Psiquiatra “mais lido da atualidade” reprova uso de smartphones por crianças

Olá leitores do Blog, espero que estejam bem!

Recentemente li o livro “Socorro, Meu Filho Não Tem Limites!” do psiquiatra, psicoterapeuta, cientista e autor Augusto Cury. Confesso que o livro pouco me agradou, achei uma abordagem bem superficial. Porém, o ponto mais interessante do livro para mim foi a visão do autor em relação aos smartphones (livro escrito em 2018).

Cury defende a tese de colocar limites no uso de celulares e outros dispositivos digitais na educação de nossos filhos, explicando que, por meio do uso dessas tecnologias, o desenvolvimento e a saúde mental das crianças são afetados devido ao excesso de estímulos digitais. O autor, inclusive, relaciona essa intoxicação digital com os altos índice de ansiedade, depreseção e até mesmo suicídios de nossa época.

Além disso, o que mais me surpreendeu foram os limites postos pelo psiquiatra. Ele defende que “crianças de até 7 anos não devem usar celular regularmente” (p.44) e “quanto mais os pais retardarem o uso frequente de celular, melhor” (idem). Essa orientação é bem mais “fanática” do que a informação que eu tinha, que até 2 anos de idade todas as telas deveriam ser evitadas.

Cury continua sugerindo limites no tempo de uso de dispositivos digitais, recomendando que, para crianças de 7 a 10 anos, meia hora por dia; pré-adolescentes entre 10 e 12 anos, uma hora por dia; adolescentes, no máximo de uma a dua horas por dia; e adutlos, a não ser que usem o celular como instrumento de trabalho, o uso deveria ser restrito até duas horas não sequenciais por dia! Isso parece um absurdo em um mundo que passamos horas e mais horas, a se perder as contas, no bendito aparelhinho!

O autor finaliza o tópico sobre celular falando do seu uso nos fins de semana, no qual ele sugere que não usemos celulares aos finais de semana, apenas em casos excepcionais ou como telefones para fazer chamadas. É uma ideia bem legal, ainda mais considerando nós, adventistas do sétimo dia, que já santificamos o sábado como um dia de descanso (apesar de muitas vezes nosso aparelho não descansar rsrs).

Uma coisa é certa: a tecnologia digital mudou o mundo e tem mudado o ser humano. Se um autor e estudioso da psicologia com o calibre do Dr. Augusto Cury nos alerta sobre os perigos desta tecnologia, há bons motivos para refletirmos sobre o assunto. Que Deus nos abençoe nessa caminhada rumo à temperança no uso das tecnologias.

Métodos Proibidos de Conquistar Dinheiro: o problema dos bazares, sorteios, rifas, quermesses, vendas na igreja etc.

Você já comprou um almoço realizado pela igreja com a finalidade de recolher dinheiro para a construção do templo? Já comprou um bilhete de rifa para ajudar nas despesas de um dos missionários da igreja? Já comprou roupas no bazar organizado pela igreja para levantar fundos para o evangelismo local? E aquele lanche estilo fast-food vendido pelos irmãos com o objetivo de apoiar financeiramente um ministério da igreja? Afinal, qual o problema dessas práticas? Não estamos, com estes métodos, monetizando e avançando a missão de Deus na Terra?

O que diz a Bíblia e os escritos de Ellen G. White

A Bíblia e os escritos de Ellen G. White (EGW) claramente desaprovam o uso dessas estratégias de levantamentos de fundos em nossas igrejas. Você pode facilmente ler uma excelente coletânea de conselhos de EGW no livro Beneficência Social (BS), Cap. 39 – “Métodos proibidos de levantamentos de fundos” e no livro Conselhos sobre Mordomia (CM), Cap. 41 – “Métodos Populares de Apelo”.

Nestes capítulos EGW esmiúça algumas práticas, citando como métodos proibidos de recolher meios financeiros para a igreja: festins, glutonarias, ceias, convescotes [piqueniques], danças e festivais com o propósito de levantar fundos para o tesouro da igreja (BS 289.1), sorteios, exposições e jogos (BS 289.2), festas, bailes, luxuosos banquetes (BS 289.3), vendas, comidas, festanças, rifas e coisas semelhantes (BS 290.1), bazares, concertos, quermesses e entretenimentos similares (CM 204), subornos de banquetes e divertimentos em geral (CM 203), bingos, salão de jogo, boliche, esportes (CM 201). Alguns desses métodos são proibitivos em si mesmo, na sua essência, como os jogos e esportes de competição; outros não são necessariamente maus, como a venda e o sorteio, mas o denominador comum que os une como métodos inadequados é o objetivo de angariar recursos para a igreja.

Segundo EGW, esses são “métodos inventados por mentes carnais a fim de conseguir meios sem sacrifício” (BS 289.1). Os recursos obtidos desta forma são “ofertas coxas e enfermas” (BS 289.2) pois apelam para a luxúria do apetite ou apelam para o recurso do divertimento para que os irmãos “se abneguem”, abnegação tal que não seria feita simplesmente pelo amor de Cristo e Sua obra (BS 289.3). Em outras palavras, esses meios incentivam e fortalecem o egoísmo e o apetite natural, justamente o que precisamos vencer agora, no tempo do fim (BS 290.1). Além disso, esses meios tornam-se um mal testemunho para os incrédulos, visitantes, jovens, novos na fé, inclusive para os irmãos já firmes na fé (BS 290.2, CM 201). EGW é enfática e dura ao dizer que esses meios “são uma abominação para o Senhor” (BS 290.3) e que “o Senhor não aceita tais ofertas” (BS 290.2). Palavras duras!

Métodos modernos que contradizem esses princípios

Algumas práticas modernas que contradizem esses princípios são:

1. Venda de alimentos para obtenção de recursos para a igreja

Geralmente são vendidos alimentos que contrariam os princípios bíblicos: chocolates, pastelarias, doces (açúcar refinado), carnes, refrigerantes etc. e nunca os alimentos que Deus nos instruiu (mesmo que fossem vendidos alimentos saudáveis, o objetivo de obter recursos para a igreja não seria certo). Enquanto os irmãos da igreja não doam de bom grado, apela-se para o apetite não santificado para obtenção do recurso que não sairia sem este apelo (leia CM 202).

A propósito, no livro BS, no Cap.38 – “Vendagem de alimentos”, o título do capítulo (que não é inspirado) distorce o verdadeiro conteúdo das declarações elencadas, pois EGW nunca apoiou a venda de guloseimas e alimentos que apelam para o apetite não santificado com a finalidade da obtenção de recursos, seja na igreja quanto nos acampamentos da igreja, leia, por exemplo, Conselhos sobre o Regime Alimentar (CRA) 329. No capítulo 38 do BS, ela incentiva a venda de alimentos saudáveis em nossos restaurantes vegetarianos na cidade ou em pontos de aglomeração de descrentes, sempre concomitante ao trabalho de instrução nos princípios de saúde e da temperança, não visando ganhar dinheiro para o avanço da Obra (leia BS 284-288).

Neste tópico, se inclui também a venda de alimentos para captação de dinheiro para sustento do ministério dos jovens, desbravadores e aventureiros (venda de sorvetes e picolé, doces, bolos, pastéis, pizzas etc.), para o evangelismo local, para auxílio de um irmão doente, para a formatura de alunos da Escola Adventista, para obter recursos para retiros etc. A causa que o dinheiro será usado não santifica o método para consegui-lo.

2. Sorteio de qualquer tipo de brindes

Inclui sorteios com o objetivo de incentivar irmãos a comparecerem na igreja, no culto jovem, todos os dias da Semana de Oração etc. Para incentivar os irmãos a convidarem pessoas para o evangelismo (“convide pessoas, traga visitantes e ganhe/concorra a um brinde”); para incentivar os visitantes a participar da programação (“venha no evangelismo e concorra a um eletrodoméstico”) etc. Se o povo de Deus precisa de brinde para incentivar a frequência nos cultos e para convidar pessoas para o evangelismo, precisamos urgentemente rever nosso cristianismo!

3. Venda de qualquer tipo de material para angariar recursos (camisas, chaveiros, casacos, bonés etc. com expresso objetivo de vender e obter lucro para auxiliar os ministérios). Poderiam ser comercializados a preço de custo, sem margem de lucro, de preferência fora do ambiente e arredores da igreja;

4. Rifas, sorteios, bingos e carnês para angariar dinheiro para os ministérios, para levantar fundos para a construção da igreja, para levantar recursos para um irmão enfermo, para obter dinheiro para sustentar um missionário etc.

5. Brechós e bazares com a finalidade de obter dinheiro para sustento dos ministérios etc. Toma-se as roupas e calçados usados dos irmãos da igreja (que deveriam ser doados gratuitamente) e vende-se a preços módicos para obtenção de recursos (montante que facilmente poderia ser obtido por meio de ofertas voluntárias).

6. Atividades extra-igreja para levantar fundos para o ministério: lava-jato e outras atividades pagas dos jovens, desbravadores e aventureiros para conseguir recursos para acampamentos, programações especiais, Camporis e Aventuris (pior que ainda divulgam no sábado na igreja local).

Todos esses métodos falham no mesmo princípio: aquilo que não ofereceríamos a Deus liberalmente e de bom grado (pode ser nossos recursos, nosso dinheiro, nossa presença na igreja), somos incentivados a dar com segundas intenções!

Se a igreja não tem o perfil e o histórico em auxiliar a causa liberalmente, deveríamos muito nos preocupar com a espiritualidade e conversão dos irmãos. Se, por exemplo, o plano de coletar alimentos sem nenhuma contrapartida não geraria o engajamento da igreja, mas o incentivo que ganhar um brinde daria ânimo para os irmãos doarem, então deveríamos nos preocupar seriamente com a espiritualidade dos membros desta igreja!

O caráter de Cristo precisa ser reproduzido em nós (Cl 1:27), toda nódoa, todo traço de egoísmo, todo traço de manifestação do eu tem que ser vencido aqui na Terra, para que recebamos o selo de Deus (Testemunhos para a Igreja [T5], vol. 5, 214). É com o caráter transformado que o Evangelho será pregado em todo mundo e então virá o fim (compare Mateus 24:14 com Parábolas de Jesus [PJ], 69). Esses métodos populares de apelo não cooperam com a edificação de um perfeito caráter cristão, pelo contrário, incentivam o egoísmo e destroem os princípios da verdadeira mordomia. Se o “espírito de liberalidade é o espírito do Céu” (CM 19), precisamos incentivar esse espírito aqui na Terra. Por outro lado, “o espírito egoísta é o espírito de Satanás” (CM 19). E o mais trágico de tudo é que esses métodos retardam o retorno do Senhor Jesus nas nuvens dos céus (2Pe 3:12, a Segunda Vindo de Jesus está sendo atrasada a mais de 100 anos, veja em Mensagens Escolhidas [ME1], vol.1, 67-69 o motivo!).

Outro aspecto pernicioso é que esses métodos destroem o fundamento da verdadeira educação cristã. Tenha em mente que: a educação é um “desenvolvimento harmônico” (Educação [Ed] 13) de todas as faculdades do homem; a obra da redenção e da educação “são uma” (Ed 30); o objetivo da verdadeira educação é “restaurar no homem a imagem de Seu Autor” (Ed 15, 16); “o amor… é o fundamento da educação verdadeira” (Ed 16) e “a abnegação é a base de todo o verdadeiro desenvolvimento” (Ed 16). Em outras palavras, a imagem de Deus no homem precisa ser restaurada para habitarmos na Nova Terra. A imagem de Deus é Seu nome simbolicamente estampado em nossas testas (Ap 14:1). Seu nome é Sua glória e Sua glória é Seu caráter (cf. Êx 33:18, 19; 34:5-7). Então o amor, a abnegação, o serviço desinteressado é essencial e deve ser colocado como base e fundamento de nossas ações, contrapondo o egoísmo e a satisfação própria. Cristo deu o exemplo para nós, Ele é nosso Exemplo. “A grande lei da vida é a lei do serviço em prol de outrem” (Ed 103), “o amor e interesse próprios devem perecer… a lei do sacrifício próprio é a lei da preservação de si mesmo” (Ed 110). Para evitar mais delongas, recomendo todo o livro Educação.

EGW lamenta “ser um fato deplorável” (BS 291.2) que o amor dos irmãos não seja o combustível para voluntariamente sustentar a obra com ofertas. E tudo isso tem base bíblica: EGW cita o exemplo de Moisés na construção do Tabernáculo do deserto: “O plano de Moisés no deserto para levantar recursos foi altamente bem-sucedido. Não foi necessária compulsão. Moisés não fez grandes festas. Não convidou o povo para cenas de alegria, danças e divertimentos em geral. Nem instituiu sorteios ou qualquer coisa de natureza profana para conseguir recursos a fim de erguer o santuário de Deus no deserto. Deus pediu a Moisés que convidasse os filhos de Israel a trazerem suas ofertas. Ele foi autorizado a aceitar dádivas de todo homem que desse espontaneamente, de coração. Essas ofertas voluntárias vieram em tão grande abundância que Moisés proclamou ser o bastante” (BS 291.3, ênfase acrescentada).

Eis o plano: ofertas sacrificais voluntárias! O bom samaritano não abençoou o judeu ferido pensando em “ganhar” algo com isso (Lc 10:30-37). Dorcas não auxiliava o povo pensando em retorno (At 9:36-40). Pedro e os apóstolos não pregavam e curavam pensando em algo como retorno, pelo contrário, eles repreenderam Simão, o Mago, pelo seu interesse carnal no dom celestial (At 8:9-22). Os cristãos primitivos venderam tudo para auxiliar os necessitados, não pensando em receber algo em troca (At 4:34-37), mas a cobiça e o traço egoísta de Ananias e Safira os condenaram (At 5). Os próprios pioneiros da Igreja Adventista do Sétimo Dia venderam e doaram tudo para pregação do Evangelho eterno. O próprio Jesus nunca “trocou” as bençãos dos Céus por recursos terrenos. “De graça recebestes, de graça dai” (Mt 10:8). Ele cumpria literalmente a lei do serviço abnegado. Ele amou e Se deu (Jo 3:16). O amor verdadeiro é necessariamente voluntário, se dá, se entrega. Não estou dizendo que os irmãos que contribuem usando o método errado estão com intenções erradas, mas que isso pode levar a ter os motivos errados na hora de contribuir, arruinando os caracteres, segundo EGW (CM 202), colocando em risco nossa própria vida eterna.

O melhor plano de arrecadar dinheiro para os ministérios ou recolher roupas e alimentos para os pobres é seguir o plano de ofertas de sacrifícios. Que cada irmão se abnegue e doe voluntariamente. Preguemos os princípios da verdadeira mordomia (o livro CM é fantástico nesse ponto), incentivemos o amor sacrifical, a abnegação, a doação desinteressada, o sacrifício próprio. Façamos um plano para cada membro da igreja doar R$ 10,00 mensais para fins de beneficência, pode até fazer um carnê de doação voluntária. Eu morei em uma cidade em outro estado (sem parentes e família) e passei bastante dificuldade financeira, mas nunca R$ 10,00 doados à igreja me fez falta. Se na igreja tiver 100 membros que comprem essa ideia, são R$ 1.000 mensais. Se 1 kg de arroz for R$ 5,00, o montante daria para comprar 200 unidades e na verdade até mais, pois R$ 10,00 seria apenas um valor mínimo.

Por quê não incentivar a prática do jejum, a prática da reforma de saúde, a economia equilibrada e a simplicidade? Incentivemos jejuns semanais e a economia de recursos com esta prática sejam investidos na obra social e evangelística. Coloquemos em prática os princípios da reforma de saúde, da temperança e da reforma de vestuário e economizemos dinheiro com remédios e consultas médicas, economizemos com alimentos que degradaram nosso corpo, com alimentos comidos fora de hora, com a extravagância no vestuário, com os luxos em nossas casas e igrejas. Incentivemos o sacrifício próprio, um plano pessoal ou um sonho de infância, que pode ser postergado e os recursos serem investidos em uma Causa maior. Muitos recursos seriam economizados se fôssemos modestos, temperantes, decentes e simples. Uma das formas pelas quais Deus usou nos tempos de Israel foi o segundo dízimo, uma oferta do valor do dízimo, mas específica para o auxílio dos pobres e necessitados dentre o povo. Você pode ler mais sobre o segundo dízimo no livro Patriarcas e Profetas (PP) Cap. 51 – “O cuidado de Deus para com os pobres”.

Quero agora trabalhar uma questão “gramatical”. Se um projeto de levantamento de recursos é baseado numa troca (“doe um alimento e concorra a um brinde”, “compre um alimento e ajude na construção da igreja”, “traga visitantes e concorra a um presente”, “compre uma roupa no bazar e ajude na pregação do evangelho” etc.), esse projeto não pode ser chamado de “solidário”, afinal toda “troca” tem que ter uma contrapartida de quem está dando, toda troca é uma permuta. Além do mais, a apresentação desses projetos (banner, anúncio, forma de apresentação etc.) se assemelham com “promoções de supermercado”! Precisamos nos abster de toda a aparência do mal (I Ts 5:22). Por outro lado, usei acima a expressão “doação voluntária” ou “doação desinteressada”, que na minha opinião é um pleonasmo ou redundância, afinal toda doação tem que ser voluntária ou desinteressada. Será que o uso e disseminação desses métodos populares de apelos tem moldado nossas mentes de tal forma que precisamos agora adjetivar o termo “doação”, para melhor entendimento das pessoas?

Infelizmente muitos dos líderes da igreja não conhecem ou não veem o quanto este assunto é importante. Não posso e nem quero julgar o porquê dos posicionamentos desses líderes. Alguns retrucam dizendo que esses métodos populares de apelo são utilizados pela Associação, União, Divisão, pela TV Novo Tempo, pelo UNASP, pelo Pr. Fulano etc. Se esses métodos antibíblicos foram utilizados por alguma instituição da igreja, pela TV Novo Tempo, pela Associação Geral, pelo Pr. Ted Wilson ou por quem quer que seja, não deveria importar muito. Deveríamos nos importar com o que Deus diz na Bíblia e no Espírito de Profecia. “À lei e ao testemunho!” (Is 8:20), devem ser nossa guia. Afinal, líderes humanos e instituições não são infalíveis. Como disse EGW: “pode o púlpito [os pregadores, o pastor, a Associação, União ou Divisão, a TV Novo Tempo, o UNASP, o Pr. Ted Wilson etc.] defender…” esses métodos “para obter recursos para os planos da igreja; mas não participemos de nenhuma dessas coisas” (CM 202, ênfase acrescentada).

P.s.: Não questiono as motivações dos irmãos nem nego a utilidade do “resultado” desses métodos populares, contudo a benção que provém desta prática não santifica os métodos, assim como a oferta de um cafetão não santifica a prostituição ou que o fato da oferta de Ananias e Safira ter sido usada para ser bênção para o povo, não santificou a prática avarenta do casal (At 5). Deus é especialista em transformar a oferta falha do pecador em benção, mas isso não dá o aval para que as práticas erradas se perpetuem. Permita-me repetir: a motivação do doador nunca foi questionada. Entretanto, podemos fazer coisas erradas, mesmo com a motivação correta. E os resultados desta prática podem acarretar sérios danos espirituais para nós e para a igreja, danos que Deus não operará para neutralizar apenas porque tivemos as melhores intenções. Além do mais, se temos uma clara orientação da vontade de Deus, que reprova nosso erro e nos mostra o ideal, por quê não acatar imediatamente esta orientação?

Métodos Proibidos de Levantamento de Fundos

Defesa do Evangelho (Fp 1:16): PODE NA IGREJA TER SORTEIOS, RIFAS, BINGOS E  JOGOS?
Rifas, bingos, sorteios para angariar fundos

Não é Próprio Apelar Para o Apetite

Vemos as igrejas de nossos dias encorajando festins, glutonarias e dissipação, por meio de ceias, piqueniques, danças e festivais realizados com o propósito de levantar fundos para o tesouro da igreja. Aqui está um método inventado por mentes carnais a fim de conseguir meios sem sacrifício. …

Tais exemplos fazem impressão no espírito de jovens. Eles notam que sorteios, exposições e jogos são sancionados pela igreja, e acham que há algo fascinante nesta maneira de obter recursos. …

Guardemos distância de todas essas corrupções de igreja, dessas dissipações e festivais, que têm influência desmoralizante sobre jovens e adultos. Não temos o direito de cobri-los com o manto da santidade, só porque esses recursos vão ser usados para propósitos da igreja. São ofertas defeituosas e enfermas, e levam a maldição de Deus. É a salvação de pessoas que está em jogo. O púlpito pode defender festas, bailes, sorteios, exposições e luxuosos banquetes, a fim de obter meios para planos da igreja, mas não participemos de nenhuma dessas coisas; se o fizermos, o desprazer de Deus estará sobre nós. Não nos proponhamos apelar para a luxúria do apetite ou o recurso de divertimentos carnais como incentivo aos professos seguidores de Cristo para que dêem dos meios que Deus a eles confiou. Se não derem de boa vontade, pelo amor de Cristo, de maneira nenhuma será a oferta aceita por Deus. Review and Herald, 21 de novembro de 1878.


A Igreja é Desacreditada

Para a obtenção de dinheiro para fins religiosos, a que meio recorrem muitas igrejas? A vendas, comidas, quermesses, e até a rifas e coisas semelhantes. Freqüentemente, o lugar consagrado para o culto divino é profanado por festanças em que se come e bebe, compra e vende, e as pessoas se divertem. Dessa forma desaparece na mente dos jovens o respeito à casa de Deus e a Seu culto. Enfraquece o domínio próprio. O egoísmo, o apetite e o amor à ostentação são estimulados e fortalecem-se com a prática. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 328.

Como São Impressionados os Incrédulos

E qual a impressão feita no espírito dos incrédulos? A santa norma da Palavra de Deus é rebaixada até o pó. Lança-se a ignomínia sobre Deus e o nome cristão. Os mais corruptos princípios são fortalecidos por este meio não bíblico de levantar fundos. E isto é como Satanás desejava. Os homens estão repetindo o pecado de Nadabe e Abiú. Estão usando fogo comum em vez de fogo sagrado no serviço de Deus. O Senhor não aceita tais ofertas.

Todos esses meios usados com o objetivo de trazer dinheiro a Sua tesouraria são uma abominação para o Senhor. É uma falsa devoção que permite todos esses enganos. Oh! que cegueira, que ignorância de tantos que se dizem cristãos! Os membros da igreja estão fazendo como os habitantes do mundo que nos dias de Noé fizeram, quando a imaginação do seu coração era má continuamente. Todos quantos temem a Deus, detestarão essas práticas como má representação da religião de Jesus Cristo. Review and Herald, 8 de dezembro de 1896.

Doando Para Satisfação Egoísta

Nas reuniões professamente cristãs Satanás lança uma vestimenta religiosa sobre enganosos prazeres e festanças não santificados a fim de dar-lhes a aparência de santidade, e a consciência de muitos aquieta-se porque se estão coletando meios para custear despesas da igreja. Os homens recusam dar por amor a Deus, mas por amor aos prazeres e pela indulgência para com o apetite sobre considerações egoístas, abrirão mão de seu dinheiro.

Será porque não haja poder nas lições de Cristo sobre a benevolência, e em Seu exemplo, e na graça de Deus sobre o coração para levar os homens a glorificar a Deus com a sua fazenda, que se torna necessário adotar tal procedimento para sustentar a igreja? Os danos causados à saúde física, mental e moral nesses divertimentos e glutonarias não são pequenos. E o dia do ajuste final mostrará almas perdidas pela influência dessas cenas de divertimento e leviandade.

É um fato deplorável que as considerações sagradas e eternas não tenham o poder de abrir o coração dos professos seguidores de Cristo a fim de voluntariamente abrirem a mão em ofertas para o sustento do evangelho, como o têm as sedutoras tentações de festas e divertimentos em geral. É uma triste realidade que esses atrativos prevaleçam quando coisas sagradas e eternas não têm força para influenciar o coração a fim de empenhar-se em obras de benevolência.

O plano de Moisés no deserto para levantar recursos foi altamente bem-sucedido. Não foi necessária compulsão. Moisés não fez grandes festas. Não convidou o povo para cenas de alegria, danças e divertimentos em geral. Nem instituiu sorteios ou qualquer coisa de natureza profana para conseguir recursos a fim de erguer o santuário de Deus no deserto. Deus pediu a Moisés que convidasse os filhos de Israel a trazerem suas ofertas. Ele foi autorizado a aceitar dádivas de todo homem que desse espontaneamente, de coração. Essas ofertas voluntárias vieram em tão grande abundância que Moisés proclamou ser o bastante. Eles deviam parar de trazer ofertas, pois tinham dado abundantemente, mais do que poderiam utilizar.

As tentações de Satanás alcançam sucesso com os professos seguidores de Cristo no ponto da condescendência para com os prazeres e apetite. Vestido como um anjo de luz, ele citará as Escrituras para justificar as tentações que coloca diante dos homens para conduzi-los a condescender com o apetite e prazeres mundanos que o coração carnal exige. Os professos seguidores de Cristo são fracos na faculdade moral e sentem-se fascinados com a sedução que Satanás lhes apresenta, e assim ele ganha a vitória.

Como considera Deus as igrejas que se sustentam dessa forma? Cristo não pode aceitar essas ofertas, porque não foram dadas por força do amor e devoção para com Ele, mas pela idolatria do eu. Mas o que muitos não fariam pelo amor de Cristo, farão pelo amor de delicados luxos que satisfaçam o apetite e pelo amor de divertimentos mundanos que lisonjeiem o coração carnal. Review and Herald, 13 de outubro de 1874.

O Motivo que Leva a Dar é Anotado

Foi-me mostrado que o anjo relator faz fiel registro de cada oferta dedicada a Deus e posta no tesouro, e também do resultado final dos meios assim providos. Os olhos de Deus tomam conhecimento de cada moeda devotada a Sua causa e da disposição ou relutância do doador. Os motivos que animam a dar são também anotados. Os crentes consagrados, abnegados, que devolvem a Deus o que é Seu, tal como Ele deles requer, serão recompensados segundo as suas obras. Testimonies, vol. 2, págs. 518 e 519.

(Ellen G. White, Beneficência Social, Pag. 289-292)

Trabalho útil e habilidades a se desenvolver

Elenquei, baseado na Bíblia e no Espírito de Profecia, algumas categorias de trabalho útil e habilidades a serem desenvolvidas. Eis a lista:

  1. Agricultura (horta, pomar, leguminosas, hortaliças, preparo do solo, compostagem etc.)
  2. Tratamentos naturais
  3. Manufatura (marcenaria, mecânica, construção civil etc.)
  4. Tarefas domésticas (lavar, passar, varrer etc.)
  5. Culinária saudável
  6. Corte e costura
  7. Jardinagem (floricultura)
  8. Poesia e música sacra
  9. Colportagem
  10. Idiomas
  11. Cultura da voz
  12. Estética (corte de cabelo, manicure e pedicure etc.)
  13. Criação de animais

Dez Argumentos Para Você Deletar Agora Suas Redes Sociais

Hoje as redes sociais são praticamente um segundo documento de identidade: não participar de determinada plataforma muitas vezes é sinônimo de total isolamento. Mas você já pensou como seria se deletasse os seus perfis na rede e levasse uma vida diferente?

Jaron Lanier, considerado o pai da realidade virtual e uma das maiores referências (e críticos) do Vale do Silício, não tem conta em nenhuma rede social e deixa bem claro por quê: “Evito as redes sociais pela mesma razão que evito as drogas.”

Segundo ele, as bases da internet foram fundamentadas em um modelo de negócio regido pelas propagandas. Os anúncios, nossos velhos conhecidos das mídias tradicionais, ganharam uma nova dimensão à medida que a internet se desenvolvia. O que antes era apenas a exposição de um produto agora é uma engrenagem intrincada de algoritmos que modificam o comportamento de milhões de pessoas diariamente. E o pior: sem que ninguém perceba.

Essa dinâmica nas redes traz inúmeros efeitos degradantes: as redes acabam com o livre-arbítrio, estimulam emoções negativas, distorcem a percepção da verdade, precarizam profissões. A lista não tem fim, mas Lanier esquematizou boa parte dela em dez argumentos poderosos e convincentes para que você largue as redes sociais.

É uma tarefa complicada, e o autor sabe disso. Ele acredita, no entanto, que essa é a única forma para que um dia tenhamos redes sociais verdadeiramente dignas e aproveitemos o potencial maravilhoso do que a internet nos proporciona.

Li esse livro ano passado e é muito bom! Você pode comprá-lo aqui. Veja uma ótima resenha abaixo.

Como ler 200 livros em 1 ano

maskarad

Não, não, você não leu errado! Você descobrirá agora como ler 200 (duzentos) livros em um ano! Ok, pode ser que não seja tão fácil quanto pareça, mas uma coisa é certa: você lerá bem mais do que está acostumado se seguir esse cronograma.

Para ler essa quantidade de livro, você precisará de tempo e disposição. Vamos inicialmente fazer as contas de quanto tempo precisaremos para alcançar nossa meta.

Consideraremos que os livros lidos terão 180 páginas em média. Entenda: uns livros terão bem mais, outros bem menos, mas na média vamos ficar com 180 páginas.

Agora vamos considerar uma velocidade de 1 página lida a cada 1,5 min (pode ser mais ou até menos). Logo, o tempo total para a leitura seria:

Tempo total = (200 livros) x (180 páginas/livro) x (1,5 min/página) x (1 h/60 min) = 900 h

Ou seja, precisamos de 900 h! Vamos dividir por dias do ano:

Tempo diário = (900 h) / 365 dias = 2 h 28 min

Eis o tempo diário que precisamos: cerca de 2 horas e meia! Precisamos separar esse tempo diariamente para a leitura e, magicamente, no final do ano teremos centenas de leituras realizadas.

Ah, mas eu não tenho esse tempo todo não!”

Tem sim! Você que não percebe que tem. Se você monitorar o tempo que passa em sites na internet, assistindo programas de TV, jogando video-game, vendo os posts publicados nas muitas redes sociais ou deletando as correntes chatas das dezenas de grupos de WhatsApp, verá que você tem tempo sim, e muito!

Na verdade, na maioria de nossas distrações estamos justamente lendo! Lendo as notícias no notebook, lendo as postagens nas redes sociais pelo celular, lendo as intermináveis mensagens do WhatsApp, lendo os comentários dos vídeos do Youtube, etc. Que ironia! Não estou demonizando essas mídias, mas sugerindo que o tempo perdido ali poderia ser utilizado para fins mais nobres. Então, concordamos que não é falta de tempo?

A empresa de pesquisa GlobalWebIndex realizou uma pesquisa constatando que o Brasil é o 2º país do mundo em que mais tempo é tomado em redes sociais: 225 minutos, ou seja, 3 h e 45 min! Usando a mesma proporção acima, com esse tempo daria para ler incríveis 280 livros por ano!

Ah, mas eu não consigo! Não tenho foco para isso.

Se você está pensando nisso, quero te dizer: consegue sim, mas precisará pagar o preço. Veja a história de Charles Chu, que dá outras dicas sobre como ler 200 livros no ano. Use o tempo a seu favor e embarque nessa caminhada rumo à obtenção do conhecimento!

Boas leituras!

iChild: como os eletrônicos estão programando o cérebro dos nossos filhos

Joshua White fala sobre “como os eletrônicos estão programando o cérebro dos nossos filhos”. Quer eles usem poucas horas ou muitas, é algo que não acontecia a um pouco mais de uma década atrás. É algo novo para esta fase infantil. Então, entenda como o uso de smartphones, tablets, video-games, televisão, etc. pode afetar a mente de nossos filhos. Recomendo!

Palestra somente em inglês:

Há uma série de palestras sobre a verdadeira educação no canal do Projeto Restaure, vale a pena também: 

Tema 4 – iChild (acima)

Bons estudos!