claro, eles mesmo assim não entendiam, pois o seu entendimento estava encoberto (cf. Lc.9:45). Porém, quando estive com a mente aberta para a verdade, a quantidade insuperável de evidências bíblicas era tão grande que precisei fazer um livro sobre isso.

Com a mente aberta para a verdade bíblica, não foi difícil achar uma riqueza bíblica que eu jamais teria descoberto se não me lançasse nas Escrituras e mergulhasse nelas. Jamais teria descoberto tudo isso se não fosse por estar com a mente aberta para a verdade bíblica. É claro que a ajuda de apologistas experientes me ajudaram bastante neste processo. Tenho que ser grato a Azenilto Brito (que gentilmente me apresentou o livro de Bacchiocchi e que me ajudou muito com os seus brilhantes artigos sobre o tema), a Samuele Bacchiocchi, a Leandro Quadros, a Oscar Cullmann e a tantos outros, em suas maravilhosas defesas deste ponto sobre a vida após a morte.

Porém, acima de tudo, tenho que ser agradecido a Deus, por ter nos dado a Sua Santa Palavra. Eu não tive nenhum sonho, nenhuma revelação, não vi Deus, não tive contato com um anjo poderoso com uma espada na mão, não fui alvo de uma profecia e nem fui arrebatado ao terceiro céu. Tudo isso que eu descobri não foi de alguma forma extraordinária: foi somente lendo a Bíblia. Algo tão simples, mas tão pouco praticado por muitos.

Fico imensamente agradecido ao Senhor por ter me dado a honra de militar por essa doutrina tão abandonada de nossas igrejas nos dias de hoje, chamada ressurreição dos mortos, e de poder combater a raiz de todas as heresias e a primeira de todas as mentiras, chamada imortalidade da alma. É claro que isso me custou caro. Muito caro. Já fui chamado de “herege” por causa disso não poucas vezes. Muitos outros evangélicos perdem o prestígio e consideração que tem por mim por verem que eu prego uma coisa que vai contra a tradição da igreja deles. Já sabia desse risco desde o início.

Se eu quisesse agradar a homens, estaria pregando aquilo que todo mundo gostaria de ouvir. Se eu quisesse agradar a homens, estaria ensinando que “certamente não morrerás”. Se a minha intenção em Cristo fosse de fazer amigos que dessem um tapinha nas costas e me apoiassem em tudo o que eu dissesse, certamente estaria pregando que possuímos uma alma, e não que somos uma (cf. Gn.2:7). Esse é o preço pago por pregar a verdade, e sei que pagarei esse preço até o fim da minha vida.

Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus. E, por essa mesma graça, hoje eu fico muito feliz em ver que tantas pessoas já se libertaram dessa doutrina pagã, e hoje estão livres para pregar a ressurreição e a vida em Jesus Cristo.

E eu não sou o único. Poderia passar todo o dia mostrando inúmeros teólogos de diferentes segmentos religiosos evangélicos imortalistas, mas que, através de uma leitura sincera e honesta das Escrituras, adotaram a postura bíblica da mortalidade natural da alma humana. Poderíamos referir aqui os nomes de Oscar Cullmann, Clark Pinnock, John Stott, John William Weham, Edward Green, Philip Hughes, David Edwards, Basil Atkinson, Greg Boyd, William Branham, Harold Camping, Charles Fitch, Roger Foster, Fudge Edward, Charles Gore, Henry Grew, Homer Hailey, Emmanuel Pétavel-Olliff, Oliver Chase Quick, Ulrich Ernst Simon, George Storrs, William Temple, dentre tantos outros eruditos e teólogos de renome, que não eram adventistas nem testemunhas de Jeová, e que, mesmo fazendo parte de denominações que pregavam a imortalidade da alma, adotaram a postura de mortalidade da alma após um exame bíblico sério e honesto consigo mesmos.

Todos eles poderiam ter mantido a sua crença na imortalidade da alma, o que seria muito mais fácil e confortável para eles. Mas, mesmo sofrendo não poucas vezes a oposição e perseguição de ataques contrários, eles não puderam fechar os olhos para as tão grandes e notáveis evidências bíblicas que combatem tão fortemente a crença na imortalidade da alma, que pode até enganar a muitos com uma dúzia de versos isolados sem exegese, mas que dificilmente resiste a um exame bíblico criterioso respeitando as normas da hermenêutica bíblica.

É claro que ainda existem aqueles que hesitam, que perseguem, que chamam os outros de hereges sem examinar a si mesmos, que olham torto, que são fechados para a verdade ou que lerão este livro meramente na intenção de refutá-lo. Isso sempre existiu, e sempre existirá. Paulo foi debochado pelos gregos, porque pregava a ressurreição dos mortos, e eles a imortalidade da alma (cf. At.17:32). Por isso, não é de se surpreender que a mesma coisa aconteça nos dias de hoje.

Mas a minha alegria é ver que não estou sozinho nesta batalha – estou cercado de tão grande nuvem de testemunhas, entre leigos e eruditos, das mais diferentes denominações religiosas, que cada vez mais estão abrindo os olhos para a verdade e se libertando do engano. Destes, sou apenas mais um militante. Apenas mais um que, ao invés de iludir você dizendo que certamente não morrerás, digo que Deus é o único que possui a imortalidade, mas que Cristo é a ressurreição e a vida.

(Lucas Banzoli, A Lenda da Imortalidade da Alma, pp. 4-12)

 

Eclesiastes 9 – Comentários

Eclesiastés 9
CBA

1.

He dado mi corazón.

Salomón se devanaba los sesos en su intento de dar respuesta a un interrogante que lo intrigaba.

Todas estas cosas.

Esto es, la contradicción, aparente al menos, de las adversidades de los, justos y la prosperidad de los impíos.

Los justos.

Los hechos de una persona manifiestan lo que es: se la conocerá por sus frutos (Mat. 7: 15- 20).

La mano de Dios.

La voluntad divina es suprema. La mano representa poder y autoridad (Deut. 33: 3; Isa. 62: 3).

Amor. . . odio.

A menudo es difícil saber qué propósito hay detrás de las diversas vicisitudes; pero, por lo general, ilustran la regla que hay de causa a efecto (Gál. 6: 7). Sin duda, Dios dirige, a veces, los acontecimientos para que suceda lo mejor de acuerdo a su sabiduría. Pero, en su providencia, hace que cada vicisitud pueda convertirse en una oportunidad para el desarrollo del carácter.

Todo está delante de ellos.

Si se depende únicamente de la razón humana, con frecuencia no se podrá comprender qué significan las vicisitudes, la naturaleza de los planes de Dios para la vida, ni qué nos depara el futuro. Varias versiones antiguas toman la primera palabra hebrea del vers. 2, hakkol, “el todo” , como si fuera la última palabra del vers. 1, y la interpretan hébel , “vanidad” . En el texto consonántico hebreo esto puede hacerse con sólo cambiar la b por una k, letras muy similares en hebreo (ver t. 1, pág. 25) y por lo tanto fáciles de confundir. Por eso, en algunas versiones se lee: “Todo les resulta absurdo” (BJ). Ver com. vers. 2.

2.

Todo.

En términos generales, las mismas experiencias fundamentales sobrevienen a todos los seres humanos. La naturaleza es pródiga con todos (Mat. 5: 45). Lluvia y sol, tormenta y calma, corresponden igualmente a todos, buenos y malos (ver Job 9: 22).

Un mismo suceso.

En Rut 2: 3 el mismo vocablo se traduce ” “aconteció”; ” en 1 Sam. 6: 9, como “accidente”, y en 1 Sam. 20: 26 como ” “habrá acontecido algo”.”

Justo.

Vale decir, moralmente recto.

Al bueno.

Todas las versiones antiguas, excepto los tárgumes, añaden “Y al malo”, lo cual parece necesario hacer para completar el paralelismo.

Al limpio.

Tal vez tenga referencia a la limpieza ceremonial.

Al que sacrifica.

Es decir, que es minucioso en cumplir con los requisitos rituales externos de la vida religiosa.

Como al bueno.

En el sentido más amplio y abarcante.

Al que jura.

Ver com. Lev. 19: 12; cf. Deut. 6: 13; Sal. 63: 11; Isa. 65: 16. El que teme hacer un juramento legal generalmente no tiene intenciones de cumplir la obligación y su conciencia le hace que tema jurar (ver Núm. 5: 19- 22). Compárese también con la enseñanza de Cristo (Mat. 5: 33- 37) y la del apóstol Santiago (Sant. 5: 12).

3.

Este mal hay.

Salomón no aceptaba todavía el hecho de que murieran tanto buenos como malos.

Está lleno de mal.

Todo pecado está desprovisto de razón y cordura. No parece razonable que la mayoría prefiera los goces de esta vida a la eternidad en la tierra nueva.

Y después. . . a los muertos.

(Ver Job 30: 23; Isa. 14: 9; 38: 18; Eze. 32: 18).

4.

Esperanza.

Esta palabra hebrea se traduce “confianza” en 2 Rey. 18: 19 e Isa. 36: 4. La raíz verbal tiene el significado de “confiar” (ver Sal. 25: 2; 26: 1; 28: 7).

Perro vivo.

El perro aparece en la Biblia como uno de los animales más despreciados (Exo. 22: 31; 1 Sam. 17: 43; Prov. 26: 11; 2 Ped. 2: 22), y así se lo considera todavía hoy en los países del Cercano Oriente. El perro es símbolo de los impíos depravados (Sal. 22: 16; 59: 2, 6, 14; Isa. 56: 10, 11; Apoc. 22: 14, 15).

León muerto.

El león es símbolo de majestad y poder (Prov. 30: 30) y, por lo tanto, de Dios y de Cristo (Apoc. 5: 5; cf. Ose. 13: 4- 7).

5.

Los que viven saben.

Pueden hacer planes y preparativos para la muerte, pues saben que deben enfrentarla.

Los muertos nada saben.

Ver Sal. 88: 10- 12; 115: 17.

Paga.

No es una referencia al pago eterno, ya sea la muerte para los impíos (Apoc. 20: 11- 15) o la inmortalidad para los justos (Apoc. 21: 1- 4; cf. Mat. 16: 27; 1 Cor. 15: 51- 54). Salomón aquí habla de disfrutar en esta vida de los beneficios del trabajo.

Su memoria.

Es decir, el recuerdo de ellos en la mente de los que viven, no su facultad mental de la memoria. Esto se aclara con el significado de zéker, “recuerdo”, “recordativo”, y por su uso en el AT. Sin excepción: se refiere a “recuerdo” en cuanto a personas o sucesos, nunca a la facultad de la memoria (Job 18: 17; Sal. 31: 12; 112: 6).

En olvido.

Vale decir, “perdida”.

6.

También su amor.

El amor, el odio y la envidia son, por lo general, las emociones fuertes y dominantes durante la vida, pero, desaparecen con la muerte.

Fenecieron ya.

En hebreo esta forma verbal está en singular. De esa manera se llama la atención a cada pasión por separado.

Parte.

Cuando una persona vive, desempeña un papel y puede disfrutar de la recompensa de sus trabajos. Pero con la muerte terminan sus funciones. La misma verdad expresan Job (Job 14: 10- 14), el salmista (Sal. 30: 9) e Isaías (Isa. 38: 10).

7.

Anda.

Aprovecha la vida de la mejor manera posible, aconseja Salomón; no te quedes con los brazos cruzados meditando en las aparentes desigualdades y paradojas de la vida.

Come tu pan. . . y bebe tu vino.

El pan y el vino se mencionan aquí para representar todo lo que es necesario y todo lo que es superfluo en la vida (ver Gén. 14: 18; Deut. 33: 28).

Tus obras.

Dios suministra abundantemente las bendiciones de esta vida, y su voluntad es que el ser humano disfrute de ellas. Pero vendrá el día cuando se verá la diferencia entre los justos y los impíos (Mal. 3: 18), y entonces se tomará en cuenta si usaron esas bendiciones en una complacencia egoísta o para suplir las necesidades de sus prójimos (Mat. 25: 31- 46).

8.

Tus vestidos.

En las fiestas se usaban vestidos blancos, y se los consideraba como un símbolo de gozo y alegría. Los ángeles aparecieron vestidos de blanco (Mar 16: 5; Juan 20: 12), y Juan vio que así estaban vestidos los santos inmortales (Apoc. 6: 11; 7: 9; 19: 8), como símbolo de su pureza de carácter y de su gozo.

Ungüento.

Heb. “aceite”. En el Cercano Oriente era costumbre aplicar aceite perfumado en la cabeza para refrescar y perfumar (ver Sal. 23: 5; Amós 6: 6). Se consideraba que no ungir la cabeza era una señal de luto o ayuno (2 Sam. 14: 2; Mat. 6: 17). El aceite simboliza las más ricas bendiciones de Dios (Sal. 92: 10; 104: 15; cf. Isa. 61: 3).

9.

Goza de la vida.

Heb. “mira la vida con una mujer a quien tú ames”. El matrimonio fue instituido para proporcionar un gozo supremo, 1113 y el hogar, para que fuera un cielo pequeño en la tierra (ver Prov. 5: 18, 19; 18: 22).

Tu parte.

Es decir, que el hombre tenga un matrimonio feliz. El propósito de Dios era que el ser humano fuera feliz con toda buena conciencia, y usara plenamente de todos los privilegios y responsabilidades de la vida.

10.

Todo lo que.

El que es sabio se dedicará de todo corazón a las tareas de la vida, comprendiendo que después de la muerte no habrá oportunidad de compensar por las oportunidades descuidadas en esta vida (Juan 9: 4; cf. Gál. 6: 10).

El Seol.

Heb. she’ol, la morada simbólica de los muertos (ver com. 2 Sam. 12: 23; Prov. 15: 11). Esta es la única vez que se menciona el she’ol en el Eclesiastés. Es evidente que Salomón creía que en el she’ol hay un estado de inconsciencia (ver com. cap. 3: 19- 21).

Adonde vas.

Todos deben morir, pues “en Adán todos mueren” (1 Cor. 15: 22; ver com. cap. 3: 19- 21).

11.

Los ligeros.

A diferencia de los seres humanos, el Señor no depende del vigor físico y mental (1 Sam. 14: 6; 17: 47). Aun en la existencia humana, estas cualidades externas que parecen dar a unas personas ventajas sobre otras no son lo más importante.

Tiempo y ocasión.

Hay un tiempo propicio, un momento preciso para determinada tarea. Cuando alguien deja que se le escape el tiempo apropiado, fracasarán sus esfuerzos, total o parcialmente, para cumplir lo que podría alcanzar.

12.

El hombre.

El artículo definido destaca la relación individual de cada uno con el problema de la muerte.

Su tiempo.

Tal vez una referencia a la muerte (ver cap. 7: 17), aunque también podría aludir a cualquier desgracia.

En lazo.

Figura que describe un súbito desastre (Sal. 91: 3; 124: 7; Prov. 1: 17; 6: 5; Ose. 7: 12).

13.

Me parece grande.

Es decir, causó una profunda impresión.

14.

Una pequeña ciudad.

La dimensión del lugar era insignificante; por eso sus pocos defensores sólo podrían resistir brevemente a los atacantes.

Un gran rey.

Los comentadores han especulado mucho en cuanto a si Salomón se refiere a una ciudad en particular y, en tal caso, cuál fue esa ciudad. Sin embargo, no hay ninguna base para determinar en qué ciudad pudo haber pensado el autor, o quién fue el “gran rey”. Podría ser una alusión velada a algún acontecimiento histórico.

15.

Se halla.

Literalmente, “él halló”, quizá refiriéndose al gobernante de la ciudad.

Un hombre pobre, sabio.

Heb. “un hombre, un pobre, un sabio”.

Libra.

Compárese con 2 Sam. 20: 13- 22, donde se cuenta cómo una ciudad fue salvada por una mujer sabia.

Nadie se acordaba.

Cuando pasó la crisis, la gente se olvidó de su libertador. Compárese con el caso de José (Gén. 40: 23). La aclamación pública es frágil e inestable. Se permitió que este sabio pobre se hundiera en la oscuridad.

16.

Mejor es la sabiduría.

Ver cap. 7: 19. La palabra traducida “fuerza” generalmente se usa para referirse a la fortaleza física de un guerrero (ver Jer. 9: 23, donde aparece como “valentía”).

Menospreciada.

No se despreció la sabiduría de este hombre pobre en el sentido de que no se la tuvo en cuenta, sino que a él mismo se lo despreció y se lo puso a un lado una vez que hubo prestado sus servicios.

Sus palabras.

Demostró poseer sano juicio; pero no se aceptaron sus consejos adicionales.

17.

Quietud.

Ver Isa. 30: 15.

Señor entre los necios.

Cuando reina la agitación, se puede seguir a un demagogo para gran perjuicio de la nación.

18.

Armas de guerra.

Hoy el mundo necesita más sabiduría divina que una gran reserva de bombas atómicas, de hidrógeno o de otras armas aterradoras.

Destruye.

Una persona puede provocar una gran pérdida a una nación (Jos. 7: 1, 4).

O diabo está encarregado do inferno?

Está o diabo encarregado do inferno? Será que Deus realmente mantém o diabo em Sua folha de pagamento – Seria ele o diretor-geral do inferno avaliando o castigo dos perdidos? Quase todo mundo possui uma visão não bíblica do inferno, e você deve a si mesmo conhecer o que a Bíblia realmente diz sobre isso. Não se deixe enganar, porque o que você pensa sobre o inferno certamente afeta o que você pensa sobre o caráter de Deus! Tome alguns minutos para conhecer fatos surpreendentes sobre esse assunto.

inferno

  1. Quantas almas perdidas estão sendo punidas no inferno hoje?

“Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados” (2 Pedro 2:9).

R: Não há uma única alma no fogo do inferno hoje. A Bíblia diz que Deus reserva os ímpios para o dia do juízo, para serem punidos.

  1. Quando é que os pecadores serão lançados no fogo do inferno?

“assim será na consumação deste mundo. Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniqüidade. E lançá-los-ão na fornalha de fogo” (Mateus 13:40-42). “a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia” (João 12:48).

R: Os pecadores serão lançados no inferno no dia do grande julgamento, no fim do mundo – e não quando morrem. Deus não castigará a ninguém, até que seu caso seja julgado e decidido no Tribunal de Deus, no fim do mundo. Tampouco Deus, em sua justiça, manteria no fogo um assassino que morreu a 5 mil anos atrás, por mais tempo do que um que morre e merece punição para o mesmo pecado hoje.

  1. Onde estão os pecadores (que morreram) agora?

“vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” (João 5:28-29). “o mau é preservado para o dia da destruição” (Jó 21:30) “Ele é levado para o cemitério e posto numa sepultura bem guardada” (Jó 21:32).

R: A Bíblia é específica. Tanto os maus como os justos que morreram estão em seus túmulos “dormindo” até o dia da ressurreição.

  1. Qual é o resultado final do pecado?

“O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 6:23). “o pecado, sendo consumado, gera a morte” (Tiago 1:15). “Deus … deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

R: O salário (ou castigo) para o pecado é a morte, não vida eterna no inferno. Os ímpios “perecem”, recebem a “morte”. Os justos receberão a “vida eterna”.

  1. O que acontecerá com os ímpios no fogo do inferno?

“Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte” (Apocalipse 21:8).

R: Os ímpios morrem a segunda morte no fogo do inferno. Se os ímpios vivessem para sempre sendo torturados no inferno, eles seriam imortais. Mas isso é impossível, porque a Bíblia diz que somente Deus possui a imortalidade (1 Timóteo 6:16). Quando Adão e Eva foram expulsos do Jardim do Éden, um anjo foi colocado para proteger a árvore da vida, para que os pecadores não comessem da árvore e “vivessem para sempre” (Gênesis 3:22-24). O ensinamento de que os pecadores são imortais e estão no inferno originou-se com Satanás e é completamente falso. Deus impediu que isto acontecesse quando o homem pecou, impedindo seu acesso à árvore da vida para que não vivesse eternamente.

A Bíblia é clara: Os ímpios são aniquilados

A Bíblia diz que os ímpios sofrem a “morte” (Romanos 6:23), são preservados para o dia da destruição (Jó 21:30), perecerão (Salmo 37:20), serão como restolho (Malaquias 4:1), serão todos destruídos (Salmo 37:38), desaparecerão (Salmo 37:20), serão exterminados (Salmo 37:9), serão mortos (Salmo 62:3), Deus irá destruí-los (Salmo 145:20) e o fogo os consumirá (Salmo 21:9). Note que todas essas referências deixam claro que os ímpios morrem e são destruídos. Não viverão uma vida miserável e de torturas para sempre.

  1. Quando e como se ascenderá o fogo do inferno?

“assim será na consumação deste mundo. o Filho do homem…e lançá-los-ão na fornalha de fogo” (Mateus 13:40-42). “E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade querida; mas desceu fogo do céu, e os devorou” (Apocalipse 20:9). “Eis que o justo recebe na terra a retribuição; quanto mais o ímpio e o pecador!” (Provérbios 11:31).

R: No fim do mundo, o próprio Deus vai acender o fogo do inferno. Quando a cidade santa de Deus desce do céu (Apocalipse 21:2), os ímpios tentam tomá-la. Neste momento, Deus fará chover fogo do céu sobre a terra, e consumirá os ímpios. Este é o inferno de fogo que a Bíblia apresenta.

  1. Quão grande e quão quente será esse inferno de fogo?

“Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão” (2 Pedro 3:10).

R: O fogo do inferno será do tamanho desta terra, porque ela será consumida pelo fogo. Este fogo será tão quente que derreterá a terra e queimará todas “as obras que nela há”. Os céus atmosféricos explodirão e “passarão com grande estrondo”.

  1. Quanto tempo os ímpios sofrerão no fogo?

“E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra” (Apocalipse 22:12). “Porque o Filho do homem virá…e então dará a cada um segundo as suas obras” (Mateus 16:27). “E o servo que soube a vontade do seu senhor e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites; Mas o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado” (Lucas 12:47-48).

R: A Bíblia não diz por quanto tempo serão castigados os ímpios antes de morrerem nas chamas do inferno. Mas Deus declara especificamente que cada um será castigado de acordo com suas obras. Isto significa que alguns receberão castigo maior que os outros, segundo suas obras.

  1. O fogo do inferno finalmente se apagará?

“Eis que serão como a pragana, o fogo os queimará; não poderão salvar a sua vida do poder das chamas; não haverá brasas, para se aquentar, nem fogo para se assentar junto dele” (Isaías 47:14). “E vi um novo céu, e uma nova terra” (Apocalipse 21:1) “E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” (Apocalipse 21:4).

R: Sim, a Bíblia ensina especificamente que o fogo do inferno se apagará e que “não haverá brasas, para se aquentar, nem fogo para se assentar junto dele”. A Bíblia também ensina que no novo Reino de Deus todas as coisas anteriores terão passado. O inferno, sendo uma dessas coisas, está incluído, de maneira que temos a promessa de Deus que ele será abolido.

Será que Deus é um torturador?

Se Deus torturasse seus inimigos numa ardente câmara de horrores por toda a eternidade, Ele seria mais cruel e insensível do que os homens sempre foram nas piores atrocidades da guerra. Um inferno de tormento eterno seria o inferno de Deus também, que ama até mesmo o mais vil dos pecadores.

  1. O que restará quando o fogo se apagar?

“Porque eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo…E pisareis os ímpios, porque se farão cinza debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que estou preparando, diz o Senhor dos Exércitos” (Malaquias 4:1-3).

R: Observe que o versículo não diz que os ímpios arderão como amianto, como muitos creem hoje em dia, mas arderão como palha que se consome rapidamente. Depois que o fogo se apagar restarão somente cinzas. Em Salmos 37:20, a Bíblia diz que os ímpios desaparecerão, e em fumaça se desfarão, sendo completamente destruídos.

  1. Entrarão os ímpios no inferno em forma corporal para destruição tanto da alma como do corpo?

“é melhor que um dos teus membros se perca do que seja todo o teu corpo lançado no inferno” (Mateus 5:30). “temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo” (Mateus 10:28). “A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18:20).

R: Sim, pessoas reais em forma corporal entrarão no inferno, onde lhes serão destruídos tanto a alma como o corpo. O fogo de Deus descerá do céu, sobre pessoas reais e as exterminará.

  1. Está o Diabo encarregado do inferno?

“E o diabo que os enganava, foi lançado no lago de fogo” (Apocalipse 20:10). “te tornei em cinza sobre a terra, aos olhos de todos os que te vêem … e nunca mais subsistirá” (Ezequiel 28:18-29).

R: De maneira nenhuma. O diabo será lançado no lago de fogo, e transformado em cinzas.

  1. A palavra “inferno”, conforme usada na Bíblia sempre se refere a um lugar de fogo e castigo?

R: Não, a palavra “inferno” é usada 54 vezes na Bíblia, e em apenas 12 casos refere-se a “um lugar de queima”.

A palavra “inferno” é traduzida a partir de várias palavras com significados diversos, conforme indicado abaixo:

NO VELHO TESTAMENTO

31 vezes de “Sheol”, que significa “sepultura”.

NO NOVO TESTAMENTO

10 vezes de “Hades”, que significa “túmulo”.

12 vezes de “Geena”, que significa “um local de queima.”

01 vez de “Tártaro”, que significa “um lugar de trevas”.

Totalizando 54 vezes

Nota: A palavra grega “Geena” (mencionada acima) é uma transliteração do hebraico “Ge-Hinom”, que significa o “Vale de Hinom”. Este vale, que fica imediatamente ao sul e oeste de Jerusalém, era um lugar onde os animais mortos, lixo e outros resíduos eram despejados. O fogo ardia constantemente, como ocorre nos locais para despejo do saneamento moderno. A Bíblia usa “Geena” ou “Vale de Hinom” como um símbolo do fogo que destrói os perdidos no fim dos tempos. O fogo do Geena não era eterno. Caso contrário, o sudoeste de Jerusalém estaria ardendo até hoje. Tampouco será eterno o fogo do inferno.

  1. Qual é o verdadeiro propósito de Deus em relação ao inferno?

“Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mateus 25:41). “E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo” (Apocalipse 20:15). “Pois ainda um pouco, e o ímpio não existirá” (Salmo 37:10). “os inimigos do Senhor…desaparecerão, em fumaça se desfarão” (Salmo 37:20).

R: O propósito de Deus é que o inferno seja um meio para destruir o diabo, o pecado e os pecadores, para dar uma segurança eterna aos justos. Um pecador, deixado neste planeta, seria um vírus mortal sempre ameaçando o universo. É o plano de Deus isolar o pecado e apagá-lo da existência.

O inferno eterno perpetuaria o pecado

Um inferno de tormento eterno iria perpetuar o pecado e tornar impossível a sua erradicação. Um inferno de tormento eterno não é de nenhuma maneira parte do grande plano de Deus. Tal horrível teoria é uma calúnia contra o santo nome de um Deus amoroso. O diabo têm prazer em ver o nosso Criador amoroso retratado como um tirano monstruoso, e somente ele pode se beneficiar com tais ensinamentos.

O inferno eterno é uma teoria humana

A teoria de um inferno de tormento eterno não têm sua origem na Bíblia, mas na mente de pessoas equivocadas que foram (talvez inadvertidamente) enganadas pelo diabo. Ademais, ninguém chegará ao Céu por temor ao inferno. As pessoas são salvas porque amam e obedecem a Cristo.

  1. Não é o trabalho de destruir os pecadores estranho à natureza de Deus?

“Vivo eu, diz o Senhor Deus, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão morrereis?” (Ezequiel 33:11). “Pois o Filho do Homem não veio para destruir as vidas dos homens, mas para salvá-las” (Lucas 9:56). “Porque o Senhor se levantará…e se irará …para realizar a sua obra, a sua estranha obra, e para executar o seu ato, o seu estranho ato” (Isaías 28:21).

R: Sim, a obra de Deus sempre foi a de salvar e não destruir. O trabalho de destruir os ímpios no inferno é tão estranha à natureza de Deus que a Bíblia o chama de Seu “estranho ato”. O Grande coração de Deus vai doer com a destruição dos ímpios. Oh, como Ele trabalha diligentemente para salvar todas as almas! Mas se alguém despreza o amor e se apega ao pecado, Deus não terá outra escolha senão destruir o pecador com seu pecado nos fogos do último dia, quando Ele livrará o universo desse terrível e maligno tumor chamado “pecado”.

  1. Quais são os planos de Deus para a Terra e Seu povo depois que passar o inferno?

“não se levantará por duas vezes a angústia” (Naum 1:9). “Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão” (Isaías 65:17). “Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” (Apocalipse 21:3-4).

R: Após apagar o fogo do inferno, Deus criará uma nova terra e a restaurará para o Seu povo – com todas as belezas e glórias do Éden antes do pecado entrar no mundo. Os horrores do pecado e do passado serão esquecidos. A dor, a morte, a tragédia, as tristezas, as lágrimas, as doenças, a desilusão e todo o pecado serão eliminados.

O pecado não se levantará novamente

Deus promete que o pecado não se levantará novamente. Seu povo será preenchido com perfeita paz, amor, alegria e contentamento. Sua vida de felicidade completa será muito mais gloriosa e emocionante do que meras palavras jamais poderiam descrever. A verdadeira tragédia do inferno está na falta dos que ali caíram e não chegaram ao Céu. Uma pessoa que não entrar neste reino magnífico fez a escolha mais triste de sua vida.

Guia de estudo extraído do site Amazing Facts. Crédito da Tradução Blog Sétimo Dia: www.setimodia.wordpress.com

(O Bom da Bíblia)

O sono da morte

DESCONSTRUINDO FALSAS DOUTRINAS: A MORTE É APENAS UM SONO – Para entender o que é a morte, necessitamos saber o que é a vida. E não há ninguém melhor que o Criador para esclarecê-Lo. Deus fez Adão de uma maneira muito simples: tomou um elemento material (pó da terra) e lhe acrescentou um elemento sobrenatural (fôlego de vida). O resultado foi um ser vivo, completamente diferente dos elementos que o compunham.

Algumas versões da Bíblia dizem que o homem tornou-se então uma “alma” ou um “ser” vivente. A melhor definição que poderíamos dar para alma é: “o ser humano em estado de vida”. Enquanto os elementos estão unidos, existe a vida, da mesma maneira que quando tomamos um elemento material (uma lâmpada) e lhe acrescentamos energia (eletricidade), aparece um elemento novo, a luz.

Em sua descrição da degeneração do homem até a morte, como descreve Salomão a cessação da vida? “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (Eclesiastes 12:7). Após compreender o fenômeno da vida, é fácil entender o que acontece por ocasião da morte. O que antes estava unido se separa. O pó volta à Terra, de onde veio, e o espírito ou fôlego de vida volta a Deus que o deu ao homem. Então, já não podemos falar de “alma”, porque esta era a união dos elementos citados.

Qual a expressão comumente usada na Bíblia para referir-se à morte? “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno” (Daniel 12:2). Como usou Jesus a mesma expressão ao referir-se à morte de seu amigo Lázaro? “Estava, então, enfermo um certo Lázaro, de Betânia, aldeia de Maria e de sua irmã Marta. E Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com unguento e lhe tinha enxugado os pés com os seus cabelos, cujo irmão, Lázaro, estava enfermo. Mandaram-lhe, pois, suas irmãs dizer: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas. E Jesus, ouvindo isso, disse: “Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”.

Ora, Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro. Aqui temos um caso muito interessante. Jesus foi avisado de que Seu amigo estava enfermo, contudo prosseguiu Sua viagem. Depois de alguns dias, decidiu viajar finalmente a Betânia. Enquanto o fazia, disse a Seus discípulos que Lázaro “dormia”, e que iria despertá-lo. Os discípulos se alegraram, pensando que o sono era sinal de melhora, porém continuaram os rumores de que Lázaro havia falecido. Jesus esclareceu então: “Lázaro está morto”. O que aconteceu depois foi o maravilhoso milagre de sua ressurreição.

O que acontece com os planos e projetos do homem ao morrer? “Sai-lhes o espírito, e eles tornam para sua terra; naquele mesmo dia, perecem os seus pensamentos” (Salmo 146:4). O que ocorre com os seus sentimentos? “Até o seu amor, o seu ódio e a sua inveja já pereceram e já não têm parte alguma neste século, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol” (Eclesiastes 9:6). Sabe algo de Deus? “Porque na morte não há lembrança de ti, no sepulcro quem te louvará?” (Salmo 6:5). O que sabe de sua família? “Os seus filhos estão em honra, sem que ele o saiba; ou ficam minguados, sem que ele o perceba” (Jó 14:21).

Em uma palavra, que sabem os mortos sobre o mundo dos vivos? “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento” (Eclesiastes 9:5). De que outra maneira poderia Deus esclarecer melhor o que ocorre quando o homem morre? Não temos necessidade de estar às escuras em relação a isso. É por essa razão que a Bíblia usa as expressões “morrer” e “dormir” indistintamente.

Até quando os mortos permanecerão na sepultura? “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação” (João 5:28 e 29). Uma das mensagens mais claras de toda a Bíblia, é a que assegura que a morte não é o fim. Haverá uma ressurreição, quando Deus dará vida eterna àqueles que escolheram a vida. Muita gente vive angustiada por medo da morte. A Bíblia nos permite descerrar a cortina que nos separa dessa triste fronteira e ver mais além.

A mensagem é clara: os mortos dormem, não podem causar dano nem beneficiar aos vivos. A esperança de toda a humanidade é Aquele que disse: “Eu sou a ressurreição e a vida” (João 11:25). Jesus comprou-nos a vida eterna com o sacrifício de sua própria vida. Não importa se viveremos ainda muitos ou poucos anos. Nossa grande preocupação deve ser fazer hoje nossa decisão por Jesus Cristo, porque “Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no Seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida” (João 5:11 e 12).

ONDE ESTÃO OS MORTOS? – Muita gente crê que os mortos bons se encontram no Céu e os maus no inferno. Mas isso não passa de uma fábula oriunda do paganismo, pois a Bíblia ensina que os mortos estão no pó da terra, de onde não sairão até o dia da ressurreição. “Morrendo o homem, porventura tornará a viver? (…) Assim o homem se deita, e não se levanta; até que não haja mais céus não acordará nem se erguerá de seu sono” (Jó 14:14 e 12).

“Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a Sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” (João 5:28 e 29). “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão” (Daniel 12:2). “E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados” (Mateus 27:52). Esses santos não estavam no Céu, mas dormiam nos sepulcros.

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura para onde tu vais, não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma (Eclesiastes 9:10). A Bíblia não diz que o homem, na morte, se divide em duas partes, indo uma delas – a matéria morta – para a sepultura, e a outra – uma alma abstrata, consciente e imortal – para o Céu ou para um lugar de tormento. Na morte, o homem não desprende outra coisa senão o fôlego, o ar inalado.
A individualidade consciente, ou seja, o eu pensante do homem, morre juntamente com o corpo. Caso essa suposta alma abstrata, consciente e imortal do justo fosse para o Céu, então sua obra, indústria, ciência e sabedoria continuariam ali, ou seja, ele, no Céu, continuaria ativo e consciente. Mas a Bíblia diz que estas coisas cessam na sepultura.

A palavra hebraica correspondente à “sepultura” é “sheol”, e a grega é “hades”. Essas mesmas palavras são também, muitas vezes, traduzidas por “inferno”. Sepultura e inferno são, por conseguinte, a mesma coisa. Ainda que frequentemente traduzido por “inferno”, “sheol” nunca significa “um lugar de tormento”. Tal lugar não existe. Em parte alguma a Bíblia fala desse lugar imaginário. O patriarca Jacó esperava descer ao “sheol” quando morresse (Gênesis 37:35; 42:38), onde pensava se achasse seu filho José. Mas acreditava Jacó que seu filho estivesse nas chamas infernais da teologia popular? Queria ele acompanha-lo a esse suposto local? Até uma criança sincera compreenderia que não.

Outro patriarca fiel, Jó, quando enfermo, desejava descer ao “sheol” (Jó 14:13). “Sim, a minha esperança”, disse ele, “descerá até os ferrolhos do sheol quando juntamente no pó teremos descanso” (Jó 17:15 e 16). Anelava e esperava o patriarca descer às chamas infernais? De maneira nenhuma! Jonas relatando sua experiência, disse que havia estado no “inferno” – “sheol” – (Jonas 2:2), de onde clamara a Deus. Com isso ele não quis dizer que estivera num lugar de tormento, em chamas, mas sim no ventre de um grande peixe.

A alma, que é a própria pessoa, morre e é sepultada. “Que homem há que viva, e não veja a morte, que haja de livrar a sua alma do poder do inferno (sheol)?” (Salmos 89:48). Do inferno não há quem possa livrar sua alma, uma vez morta. Até a alma de Cristo foi posta no inferno, tendo ali sido ressuscitada no terceiro dia. “Pois não deixarás a Minha alma no inferno (sheol”, disse Jesus pela boca de Davi, “nem permitirás que o Teu Santo veja a corrupção” (Salmos 16:10). Eis o destino de todos os homens na morte: “Como ovelhas são postos no inferno; e eles serão pasto da morte e os justos terão domínio sobre eles na manhã; e passada a sua glória, tudo o que tiverem se envelhecerá no inferno” (Salmos 49:14).

Se o inferno é “um lugar de tormento em chamas”, então se resulta que as ovelhas são ali lançadas quando morrem. Mas isto é demasiado absurdo para alguém crer. Todo homem, bom ou mau, ao morrer, retorna para o pó da terra. Mas, com isto, não está tudo acabado, pois ao cristão resta a gloriosa esperança da ressurreição na segunda vinda de Cristo. “Mas Deus remirá a minha alma do poder da sepultura”, disse Davi, “pois me receberá” (Salmos 49:15).

A VERDADE BÍBLICA SOBRE A MORTE – Respeitar a crença alheia não significa que devemos concordar e nos calar diante da tradição. Temos a missão de proclamar a última e mais solene mensagem enviada a este mundo (Apocalipse 14:6-12). Porém esta tarefa não é nada fácil…sendo mais fácil enganar do que retirar as pessoas do engano. O DIA DE FINADOS, dia no qual milhares de pessoas ornamentam, choram, conversam e oram diante do túmulo de corpos inanimados. Isso porque a tradição ensina que os mortos em verdade, estão “vivos”. Que eles podem sentir, ouvir, amar, desvendar o futuro: DOCE ILUSÃO! Estamos diante de mais uma celebração tradicional e de origem pagã, que sustenta os interesses do capitalismo idolatrado pelas elites!

Para quem crê na SOBERANIA da palavra de Deus, e estão dispostos a desafiar crendices e tradições religiosas, reflita:
1) Como Deus criou o homem? “Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gênesis 2:7). Notem que o texto não diz que o homem “TEM” uma alma, mas que ele “É” uma alma vivente. Uma alma é formada pela união do corpo (pó da terra) com o fôlego de vida. Veja abaixo a equação que forma a alma: PÓ DA TERRA (CORPO) + FÔLEGO DE VIDA (princípio ativo de Deus)= ALMA VIVENTE

Portanto, dizer que temos uma alma é errado, pois nós somos uma alma, enquanto o fôlego de Deus permanecer em nós.
2) Deus fez o homem para viver eternamente? “E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2:16-17). Deus havia criado o homem para viver para sempre em felicidade, mas havia uma condição: obediência. Em desobedecer, a consequência certa seria a morte.

3) Qual mentira Satanás, o sedutor do mundo, introduziu? “Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis” (Gênesis 3:4, Apocalipse 12:9). O primeiro sermão pregado por Satanás (a serpente), foi de que o homem seria imortal mesmo na desobediência. Ele, desde o princípio quer nos levar à crer na imortalidade em uma vida de pecado.

4) O que perdeu Adão ao pecar? “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12). A Bíblia nos mostra claramente que Deus estava certo ao dizer que o homem (alma vivente) morreria ao pecar. “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:23)

5) O que acontece com a pessoa (alma vivente) quando morre? “No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás” (Gênesis 3:19). “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (Eclesiastes 12:7). “Se ocultas o rosto, eles se perturbam; se lhes cortas a respiração, morrem e voltam ao seu pó” (Salmos 104:29). A palavra “espírito” de Eclesiastes 12:7 no idioma original da Bíblia é “ruash”, que significa “fôlego de vida”, “respiração”, “ar”. Quando Deus corta nossa respiração (retira de nós o fôlego de vida), esse fôlego que Ele nos havia dado, volta para Ele, enquanto o corpo que surgiu do pó, volta ao pó.

6) Para onde vai a pessoa (alma vivente), após a morte? “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Eclesiastes 9:10). “Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o lugar onde habita o conhecerá jamais” (Jó 7:9-10). Quando morremos, permanecemos na sepultura. A Bíblia não diz que os mortos vão para lugar algum além deste.

7) Os homens (alma vivente), são imortais? “Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18:4 e 20)
8) O que os mortos sabem? “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol” (Eclesiastes 9:5-6). Quando morrem, as pessoas não têm nenhum tipo de pensamento, nem têm parte alguma no que se faz na Terra. (Ver: Salmos 6:5; 115:17)

9) Quem unicamente possui imortalidade? “O único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!” (1 Timóteo 6:16). Deus é o único que possui imortalidade. Nenhum homem deve ousar pensar que é imortal agora. Só Deus pode nos conceder essa dádiva.

10) Como pode o homem mortal tornar-se imortal outra vez? “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3). Só poderemos obter a vida eterna mediante a crença em Jesus Cristo, como nosso Salvador pessoal. Conhecer a Deus é andar em conformidade com a Lei dEle (ver 1 João 2:4). Todos aqueles que aceitarem o Seu sacrifício e viverem como Jesus viveu, receberão a herança da vida eterna!!!

(Paulo Sahão)