Livro “Caminho a Cristo”

Neste ano de 2017 completa-se 125 anos de publicação do livro Caminho a Cristo, um clássico da escritora Ellen G. White publicado em 1892. Já havia lido este livro creio que 3 vezes (veja aqui), inclusive este foi uns dos meus primeiros livros da irmã White que li, juntamente com o Vida de Jesus. Trago abaixo alguns trechos de mais uma leitura (paginação oficial)!

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O livro Caminho a Cristo foi publicado em 1892.
  1. “Os espinhos e as ervas daninhas – as dificuldades e provações que tornam a vida tão cansativa e cheia de preocupações – foram designados para o bem do ser humano, como parte do preparo necessário no plano de Deus para erguê-lo da ruína e degradação causadas pelo pecado.” (p.9)
  2. “Jesus não suprimia sequer uma palavra da verdade, mas falava sempre com amor. Ele tinha tato e prestava bondosa atenção ao interagir com as pessoas. Nunca Se mostrava rude, jamais pronunciava uma palavra severa sem necessidade e evitava causar dor desnecessária a uma pessoa sensível. Ele não censurava a fraqueza humana. Falava a verdade, mas sempre com amor. Denunciava a hipocrisia, a incredulidade e a iniquidade; mas Suas repreensões rigorosas eram sempre proferidas com lágrimas e tristeza. Chorou por Jerusalém, a cidade que Ele amava, a qual se recusou a receber Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Os líderes rejeitaram o Salvador, mas Ele os considerava com meiga compaixão. Sua vida foi de abnegação e repleta de cuidado pelos outros. Cada pessoa era preciosa aos Seus olhos. […] Ele via em todos os homens seres caídos, cuja salvação era o objetivo de Sua missão.” (p.12)
  3. “Mas será que o pecador deve esperar até que tenha se arrependimento para ir a Jesus? Será que o arrependimento tem que ser um obstáculo entre o pecado e o Salvador? A Bíblia não ensina que o pecador precisa arrepender-se antes de atender o convite de Cristo: ‘Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei’ (Mt 11:28). É a virtude que vem de Cristo que conduz ao verdadeiro arrependimento.” (p.26)
  4. “Deus não considera igualmente graves todos os pecados. Há diferentes gradações de culpa, tanto aos olhos de Deus quanto aos humanos. […] O julgamento do homem é parcial e imperfeito, mas Deus vê todas as coisas como realmente são. Desprezamos o alcoólatra, e dizemos-lhes que o seu vício vai excluí-lo do Céu, enquanto o orgulho, o egoísmo e a cobiça geralmente não são condenados.” (p.30)
  5. “O pecado, por menor que possa parecer, implica risco de perda da vida eterna. Aquilo que não vencermos acabará por nos vencer, e causará a nossa destruição.” (p.32, 33)
  6. “A luta contra o eu é a maior de todas as batalhas. A renúncia do eu, a sujeição de tudo à vontade de Deus, requer uma luta; mas a pessoa deve se submeter a Deus antes de ser renovada em santidade.” (p.43)
  7. “Ele [Deus] odeia o pecado, mas ama o pecador. Ele entregou-Se, na pessoa de Cristo, para que todos pudessem ser salvos e desfrutar as bem-aventuranças eternas no reino de glória.” (p.54)
  8. “… a obediência não é uma mera concordância externa e sim uma consequência do amor. A lei de Deus é uma expressão da natureza divina; é uma personificação do grande princípio do amor e, por isso, o fundamento do Seu governo no Céu e na Terra. Se nosso coração for renovado à semelhança de Deus, se o amor divino estiver nele implantado, é claro que viveremos em obediência à lei de Deus.” (p.60)
  9. “Não ganhamos a salvação por nossa obediência, pois a salvação é um dom gratuito de Deus que recebemos pela fé. Mas a obediência é fruto da fé. […] A suposta fé em Cristo que leva a pessoa a se esquivar da obrigação de obedecer a Deus não é fé, mas presunção.” (p.61)
  10. “A condição para a vida eterna ainda é a mesma que sempre foi: perfeita obediência à lei de Deus, perfeita justiça, exatamente como era no Paraíso, antes da queda de nossos primeiros pais. Se a vida eterna nos fosse concedida sob qualquer condição inferior a essa, a felicidade de todo o Universo estaria correndo perigo. Estaria aberto o caminho para que o pecado com toda a sua miséria se perpetuasse.” (p.62)
  11. “Existe uma espécie de crença que é totalmente diferente da fé. A existência e o poder de Deus, a veracidade de Sua Palavra, são fatos que nem Satanás e suas hostes podem sinceramente negar. A Bíblia diz que ‘os demônios creem e tremem’ (Tg 2:19). Mas isso não é fé. Onde existe não só a crença na Palavra de Deus, mas também uma submissão da vontade a Ele; onde o coração é entregue e as afeições são nEle concentradas, aí existe fé – uma fé que opera por meio do amor e que purifica o coração. Mediante esta fé, o coração é renovado à imagem de Deus.” (p.63)
  12. “Nada há mais apropriado para fortalecer o intelecto do que o estudo das Escrituras. Nenhum livro é tão capaz de elevar nossos pensamentos e dar vigor às faculdades como as grandiosas e enobrecedoras verdades da Bíblia. Se a Palavra de Deus fosse estudada como deveria ser, as pessoas teriam uma mente mais esclarecida, um caráter mais nobre e firmeza de propósito, coisas raramente vistas nos dias de hoje.” (p.90)
  13. “Leia-a [a Bíblia] sempre que tiver oportunidade; decore as passagens. Mesmo andando pelas ruas, você pode ler uma passagem e meditar sobre ela, fixando-a na mente.” (p.90)
  14. “A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo. Não que isso seja necessário para que Deus saiba quem somos, mas para nos habilitar a recebê-Lo. A oração não faz Deus descer até nós, mas eleva-nos a Ele.” (p.93)
  15. “Por mais que disfarcem, a verdadeira causa para a dúvida e o ceticismo é, na maioria das vezes, o amor ao pecado. Os ensinos e as restrições da Palavra de Deus não agradam ao coração orgulhoso e amante do pecado, e os que não estão dispostos a obedecer a seus preceitos são os primeiros a duvidar de sua autoridade.” (p.110)

Você pode ler em pdf, em áudio, no youtube, ou comprá-lo. Boa leitura!

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Livro “Por Trás do Véu”

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Por Trás do Véu é um livro bibliográfico de Esmie G. Branner, uma jovem criada na igreja, mas que escolheu deixar os caminhos do Senhor. Esmie uniu-se com Mohamed – um jovem muçulmano – e tiveram cinco filhos. No desenrolar do livro, que às vezes parece até uma novela de suspense, vê-se uma história comovente, diante dos desafios existentes num casamento de jugo desigual, mas vencidos pela graça de Deus e pela fé em Senhor Jesus Cristo.

Abaixo, trechos selecionados do livro (contém spoilers):

  1. “As igrejas precisam educar os jovens a respeito de temas sexuais e espiritualidade. E os adultos devem ser educados para saber como receber e aceitar mães solteiras e encorajá-las e mantê-las na igreja ou assisti-las se não continuarem ali. O sexo não era um assunto abordado em minha igreja, e o número de adolescentes grávidas aumentava a cada ano.” (p.14)
  2. “Planejamos educar os meninos [filhos] dentro de uma perspectiva tanto cristã quanto islâmica e, quando se tornassem mais velhos, poderiam optar entre uma e outra religião. Todos os planos foram feitos sem consultar o Senhor, na correria, e no dia 28 de julho de 1982 havíamos nos casado no civil e numa mesquita local. A bênção cristã que eu havia imaginado nunca aconteceu.” (p.15)
  3. “Olhando para trás, pergunto-me como Deus poderia ter abençoado o que havia proibido. Deus disse que não deveríamos nos pôr em jugo desigual com incrédulos (2Co 6:14). Mesmo que vocês tenham filhos juntos isso não dá o direito de tentar modificar o que Deus já proibiu. Sexo fora do casamento é fornicação. Tentar corrigir esse pecado casando com um incrédulo só faz as coisas piorarem. Exatamente o que aconteceu no meu caso.” (p.15)
  4. “Dois erros não fazem um acerto, foi uma dura lição que tive de aprender. Mesmo que você erre e tenha um filho, isso não significa que deva se casar com seu parceiro. Meu conselho é não cometer o erro que cometi, mesmo que a outra pessoa seja da igreja. Pense bastante se a pessoa com que está se relacionando será um bom marido [ou esposa]. Não corra para entrar num casamento do qual depois irá se arrepender.” (p.15)
  5. “Algum tempo depois, comecei a ler um livro chamado Caminho a Cristo, que minha mãe havia colocado na mala quando saí de casa. O livro cativou-me e me prendeu até o fim. Era exatamente o que eu precisava. Cada palavra, frase, parágrafo parecia ter sido escrito para mim. Fiquei maravilhada ao descobrir quanto Jesus sabia sobre a minha vida e podia inspirar a autora a escrever um livro para suprir as minhas necessidades. Perguntava-me: ‘Quem é este Deus que me conhece tanto?’ Minha amiga de trabalho, Olga Smith, sugeriu outro livro, O Desejado de Todas as Nações, escrito pela mesma autora [Ellen G. White]. Esse contava a história de Jesus. À medida que lia o livro, meu coração começou a se derreter. A luz começava a brilhar, e eu queria mais. Parecia que nunca era suficiente para minha recuperação espiritual. Antes, não gostava de ler, mas ao orar por sabedoria, o Senhor havia me dado vontade de ler e de conhecê-Lo cada vez mais.” (p.21)
  6. “O vestido preto [que as mulheres muçulmanas usam] é chamado abaya. Na verdade, tem outros nomes, dependendo da região do Oriente Médio. Perguntei: ‘Por que preto?’ Explicaram-me que preto é uma cor feia, então as mulheres usam essa capa preta, feia, solta e sem forma para que os homens não sejam tentados. Se os homens vissem a mulher, sua forma e beleza, estariam pecando, cometendo adultério.” (p.38)
  7. “Isso era profundo. Hoje, vemos mulheres cristãs praticamente sem roupa. Nossas costas são expostas, coxas à mostra, peitos aparecendo em vestidos curtos e justos. Podemos aprender bastante de outras religiões em termos de conduta. Em países islâmicos, as mulheres são modestas, e eu apreciava isso. Alguns podem achar que o conceito de reforma do vestuário é extremista, mas o que vestimos é uma parte importante do que somos e dá testemunho de quem somos.” (p.38)
  8. “Continuamos a conversar [Esmie e Mona] e serviram-nos a comida, que incluía salada, frango, arroz, batatas e legumes. Sentamos no chão com as pernas cruzadas e comemos da mesma bandeja. Fui cuidadosa para usar somente a mão direita para comer. De acordo com a cultura e costumes locais, especialmente o Hadith, que são os livros que informam os hábitos de vida e práticas do profeta Maomé, comer com a mão esquerda é ofensivo. Também deve-se sentar corretamente para comer e dormir em certas posições. A lista continua, mas se você seguir a maneira como o profeta Maomé se portava, está bem. Os hábitos do profeta devem ser copiados na vida de um bom muçulmano.” (p.39, 40)
  9. “Mona percebeu que eu não estava comendo carne e bebendo café. Ela perguntou por que não estava comendo frango. Foi outra oportunidade para testemunhar. O Espírito Santo imediatamente me impressionou que apesar de ser difícil falar de Jesus em países como a Arábia Saudita, Ele poderia usar a poderosa mensagem de saúde como uma ferramenta para levar outros a Cristo”. (p.40)
  10. “ ­­­­­­­- Quando Alá [Deus, para os muçulmanos] nos mostra um jeito melhor e nós entendemos, somos obrigados a aceitá-lo pelo poder de Alá. É certo cuidar do nosso corpo – eu disse – comendo alimentos saudáveis. Dessa forma, cuidamos de Sua morada. Nosso corpo é templo de Alá. Quando cuidamos do corpo, não ingerimos nada que é estimulante, que atrapalhe o sistema digestivo, ou que cause doenças, e então podemos ter o benefício de uma mente sã, capaz de discernir claramente, para ter comunhão com Deus em um nível muito mais alto e para resistir às tentações. A mente é fortalecida.” (p.40)
  11. “Depois de dois meses de isolamento, ansiedade e noites sem dormir, estava preparada mentalmente para matar Mohamed [esposo] pelo que tinha feito. Até mesmo me imaginei enfiando uma faca no seu coração e me sentindo bem ao vê-lo morrer. O Senhor tinha que fazer algo por mim.” (p.65, 66)
  12. “Posso testemunhar que Satanás não é um mito ou um conto; é real, como Deus é real.” (p.71)
  13. “Minha experiência nem sempre foi de triunfo. Houve ocasiões em que pensei que preferia morrer a viver dessa maneira. Muitos dias foram marcados pela dor e sofrimento. Gastava boa parte do tempo sem esperança, à janela. O suicídio parecia uma alternativa aceitável para o tipo de vida que estava vivendo. Mais de uma vez, senti um impulso de jogar as meninas pela janela e me jogar em seguida, e acabar com essa vida miserável. Mas cada vez Deus enviava o Espírito Santo e anjos excelentes em força, os quais me confortavam e me salvavam de mim mesma.” (p.71)
  14. “Em um dos poucos finais de semana que Mohamed veio nos ver, trouxe um imã para tentar me converter ao islamismo. Imãs são os homens santos do islamismo e os líderes das mesquitas. Eles sabem o Alcorão e todas as orações de cor. Usam barbas longas para ser facilmente identificados entre a população. Para minha surpresa, esse homem trouxe três versões diferentes da Bíblia. Perguntei como era possível ter tantas Bíblias em um país onde o cristianismo era proibido. Ele riu e disse: – Sou muçulmano, um imã. Posso usar a Bíblia para provar que o cristianismo está errado.” (p.73)
  15. “Muitos dos filhos de Deus vivem para agradar a si mesmos. Não há vitória no eu. Vestimo-nos do jeito que queremos, comemos do jeito que nos agrada, vamos a lugares que desejamos e pensamos que Deus não Se importa porque nos ama. O eu é o maior inimigo com o qual nós, cristãos, temos que lutar. Se pudéssemos dominar os desejos egoístas e deixar de lado as coisas que não nos edificam moralmente, as que nos degeneram fisicamente e que nos arruínam espiritualmente; se começássemos a fazer tudo isso agora, quando tudo aparentemente está bem, confiando na Palavra de Deus, nos fortaleceríamos para o tempo de testes e provações. Todos passaremos por provas e dificuldades; por que não nos prepararmos agora?” (p.97, 98)
  16. “Tantos que poderiam ser contados como santos falharão porque nunca aprenderam a disciplina de negarem a si mesmos. Entregam-se à gula e outras necessidades; outros irão até mesmo vender seus próprios filhos. Nos dias de provação antes da queda de Jerusalém, mães cozinhavam e comiam os próprios filhos. Gostamos de pensar que temos o controle de tudo e que, quando esses tempos chegarem, negaremos o eu e faremos isto e aquilo. Mas muitos que têm essa confiança ficarão surpresos pela maneira como responderão às tentações.” (p.98)
  17. “Não aceite a menor insinuação de que o que você come não importa. Eu não tinha ideia do que significava praticar toda a luz que conhecia e da influência disso numa situação de extrema pressão, tormenta e dor. É por isso que não devemos questionar a Deus e Seus mandamentos. Simplesmente apaixone-se por Jesus, confie nEle e obedeça-Lhe, mesmo quando não entender completamente o que está acontecendo. Temos nos tornado um povo que cultiva o conhecimento e o intelecto. Questionamos todas as coisas; racionalizamos as ordens simples que um bebê pode entender, a fim de realizar as coisas à nossa maneira. Vemos um ‘assim diz o Senhor’, mas o questionamos. Deus sabia o que estava falando quando nos instruiu a ser como crianças para entrar no Seu reino. As crianças são vulneráveis, conseguem entender ordens simples. Deus espera que simplesmente vivamos de acordo com o que conhecemos, não renegando o que Ele diz ser o melhor para nós, mas continuando na fé, negando a nós mesmos e confiando em Sua direção. É assim que vestimos a armadura de Deus. Peça por peça, como está em Efésios 6:11-17.” (p.99)
  18. “O divórcio é um ponto de grande controvérsia em nossas igrejas hoje em dia. Alguns acreditam que deveríamos permanecer num casamento na prosperidade e na adversidade. Mas estar juntos na adversidade não significa um cônjuge amargar tempos difíceis no casamento e o outro tirar vantagem dessa realidade. Significa passar por momentos difíceis juntos, apoiando e amando um ao outro durante esse tempo e dividindo os momentos tristes.” (p.106)
  19. “Deus não gosta de divórcios, apesar de ter deixado uma saída para aqueles que sofrem e teriam uma vida amargurada. Deus nos fornece provisões para viver em uma união desigual, mas isso envolve oração constante, negação do eu e Sua graça em abundância. A vida cristã é difícil o bastante antes mesmo de arrumarmos certas ‘encrencas’ que Deus nunca pediu de nós. Por isso somos advertidos a não formar casamentos de jugo desigual. Muitos de nós vivemos cada dia em uma nuvem de tristeza com o cônjuge que escolhemos.” (p.106, 107)

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Livro “Em Busca de Esperança”

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“Em Busca de Esperança” é um conjunto de trechos selecionados do clássico “História da Redenção”, de Ellen G. White. Um livro de 80 páginas que trás as histórias do povo de Deus, no decorrer da História, até os dias atuais e vislumbres dos tempos futuros.

  1. “O Deus criador convocou, então, os exércitos celestiais para conferir honra especial ao Filho, na presença de todos os anjos. […] O Pai anunciou que Cristo, Seu Filho, era igual a Ele, de modo que, em qualquer lugar que estivesse presente o Filho, isso valeria por Sua própria presença. A palavra do Filho seria obedecida prontamente como a palavra do Pai. Portanto, o Filho estava investido de autoridade para comandar os exércitos celestiais.” (p.5)
  2. “Lúcifer sentiu inveja e ciúmes do filho de Deus. […] Cristo fazia parte do conselho especial de Deus que tratava dos planos divinos, enquanto Lúcifer desconhecia tudo isso. Ele não compreendia, nem lhe fora permitido conhecer os propósitos de Deus. No entanto, Cristo era reconhecido como o soberano do Céu. Seu poder e autoridade eram os mesmos de Deus.” (p.5)
  3. “Então Satanás se tornou mais ousado em sua rebelião e expressou seu desprezo à lei do Criador. […] Declarou que a lei divina era uma restrição à liberdade e que a abolição dessa lei era um dos grandes objetivos da posição que havia assumido.” (p.9)
  4. “A felicidade de todos os anjos dependia de perfeita obediência às leis divinas.” (p.9)
  5. “O Pai consultou o Filho com respeito à execução imediata de Seu propósito de criar o ser humano para habitar a Terra. A princípio, este seria submetido a um teste, a fim de ser verificada sua lealdade, para então ser deixado eternamente fora de perigo. Se ele suportasse o teste com o qual Deus considerava apropriado prová-lo, com o tempo chegaria a ser igual aos anjos. Teria o favor de Deus, podendo conversar com os anjos. Deus não achou conveniente criar os seres humanos destituídos de livre-arbítrio.” (p.9)
  6. “Os anjos maus se reuniram com Satanás, e ele, erguendo-se e assumindo um ar de desafio, informou-os de seus planos para afastar de Deus o nobre Adão e sua companheira Eva. Pensava que se pudesse, de alguma forma, induzi-los à desobediência, Deus faria algo para que pudessem ser perdoados. Então, ele e todos os anjos caídos teriam uma oportunidade de participar da misericórdia de Deus com o casal.” (p.13)
  7. “… Deus não permitiria que Satanás perseguisse o santo casal com tentações contínuas. Poderia ter acesso a eles somente por meio daquela árvore.” (p.15)
  8. “A serpente era uma bela criatura com asas e, quando voava pelos ares, tinha uma aparência brilhantes, parecendo ouro polido. Ela não rastejava pelo chão; passava de uma árvore a outra pelo ar e comia frutas como o ser humano.” (p.15)
  9. “A serpente declarou que ter comido o fruto da árvore proibida lhe permitira obter o dom da fala. Insinuou que Deus não cumpriria Sua palavra e que isso era simplesmente uma ameaça para intimidá-los e privá-los de um grande benefício. Disse também que eles não poderiam morrer. Não tinham eles comido da árvore da vida, que perpetuava a imortalidade?” (p.17, 18)
  10. “Seu amor [de Adão] por Eva era muito forte. Em completo desânimo, decidiu participar do destino dela. Considerou que Eva era uma parte dele e que, se ela devia morrer, ele morreria com ela, pois não suportaria a ideia da separação.” (p.19)
  11. “Satanás de novo se alegrou como seus anjos quando percebeu que, ao causar a queda do homem, isso poderia tirar o Filho de Deus de Sua posição elevada. Ele alegou aos anjos caídos que, quando Jesus tomasse a natureza humana decaída, poderia derrotá-Lo e impedir a realização do plano da salvação.” (p.25)
  12. “Os primeiros quatro mandamentos foram dados para mostrar aos seres humanos seus deveres para com Deus. O quarto é o elo entre o grande Criador e Seus filhos. O sábado foi dado especialmente para benefício do ser humano e para honra de Deus. Os últimos seis preceitos mostram o dever para com os semelhantes.” (p.31)
  13. “O sábado é um sinal entre Deus e Seu povo, para sempre. Este é o sinal: todos os que observam o sábado mostram com isso serem adoradores do Deus vivo, o Criador dos céus e da Terra. O sábado deve ser um sinal entre Deus e Seu povo, evidenciando que Ele tem um povo na Terra que O serve.” (p.31)
  14. “A lei de Deus existia antes de o ser humano ser criado. Os anjos eram governados por ela. Satanás caiu porque transgrediu os princípios do governo de Deus. Depois que Adão e Eva foram criados, Deus os fez conhecer Sua lei. Ela não estava escrita, mas foi exposta a eles pelo Criador.” (p.31)
  15. “O sábado do quarto mandamento foi instituído no Éden. Após fazer o mundo e criar o ser humano, Deus separou o sábado para Ele. Depois do pecado e da queda de Adão, nada foi tirado da lei de Deus. Os princípios dos Dez Mandamentos existiam antes da queda eram compatíveis com a condição dos seres santos.” (p.31, 322)
  16. “Noé ensinou os Dez Mandamentos a seus descendentes.” (p.32)
  17. “Jesus iniciou Sua obra quebrando o poder de Satanás sobre os que sofriam. Restabeleceu a saúde dos doentes, deu vista aos cegos e curou os deficientes físicos, fazendo-os saltar de alegria e glorificar a Deus. Restaurou a saúde dos que estavam enfermos e presos, por muitos anos, pelo poder de Satanás.” (p.40)
  18. “Muitos dos juízes e anciãos creram em Jesus, mas o maligno os impedia de confessar isso. Temiam a censura do povo mais do que a Deus.” (p.41)
  19. “Cristo foi feito substituto e penhor do pecado, e a iniquidade humana foi posta sobre Ele. Foi contado como transgressor a fim de redimir os seres humanos da maldição da lei.” (p.43)
  20. “A religião que prevalece em nosso tempo não é do tipo puro e santo que marcou a fé cristã nos dias de Cristo e dos apóstolos. O cristianismo é visivelmente tão popular no mundo por causa da disposição em transigir com o pecado, por serem as grandes verdades da Palavra de Deus consideradas com indiferença e por haver tão pouca consagração na igreja. Se ocorrer um reavivamento da fé e do poder da igreja apostólica, o espírito de opressão reviverá, reacendendo-se as chamas da perseguição.” (p.56)
  21. “A fim de proporcionar aos conversos do paganismo uma substituição à adoração de ídolos e promover sua aceitação nominal do cristianismo, foi gradualmente introduzida no culto cristão a adoração a imagens e relíquias. […] Para completar a obra profana, Roma decidiu eliminar da lei de Deus o segundo mandamento, que proíbe o culto às imagens, e dividir o décimo mandamento, a fim de manter o número dez.” (p.58)
  22. “Satanás mexeu também no quarto mandamento e tentou pôr de lado o antigo sábado, o dia que Deus abençoou e santificou, exaltando em seu lugar a festa observada pelos pagãos como ‘o venerável dia do Sol’.” (p.58)
  23. “A princípio, essa mudança não foi feita abertamente. Nos primeiros séculos, o verdadeiro sábado foi guardado por todos os cristãos. […] Para que a atenção do povo pudesse ser chamada para o domingo, foi feito dele uma festividade em honra à ressurreição de Cristo. Atos religiosos eram realizados nesse dia. Contudo, era considerado como dia de entretenimento, sendo o sábado ainda observado como dia santificado.” (p.58, 59)
  24. “Quando ainda era pagão, Constantino promulgou um decreto fazendo do domingo uma festividade pública em todo o Império Romano.” (p.59)
  25. “Poucos anos depois da promulgação do decreto de Constantino, o bispo de Roma conferiu ao domingo o título de Dia do Senhor.” (p.59)
  26. “No quarto mandamento, Deus é revelado como o criador do Céu e da Terra, e por isso Se distingue de todos os falsos deuses. Foi para ser um memorial da obra da criação que o sétimo dia foi santificado como dia de repouso.” (p.59)
  27. “[No período de supremacia papal] Erros graves foram assim introduzidos na fé cristã. Destaca-se, entre outros, a crença na imortalidade natural do ser humano e sua consciência durante a morte. Essa doutrina lançou o fundamento sobre o qual Roma estabeleceu a invocação dos santos e a adoração da virgem Maria. Dessa concepção também surgiu a heresia do tormento eterno para os que morrem impenitentes, a qual de início havia se incorporado à fé papal.” (p.61)
  28. “A ordenança bíblica da Ceia do Senhor foi suplantada pelo idólatra sacrifício da missa. […] Com arrogância, declaravam possuir o poder de ‘criar o Criador’.” (p.62)
  29. “O meio-dia do papado foi a meia-noite moral do mundo.” (p.62)
  30. “O santuário do Céu, no qual Jesus ministra em nosso favor, é o grande original, do qual o santuário construído por Moisés era cópia [Hb 8:2, 5; 9:9, 23, 24; Êx 25:8, 40].” (p.63)
  31. “O plano de salvação terá sido cumprido, mas poucos terão escolhidos aceitá-lo.” (p.67)

 

Livro “Calvinismo ou Arminianismo – Quem está com a razão?”

Conclui o livro Calvinismo ou Arminianismo – Quem está com a razão? do irmão evangélico Lucas Banzoli. Este livro é uma discussão, à luz da Bíblia, sobre os 5 pontos da teologia calvinista: depravação total, eleição incondicional, expiação limitada, graça irresistível, perserverança dos santos.

Recheada de citações de autores calvinistas (796, sendo mais de 200 de João Calvino), Banzoli defende a doutrina arminiana comentando e explicando dezenas e dezenas de textos bíblicos. Este é um livro essencial para quem quer iniciar seus estudos sobre soteriologia, de leitura simples e agradável, aprendi bastante lendo-o. Na minha opinião, um livro espetacular!

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Veja alguns trechos selecionados:

1. “O problema de muitos calvinistas é que eles leem muitas Institutas e poucas Escrituras. A Bíblia diz uma coisa, Calvino diz outra completamente oposta e eles preferem crer em Calvino. De fato, em Calvino não vemos em nenhum momento a afirmação de que Deus deseja a salvação de todos, ao contrário da Bíblia. Uma afirmação deste teor bateria de frente com uma doutrina que ensina que a eleição é individual, incondicional e estabelecida por um decreto antes da fundação do mundo.” (p.203)

2. “Se a salvação depende única e exclusivamente de Deus, então por que Deus não salva Bruno, se a Bíblia diz que ele não deseja que Bruno pereça e que deseja que todos sejam salvos, o que inclui o próprio Bruno? Ele deseja aquilo que ele determinou em contrário? Se Deus era absolutamente livre para decretar o que quisesse, por que ele não decretou o que deseja (que Bruno fosse salvo), e sim o que não deseja (que Bruno não fosse salvo)? Que deus bipolar e estranho é esse, que é livre para decretar o que quiser e faz questão de decretar aquilo que não quer e não aquilo que quer?” (p.203)

3. “Os calvinistas interpretam o termo ‘mundo’ como se referindo apenas aos eleitos. Isso tem tanta cara de distorção bíblica que até o calvinista Arthur Pink, um dos maiores defensores da expiação limitada, admitiu:’Pode parecer para alguns de nossos leitores que a exposição que demos de João 3:16 no capítulo sobre ‘Dificuldades e Objeções’ é forçada e não natural, na medida em que nossa definição do termo ‘mundo’ parece estar fora de harmonia com o significado e escopo desta palavra em outras passagens, onde, fornecer o mundo de crentes (os eleitos de Deus) como uma definição de ‘mundo’ parece não fazer sentido’ 714 [Arthur Pink. A Soberania de Deus. Editora Fiel.]” (p.413)

4. “Interpretar ‘mundo’ nestas [Jo 21:25; 18:36; 17:25; etc.] e em outras passagens similares no Evangelho de João como significando ‘os eleitos’ seria um delírio. Um exame mais detido deste evangelho nos mostra que a palavra ‘mundo’ só possui dois significados: o natural (o mundo geográfico) e o espiritual (os perdidos). Em nenhum texto há o significado intrínseco de ‘mundo dos eleitos’, como uma referência exclusiva aos crentes. Afirmar que João 3:16 e textos similares que estendem a expiação ao mundo todo são exceções à regra geral é algo infundado e oriundo puramente dos próprios pré-conceitos calvinistas, onde a exegese é deixada de lado para dar luz à interpretações fantasiosas que se encaixem na sua teologia.” (p.415)

5. “O preço pago por Cristo na cruz proporciona a possibilidade de salvação para todos, o que não haveria caso ele não tivesse pago o preço por nós. Mas é necessário que nós creiamos no que ele fez por nós, para nos apropriarmos pela fé da promessa da vida eterna. A expiação, portanto, é universal, no sentido de que Cristo morreu por todos para disponibilizar salvação a todos, mas nem todos são salvos, porque nem todos creem. Mesmo com Cristo tendo morrido por nós, a fé ainda é completamente necessária para a salvação. Orton Wiley explica isso nas seguintes palavras: ‘A expiação é universal. Isto não quer dizer que toda a humanidade será salva incondicionalmente, mas que a oferta sacrificial de Cristo, até certa extensão, atendeu às reivindicações da lei divina, de modo a tornar a salvação possível a todos. A redenção, portanto, é universal ou geral no sentido provisional, mas especial ou condicional em sua aplicação ao indivíduo’ 727 [WILEY, H. Orton. Christian Theology. Kansas City, Mo.: Beacon Hill, 1941. v. 2, p. 295.]”

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Calvinismo ou Arminianismo – Quem está com a razão?

 

O sábado no período patriarcal

Eis aqui uma compilação de trechos selecionados do livro Os Escolhidos (de Ellen G. White) que falam sobre o Sábado do sétimo dia, desde a criação até o reinado de Davi.

1. “O sábado foi dado para toda a família. Ao observá-lo, as pessoas demonstrariam, cheias de gratidão, seu reconhecimento a Deus como seu Criador e legítimo Soberano. Que elas eram obra das Suas mãos e sujeitas à Sua autoridade.” (p.19)

2. “Deus viu que o sábado era muito importante para os seres humanos, mesmo no Paraíso. Deveriam deixar de lado os próprios interesses durante um dos sete dias. Precisavam de um sábado que os fizesse se lembrar de Deus e despertasse neles a gratidão, pois tudo o que desfrutavam vinha das mãos do Criador.” (p.19)

3. “Antes da queda, nossos primeiros pais guardaram o sábado que foi instituído no Éden e, depois de serem expulsos do Paraíso, eles continuaram a observá-lo. Compreenderam que todos, mais cedo ou mais tarde, vão entender não ó que as leis divinas são sagradas e imutáveis, mas que a penalidade para a transgressão certamente se seguirá. O sábado foi honrado por todos aqueles que permaneceram fiéis a Deus. Entretanto, Caim e seus descendentes não respeitaram o dia em que Deus descansou.” (p.40)

4. “Assim como o sábado, a semana teve a sua origem na criação e foi preservada ao longo da história bíblica. O próprio Deus determinou qual seria a extensão da primeira semana. Era constituída por seis dias literais, de 24 horas. Seis dias foram empregados na obra da criação. No sétimo dia, Deus descansou, e então o separou como dia de descanso para o homem.” (p.59)

5. “Durante o cativeiro, os israelitas tinham perdido, até certo ponto, o conhecimento da lei de Deus e, de maneira geral, tinham desrespeitado o sábado. As cobranças feitas encarregados tornaram a observância do sábado aparentemente impossível. Então Moises mostrou ao povo que a obediência a Deus era a condição para o seu livramento. Os esforços feitos para restaurar a observância do sábado passaram a ser notadas por seus opressores.” (p.155)

6. “Nota 1, página 155: Uma das principais razões por que o Senhor libertou Israel da escravidão no Egito foi para que eles pudessem guardar Seu santo sábado. Os egípcios não permitiam que os escravos hebreus tivessem liberdade religiosa. Assim, o Senhor ‘fez o Seu povo sair (…) para que obedecessem aos Seus decretos e guardassem as Suas leis’ (Sl 105:43-45). Evidentemente, Moisés e Arão resgataram o ensino a respeito da santidade do sábado, porque Faraó reclamou: ‘Vocês ainda os fazem parar de trabalhar!’ (Êx 5:5). Isso indica que Moisés e Arão começaram uma reforma do sábado ainda no Egito.” (p.468)

7. “Nota 1, página 155: A guarda do sábado não deveria ser uma comemoração de sua escravidão no Egito [Dt 5:15]. A observância desse dia em memória da criação incluía a alegre lembrança do livramento da opressão religiosa no Egito, que dificultou a guarda do sábado. Da mesma forma, o livramento que receberam da escravidão deveria despertar para sempre em seu coração a compaixão pelos pobres e oprimidos, órfãos e viúvas: ‘Lembrem-se de que voc~es foram escravos no Egito (…); por isso lhes ordeno que façam tudo isso’ (Dt 24:18)” (p.468)

8. “Deus ordena que Seu santo dia seja observado hoje de maneira tão sagrada como foi no tempo de Israel. Devemos fazer do dia anterior ao sábado um dia de preparação a fim de que tudo esteja pronto para as horas sagradas. Não devemos permitir que nossas ocupações venham a invadir esse tempo sagrado de forma alguma. Deus aconselhou que se deve cuidar dos doentes nesse dia; que o trabalho que for preciso ser feito para proporcionar a eles conforto é uma obra de misericórdia e não uma transgressão do sábado; mas todo trabalho desnecessário deve ser evitado. O trabalho que é negligenciado até o início do sábado deve ficar sem ser feito até o pôr do sol desse dia.” (p.177)

9. “Os israelitas testemunhavam um milagre triplo para impressionar a sua mente com relação à santidade do sábado: porção dobrada da quantidade do maná caía no sexto dia; no sétimo dia o maná não caía; e a porção necessária para o sábado se conservava fresca e pura.” (p.177)

10. “Dentro do contexto em que Deus fez cair o maná, temos provas claras de que o sábado não se originou quando a lei foi dada no Sinai. Antes de os israelitas chegarem ao Sinai, compreendiam que Deus esperava que guardassem o sábado. A cada sexta-feira, quando eles recolhiam porção dobrada do maná como preparação para o sábado, a natureza sagrada do dia de repouso era fixada em sua mente. Quando alguns deles saíram no sábado para colher o maná, o Senhor perguntou: ‘Até quando vocês se recusarão a obedecer aos Meus mandamentos e às Minhas instruções?’ (Êx 16:28)” (p.177, 178)

11. “O sábado não é apresentado como uma nova instituição [no Sinai], mas como um tempo que foi estabelecido desde a criação. Ao apontar para Deus como Aquele que fez os céus e a Terra, distingue o verdadeiro Deus dos falsos deuses. Assim, o sábado é um sinal de lealdade a Ele. O quarto mandamento é o único entre os dez que traz tanto o nome como o título do Legislador, o único que mostra por autoridade de quem a lei foi dada. Portanto, ele contém o selo de Deus” (p.184, 185)

12. “O Senhor nos deu seis dias para trabalhar, e Ele pede que façamos nosso trabalho nesses seis dias. Atos necessários e de misericórdia são permitidos no sábado. Os doentes e os que sofrem precisam receber os cuidados de que necessitam; mas todo o trabalho desnecessário deve ser estritamente evitado. Para santificar o sábado, não devemos nem mesmo permitir que nossa mente se fixe nas coisas do mundo. O mandamento inclui todos aqueles que estão dentro das nossas ‘portas’. Os que fazem parte da família devem deixar de lado suas ocupações diárias durante as horas sagradas. Todos devem se unir para prestar a Ele um culto voluntário em Seu santo dia.” (p.185)

13. “O sábado, como um memorial do poder criador de Deus, aponta para Aquele que fez o Céu e a Terra. É uma testemunha constante de Sua grandeza, sabedoria e amor. Se o sábado tivesse sido sempre obervado como um tempo sagrado, nunca teria existido um ateu ou um idólatra.” (p.203)

14. “O sábado se originou no Éden; é tão antigo como o próprio mundo e foi observado por todos os patriarcas, desde a criação. Quando a lei foi proclamada no Sinai, as primeiras palavras do quarto mandamento foram: ‘lembra-te do dia de sábado para santificá-lo’ (Êx 20:8), mostrando que o sábado não foi colocado como dia de guarda nessa época. Ele nos aponta para a sua origem na criação. O objetivo de Satanás era derrubar esse grande memorial. Se os homens pudessem ser levados a se esquecer de seu Criador, não fariam esforços para resistir ao poder do mal e Satanás os faria seus prisioneiros.” (p.203)

15. “Muitos rejeitam o sábado declarando que ele não passa de uma instituição judaica e insistem que, se ele tivesse que ser observado, a pena de morte deveria ser usada para punir a transgressão do sábado. Embora Deus não castigue mais a transgressão de Sua lei por meio de punições terrenas, no juízo final, a morte será o destino daqueles que violam Seus sagrados mandamentos.” (p.249)

16. “Ao longo dos quarentas anos no deserto, o povo era lembrado da guarda do sábado, cada semana, pelo milagre do maná. Deus usou o profeta para declarar: ‘Profanaram os Meus sábados’ (Ez 20:13-24). Isso está registrado entre as razões pelas quais a primeira geração foi excluída da Terra Prometida.” (p.249)

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Os Escolhidos (CPB)

Livro “Os Escolhidos”

Conclui no final de 2016 o livro Os Escolhidos, a versão do livro Patriarcas e Profetas de Ellen G. White, resumida e na linguagem de hoje. Considerando que Patriarcas e Profetas é uma das melhores obras de Ellen White, fica “na cara” que Os Escolhidos também é um livro muito bom. A autora conta e comenta a história do povo de Deus, desde a controvérsia celestial até o reinado de Davi.

Abaixo, trago trechos selecionados desta excelente obra. Como o livro traz muitas citações sobre o Sábado do sétimo dia, separei estas citações em outro post.

1. “Mesmo depois que foi expulso do Céu, a Sabedoria infinita não destruiu Satanás. A fidelidade das criaturas de Deus deve estar baseada na certeza de Sua justiça e amor. Seria difícil para os habitantes do Céu e dos mundos não caídos ver a justiça de Deus na destruição de Satanás. Se ele tivesse sido imediatamente destruído, alguns teriam servido a Deus pelo temor em vez de o fazerem por amor. A influência do enganador não teria sido completamente destruída, tampouco o espírito de rebelião teria sido eliminado. Para o bem de todo o Universo, ao longo dos séculos sem fim, ele deveria desenvolver mais completamente seus princípios, a fim de que suas acusações contra o governo divino pudessem ser vistas sob sua verdadeira luz, e para que a justiça de Deus, bem como a imutável natureza de Sua lei, não pudessem nunca mais ser questionadas.” (p.16)

2. “De uma forma bem clara está estabelecida a origem da raça humana. Deus nos criou à Sua imagem. Não há razão para supor que evoluímos por meio de lentos graus de desenvolvimento, a partir das formas inferiores da vida animal ou vegetal. A Palavra inspirada descreve a origem da nossa raça não como estando relacionada ao desenvolvimento de uma linhagem de germes, moluscos e quadrúpedes, mas ao grande Criador. Embora tenha sido formado do pó, Adão era ‘filho de Deus’ (Lc 3:38).” (p.17)

3. “Desde o princípio, o grande conflito girou em torno da lei de Deus. Satanás procurava provar que Deus era injusto, que Sua lei era imperfeita e que para o bem do Universo era necessário que fosse mudada. Ao atacar a lei, seu objetivo era abolir a autoridade de Deus, seu Autor.” (p.33, 34)

4. “Se a lei de Deus tivesse sido abolida na cruz, como muitos alegam, então a agonia e a morte do amado Filho de Deus teriam sido suportadas apenas para dar a Satanás exatamente o que ele queria; então o príncipe do mal teria triunfado e suas acusações contra o governo divino seriam mantidas. O próprio fato de Cristo ter suportado o castigo pela desobediência humana é um poderoso argumento de que a lei é imutável; que Deus é justo, misericordioso e abnegado; e que a justiça e a misericórdia infinitas se unem na administração de Seu governo.” (p.34)

5. “Uma condição semelhante [ao mundo pré-diluviano] existe hoje. O apetite é satisfeito sem restrições. Mesmo alguns dos que dizem ser seguidores de Cristo estão comendo e bebendo com os ímpios. A intemperança amortece as faculdades morais e espirituais, levando à satisfação das paixões mais baixas. Multidões se tornam escravas da imoralidade e vivem apenas os prazeres sensuais. A extravagância invade a sociedade. As pessoas sacrificam a integridade pelo luxo e ostentação. A fraude, o suborno e o roubo são praticados normalmente sem serem repreendidos. A mídia traz relatos de crimes cometidos com tanto sangue-frio que o instinto de preservação da  vida parece ter se extinguido. Essas atrocidades se tornam tão comuns que quase não provocam surpresa. O ímpeto das paixões e da ilegalidade, uma vez fora de controle, vão encher a Terra de maldição e desolação. O mundo antidiluviano representa a condição para a qual se encaminha rapidamente a sociedade moderna.” (p.53)

6. “O ensino de que foram necessários milhares de anos para que os acontecimentos da primeira semana passassem a existir é uma prova de incredulidade em sua forma mais falsa e perigosa. Seu verdadeiro caráter está disfarçado que é defendido e ensinado por muitos que professam crer na Bíblia. […] A Bíblia não reconhece que houve longas eras em que a Terra evoluiu lentamente do caos em que se achava. Para cada dia que se sucedeu na criação, o registro sagrado declara que consistiu de tarde e manhã, como todos os outros dias que se seguiram.” (p.59)

7. “‘De tudo o que me deres’, disse Jacó, ‘certamente Te darei o dízimo’ (Gn 28:22). Deveremos nós [cristãos], que temos a plena luz do evangelho, ficar satisfeitos em dar a Deus menos do que deram aqueles que viveram antes de Jesus ter vindo ao mundo? Não são nossas obrigações muito maiores? Como é inútil tentar contar matematicamente o tempo, o dinheiro e o amor, diante de tão imensurável amor e de um dom de valor incalculável como esse. Dízimos para Cristo! A esmola mesquinha é uma resposta vergonhosa para aquilo que teve um preço tão alto! Da cruz do Calvário, Cristo nos pede uma consagração sem reservas de tudo o que temos, de tudo o que somos.” (p.106)

8. “A experiência de Jacó é um testemunho do poder da oração perseverante. É agora que temos que aprender essa lição de que devemos viver uma fé inabalável. As maiores vitórias não são aquelas que são ganhas pelo talento, educação, riqueza ou favor dos homens; são aquelas recebidas na sala de audiência de Deus, quando a fé sincera, em agonia, lança mão do braço forte da oração.” (p.115)

9. “Nadabe e Abiú jamais teriam cometido aquele pecado fatal se antes não estivessem sob o efeito do vinho que tomavam livremente [Lv 10:1-11]. Por sua intemperança, não estavam mais qualificados para o desempenho da função sagrada. Tinham a mente confusa e as percepções morais tão adormecidas que não conseguiam fazer a diferença entre o sagrado e o comum. Deus fez então uma advertência a Arão e aos seus dois filhos vivos: ‘Você e seus filhos não devem beber (…) antes de entrar na Tenda do Encontro, senão vocês morrerão’ (Lv 10:9). O uso de bebidas alcoólicas impede as pessoas de compreenderem a santidade das coisas sagradas ou o valor das exigências feitas por Deus. Todos aqueles que ocupavam posições de responsabilidade deveriam ser muito temperantes a fim de manter a mente clara e distinguir o certo e o errado.” (p.218, 219)

10. “Aqueles que maltratam um animal porque ele está sob o seu domínio são ao mesmo tempo covardes e tiranos. Muitos não se dão conta de que a sua crueldade um dia será conhecida, pois os pobres animais mudos não a podem revelar. Se os olhos dessas pessoas se abrissem, elas veriam um anjo de Deus em pé como testemunha para testificar contra elas no tribunal celestial. Aproxima-se o dia em que um juízo será pronunciado contra aqueles que maltratam as criaturas de Deus.” (p.270, 271)

11. “O fim de Balaão foi semelhante ao de Judas. Os dois tentaram unir o serviço de Deus à cobiça por riquezas e fracassaram por completo. Balaão reconhecia o verdadeiro Deus; Judas acreditava em Jesus. Balaão esperava fazer do serviço a Jeová uma escada pela qual ganharia riquezas e honras mundanas. Judas esperava, pela sua ligação com Cristo, garantir riquezas e posição no reino terrestre que pensava que o Messias estava prestes a estabelecer. Tanto Balaão como Judas receberam grande luz, mas um único pecado acariciado envenenou todo caráter e causou sua destruição.” (p.275)

12. “Aqueles que não querem ser presas das artimanhas de Satanás devem guardar bem as avenidas do coração; evitar ler, ver ou ouvir qualquer coisa que sugira pensamentos impuros. Isso exigirá oração fervorosa e vigilância constante. A influência permanente do Espírito Santo atrairá a mente para cima e levará a pensar em coisas puras e santas. ‘Como pode o jovem manter pura a sua conduta? Vivendo de acordo com a Tua palavra.’ ‘Guardei no coração’, diz o salmista, ‘a Tua palavra para não pecar contra Ti’ (Sl 119:9, 11).” (p.281)

13. “‘Todos os dízimos (…) pertencem ao Senhor.’ A forma de expressão aqui é a mesma encontrada na lei do sábado. ‘O sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus’ (Êx 20:10). Deus reservou uma porção especial de nosso tempo e de nossos recursos, e não podemos, sem culpa, usar tanto um quanto outro para servir aos nossos interesses.” (p.324)

14. “O plano de Moisés para arrecadar recursos para a construção do tabernáculo foi muito bem-sucedido. Ele não fez uma grande festa. Não convidou o povo para cenas de alegria, dança e diversão. Tampouco fez sorteios ou rifas. O Senhor instruiu Moisés a aceitar as ofertas de todos os que doassem não só de vontade própria, mas com gratidão. As ofertas vieram em tão grande quantidade que Moisés pediu que o povo parasse de trazer doações, pois eles tinham dado mais do que poderia ser usado.” (p.326)

15. “O ano sabático deveria ser uma bênção tanto para a terra quanto para o povo. O solo, ficando em descanso por uma estação, produziria muito mais depois. O povo estava livre do trabalho pesado do campo. Todos desfrutavam mais lazer, oportunidade de restaurar a condição física, mais tempo para a meditação e o estudo dos ensinos do Senhor e para a instrução de sua família.” (p.328)

16. “O registro bíblico sobre a visita de Saul à mulher de En-Dor confunde muitos estudantes da Bíblia. Alguns se posicionam dizendo que Samuel realmente esteve lá. A Bíblia apresenta muitas provas para concluir o contrário. […] A própria mensagem revela sua origem. Seu propósito não era levar Saul ao arrependimento, mas induzi-lo à destruição. Essa não é a obra de Deus, mas de Satanás. […] Saul não se comunicou com Samuel, o profeta de Deus, mas com Satanás. O inimigo não tinha poder para apresentar o verdadeiro Samuel, mas uma falsificação que lhe serviu para praticar o engano. […] …a religião dos pagãos era uma forma de adoração aos mortos. […] A prática de conversar com seres que dizem ser espíritos dos mortos tem se espalhado muito, até mesmo em lugares que seguem o cristianismo. Seres espirituais às vezes aparecem em forma de amigos falecidos, contam experiências pessoais de sua vida e fazem coisas que eles costumavam fazer enquanto estavam vivos. Dessa maneira, levam as pessoas a acreditar que seus amigos falecidos são anjos. Para muitos, a palavra deles tem mais valor do que a Palavra de Deus. […] Tanto o espiritismo moderno quanto a antiga bruxaria têm como base fundamental a comunicação com os mortos. Eles se baseiam na primeira mentira que Satanás usou para enganar Eva no Éden: ‘Certamente não morrerão! Deus sabe que, no dia em que dele comerem, (…) vocês, como Deus serão’ (Gn 3:4, 5). Firmados nesse engano, tanto um como o outro tem sua origem no pai da mentira. […] Os ‘espíritos familiares’ não eram espíritos dos mortos, mas de anjos maus, os mensageiros de Satanás. […] O espiritismo moderno é um renascimento da bruxaria e da adoração aos demônios que Deus condenou há muito tempo. […] A mensagem do demônio para Saul não tinha a intenção de corrigi-lo, mas de levá-lo ao desespero e à destruição. […] O espiritismo afirma que não existe morte, nem pecado, nem julgamento, nem punição. O desejo é a lei suprema, e os homens prestam contas somente a si mesmos.” (p.424-427)

17. “A dança de Davi em reverente alegria diante de Deus tem sido usada para justificar a dança moderna. Em nossos dias, a dança está associada à folia e diversão. A moral é sacrificada pelo prazer, Deus não é o alvo dos pensamentos e a oração é desprezada. Os cristãos não devem buscar diversões que enfraquecem o amor pelas coisas sagradas. A música e a dança em alegre louvor a Deus na ocasião em que a arca foi transportada não tem a mínima semelhança com a influência desmoralizante da dança moderna. Uma exaltava o santo nome de Deus, a outra é um instrumento de Satanás para fazer as pessoas esquecerem e desonrarem a Deus.” (p.440)

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Os Escolhidos (CPB)

Livro “A Batalha de Todo Homem”

Li [em 2014-2015] “A BATALHA DE TODO HOMEM: um guia para homens sobre como vencer as tentações sexuais”, de Stephen Arterburn & Fred Stoeker, alguns trechos importantes do livro:

1.“O que eu […] precisava fazer era treinar meus olhos e minha mente para que tivessem um bom comportamento. Precisava alinhar meus olhos e minha mente com as Escrituras e evitar todo e qualquer sinal de imoralidade sexual.” (p.46)

2.“… se você está cansado da impureza sexual e do relacionamento medíocre e distante de Deus que aparece como resultado disso […] reconheça que [você] é impuro porque diluiu o padrão de pureza sexual de Deus com o seu próprio. […] … o padrão de Deus é o de que evitemos qualquer sinal de imoralidade sexual em nossa vida.” (p.56)

3.“A impureza sexual tem se tornado excessiva na igreja porque temos ignorado o valioso trabalho de obediência aos padrões de Deus como indivíduos, perguntando com frequência: até que ponto posso chegar e ainda ser chamado de cristão?” (p.74)

4.“Os olhos fornecem aos homens os meios para cometerem o pecado a torto e a direito. […] Somos ativados pela nudez feminina de qualquer modo, jeito ou forma.” (p.81)

5.“Você é sexualmente puro quando seu prazer sexual provém de ninguém ou nada além de sua esposa.” (p.124)

6.“ … [Prive] seus olhos de todas as coisas sensuais além da sua esposa. Para os solteiros, isso significa distanciar os olhos de todas as coisas sensuais [afinal, solteiro não tem esposa]. Isso o ajudará a vencer o desejo pelo sexo antes do casamento com a mulher que namora. Se você privar seus olhos assim como os homens casados, verá sua companheira como uma pessoa, e não como um objeto.” (p.129)

7.“… Sem alimento para as fantasias mentais, a febre sexual que atrai sua mente para o pecado nessas condições será quebrada. Essas situações [tentações] perderam força rapidamente.” (p.147)

8.“Esteja contente com a esposa da sua juventude. Se ela não é tudo o que você esperava, lembre-se de que Deus o presenteou com esta cordeirinha. Você pode estabelecer um compromisso para estimá-la hoje? Se a resposta for ‘sim’, deixe sua mente ser transformada pela Palavra. Deixe sua canção ser a Canção de Salomão: [Cantares de Salomão 4:1,3,7,9,10; 7:5,6].” (p.226)

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Um guia para homens sober como vencer as tentações sexuais