Lucas 14 e o Sábado


“Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado” (v.11).


Em qualquer lugar que Jesus fosse, era observado. Suas ações eram tão diferentes das atitudes dos líderes judeus que era praticamente impossível vê-Lo e não ser atraído a Ele. Mas o sábado era o dia em que Seus passos eram minuciosamente observados. Não curava a fim de afrontar os rabinos judeus, mas de ensinar-lhes o verdadeiro sentido da guarda do sétimo dia. O sábado deve ser o ápice do amor a Deus e ao próximo. Não é um dia de severidade e legalismo, mas de bênção e restauração.

Interessante observar como o mundo cristão enfatiza a bênção do casamento ilustrando o primeiro casal do Éden antes do pecado. Ali, Deus celebrou a primeira união entre um homem e uma mulher, e até hoje o casamento é considerado uma instituição estabelecida por Deus. Contudo, que dificuldade é fazer o homem lembrar-se da segunda instituição criada por Deus antes do pecado: o descanso semanal no sétimo dia. É tão difícil, que é o único mandamento do Decálogo em que o Senhor inicia dizendo: “Lembra-te” (Êx 20:8). Ele não precisou dizer: “Lembra-te de honrar teu pai e tua mãe” (Apesar de que hoje em dia deveria ser lembrado mesmo!), nem disse: “Lembra-te de não matar”. Mas Ele disse: Lembra-te do sábado porque é um dia santo. Eu o separei para que você descanse em Mim assim como Eu lhe dei o exemplo após os seis dias da criação do mundo.

Quando Jesus perguntou aos fariseus: “É ou não é lícito curar no sábado?” (v.3), era como se dissesse: Lembrem-se que o sábado é um dia de celebração e não de condenação; que é um dia altruísta e não egoísta (v.5). Jesus não transgrediu o quarto mandamento da Lei de Deus, pois Ele não pecou, já que o pecado “é a transgressão da Lei” (1Jo 3:4). Assim como o Pai descansou no sétimo dia a fim de nos dar exemplo, Jesus também nos deixou exemplo de como este dia santo deve ser um dia dedicado a Deus e a fazer o bem aos nossos semelhantes. Os líderes religiosos haviam transformado este dia em um fardo que nem eles mesmos conseguiam carregar.

Provavelmente, todo o contexto deste capítulo se deu num dia de sábado. E ainda naquele banquete, Jesus reparou “como os convidados escolhiam os primeiros lugares” (v.7). Ou seja, cada um desejava honra maior do que o outro, numa disputa insensata de prestígio pessoal. Estavam diante do Verbo (Jo 1:1), diante dAquele que fez o sábado por causa do homem (Mc 2:27), para que desfrutasse de um dia especial com o seu Criador. No entanto, o que lhes ocupava a mente era a exaltação própria. Enquanto roubavam para si a glória do Senhor, acusavam Jesus de ser um transgressor. Que insanidade!

Meus irmãos, corremos o sério risco de estarmos agindo da mesma forma sem nem nos darmos conta. De pensarmos que em breve estaremos comendo “pão no reino de Deus” (v.15), quando estamos rejeitando hoje o convite do Senhor do reino. Defendemos a guarda do sábado com unhas e dentes, vamos à igreja, vestimos nossa melhor roupa, realizamos um culto impecável e voltamos para casa para dormir (afinal, o sábado é um dia de descanso!), ou oferecemos almoços fartos, ou participamos de longas reuniões que nos fazem chegar ao final do sábado esgotados e precisando de um novo repouso.

De fato, temos vivido, na essência, as bênçãos sabáticas? Temos realmente seguido o exemplo do Senhor do sábado? Enquanto os fariseus observavam quem estava vestido adequadamente para o sábado, se havia a presença de alguém importante do povo, se havia algum “pecador” desobedecendo às suas tradições sabáticas, se o comportamento inadequado do irmão seria levado à comissão, Jesus observava se havia alguém que precisasse de cura, se algum coração afligido pela culpa necessitava de perdão, se a incoerência de alguns precisava ser advertida com brandura, se corações resistentes precisavam ser chamados novamente. Este foi o exemplo que Ele nos deixou. O sábado é um dia de renúncia do eu. É, portanto, a nossa oportunidade de vencer o egoísmo e de aprender de Cristo, para que iniciemos cada nova semana com um coração manso e humilde (Mt 11:29).

Um sábado polido de rituais não impressiona o coração de Deus, mas ao que se humilha indo à Sua presença mesmo que não faça parte da “lista de convidados” para os banquetes desta terra, encontra o olhar do amor, a mão da cura e o convite para o banquete original. Será o sábado como Jesus observou que servirá de sinal profético e prova final para o povo de Deus. E “bem-aventurado” (v.14) serás “se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs” (Is 58:13). Então, “a tua recompensa… tu a receberás na ressurreição dos justos” (v.14).

(Rossana Garcia Barros)

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Nosso nome denominacional

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O nome de nossa denominação foi dado por Deus.

Ouçamos a voz profética, no livro A Igreja Remanescente, pág. 65 e 66:

“Foi-me mostrado o modo por que o povo remanescente de Deus obteve seu nome. Duas classes de pessoas me foram apresentadas. Uma abrangia as grandes corporações de cristãos professos. Estes tripudiavam sobre a lei divina, inclinando-se diante de uma instituição papal. Observavam o primeiro dia da semana em vez do sábado do Senhor. A outra classe, posto que pequena em número, tributava obediência ao grande Legislador. Estes guardavam o quarto mandamento. As feições peculiares e preeminentes de sua fé são a observância do sétimo dia e a expectativa da volta de Cristo nas nuvens do céu.

Não podemos adotar outro nome mais apropriado do que esse que concorda com a nossa profissão, exprime a nossa fé e nos caracteriza como povo peculiar. O nome Adventista do Sétimo Dia é uma contínua repreensão ao mundo protestante. É aqui que está a linha divisória entre os que adoram a Deus e os que adoram a besta e recebem seu sinal. O grande conflito é entre os mandamentos de Deus e as exigências da besta. E porque os santos guardam todos os mandamentos de Deus, que o dragão lhes move guerra. Se rebaixassem seu padrão e cedessem nas particularidades de sua fé, o dragão estaria satisfeito; mas provocam sua ira por ousarem exaltar o padrão e promover o estandarte de oposição ao mundo protestante que reverencia uma instituição do papado.

O nome Adventista do Sétimo Dia exibe o verdadeiro caráter de nossa fé e será próprio para persuadir os espíritos indagadores. Como uma flecha da aljava do Senhor, fere os transgressores da lei divina, induzindo ao arrependimento e à fé no Senhor Jesus Cristo.

“Foi-me mostrado que quase todos os fanáticos, que surgem, no desejo de ocultar seus verdadeiros sentimentos a fim de iludir outros, afirmam pertencer à igreja de Deus [nome denominacional que foi cogitado na época]. Esse nome havia por isso de despertar imediatamente suspeitas, porque é usado para ocultar os erros mais absurdos. É demasiadamente vago para designar o povo remanescente de Deus. Demais, daria lugar à suspeita de que temos uma fé que desejamos ocultar. Testimonies, vol. 1, págs. 223 e 224.

Somos adventistas do sétimo dia. Envergonhamo-nos, acaso, de nosso nome? Respondemos: ‘Não, não! Não nos envergonhamos. É o nome que o Senhor nos deu. Esse nome indica a verdade que deve ser o teste das igrejas.’ Carta 110, 1902.

Somos adventistas do sétimo dia, e desse nome nunca nos devemos envergonhar. Cumpre-nos, como um povo tomar firme posição ao lado da verdade e da justiça. Assim glorificaremos a Deus. Havemos de ser livrados de perigos, e não enredados nem corrompidos por eles. Para que isto aconteça, precisamos olhar sempre a Jesus, Autor e Consumador de nossa fé. Carta 106, 1903.” (Ellen G. White, A Igreja Remanescente, p.65 e 66, negritos e colchete acrescentados)

Fica claro o poder e a influência que possui o nome “Igreja Adventista do Sétimo Dia” e o papel de nosso nome denominacional no contexto do tempo do fim. Os conselhos da irmã White podem ser resumidos:

  • O nome “Adventista do Sétimo Dia” abrange a diferença entre os que servem e obedecem a Deus e os que servem a si mesmo, obedecendo às leis humanas em detrimento à lei de Deus.
  •  Não há outro nome mais apropriado para expressar nossa fé.
  • O nome “Adventista do Sétimo Dia” é uma contínua repreensão para o mundo protestante.
  • O nome “Adventista do Sétimo Dia” é uma contínua denúncia à besta e suas falsas doutrinas.
  • O nome “Adventista do Sétimo Dia” exibe o verdadeiro caráter da nossa fé e é próprio para persuadir os curiosos ao arrependimento e à fé no Senhor Jesus Cristo.
  • O nome “Adventista do Sétimo Dia” é bem específico, nos diferencia e evita a confusão com outras denominações, como seria se optássemos por “Igreja de Deus”. (Apesar de haver hoje igrejas com nomes denominacionais que nos imitam).
  • O nome “Adventista do Sétimo Dia” foi dado por Deus e indica o teste final para o mundo: a obediência à lei divina.
  • Nunca deveríamos nos envergonhar ou temer usar o nosso nome denominacional, pelo contrário, temos que tomar firme posição às verdades que o nome de nossa igreja carrega.

Desta forma, nomes específicos* como “Espaço Novo Tempo”, “Igreja da TV Novo Tempo”,  “Espaço Adventista”, “Comunidade Adventista”, “Nova Semente”, “Templo Judaico/Adventista”, etc. devem ser evitados e desencorajados, pois há uma obra a ser feita até por nossa alcunha.

Veja o vídeo abaixo do irmão Leandro Dalla sobre este tema:

* Nós somos uma igreja, a Igreja de Deus aqui na Terra, não um “espaço”, “comunidade” ou “templo”. A Novo Tempo é a TV da Igreja Adventista do Sétimo Dia, não é a Igreja Adventista do Sétimo Dia que é a igreja da TV Novo Tempo.  A TV que existe pela igreja, não a igreja pela TV. Aliás, o nome “Espaço Novo Tempo” e “Nova Semente” expressam o que de nossa fé? Que cremos em um “novo tempo”? Em uma “semente nova”? Esses nomes não agregam nada a mensagem.

Dois mandamentos ou dez? Uma defesa do decálogo no Novo Testamento

Resposta a clássica afirmativa: “Jesus resumiu a lei em dois mandamentos”. Recomendo!

Reação Adventista

Por Davi Caldas

Um assíduo leitor do blog argumentou, em um comentário recente, que o texto de I João 2:4 é utilizado de modo desonesto pelos adventistas para constranger irmãos não adventistas. O texto em questão diz o seguinte: “Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso e nele não está a verdade”. Nosso crítico sustenta que não há nesse texto uma defesa do decálogo, pois sua interpretação correta estaria ligada às passagens de I João 3.23 e João 13:34. Na primeira lemos: “Ora, seu mandamento é este: que creiamos em o nome do Senhor Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou”. E na segunda, as palavras do próprio Cristo, relatadas no evangelho de João: “Novo Mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros”.

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Paulo e o Sábado no Livro de Atos

Areopago

Muitos líderes religiosos garantem que Paulo não guardava o sábado. Confirme pela Bíblia se isto é verdade. Depois, amado, decida pela verdade, sim!

Atos 13:14 – “E eles … entrando na sinagoga, num dia de sábado, assentaram-se”.

Paulo e Barnabé foram à sinagoga no sábado, e o apóstolo foi convidado a pregar. Outros líderes, com sinceridade, afirmam que Paulo só pregava na sinagoga, por isso pregava aos sábados. Será verdade? Continue a leitura.

Atos 13:16 – “E… Paulo … disse: varões israelitas, e os que temeis a Deus, ouvi”. Esta expressão esclarece que estavam congregados ali: judeus e gentios. A Bíblia confirma, veja:

Atos 13:42 – “E, saídos os judeus da sinagoga, os gentios rogaram que no sábado seguinte lhes fossem ditas as mesmas coisas.”

Paulo atendeu a solicitação dos gentios, que estavam ansiosos pela verdade. Ouça:

Atos 13:44 – “… no sábado seguinte ajuntou-se quase toda a cidade para ouvir a Palavra de Deus.”

Veja bem: a maior parte da cidade diante de Paulo. Que oportunidade magna!

Por que Paulo não disse: irmãos, vocês agora guardarão o domingo no lugar do sábado, em virtude da ressurreição de Jesus! Paulo não pensava assim. Por isso não disse!

Atos 14:1 – “E aconteceu que em Icônio entraram juntos na sinagoga dos judeus, e falaram de tal modo que creu uma grande multidão, não só de judeus mas de gentios.”

Paulo sempre começava seu evangelismo pela sinagoga e, era bem sucedido na conquista de almas. Observe agora:

Atos 14:21, 23 – “E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, Icônio e Antioquia…. E havendo-lhes, por comum consentimento, eleito anciãos em cada igreja…”.

O resultado da pregação de Paulo foi o surgimento de muitas IGREJAS CRISTÃS. Medite nesta pergunta:

Por que não temos na Bíblia uma única passagem onde Paulo, ao estabelecer estas igrejas, não tenha ensinado aos anciãos (presbíteros) a mudança do sábado para o domingo?

Pense nisso com carinho, sim!

OBSERVAÇÃO: Até o terceiro século, os cristãos guardavam o sábado como Dia do Senhor. Isto é confirmado pela história eclesiástica e todos os teólogos sabem.

Atos 16:13 – “E no dia de sábado saímos fora das portas, para perto da beira do rio, onde julgávamos ter um lugar para a oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que ali se ajuntaram”.

Percebe, Paulo não só pregava na sinagoga, mas na Igreja e também ao ar livre. Aqui, ele está às margens de um rio, em uma colônia romana na cidade de Filipos (Atos 16:12, 21), e, em um dia de sábado pregou para um grupo de mulheres. Lídia, uma delas, comerciante imigrante da Ásia, se converteu com toda família (Atos 16:14, 15). Ela ajudou Paulo a estabelecer a Igreja de Filipos e o sábado permaneceu como o Dia do Senhor. Nada de domingo! Maravilhoso, não acha!?

[Em Filipos, não havia sinagoga, no dia de sábado, Paulo e seus cooperadores buscam um lugar para oração e evangelismo. Lídia, de Tiatira, através da pregação daquele pequeno grupo cultuando a Deus no dia de sábado, foi batizada juntamente com sua família. Esse é o primeiro relato bíblico de conversão no continente europeu.]

Atos 18:3 – “E, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas…”

Paulo, em Corinto, associou-se a um casal de missionários – Áquila e Priscila que eram construtores de tendas. Como precisavam do sustento normal, durante a semana os três trabalhavam, mas… no sábado estavam todos na igreja. Veja o ato seguinte:

Atos 18:11 – “E ficou (Paulo) ali um ano e seis meses, estudando (es-tu-dan-do) entre eles a Palavra de Deus.”

Meus amados, sabem quantos sábados há em um ano e seis meses? Certo! 78 sábados. Não foi tempo bastante para Paulo ensinar aos coríntios que o domingo era o Dia do Senhor? Claro que sim! Por que não fez?

Observe este detalhe:

I Cor. 1:2 – “A Igreja de Deus, que está em Corinto…”

II Cor. 1:1 – “… à Igreja de Deus que está em Corinto…

Não há dúvidas que estes 78 sábados Paulo os guardou não nas sinagogas, mas na Igreja de Deus composta de gentios, prosélitos gregos e judeus convertidos… es-tu-dan-do.

[Em Tessalônica, Paulo também visitou a sinagoga “segundo o seu costume” (Atos 17:3) e por três sábados e muitos crerão na sua pregação, inclusive “grande multidão de gregos devotos e não poucas mulheres de posição” (Atos 17:3, 4). Ao ser enviado para a Beréia, novamente Paulo visita a “sinagoga dos judeus” (Atos 17:10), obviamente no dia de sábado. A perseguição dos judeus à Paulo continuou, e o apóstolo viajou para Atenas. Lucas descreve o agir de Paulo na cidade de Atenas: “Argumentava, portanto, na sinagoga com os judeus e os gregos devotos, e na praça todos os dias com os que se encontravam ali.” (Atos 17:17)]

Atos 19:8, 10 – “E, entrando na sinagoga falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo-os acerca do Reino de Deus… e durou isso por espaço de dois anos, de tal maneira que todos os que habitavam na Ásia ouviram a Palavra do Senhor Jesus, assim judeus como gregos.”

Paulo deixou os coríntios firmes na verdade e embarcou para Éfeso e pregou para todos os habitantes da Ásia.

Sabe, 2 anos e 3 meses são 116 sábados  guardados por Paulo. É tempo bastante para doutrinar, de maneira que ficasse patente, sem sombras de dúvidas, que o domingo tomou o lugar do santo sábado. Mas, não aconteceu!

[Outra “prova” de que os cristãos da Igreja apostólica observavam o sábado está na declaração de Paulo no sermão em Antioquia da Pisídia e de Tiago no seu parecer do Concílio de Jerusalém, veja:

Atos 13:27 – “Pois, os que habitam em Jerusalém e as suas autoridades, porquanto não conheceram a este Jesus, condenando-o, cumpriram as mesmas palavras dos profetas que se ouvem ler todos os sábados.”

Atos 15:21 –  “Porque Moisés, desde tempos antigos, tem em cada cidade homens que o preguem, e cada sábado é lido nas sinagogas.”

Isso mostra que até o ano de 49 d.C. (18 anos após a morte de Jesus), não havia menor indício de cultos dominicais no judaísmo nem no cristianismo, ruindo a hipótese evangélica e católica de que o domingo foi observado instantaneamente após a morte de Jesus como honra a Sua ressurreição.]

Finalmente, em estudos claros e profundos, Paulo define sua posição diante de Deus. Confirme:

Atos 20:27 – “Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus.”

Esta expressão global e abrangente “todo” não está aqui à toa. Ora, se o apóstolo de Deus ensinou tudo que faz parte do corpo doutrinário de uma igreja, e nada mencionou a respeito do domingo, é porque, para Paulo, não há nenhuma dúvida, o sábado era e é o Dia do Senhor.

Conclua esta leitura com uma certeza bíblica:

Paulo confirmava as Igrejas (Atos 15:41)

Paulo ensinava nas Igrejas (I Cor.4:17; 7:17)

Paulo pregava em todas as Igrejas (II Cor 8:18-19)

Nada de sinagoga, certo! Meus amados, agora decidam! Preparem-se, pois na Nova Terra, que será a possessão eterna dos salvos, o sábado será o dia especial de encontro com Deus para adoração. Comprove lendo Isaías 66:22-23.

(Lourenço Gonzales, em folheto da Editora ADOS)

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E Atos 20:7 prova que os cristãos guardavam o domingo? Clique AQUI.

Como Paulo se relacionava com o Antigo Testamento? Clique AQUI.

Conheça mais sobre o Sábado!

O sábado em Isaías 56

1-12 Uma aliança universal simbolizada pelo sábado. Os temas de justiça e retidão aparecem ligados à observância do sétimo dia. Os benefícios da aliança não eram exclusivos a Israel: estrangeiros e mesmo eunucos, que pela lei eram excluídos da assembleia do Senhor, poderiam ser integrados ao povo, se demonstrassem fé e lealdade a Deus ao se guardarem da prática do mal e observarem o sábado, não o profanando. Até o templo, com os limites claros que que nenhum estrangeiro devia transpor, é chamado neste texto de “Casa de oração para todos os povos”. A passagem reforça uma verdade encontrada em todo o livro de Isaías, a saber, que os propósitos divinos vão além do povo da aliança, Israel, e incluem os não israelitas. Bíblia Shedd.

sábado. Assim como o sábado era um sinal da aliança no Sinai, é um sinal da nova aliança discutida aqui (ver também 4, 6). Bíblia Shedd. [É surpreendente ver uma Bíblia de estudos evangélica dizer isso!]

Deus ordenou a Seu povo para descansar e a honrá-Lo no sábado (Êx 20:8-11). Life Application Bible Study Kingsway.

eunuco. Os eunucos eram normalmente excluídos… (Dt 23.1). O eunuco etíope, de At 8.26-29, cumpriu essa promessa através da fé em Jesus, o Servo de Is 53. Bíblia de Genebra.

um memorial e um nome. O hebraico traduzido nesse versículo por “um memorial e um nome” (yad vashem) foi escolhido para ser o nome do monumento principal do Holocausto, erigido em Jerusalém no atual Israel. Bíblia de Estudo NVI Vida.

7 Jesus citou este verso quando atirou ao chão o dinheiro dos cambistas do templo (Mc 11:17). Life Application Bible Study Kingsway.

Casa de Oração. Estar ali significa ter sido incluído na aliança e desfrutar da vida de comunhão com Deus (2.2-4; Sl 15:1; cf. 1Rs 8.41-43; Mc 11.17). Bíblia de Genebra.

9. Animais do campo. Uma metáfora que representa as nações hostis (18.6; Ez 34.5, 8, 25). Bíblia de Genebra.

Invasores estrangeiros (v. 18.6). Bíblia de Estudo NVI Vida.

10 atalaias. Eles avisavam a uma cidade sobre algum perigo que se aproximava. Os profetas foram chamados para serem atalaias espirituais. Bíblia de Genebra.

cães. No Oriente próximo, os cães são considerados animais imundos, indesejáveis comedores de carniça. Aqui, eles servem de figura daqueles que tem ganância insaciável. Bíblia de Genebra.

1 Assim diz o SENHOR. O pensamento central de Isaías 56 é a conversão dos gentios. Em contraste com essa brilhante perspectiva, traça-se o sombrio quadro de Israel, que não está disposto a recebê-los. É necvessária grande obra de reforma antes que Deus possa incorporar a Seu povo esses “separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa” (Ef 2:12). Essa reforma deve visar ao restabelecimento da fiel observância do sábado. A mensagem deste capítulo é repleta de significado para o povo de Deus hoje. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 318.

Mantende o juízo e fazei justiça. Comparar com Mq 6:8. Religião não é mera teoria, mas prática intensa. CBASD, vol. 4, p. 318.

2 Que se guarda de profanar o sábado. Era tão importante para o gentio convertido observar o sábado fielmente (v. 6) como era para os judeus. A observância genuína do sábado é evidência de que a pessoa reconhece a Deus como criador e redentor, e de que está disposta a render-Lhe obediência em tudo (ver com. de Is 58:13; Ez 20:12, 20). Para os gentios, é tão fundamental reconhecer esses princípios como o foi para os judeus. Deus criou ambos, planejou a salvação de ambos (Rm 1:16, 17) e tem direito de exigir dos dois grupos obediência e lealdade. Além disso, os princípios envolvidos no relacionamento do ser humano com Deus como criador e redentor não são diferentes na era cristã, e a observância do sábado não é menos importante hoje. CBASD, vol. 4, p. 318.

5 Nome melhor. Ao não deixar descendentes, um eunuco poderia temer que seu nome e herança fossem esquecidos em Israel. Porém, Deus prometeu a essas pessoas que, se permanecessem fiéis a Ele, daria a elas algo muito melhor que filhos, isto é, receberiam novos nomes (Ap 2:17), e a certeza de que esses nomes estariam escritos no livro da vida (Ap 3:5). A deficiência física de forma alguma afeta a posição do ser humano perante Deus. Para o Senhor, o que importa é o caráter e a fidelidade aos princípios de justiça e verdade. CBASD, vol. 4, p. 318, 319.

6 O sábado. Este versículo é uma resposta convincente a quem afirma que o sábado não é para os gentios. CBASD, vol. 4, p. 319.

9 Vós, todos os animais. A cena muda. Os “animais do campo” apontam apara as nações estrangeiras que logo devorariam o povo de Judá por causa de seus pecados. CBASD, vol. 4, p. 319.

10 Cães mudos. Os líderes de Israel não se portavam sequer como cão de guarda. Eles dormiam mesmo com a aproximação do perigo e não davam o alerta. CBASD, vol. 4, p. 319.

11 Tais cães são gulosos. Em vez de buscar o bem-estar do rebanho confiado a seu cuidado, os líderes de Israel eram como cães que devoravam as ovelhas que deviam proteger (ver Jr 12:10, 11; Ez 34:8). CBASD, vol. 4, p. 319.

12 O dia de amanhã. Eles agiam como se o tempo não passasse, como se o juízo não estivesse próximo (ver v. 1). Suas bebedices e festanças eram contínuas e habituais. CBASD, vol. 4, p. 319.

ISAÍAS 56 – Comentário Rosana Barros

“Bem-aventurado o homem que faz isto, e o filho do homem que nisto se firma, que se guarda de profanar o sábado e guarda a sua mão de cometer algum mal” (v. 2).

É muito interessante observar a sequência do livro de Isaías a partir do capítulo 53. O profeta relata o que aconteceria com Jesus em Sua primeira vinda (53); descreve a linda forma com que o SENHOR primeiro procuraria redimir o Seu povo (54); esclarece que a salvação mediante a Sua graça não foi um favor exclusivo para Israel, mas é um presente ofertado para TODOS (55); então, para não restar dúvida alguma, no capítulo de hoje Ele confirma o que Moisés já havia escrito (Deuteronômio 10:17) e que o apóstolo Paulo reescreveria centenas de anos depois: “Porque para com Deus não há acepção de pessoas” (Romanos 2:11).

Dado como um presente ao homem (Marcos 2:27), o sábado foi estabelecido por Deus como um dia de descanso, de bênção e de santificação (Gênesis 2:2-3). O selo da criação revela o cuidado do Criador para com a Sua obra-prima. O Deus de todo o universo separou um santuário no tempo para que você e eu possamos desfrutar das bênçãos deste dia santo e jamais esquecermos (“Lembra-te…” Êxodo 20:8) que Ele é o Criador de todas as coisas. A “gênese dos céus e da terra” (Gênesis 2:4) foi concluída com o selamento do sinete divino e a perfeição ganhou forma de 7.

Longe de ser um mandamento revogado (Mateus 5:17-18), a observância do sétimo dia da semana como um dia separado dos demais não se trata de um mandamento que não tem mais validade, mas que é tão válido quanto o fato de que “Não matarás” e “Não adulterarás” também o são (Tiago 2:10-12). O sábado não está associado aos judeus, mas à raça humana, que geme e clama por descanso e paz. Os eunucos, além de servos, eram uma classe repudiada pelos judeus e sua condição de mutilação os acusava de imundos e condenados ao esquecimento. Contudo, Deus os chama a fazer parte da glória de Seu Reino e receber um nome “que nunca se apagará” (v. 5).

As bênçãos sabáticas iniciaram na perfeição e serão eternizadas quando a perfeição for restabelecida e “de um sábado a outro” (Isaías 65:23) todos os salvos estiverem desfrutando dos novos céus e da nova terra (Apocalipse 21:1). A esperança de em breve estar neste lugar se renova de uma forma especial a cada sábado no coração de todo aquele que decide viver as dádivas deste dia. TODOS são convidados à congregação sabática na “Casa de Oração para todos os povos” (v. 7)! Mas, o SENHOR ainda congregará “outros aos que já se acham reunidos” (v. 8): “Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a Mim Me convém conduzi-las; elas ouvirão a Minha voz; então, haverá um rebanho e um Pastor” (João 10:16).

Jesus nos advertiu que em nossos dias surgiriam muitos falsos cristos e falsos profetas ensinando doutrinas mentirosas e operando grandes sinais, e, se possível fosse, enganariam até mesmo os escolhidos (Mateus 24:24). No entanto, “são pastores que nada compreendem” (v. 11), entorpecendo a mente de todos os que “se tornam para o seu caminho” com o discurso da morte: “Meu Senhor demora-Se” (Mateus 24:18), “vinde, dizem eles… e nos encharcaremos de bebida forte; o dia de amanhã será como este” (v. 12).

Referindo-se aos últimos dias, Jesus também citou o profeta Daniel (Mateus 24:15), que, em uma de suas visões, relatou que “os tempos e a lei” (Daniel 7:25) estabelecidos pelo Altíssimo seriam mudados, e que a Sua verdade seria lançada por terra com êxito (Daniel 8:12). Amados, Deus está convocando as últimas ovelhas de Seu aprisco: as que guardam os Seus sábados, escolhem aquilo que O agrada e abraçam a Sua aliança (v. 4). Em contrapartida, Satanás tem um exército de “pastores que nada compreendem” enganando a muitos “cada um para a sua ganância” (v. 11), “movidos por avareza… com palavras fictícias” (II Pedro 2:3), para desviar a atenção das verdades contidas na Palavra do SENHOR.

A qual aprisco você pertence?

Desfrute do único dia da semana que o Criador deu um nome e, faça parte do aprisco onde cada ovelhinha receberá do SENHOR “um nome eterno” (v. 5)!

Feliz sábado, ovelhas do aprisco do SENHOR!

Desafio do dia: Viva as bênçãos do sábado e siga o exemplo de Jesus: Faça o bem aos seus semelhantes (Mateus 12:12).

Rosana Garcia Barros

O Sábado no Tempo do Fim

“E os seguiu o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta e a sua imagem e receber o sinal na testa ou na mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus.” (Ap 14:9,10)

santo-sabado1Os adventistas creem que a fidelidade ao quarto mandamento representará parte do grande teste no tempo do fim. Lembre-se: a adoração é um conceito central nos capítulos 13 e 14 do Apocalipse. O verbo adorar aparece oito vezes nessa seção. Iremos adorar a Deus ou adorar a besta. Por que o sábado desempenha um papel de importância no tempo do fim? Por três razões básicas.
Primeira razão
Se corretamente entendido, o sábado é a resposta ideal ao evangelho. O evangelho nos ensina que Cristo fez por nós o que não podíamos fazer (Rm 3:21-23). Nada podemos acrescentar ao que Ele fez. O sábado está fundamentado no princípio do repouso, depois da obra completa de Cristo. O sábado é o convite para o descanso no que Cristo fez, não naquilo que nós tentamos fazer. O primeiro “trabalho” dos cristãos é repousar naquilo que Cristo realizou por nós.
Segunda razão
O sábado estabelece um teste ideal de obediência. Todos os outros mandamentos envolvem uma razão lógica para serem obedecidos. O quarto mandamento, contudo, está fundamentado unicamente na Palavra de Deus. O mandamento do sábado é como a “árvore da ciência do bem e do mal”. A única razão para não se comer do fruto proibido era aceitar a autoridade divina. No tempo do fim, vozes humanas, mesmo entre religiosos, estarão insistindo que você se esqueça daquilo que Deus lhe ordenou lembrar. O elemento central, então, será uma questão de autoridade. Com que autoridade você fica? A quem, afinal, você adora?
Terceira razão
O sábado será o elemento central do último teste porque ele é parte de nossa determinação de seguir a Jesus de modo pleno. Jesus guardou o sábado. Ele nos legou o exemplo. Se quisermos segui-Lo, devemos imitá-Lo também nesse aspecto. A insistência do repouso no sábado parecerá algo estranho ou absurdo, mesmo para pessoas consideradas cristãs. Elas terão extrema dificuldade em ver lógica no quarto mandamento. E o diabo saberá explorar essa aparente “falta de lógica”. O engano será tão severo que todas as evidências dos sentidos indicarão que outras vozes parecerão corretas. Apenas aqueles que aprenderam a confiar em Deus verão coerência no aparentemente arbitrário teste de lealdade.

Amin A. Rodor (Meditações Diárias: Encontros com Deus, p. 234)

“A questão do sábado será o ponto controverso no grande final conflito em que o mundo inteiro há de ser envolvido. Os homens exaltaram os princípios do diabo acima dos que regem nos Céus. Aceitaram o sábado espúrio instituído por Satanás como o sinal de sua autoridade. Entretanto, Deus imprimiu o Seu selo ao Seu estatuto real. Cada instituição sabática traz o nome de Seu Autor, a marca indestrutível que revela Sua autoridade. Nossa missão é levar o povo a compreender isto. Devemos mostrar-lhe no que importa trazer o sinal do reino de Deus ou do reino da rebelião, porque cada qual se reconhece súdito do reino cujo distintivo aceita. Deus nos chamou para desfraldar o estandarte do Seu sábado, que está sendo calcado a pés. Que importância tem, pois, que o nosso exemplo de guardar o sábado seja correto!” (Ellen G. White – Testemunhos Seletos, vol. 3, p. 10)

(Megaphone Adventista)

Luta díficil – Maranata, o Senhor vem! [MM 1976]

Luta difícil, 3 de Maio

Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens. Atos dos Apóstolos 5:29.

maranataosenhorvem-150528113611-lva1-app6892-thumbnail-4Uma grande crise aguarda ao povo de Deus. Uma crise aguarda ao mundo. A mais momentosa luta de todos os séculos está justamente à nossa frente. …

A questão de impor a observância do domingo tornou-se de interesse e importância nacionais. Bem sabemos qual será o resultado deste movimento. Mas estaremos prontos para o acontecimento? Temo-nos desincumbido fielmente do dever que Deus nos confiou, de dar ao povo a advertência quanto ao perigo que têm pela frente? …

Muitos existem que jamais compreenderam as reivindicações do sábado bíblico e o falso fundamento sobre o qual repousa a instituição do domingo. Qualquer movimento em favor da legislação religiosa é realmente um ato de concessão ao papado, que por tantos séculos tem constantemente guerreado contra a liberdade de consciência. A observância do domingo deve sua existência como assim chamada instituição cristã, ao “mistério da iniqüidade”; e sua imposição será o virtual reconhecimento dos princípios que são a pedra angular do romanismo. Quando nossa nação renunciar os princípios de seu governo de tal forma que vote uma lei dominical, nesse próprio ato o protestantismo dará a mão ao papado; isso não será outra coisa senão dar vida à tirania que há muito aguarda ansiosa sua oportunidade de saltar de novo para o despotismo ativo. …

Se o papado ou seus princípios forem de novo conduzidos ao poder pela lei, os fogos da perseguição de novo se acenderão contra os que não quiserem sacrificar a consciência e a verdade em deferência a erros populares. Este mal está prestes a realizar-se.

Se Deus nos proporcionou luz que mostra os perigos à nossa frente, como poderemos subsistir perante Ele se negligenciarmos fazer todos os esforços que pudermos para apresentá-la ao povo? Poderemos contentar-nos com deixá-los a ir ao encontro desse acontecimento momentoso sem os advertir? …

Quando as leis dos governadores terrestres são postas em oposição às leis do Governador Supremo do Universo, então os que são leais súditos de Deus ser-Lhe-ão fiéis. — Testemunhos Selectos 2:318-320. {Ellen G. White, Maranata, o Senhor vem!, p.130, 131}