Por que exclui o Facebook e abandonei o WhatsApp?

[Resposta a um amigo que me questionou sobre a saída do WhatsApp]

Irmão, tenho buscado sair do ambiente virtual e interagir mais no ambiente real. A gota d’água foi um irmão da igreja que me adicionou em um grupo do WhatsApp sem meu consentimento. Sai do grupo poucas horas depois de ser adicionado e recebi uma mensagem particular pedindo meu retorno ao grupo, o qual eu aceitei.

Percebi aí que as pessoas não vivem mais sem esses contatos virtuais. Se vai acontecer algo, faz-se necessário e é imprescindível ter um grupo no WhatsApp, um evento no Facebook, etc. A primeira coisa que fiz ao concluir isso foi excluir a minha conta do Facebook. Estava fatigado, muita bobagem, discussões quase sempre inutéis, propagandas, mensagens inbox indesejadas, narcisismo, falso intelectualismo, o vício pela visualização do Feed, a procrastinação e as preciosas horas perdidas ali, etc. Tudo isso me deixou saturado. Exclui definitivamente.

Comecei a refletir e observar que, há 9 anos, eu vivia tranquilamente sem redes sociais, na verdade, não tinha nem sequer um celular. E era muito feliz! A internet hoje é um vício para uma esmagadora parte das pessoas, excetuando, quem sabe, os idosos e as classes mais pobres que ainda não tem acesso à essa tecnologia.

E você é inteligente, sabe que as redes sociais, que não são necessariamente más, sobrevivem do tempo que estamos ali, acessando seu conteúdo. Nós somos o produto. Basta lembrar da época que as pessoas deixaram de publicar suas fotos, escrever seus depoimentos e conferir os scrapts dos seus amigos no Orkut, preferindo curtir, comentar e compartilhar post e páginas no Facebook. Em pouco tempo desse êxodo, o Orkut morreu.

Excluir o Facebook e de quebra o Messenger, já me ajudou a frear o vício por redes sociais e internet. Refleti sobre a época que vivia sem celular (até meados de 2009), depois a época que tinha um celular simples que só mandava SMS e fazia ligações (de 2009 até início de 2016) e, por fim, a época que adquiri um smartphone (de 2016 até hoje). A vantagem de economizar dinheiro que seria gasto com créditos de celular talvez não compense a desvantagem de ter seu tempo corroído por mensagens instantâneas e pela constante vontade de ver as publicações de amigos nos feeds de notícias. Creio que o Ivanilson de 2009 era mais tranquilo, concentrado e até mesmo inteligente, com as devidas considerações de não ser cristão e ter uma década a menos de vida, que o Ivanilson às portas de 2019.

Como minha empreitada pelo Twitter e Instagram foram muito curtas (não gostei dessas redes sociais), sempre fui uma “vítima” quase exclusiva do Facebook. Criei um perfil em 2011, desativei algumas vezes, exclui alguns vezes meu perfil mas retornava depois. No término do meu Mestrado, em 2014, ainda era comum perder horas e horas lá, com os prazos de entrega da dissertação estourando. No Doutorado, idem. Para mim, o Facebook foi uma das redes mais perigosas, o poder de atração dele é muito grande. Resolvi, excluir permanentemente, mesmo abdicando das benesses de ter uma influência com meus amigos e seguidores, além de poder negociar compras e vendas em grupos especializados.

Também nunca fui adepto das redes sociais mais novas, como Snapchat, Pinterest (nem sei como funcionam), Google+, Instragram, etc. Então comecei a excluir também as restantes redes sociais que não acrescentavam tanto quanto prejudicavam com a perda de tempo. O Messenger foi junto com o Facebook. Exclui a conta no LinkendIn (uma rede social focada em network profissional), exclui o canal do Youtuber (apesar de nunca ter postado algum vídeo), exclui os recém perfis no Google Acadêmico e no ResearchGate (rede social de pesquisadores acadêmicos), exclui o perfil do SoundCloud, exclui a conta no Duolingo (que também é uma rede social, mas não usava há anos), além de outros perfis em sites como o SuperPro.

Minha ideia é usar menos o celular, ser menos dependente dele e ser mais focado no uso do computador. E, assim, aproveitar o tempo para dormir melhor, crescer espiritualmente e profissionalmente, estar mais com a esposa, ler mais, passear mais, viver mais.

A única “grande” rede social que uso agora é o WhatsApp, pelo menos por enquanto. Mas minha paciência já está chegando ao fim. É pessoas me adicionando em grupos totalmente indesejados e até mesmo inúteis na sua concepção. E pior: nem sequer me consultam. São status inúteis e bobos, a mesma necessidade de divulgar a própria vida que há no Facebook, Instragam e Twitter, é sanada pelos status do WhatsApp. Mensagens de “Bom Dia”, correntes, Fakes News óbvias, necessidade de estar sempre conectado, etc. Tudo isso me satura e desvia o meu foco. Não consigo mais me concentrar em nada. Sempre é necessária dar uma olhada no celular. De 5 em 5 minutos. Já cogitei até voltar para o antigo Nokia que só ligava e mandava SMS (ah se eu pudesse!).

Como preciso conversar com minha esposa e estou financeiramente debilitado, instalei o Telegram e trocamos mensagens por lá. Não tem grupos chatos, correntes bobas, Fakes News, status, etc. haha. O Skoob, que é uma rede social bem legal, mas mesmo assim já estou me policiando para não virar o meu novo “Facebook”… O WordPress, do blog também, além dos e-mails. Se eu desaparecer destes, não se surpreenda. Talvez eu precise disso, para aprender a lidar melhor com essa nova dinâmica virtual. As redes sociais não são necessariamente más, repito, mas o que me preocupa é que, os malefícios que elas podem causar são quase sempre subestimados por nós mesmos! Não quero ser um ermitão tecnológico, mas preciso me ausentar delas agora para voltar a viver! Abraço amigo!

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Imagem: Divulgação.
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Instagram é a pior rede para a saúde mental dos adolescentes

Instagram
Modelos posam para foto tirada com celular. STEVEN SAPHORE REUTERS

As redes sociais mais populares são fonte de inumeráveis benefícios e vantagens para seus usuários, mas também geram efeitos colaterais pouco saudáveis. Um novo estudo, realizado entre jovens britânicos, aborda um problema muito particular: o bem-estar e a saúde mental dos usuários de tais serviços. Segundo esse trabalho, o Instagram poderia acabar sendo a rede social mais nociva entre os adolescentes, por seu impacto na saúde psicológica dessa faixa etária mais vulnerável. Atrás dele, embora também com notas negativas, estariam Snapchat, Facebook e Twitter. A única rede avaliada positivamente é o YouTube, o portal de vídeos da gigante Alphabet.

“O Instagram leva facilmente meninas e mulheres a sentirem que se seus corpos não são suficientemente bons”, denuncia um dos jovens

“Os jovens que passam mais de duas horas por dia em redes sociais como FacebookTwitter e Instagram estão mais propensos a sofrerem problemas de saúde mental, sobretudo angústia e sintomas de ansiedade e depressão”, diz o estudo, realizado pela Real Sociedade de Saúde Pública do Reino Unido e pela Universidade de Cambridge. Para analisar o possível impacto sobre a juventude britânica, os especialistas estudaram as atitudes de 1.500 indivíduos de 14 a 24 anos nessas redes.

Foram levados em conta 14 fatores, tanto positivos como negativos, nos quais as redes sociais poderiam impactar a vida dessa faixa etária, na qual a personalidade ainda está em formação. O Instagram foi reprovado em sete desses aspectos, pois os jovens reconheciam que esse aplicativo de compartilhamento de fotos afeta muito negativamente a sua autoestima (imagem corporal), as horas de sono (algo associado a vários transtornos decorrentes de dormir pouco) e seu medo de ser excluído de eventos sociais (conhecido pela sigla inglesa FoMO). Além disso, consideram que o Instagram estimula o assédio digital, gera ansiedade e, em menor medida, sintomas depressivos e sensação de solidão.

“O Instagram leva facilmente meninas e mulheres a sentirem que se seus corpos não são suficientemente bons, enquanto as pessoas adicionam filtros e editam suas imagens para que pareçam perfeitas”, afirma um dos jovens estudados. “O assédio digital anônimo sobre temas pessoais através do Twitter me levou a me autolesionar e a ter medo de ir à escola. O assédio no Instagram me levou a tentar suicídio e também a me lesionar. As duas redes me fizeram experimentar episódios depressivos e ansiedade”, relata um menor de 16 anos que participou do estudo.

“Ser adolescente já é suficientemente difícil, mas as pressões que os jovens enfrentam on-line são sem dúvida exclusivas desta geração digital”, afirmam os autores

O Snapchat obtém notas quase tão negativas quanto o Instagram, embora seja mais prejudicial para as horas de sono e para a ansiedade social decorrente da exclusão de eventos sociais. No ranking negativo segue-se o Facebook, que é a rede mais propícia ao assédio, segundo o estudo. O Twitter melhora levemente as notas das redes anteriores e quase compensa seus efeitos negativos com suas contribuições positivas. O YouTube, finalmente, obtém a aprovação, porque seus efeitos tóxicos são mais escassos, conforme a pesquisa, salvo no caso das horas de sono – esse portal de vídeos é o que menos deixa os jovens dormirem.

Nem tudo é ruim nessas redes: seus aspectos mais positivos foram a capacidade de conscientização (sobretudo no YouTube), de expressão e busca de uma identidade própria (Instagram) e de criar comunidades e encontrar apoio emocional (Facebook).

“Ser adolescente já é suficientemente difícil, mas as pressões que os jovens enfrentam on-line são sem dúvida exclusivas desta geração digital. É de vital importância intervirmos impondo medidas preventivas”, dizem as autoras do estudo. O relatório propõe algumas dessas medidas, como que os usuários recebam uma notificação do próprio aplicativo avisando sobre o excesso de uso, que a rede alerte quando uma foto for manipulada ou que sejam feitas campanhas de informação sobre esses riscos no âmbito escolar.

(El País)

 

Por que NÃO assistir ao filme hollywoodiano “Até o Último Homem”

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No livro de Apocalipse, no capítulo 12, Deus descortina a história passada e nos apresenta um vislumbre da origem do grande conflito cósmico entre Cristo e Satanás, antes da criação do homem: “E houve batalha no céu; Miguel [Cristo] e os seus anjos batalhavam contra o dragão [Satanás], e batalhavam o dragão e os seus anjos” (v.7, colchetes acrescentados).

Há milênios essa batalha transcorre aqui na Terra e todos nós estamos imersos nesta grande controvérsia, na qual, o objetivo final de cada um dos partidos é obter a fidelidade do coração humano – nossa decisão de servir a Deus ou a Satanás.

Na corrida para arrebatar nosso coração, em outras palavras, a nossa mente, Cristo e Seu grande adversário usam ferramentas para influenciar o homem à grande decisão: vida ou morte (comumente chamamos isso de “livre-arbítrio”). É importante ressaltar que a mente humana tem um “endereço” e há cinco grandes “avenidas” que levam as influências externas diretamente ao nosso coração. Ellen G. White identifica esses caminhos:

“Todos devem vigiar os sentidos, do contrário Satanás alcançará vitória sobre eles; pois essas são as avenidas da alma. Deves tornar-te fiel sentinela de teus olhos, ouvidos e todos os sentidos, se quiseres dominar a mente e impedir que vãos e corruptos pensamentos te manchem a alma. Só o poder da graça pode realizar esta tão desejável obra. Satanás e seus anjos estão ativos, criando uma espécie de paralisia dos sentidos, de modo a não serem ouvidas as admoestações, advertências e repreensões, ou, se ouvidas, não terem efeito sobre o coração, transformando a vida.” (O Lar Adventista, p.401, negritos acrescentados)

Os cincos sentidos são as vias de acesso ao nosso coração! Tato, paladar, olfato, visão e audição! É nosso papel, auxiliado pelo “poder da graça”, blindar o acesso de nossa mente das artimanhas satânicas. Como podemos fazer isso? A irmã White novamente nos ajuda:

“O apóstolo procurou ensinar aos crentes quão importante é guardar a mente de vagar por temas proibidos, ou de gastar sua energia em assuntos triviais. Os que não querem cair presa dos enganos de Satanás, devem guardar bem as vias de acesso à alma; devem-se esquivar de ler, ver ou ouvir tudo quanto sugira pensamentos impuros. Não devem permitir que a mente se demore ao acaso em cada assunto que o inimigo das almas possa sugerir. O coração deve ser fielmente guardado, pois de outra maneira os males externos despertarão os internos, e a alma vagará em trevas.” (Atos dos Apóstolos, p.518, negritos acrescentados)

Diante disso, surge a pergunta: é lícito um cristão assistir a produção hollywoodiana “Até o Último Homem”? O consumo dessa mídia cinematográfica traria crescimento espiritual para os membros da igreja ou para os candidatos ao batismo? Ao assistir, estarei dando acesso a Cristo ou a Satanás para que percorram as avenidas da minha alma? Vejamos alguns princípios na Bíblia, e no Espírito de Profecia que versam sobre esse tema:

#Princípio 1: “Pela contemplação somos transformados” (ver II Coríntios 3:18)

“É lei, tanto da natureza intelectual como da espiritual, que, pela contemplação nos transformamos. O espírito gradualmente se adapta aos assuntos com os quais lhe é permitido ocupar-se. Identifica-se com aquilo que está acostumado a amar e reverenciar. Jamais se levantará o homem acima de sua norma de pureza, de bondade ou de verdade.” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p.555, negrito acrescentado)

Aquilo que contemplamos – lemos, ouvimos, escutamos – imperceptivelmente nos influenciará para o bem ou para o mal. Não há nada neutro neste mundo!

#Princípio 2: “Pensai nas coisas do alto” (ver Colossenses 3:2)  

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” (Filipenses 4:8)

Podemos e devemos escolher pairar nossos pensamentos nas coisas do alto, celestiais. Desta forma, nossa mente será influenciada pelo Espírito Santo e teremos uma genuína comunhão com nosso Pai.

Creio que estes dois princípios básicos, juntamente ao princípio de que estamos em um grande conflito e tudo se traduz em uma influência espiritualmente positiva ou negativa, nos ajudará a dar termo a discussão.

Não assisti, nem pretendo assistir ao filme “Até o Último Homem” (vi apenas o trailer), preferindo dar prioridade a leitura do livro “Soldado Desarmado” (Casa Publicadora Brasileira). Usarei como base o testemunho do missionário angolano e adventista do sétimo dia, Tomé Abias, no seu blog Livros e Missão (ver aqui) e nos comentários do respeitado pastor adventista do sétimo dia Michelson Borges (“ex-nerd” e consumidor dessas mídias seculares, ver aqui e aqui).

Pergunta #1: A indústria cinematográfica, especializada em entreter sua clientela com filmes blasfemos, satânicos, antibíblicos e espiritualistas, que rebaixam, zombam e deturpam os valores cristãos defendidos por nossa igreja, produziriam agora obras que exaltariam a fé cristã, dando frutos para glória de Deus, incentivando seu público a crença na Bíblia? Não seria isso crer que, de uma fonte de água salgada pode produzir água doce ou que uma videira possa dar figos? (ver Tiago 3:11,12)

É obvio que a ideia da produção não é exaltar, incentivar, dar testemunho ou ainda mais auxiliar a pregação das Três Mensagens Angélicas (Ap 14:6-12)! Longe disso! A finalidade é apenas uma: dinheiro, lucro, exaltação própria. O missionário Tomé, que assistiu ao filme, dá seu testemunho:

“Confesso que fiquei extremamente curioso para assistir a este filme mesmo antes de sua publicação aqui no Brasil […] Porém, apesar de minha curiosidade, eu estava bem convicto de que o filme falaria ou apresentaria tudo, menos uma verdadeira história de fé. Eu sabia que o filme tinha outros propósitos! Propósitos estes, que jamais seriam exaltar o adventismo, o cristianismo, a fé cristã, muito menos o soldado Desmond Doss. E ao assistir ao filme, apenas confirmei este meu pensamento. […]

“Soube de vários irmãos Adventistas do Sétimo Dia que ficaram indignados com este filme, pois ele parece mais com um filme de guerra comum, ao invés de um filme sobre fé. Aqui eu aproveito para fazer uma pergunta: o que vocês esperavam ver em um filme de Hollywood? Estudo bíblico?

“É o que já mencionei acima, assisti ao filme, apenas com um propósito, confirmar que Mel Gibson não produziu este filme para cristãos, muito menos para Adventistas. Para quem assistir (não recomendo), ficará claro que o produtor tinha a intenção de produzir algo que, primeiro, o tiraria do anonimato (pois, estava afastado dos cinemas e vivenciando com inúmeros problemas), segundo, achar de novo um espaço em Hollywood, e terceiro, fazer muito dinheiro com o filme. E por sinal, ele conseguiu facilmente impressionar Hollywood, como também fazer muito Money💰💰 (dinheiro)!

“Mas alguém poderá dizer: ‘Como você sabe disso?’ A resposta já mencionei várias vezes acima. Assistindo ao filme qualquer um consegue entender o que estou dizendo. Veja, o filme tem duração de 2 horas, 10 minutos e 42 segundos, isso mesmo, é muito tempo! Mas durante este tempo todo, apenas em alguns minutos (do minuto 36 ao 53) é que aparece as partes onde Desmond Doss expõe claramente suas crenças e princípios. E o resto do tempo? Bem o resto é dedicado a batalha. Estes são momentos difíceis de engolir. É muita guerra, sangue por todo o lado, braços e pernas amputados de forma grosseira e terrível, cabeças rolam por todos os lados, para não dizer que tripas dos soldados estouram das formas mais grosseiras possíveis! Não é recomendado para quem se senti mal com esse tipo de filme. E tudo isso dura cerca de 1 hora e mais alguns minutos.” (Tomé Abias, no artigo do seu blog, #FILME: ATÉ O ÚLTIMO HOMEM: VALE A PENA ASSISTIR?, negritos acrescentados)

Pergunta #2: Se pela contemplação nós somos transformados, é espiritualmente saudável contemplar durante mais de 2h cenas nada agradáveis aos olhos, como citado pelo irmão Tomé: “batalhas”, “muita guerra”, “sangue por todo o lado”, “braços e pernas amputados de forma grosseira e terrível, cabeças rolam por todos os lados (…) tripas dos soldados estouram das formas mais grosseiras possíveis”?

Vi apenas o trailer, de pouco mais de 2 minutos e já me deu ânsias! Deus disse “Não matarás” (Êx 20:13) e nos deleitaremos assistindo a dramatização de mortes bizarras em um filme de guerra? E pior, na igreja, no templo, na casa de oração! Buscando nisso alimento espiritual!

Outro problema é que, conforme visto no trailer e ressaltado pelo Pr. Michelson é o seguinte: “O trailer abaixo dá uma ideia do que vem aí e até traz uma cena de insinuação de sexo.” (Michelson Borges, no artigo de seu blog “Soldado adventista se tornou herói sem dar um tiro”, negrito acrescentado). Um irmão da minha igreja também me confessou que durante o filme existe a nudez explícita de um soldado. Deus disse “Não adulterarás” (Êx 20:14), contemplaremos cenas dramatizadas de sexo, de fornicação e adultério? Ao contemplar isso, não seremos porventura transformados?

Vejamos o que diz o Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, na versão de 2015 (na versão de 2000, que tenho, a ênfase era muito maior):

“Devemos evitar tudo o que dramatize, apresente visualmente ou sugira os pecados e crimes da humanidade – homicídio, adultério, roubo e males semelhantes, os quais são em elevado grau os responsáveis pela decadência da moralidade. Em vez disso, devemos encontrar deleite no grande e divino mundo da natureza e no romance dos agentes humanos e das obras divinas” (p.154)

Mais claro do que isso, impossível!

Pergunta #3: O filme “Até o Último Homem” passa no crivo de Filipenses 4:8?

Será que o filme é totalmente verdadeiro? Sinto dizer, mas a resposta é um sonoro não! O filme é apenas baseado em fatos reais e conforme a entrevista do roteirista, quase tudo teve uma adaptação para que a história ficasse mais “ficcionável”. No blog Criacionismo, o Pr. Michelson transcreve essa entrevista dada para a revista Veja e faz alguns comentários (link já citado acima). Uma das partes mais deturpadas foram as razões pela qual o irmão Doss não pegava em armas (apenas 40% de verdade, na história do filme), as dificuldades do seu treinamento e a história do seu pai (50% de verdade, cada). Além disso, vários pontos relevantes foram excluídos da história. Quem assiste ao filme não terá as mesmas percepções e as verdadeiras informações sobre a vida de Doss daqueles que leram o livro Soldado Desarmado.

Será que o filme é honesto [modesto, simples], é puro? É amável? Obviamente não, ou você colocaria esse filme para seu filhinho ou filhinha assistir? (Quem não for como uma criança não entrará no reino de Deus, não é?). O filme desperta os sentimentos mais baixos do ser humano, não eleva as faculdades humanas que foram criadas para o deleite espiritual e companhia dos anjos celestes.

Será que a indústria cinematográfica hollywoodiana tem boa fama? Os filmes outrora feitos são benção ou maldição para seus espectadores? Seu retrospectivo é espiritualmente positivo ou negativo? Os atores e produtores destes filmes tem boa reputação, espiritualmente falando? (Inclusive, na internet tem algumas declarações do ator Andrew Garfield, que interpreta o soldado Doss, sobre a possibilidade de ter relacionamentos homossexuais, veja aqui). Só porque conta a história de um adventista do sétimo dia (com muitas deturpações, diga-se de passagem), vamos agora abrir as portas do nosso coração para contemplar essa obra e rebaixar nossos princípios?

Pergunta #4: O ambiente da igreja é adequado para este tipo de entretenimento?

É-nos dito no Espírito de Profecia:

“Da santidade atribuída ao santuário terrestre, os cristãos devem aprender como considerar o lugar onde o Senhor Se propõe encontrar-Se com Seu povo [a igreja].” (Testemunhos Seletos, vol.2, p.193, colchetes acrescentado)

Lendo o capítulo completo, notamos que Ellen G. White se refere às atitudes antes, durante e depois do culto na igreja, trazendo princípios bem elevados (conforme na citação acima), os quais podemos nos basear para responder a Pergunta 4.

Além de considerar o lugar onde o Senhor Se encontra com Seu povo com a mesma santidade atribuída ao santuário terrestre, temos outra indicação da sacralidade do ambiente de culto:

“Ao ser pronunciada a bênção [final do culto]… Saiam então todos sem se atropelar e evitando falar em voz alta, portando-se como na presença de Deus e lembrando-se de que Seus olhos repousam sobre todos. Ninguém deve deter-se nos corredores para encontros e tagarelice, impedindo a passagem aos outros que buscam a saída. Os arredores imediatos da casa de oração devem caracterizar-se por uma grave solenidade, evitando os crentes o fazer deles lugar de encontro com os amigos, a fim de trocarem frases banais ou tratarem de negócios. Tais coisas não convêm na casa de Deus. Deus e os anjos têm sido desonrados pela maneira irreverente com que os crentes se portam nalgumas igrejas, acordando os ecos com suas gargalhadas e fazendo ruído com os pés.” (Testemunhos Seletos, vol.2, p.196, colchetes acrescentados)

Se até os “arredores imediatos” da igreja devem ser caracterizados pelo temor reverente, quanto mais o salão onde é dado o santo culto ao Deus do Universo! Diante disso, reflita, é lícito usar esse ambiente sagrado para promover simular um ambiente de sala de cinema (luz baixa, efeitos sonoros e luminosos, tamanho da tela expandido, lanche) e apresentar projeções com cenas teatrais de mortes, guerras, sangue, fornicação, mentiras, trapaças, palavras torpes, gritos e tudo mais que desagrada a Deus para entreter ou atrair os irmãos da igreja e os pretensos candidatos ao batismo? Não seria isso a edificar altares pagãos no meio do templo, como fez o rei Manasses? (II Cr 33:5)

Como bem dito pelo irmão Tomé, talvez a única coisa boa do filme seja despertar o mundo para saber quem são os adventistas do sétimo dia, o que seria feito por pesquisa posterior, pois se depender do filme, isso dificilmente será alcançando. Não seria mais interessante se conhecessem os adventistas do sétimo dia pelo testemunho fiel de outros “Desmonds” neste mundo? Que Deus nos abençoe e nos dê discernimento espiritual!

“A maior necessidade do mundo é a de homens – homens que não se compram nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o erro pelo seu nome; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que aconteça tudo errado” (Ellen G. White, Educação, p.57)

Ps: esse artigo não tem o objetivo de criticar, atacar ou rebaixar pessoas, mas sim apresentar e defender ideias.

Livro “Televisão, Cinema e Cristianismo”

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Duas das mais populares formas de entretenimento de nossa sociedade moderna são a televisão e o cinema. São considerados por muitos como diversão inofensiva, mas merecem uma atenção especial, principalmente por parte daqueles que se dizem cristãos.

 

Haverá algum problema com os conteúdos televisivos? Posso ser influenciado por aquilo que assisto? O que devo e o que não devo assistir na televisão? O cristão deve ir ao cinema? A IASD tem uma posição definida e oficial sobre o assunto? Existia cinema no tempo de Ellen White? O que ela escreveu sobre isso? O que tudo isso tem a ver com minha vida espiritual? Aquilo que assisto pode me tirar a salvação?

 

Estamos em meio a um conflito entre o bem e o mal. Cada um dos lados busca influenciar nossa vida; e a única forma de fazê-lo é por meio da nossa mente. Como sabemos, neste conflito só existem dois exércitos. Todas as nossas ações e decisões nos alistam necessariamente em um deles. Por isso precisamos atentar às pequenas ações e hábitos do nosso dia-a-dia que podem afastar Deus de nossa vida e conceder livre acesso a Satanás.

 

Este livro nos levará a refletir sobre nossos hábitos de entretenimento e nos abrirá os olhos para que não sejamos mais enganados. Queremos chamar sua atenção para os perigos que nos cercam como cristãos e como a TV e o Cinema podem afetar o mundo em que vivemos, nossa vida social e particular e, principalmente, nossa comunhão com Deus e, como conseqüência, nossa vida espiritual. Veremos como Satanás tem utilizado estas ferramentas para nos atingir e bloquear nossa relação com o Céu.

 

Esperamos que, ao final desta leitura, você possa ter informações suficientes para tomar uma decisão firme ao lado da verdade, e que, nesta guerra, lutemos todos juntos ao lado de Cristo, Aquele que nos garante a vitória.

(Clude dos Autores)

Achei esse livro no Google Books, parece que está completo, veja aqui.

 

A exposição das crianças às telas

A exposição de crianças às telas é bastante comum em nosso meio. Desde a mais tenra idade, smartphones, TV’s, DVD’s, computadores, tablets, etc. são ferramentas utilizadas pelos pais para distrair os menores em casa, na igreja, durante as refeições… A psicóloga Karyne Correia, do Portal Pequenina Luz, fez dois podcasts excelentes sobre o tema, dando orientações e advertências sobre essa prática, além de dicas sobre como evitar esses recursos na educação dos filhos. Confira abaixo os podcasts e alguns conselhos da irmã White!

“Quanto mais simples e tranquila a vida de uma criança – quanto mais livre de estimulação artificial e quanto mais em harmonia com a natureza – tanto mais favorável é ela ao vigor físico e mental, e à robustez espiritual.” {O Desejado de Todas as Nações, p.74}

“O que a criança vê e ouve produz impressões profundas na mente tenra que nenhuma circunstância posterior da vida poderá desfazer completamente” {Orientação da Criança, p.124}

Sete dicas para acabar com o vício em smartphones

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Smartphones, um novo vício?

Os smartphones são realmente incríveis. Mas quando sua avó te pede para guardar o celular na mesa de jantar, talvez você deva ouvi-la. O vício em smartphone é algo real! Checamos obsessivamente nossos smartphones quando estamos falando, trabalhando, andando e dirigindo, mesmo quando sabemos que não devemos fazer isso. Apenas não conseguimos evitar! Mas você sabe o que dizem por aí: reconhecer que você tem um problema é o primeiro passo para resolvê-lo. Por isso, parabéns por ler a matéria aqui. Abaixo selecionamos sete dicas que você pode usar para ajudá-lo a acabar com seu vício em smartphones, resgatar seu lugar no mundo real e até sair por aí sem um celular grudado na mão (obrigado, Pokémon Go!).

  1. Não use o smartphone na cama. Estudos mostram que usar o smartphone na cama não é uma boa ideia, pra começar porque a luz azul da tela mexe com seus hormônios do sono. Então, o primeiro passo é tornar sua cama um lugar livre de smartphones. De verdade, pela sua saúde.
  1. Arranje um despertador de verdade. É tentador pegar o smartphone logo no começo do dia, especialmente se é ele que te faz acordar. Acabe com essa tentação e diminua o risco de acidentes caros com smartphones ao gastar um pouco em um despertador de verdade.
  1. Refeições sem smartphone. Desafie a si mesmo para manter conversas com amigos e familiares sem o auxílio do smartphone por uma hora ou mais. Sem trapacear! Se alguém mencionar uma imagem engraçada do Reddit, faça com que a pessoa a descreva com gestos/palavras e/ou papel e caneta.
  1. Desabilite as notificações. Sem notificações = sem razão para ficar checando o seu smartphone. Na teoria, pelo menos.
  1. Apague aplicativos desnecessários. A maioria dos aplicativos do seu smartphone está lá apenas para ocupar espaço. Além disso, imagine como você seria mais produtivo se não ficasse checando Facebook, Twitter, Instagram, LinkedIn, seis contas de e-mail e o Reddit o tempo todo.
  1. Dê atenção para a pessoa que está falando com você. Faça um esforço consciente para manter o smartphone fora das suas mãos durante as conversas na vida real. Foque na pessoa que está com você. De verdade.
  1. Tenha um dia livre do smartphone na semana. Uma vez por semana (talvez no final de semana [melhor ainda: no sábado]), faça uma loucura e deixe o smartphone em casa. Por um dia inteiro – ou talvez metade de um dia, se estiver começando. Saia! Leia mapas de papel! Dirija sem GPS! O céu é o limite!

Lembre-se: o objetivo é combater seu vício em smartphones, não voltar completamente para a Idade da Pedra. Largar mão totalmente do seu smartphone e da Internet não vai te ajudar, mas provavelmente te deixará perdido e te fará ser demitido. Existe um meio-termo entre checar seu celular 3.165 vezes por dia e não ter um smartphone.

(IDG Now)

Nota: “Todas as energias de Satanás são postas em operação para prender a atenção em frívolas diversões, e está conseguindo seu objetivo. Está interpondo seus artifícios entre Deus e a alma. Ele forjará divertimentos a fim de impedir os homens de pensar a respeito de Deus. O mundo, cheio de esporte e do amor do prazer, está de contínuo sedento de alguma novidade; quão pouco tempo, no entanto, e pensamento, se dedicam ao Criador dos céus e da Terra!” (Ellen G. White, Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 456).

(Criacionismo)